Venezuela: mais de 33.000 mulheres usaram implantes mamários PIP

13/01/2012 - 09:14


A ministra venezuelana da Saúde, Eugénia Sader, revelou quinta-feira que mais de 33.000 mulheres radicadas no país usaram implantes mamários fabricados pela empresa francesa Poly Implant Prothese (PIP), avança a agência Lusa.


"Temos registadas 33.000 mulheres que até 2010 usavam esses implantes", disse Sader aos jornalistas, apelando à calma e recomendando às cidadãs irem ao médico para verificar o estado dos implantes mamários.


Eugénia Sader recordou que, em 2010, o governo venezuelano "proibiu o uso, distribuição e venda" das próteses PIP na Venezuela, ano em que a empresa foi encerrada por denúncias de rupturas dos implantes.


No dia 06 de Janeiro cerca de meio milhar de mulheres requereu à Justiça venezuelana um "apoio constitucional" contra os responsáveis pela empresa Poly Implant Prothese (PIP) e os intervenientes na rede de comercialização de implantes mamários franceses.


O pedido foi apresentado a um tribunal de Caracas e, segundo os advogados, as mulheres procuram que lhes seja garantida a substituição das próteses defeituosas por outras, assim como o pagamento de todas as despesas médicas e de tratamentos decorrentes dos defeitos de fabrico dos implantes PIP.


Uma investigação levada a cabo pela Sociedade de Cirurgiões Plásticos da França, em 2010, revelou que os implantes PIP tinham um grau de ruptura muito mais elevado do que outros e que o silicone usado não era apropriado para utilização médica.


Por suspeitar que os implantes estavam relacionados com a morte de, pelo menos, uma mulher e com o aparecimento de vários casos de cancro da mama, as autoridades francesas suspenderam o uso, fabrico, distribuição e exportação dos implantes da empresa PIP, que entrou em falência.


Entre 2007 e 2009, a empresa vendeu 300 mil silicones para países como a Grã-Bretanha, Espanha, EUA, Argentina, Colômbia, Brasil e Venezuela, entre outros.


A Venezuela anunciou que os hospitais do país vão retirar de forma gratuita os implantes mamários PIP às mulheres interessadas, mas não os mudaria porque "nunca receberam certificação para serem usados na Venezuela".


O próprio presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já se referiu ao assunto, lamentando que as mulheres se deixem convencer da necessidade de colocarem implantes para serem bonitas.


"Devemos fazer uma chamada de atenção às nossas jovens para que tenham cuidado, porque primeiro metem na cabeça que necessitam disso para serem belas", disse, lamentando "a degeneração da beleza impulsionada pelo capitalismo" e lembrando que, "para alcançar a beleza, não é indispensável ter uma prótese" mamária.


Hugo Chávez lamentou ainda que, em alguns países, muitos pais ofereçam cirurgias de implantes mamários às filhas, "quando fazem 15 anos", e instou a população "a pensar um pouco", porque "isso é parte da publicidade capitalista".
 

Estudo confirma que medicamento para a diabetes leva à perda de peso

12/01/2012 - 12:52

Uma revisão de estudos publicada no British Medical Journal confirma a eficácia do medicamento Victoza® (liraglutida), da da Novo Nordisk, para a perda de peso. O fármaco está indicado para o tratamento da diabetes, avança o FolhaOnline.

 

O benefício foi observado em doentes acima do peso ou obesos. A perda de peso média foi de 3 kg em 20 semanas. O medicamento também provocou a redução da tensão arterial e dos níveis de colesterol.

 

O medicamento usa uma versão sintética da hormona GLP-1, produzida no intestino delgado. É indicado para doentes com diabetes tipo 2 por causa da sua capacidade de regular os níveis de açúcar no sangue.

 

A hormona actua no cérebro, reduzindo a fome. Age também no trato digestivo, retardando o esvaziamento do estômago e a movimentação da comida nele (o que aumenta a saciedade). Entre os diabéticos, a perda de peso em pesquisas foi de 7 kg.

 

É por causa desses efeitos que os investigadores da Universidade de Copenhaga investigaram os resultados da liraglutida para a perda de peso e analisaram 25 estudos envolvendo mais de 6.000 pacientes.

 

A conclusão é que os pacientes que receberam o medicamento por pelo menos 20 semanas perderam mais peso do que os participantes que não tomaram o fármaco. O benefício foi observado em pacientes com e sem diabetes tipo 2, mas pode ser ainda maior em quem não tem a doença, segundo os autores.

 

Os efeitos secundários mais comuns foram náusea, vómito e diarreia, mas não pareceu afectar o número de doentes que desistiu do estudo, o que sugere que, em geral, a satisfação dos pacientes com o tratamento foi bastante alta.

 

Mas ressalvas sobre falta de comprovação de segurança para não diabéticos continuam. Para os autores do estudo, o tratamento com o medicamento deve ser indicado apenas para pacientes com diabetes obesos ou acima do peso e mais estudos são necessários para elucidar os efeitos da liraglutida no tratamento de pacientes sem diabetes.

 

No editorial que acompanha o estudo, o professor Raj Padwal, da Universidade de Alberta, no Canadá, afirma ainda que, apesar dos resultados, os benefícios mostrados no estudo não devem mudar a prática médica. Além disso, mudanças na dieta e no estilo de vida continuam sendo a base do tratamento de diabetes tipo 2.

 

Padwal diz ainda que a segurança do medicamento ainda é desconhecida e que novos remédios como esse devem ser vigiados de perto e de forma contínua.
 

Alto consumo de ansiolíticos representa perigo nas estradas portuguesas

12/01/2012 - 09:41

Um estudo feito no âmbito do projecto europeu DRUID (Driving under the Influence of Drugs, Alcohol and Medicines) coloca Portugal em primeiro lugar, entre 13 países, em relação à quantidade de pessoas (2,73%) que conduz sob o efeito de benzodiazepinas, ou seja, de ansiolíticos. Este não é o principal problema do país, onde perto de 9% dos jovens condutores consomem álcool, mas deverá dar origem a novas orientações nas políticas de prevenção de acidentes rodoviários, avança o jornal Público.

 

O relatório completo da investigação feita em Portugal por uma equipa do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) só será conhecido na próxima semana, em cerimónia organizada pelo Governo. Mas documentos com dados parciais, a que o Público teve acesso, permitem já extrair alguns dos dados mais significativos de um estudo que tem a particularidade de, pela primeira vez, fornecer informação sobre condutores não envolvidos em acidentes de viação e, também, de permitir compará-la com outros países europeus (Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Hungria, Holanda, Itália, Lituânia, Noruega, Polónia, República Checa e Suécia).

 

O estudo, desenvolvido pela Comissão Europeia, visa obter uma avaliação estatística fundamentada da prevalência do consumo de álcool, droga e fármacos nos diversos países da União Europeia e é considerado determinante para a definição de políticas de prevenção.

 

Elas preferem ansiolíticos

 

Em Portugal, particularmente, as operações rodoviárias de controlo dos níveis de álcool no sangue e de recolha de amostras de saliva foram realizadas por equipas do Instituto Nacional de Medicina Legal (com a colaboração das forças de segurança) e envolveram 3965 condutores, que participaram de forma voluntária e anónima. Entre Janeiro de 2008 e Junho de 2009, aquelas pessoas foram escolhidas de forma aleatória, em várias estradas nacionais. Mas tanto as áreas geográficas do país como as horas, bem como os dias da semana e os meses, foram fixados de forma a tornar a amostra representativa.

 

Em 10% do total de condutores portugueses foi encontrada pelo menos uma substância psicoactiva. As mais prevalentes foram o álcool (sozinho, em 4,93% dos casos; e associado a drogas, em mais 0,42%), as benzodiazepinas (em 2,73% dos condutores) e a THC, que é o princípio activo da cannabis (em 1,38% dos casos), avança o Público.

 

Duarte Nuno Vieira, director do INML, escusou-se a comentar os dados antes de eles serem tornados públicos pelo Governo. No entanto, ele próprio, na qualidade de investigador, foi um dos autores de artigos científicos sobre a condução sob o efeito de benzodiazepinas que defenderam a necessidade de um aconselhamento médico criterioso dos consumidores, por aqueles serem fármacos que têm como consequências a diminuição da atenção, da concentração, dos reflexos, da capacidade visual, da coordenação motora e do raciocínio.

 

O estudo vem mostrar que Portugal se destaca, precisamente, pela percentagem de condutores - 4,75% das mulheres e 1,68% dos homens - que conduz sob o efeito de ansiolíticos. Com uma particularidade: o consumo deste medicamento verifica-se especialmente entre as mulheres mais velhas, com 50 ou mais anos de idade (10,38%). O estudo permitiu ainda apurar que a prevalência de casos é de 4,58% aos sábados e domingos, 3,4 vezes maior do que nas noites dos restantes dias da semana (1,56%). Durante o dia, a variação é mínima entre o fim-de-semana (2,71%) e os restantes dias (2,73%).

 

Jovens lideram no álcool

 

No que respeita ao consumo de álcool - sempre privilegiado nas campanhas de prevenção rodoviária -, é a Itália que surge à cabeça do grupo (8,59%), seguido da Bélgica (6,42%), de Portugal (4,93%) e de Espanha (3,92%). Ainda assim, Portugal merece referências particulares, por o maior grupo de consumidores serem os jovens. Em concreto, verificou-se que, em média, a prevalência de álcool nos homens é de 6,21% e nas mulheres de 2,59%. No grupo de pessoas com idades entre os 18 e os 24 anos, contudo, os números saltam para 9,76% e 8,0%, respectivamente. É referido no estudo que se trata de uma excepção: na maior parte dos países, os condutores com álcool pertencem principalmente aos dois últimos grupos etários, entre os 35 e os 49 anos e os com 50 e mais anos. É destacada, ainda, outra particularidade: a prevalência do álcool, nos restantes países, é, em geral, mais baixa durante o dia, de segunda a sexta-feira. Em Portugal, a percentagem de condutores consumidores de álcool é mais alta durante o dia do que no período nocturno, refere o jornal.

 

Em terceiro lugar, no tipo de substâncias psicoactivas detectadas nos condutores portugueses está a cannabis. O seu princípio activo foi identificado em 72% dos casos de consumo associado de álcool e droga e, quando tomada isoladamente, em 1,38% dos condutores. Neste campo, o das drogas ilícitas, é Espanha que ocupa o pior lugar, com uma prevalência de 8,20%. Seguem-se a Itália (3,92%), a Holanda (2,51%) e Portugal (1,80%).
 

Implantes mamários: Nicolas Sarkozy promete "transparência total"

12/01/2012 - 09:31


O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, prometeu “transparência total” na resolução do caso das próteses mamárias da sociedade francesa Poly Implant Prothese (PIP), no centro de um escândalo mundial, indicam excertos de uma entrevista divulgados esta quarta-feira, avança a agência Lusa.


O chefe de Estado francês falou sobre o caso PIP numa entrevista ao jornal Généraliste, uma publicação direccionada para a comunidade médica. A entrevista será publicada na íntegra na sexta-feira.


“Estamos totalmente empenhados em garantir que todas as responsabilidades vão ser identificadas”, assegurou Nicolas Sarkozy, quando questionado sobre o dossier PIP.


“Este é o objectivo das investigações que foram solicitadas por Xavier Bertrand [ministro da Saúde] e sobre as quais queremos uma transparência total”, frisou o chefe de Estado francês.
“Parece, nesta fase, que estamos perante uma fraude que ultrapassa as fronteiras do nosso país. A justiça vai pronunciar-se”, concluiu.


A empresa PIP, em falência desde Março de 2010, está envolvida num escândalo internacional por ter utilizado um gel industrial que substituía fraudulentamente o gel médico e que se suspeita estar na origem de uma taxa anormal de rupturas dos implantes.


A PIP produzia cerca de 100.000 implantes por ano, 84 por cento dos quais eram exportados, nomeadamente para a América Latina, Espanha e Reino Unido. As estimativas apontam que entre 400.000 a 500.000 mulheres terão colocado implantes PIP em todo o mundo.


Em França, 20 casos de cancros, incluindo 16 cancros da mama, foram assinalados em mulheres com implantes mamários mas sem que fosse estabelecida uma relação de causa-efeito.
O governo recomendou a 30.000 mulheres francesas que retirassem os implantes.


Outros países, como Alemanha e Holanda, também recomendaram a remoção.


Em Portugal, as orientações vão no sentido de reforçar a vigilância das mulheres que têm estes implantes e dar respostas a eventuais problemas.
 

Brasil: Governo suportará custos de cirurgia para pacientes com prótese de silicone danificada

12/01/2012 - 09:16


O governo brasileiro decidiu suportar os custos, através do sistema público de saúde, das cirurgias que sejam necessárias às mulheres utilizadoras das próteses de silicone fabricadas pela empresa francesa PIP e a holandesa Rofil, avança a agência Lusa.


De acordo com a Agência Brasil, poder-se-ão submeter à cirurgia todas as pacientes que possuem as próteses das marcas em questão, independentemente de a motivação ter sido por questões de saúde ou estética.


A decisão foi anunciada depois da reunião de representantes da agência de vigilância sanitária brasileira (Anvisa) e médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, realizada esta tarde.
O tema foi levantado após se ter constatado, na semana passada, que a marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) utilizou silicone industrial na fabricação das suas próteses mamárias, o que aumenta a probabilidade de ruptura, e consequentes inflamações, para as utilizadoras.


Na terça-feira, a Anvisa constatou que a marca holandesa Rofil também utilizou material da PIP e cancelou o seu registo no Brasil.


Estima-se que 12 mil brasileiras tenham recorrido a estes produtos, das quais 39 já formalizaram queixas na Anvisa, tendo já sido submetidas a uma cirurgia corretora.


A Anvisa e os representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica decidiram ainda fazer o levantamento das pacientes que utilizaram o implante em questão para as convocar para a realização de um exame clínico.


A recomendação é de que a cirurgia para substituição da prótese deve ser feita apenas em caso de constatação da ruptura do implante, não sendo necessário uma intervenção preventiva.
 

Implantes: Holanda recomenda remoção de próteses de silicone PIP

11/01/2012 - 16:24

A Holanda recomendou esta quarta-feira a remoção dos polémicos implantes mamários da sociedade francesa Poly Implant Prothese (PIP) devido às informações “inconclusivas” que surgiram sobre este caso, avança a agência Lusa.


“Apesar de não ter sido registada qualquer ruptura, é aconselhada a remoção das próteses”, indicaram as autoridades sanitárias holandesas e a Associação de Cirurgia Plástica holandesa (NVPC) num comunicado conjunto.


Na mesma nota informativa, as duas entidades justificaram a recomendação com “as informações inconclusivas que surgiram em diversos meios de comunicação social” sobre este escândalo de contornos mundiais.


Existem na Holanda cerca de mil mulheres portadoras de implantes mamários PIP, de acordo com as estimativas das autoridades holandesas.


Fabricados pela sociedade francesa, os implantes foram comercializados no território holandês pela empresa Rofil com a marca "M-Implants".


Vários países, como Alemanha e França, recomendaram igualmente a remoção dos implantes PIP, enquanto o Reino Unido considerou tal medida injustificável.


Em Portugal, as orientações vão no sentido de reforçar a vigilância das mulheres que têm estes implantes e dar respostas a eventuais problemas.


A empresa PIP, em falência desde Março de 2010, está envolvida num escândalo internacional por ter utilizado um gel industrial que substituía fraudulentamente o gel médico e que se suspeita estar na origem de uma taxa anormal de rupturas dos implantes.


A PIP produzia cerca de 100.000 implantes por ano, 84 por cento dos quais eram exportados, nomeadamente para a América Latina, Espanha e Reino Unido. As estimativas apontam que entre 400.000 a 500.000 mulheres terão colocado implantes PIP em todo o mundo.


Em França, 20 casos de cancros foram assinalados em mulheres com implantes mamários mas sem que fosse estabelecida uma relação de causa-efeito.


Brasil: agência de vigilância sanitária passará a inspeccionar fábricas de próteses mamárias no exterior


A agência de vigilância sanitária brasileira (Anvisa) começará a inspeccionar, a partir deste mês, as fábricas de próteses de silicone no Brasil e no exterior, informa o diário Folha de São Paulo, citado pela Lusa.


A intenção é realizar uma vistoria rigorosa em todas as fábricas de implantes mamários, com verificação lote a lote das mercadorias.


A decisão ocorre após a notícia de que a marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) utilizou silicone industrial na fabricação das suas próteses mamárias.


O material em questão terá maior probabilidade de causar inflamações e rupturas na prótese.


A estimativa é de que 12 mil mulheres tenham usado o produto da marca PIP no Brasil.


A informação gerou divergência de opiniões entre os médicos brasileiros, com alguns deles a recomendar a substituição do implante por precaução.


Já a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica emitiu um comunicado a realçar que não há motivo para alarme.


Após o início das investigações envolvendo a empresa francesa, a Anvisa decidiu ainda cancelar o registo no Brasil das próteses da marca holandesa Rofil Medical Nederland Bv.
De acordo com o órgão sanitário brasileiro, a fábrica holandesa utilizou produtos fornecidos pela francesa PIP.


Ainda esta tarde, os profissionais do órgão de vigilância sanitária reunir-se-ão com representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para discutirem sobre uma possível alteração das regras para a importação de próteses de silicone.
 

Boehringer Ingelheim não concorda com conclusões sobre Pradaxa®

11/01/2012 - 13:42

A Boehringer Ingelheim não concorda com as conclusões retiradas da meta-análise independente publicada no Archives of Internal Medicine, que conclui que Pradaxa® (dabigatrano etexilato) está associado a um aumento do risco de enfarte agudo do miocárdio (EAM) ou de síndrome coronário agudo (SCA) num largo espectro de doentes, avança a companhia, em e-mail de resposta enviado ao RCM Pharma.

 

Segundo a Boehringer Ingelheim, “os dados utilizados pelos autores na meta-análise não incluem todos os ensaios conduzidos com Pradaxa®, apresentando, desta forma, conclusões a partir de um conjunto de dados incompleto. Adicionalmente, os autores agruparam diferentes comparadores (varfarina, enoxaparina e placebo). Seria cientificamente mais apropriado comparar separadamente com o tratamento respectivo, dado que cada tratamento tem um efeito diferente em termos de resultados cardiovasculares”.

 

Conforme destacado pelos próprios autores, “a meta-análise é dominada pelos resultados do ensaio RE-LY, uma vez que os outros seis ensaios tinham grupos de doentes muito mais pequenos e com uma duração de tratamento de seis meses ou menos1. No ensaio RE-LY®, que representa 59% do grupo e 74% dos episódios, foram monitorizados 18.113 doentes durante uma mediana de dois anos. A última análise post-hoc do RE-LY, que analisou dados de episódios de EAM, publicada na edição de Janeiro de 2012 da Circulation, mostrou um aumento não significativo do risco de EAM com dabigatrano, comparado com varfarina. Uma análise alargada do risco de EAM, angina instável, paragem cardíaca e morte cardíaca, não mostrou diferenças significativas entre o dabigatrano e a varfarina, com um perfil geral de risco-benefício favorável para ambas as doses de dabigatrano (110mg e 150mg BID). O endpoint composto por EAM, AVC, outros episódios trombóticos e hemorragia, ocorreu com menor frequência com ambas as doses de dabigatrano do que com varfarina e para a dose mais alta de dabigatrano a diferença foi nominal e estatisticamente significantiva”.

 

A companhia refere que como parte do seu compromisso em monitorizar a segurança dos seus medicamentos, incluindo o Pradaxa®, foi empreendida uma avaliação mais vasta e intensa dos dados de todos os estudos realizados com Pradaxa, incluindo mais de 40.000 doentes. Esta meta-análise realizada pela Boehringer Ingelheim concluiu que o Pradaxa® tem um benefício clínico global favorável e que o EAM não é uma reacção adversa causada pela administração do medicamento.

 

O Pradaxa® foi aprovado para a prevenção do AVC e do embolismo sistémico em doentes adultos com FA não valvular com um ou mais factores de risco em mais de 55 países em todo o mundo (incluindo EUA, Canadá, Japão e estados-membros da União Europeia). Desde o primeiro lançamento de Pradaxa® para esta nova indicação, em Outubro de 2010, este anticoagulante oral foi prescrito a mais de 500,000 doentes. O Pradaxa® está também indicado para a prevenção primária de eventos tromboembólicos venosos em doentes adultos submetidos a artroplastia electiva total da anca ou a artroplastia electiva total do joelho, em aproximadamente 75 países.
 

Medicamento triplica hipóteses de parar de fumar por pelo menos 12 meses

11/01/2012 - 12:13

Um ensaio clínico financiado pelo Medical Research Council, no Reino Unido, revelou que um medicamento conhecido como Tabex® pode triplicar as hipóteses de uma pessoa parar de fumar por pelo menos 12 meses, avança o portal ISaúde.

 

O produto, muito mais barato do que alguns comercializados para combater o tabagismo em vários países, oferece uma nova forma prática para ajudar as pessoas a parar de fumar.
O estudo, que envolveu 740 pacientes, mostrou que pessoas que tentam parar de fumar foram 3,4 vezes mais prováveis de serem bem sucedidas do que aquelas que tomaram um comprimido placebo.

 

Tabex® está disponível há mais de 15 anos em algumas partes da Europa Central e Oriental. No entanto, faltava evidência clínica para comprovar se a droga foi eficaz, até agora. Dos participantes que receberam Tabex®, 8,4% foram capazes de se abster de fumar por um ano, em comparação com 2,4% do grupo que receberam o placebo.

 

O comprimido é particularmente adequado para países de renda baixa e média, onde o custo de medicamentos eficazes para ajudar as pessoas a desistir poderia dissuadir muitos candidatos a ex-fumadores. Estudos recentes sugerem que 70% dos fumadores gostariam de parar.

 

"Com mais de um bilião de fumadores no mundo e com o cancro do pulmão ainda como uma das principais causas de morte, estamos muito entusiasmados que os benefícios do Tabex® sejam comparáveis com os de outros tratamentos, mas a um custo muito menor", afirma o professor Robert West, da University College London.
 

Pradaxa® da Boehringer Ingelheim aumenta riscos cardiovasculares

11/01/2012 - 09:43

Resultados de uma meta-análise publicada na revista Archives of Internal Medicine sugerem que o Pradaxa® (dabigatrano) da Boehringer Ingelheim tem sido associado a um risco ligeiramente maior de ataque cardíaco ou síndrome coronária aguda, avança o site FirstWord.

 

"A relação benefício-risco global do uso de dabigatrano parece ser favorável em doentes com fibrilação atrial por causa da redução no AVC isquémicos", referem os autores do estudo, mas advertem que "os médicos devem considerar o potencial destes graves efeitos nocivos cardiovasculares com o uso de dabigatrano".

 

A meta-análise foi baseada em dados de sete ensaios clínicos com o Pradaxa® envolvendo mais de 39.500 pacientes. Os estudos compararam Pradaxa® com a varfarina, com o Lovenox® (enoxaparina) da Sanofi ou placebo. Segundo os autores, o aumento do risco relativo em relação aos medicamentos comparativos foi na faixa de 27% a 33%; no entanto, o aumento do risco absoluto de sofrer um ataque cardíaco foi de apenas 0,27%. A meta-análise também revelou que a taxa de mortalidade foi menor para os doentes que receberam Pradaxa® do que para aqueles nos grupos de controlo em 4,83% contra 5,02%, respectivamente.

EM: doentes queixam-se contra Hospital de Braga por prescrever apenas um fármaco

10/01/2012 - 15:06

A Associação Todos com a Esclerose Múltipla (TEM) apresentou uma queixa aos provedores de justiça nacional e europeu contra o Hospital de Braga por prescrever apenas um medicamento para aquela doença “ignorando as especificidades clínicas de cada doente”, avança a agência Lusa.

 

A associação recorda que para o tratamento de Esclerose Múltipla (EM) “existem actualmente 8 principais medicamentos Imunomoduladores, de 1ª linha” e que até há pouco tempo os doentes "usufruíam de medicação prescrita pelo médico assistente, adequada à especificidade, estádio e evolução da doença".

 

Desde Agosto do ano passado, o hospital "alterou a política de fornecimento de medicação", obrigando a que a prescrição médica a novos doentes incidisse "apenas e só sobre um único medicamento": o Betaferon.

 

"Só em casos muito especiais, devidamente justificados, o médico poderá receitar um outro medicamento (Copaxone)", o que para a associação significa "ignorar as especificidades clínicas de cada doente”.

 

Se os doentes medicados até Agosto "continuam com os fármacos anteriormente receitados", os novos pacientes não têm a mesma sorte: "Actualmente, estima-se que a incidência anual no Hospital de Braga, registe 15 a 20 novos doentes de EM".

 

“A TEM considera que esta escolha única, para além de não ser uma decisão médica, mas sim administrativa, tem graves implicações e sérias desvantagens e contra indicações na vida dos doentes”, refere na queixa enviada aos provedores.

 

A associação denuncia ainda o facto de o hospital estar a atrasar-se na entrega da primeira medicação aos novos doentes e de, desde Outubro de 2009, se verificarem "frequentes" problemas com a entrega da medicação na farmácia hospitalar: "os doentes não recebem a sua caixa de medicação completa, devido à distribuição do seu conteúdo por vários doentes".

 

Para a TEM, esta prática poderá ter "consequências gravíssimas", como a troca de medicação, além de gerar "grande transtorno para a vida dos doentes e seus familiares", porque têm de se deslocar várias vezes às farmácias.

 

A TEM decidiu por isso recorrer aos provedores de justiça nacional e europeu para que intervenha “junto dos organismos e entidades responsáveis no sentido de deliberar o imediato desbloqueamento da situação, enquanto factor determinante para a defesa da saúde e protecção destes doentes crónicos, retomando assim a prestação de um tratamento de qualidade para os doentes e de prestígio do serviço nacional de saúde”.

 

Em Dezembro do ano passado, a Lusa contactou a direcção do hospital de Braga que garantiu que os doentes eram tratados “com terapêuticas aprovadas pelo Infarmed, adaptadas caso a caso, nomeadamente conforme as exacerbações e remissões da doença”.

 

Segundo o hospital, “a terapêutica é naturalmente modificada em função da eficácia do tratamento e da tolerância do doente ao medicamento, razão pela qual existem doentes a quem são prescritos outros fármacos”.

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