Medicamento para acne é eficaz contra esquizofrenia‎

05/03/2012 - 13:31

Um antibiótico barato, prescrito frequentemente a adolescentes no combate ao acne, alivia os sintomas psicóticos de esquizofrénicos. A inesperada eficácia da minociclina (minocycline) contra a esquizofrenia já foi testada em alguns países e o Reino Unido está avançar agora com uma investigação, em que se utilizará a droga para perceber melhor as causas da doença mental, avança o semanário Expresso.


O Instituto Nacional britânico para Investigação de Saúde possui um fundo de cerca de dois milhões de euros para testes com a minociclina e no próximo mês irá começar a recrutar pacientes no Reino Unido, segundo o "The Independent".
 

Doenças mentais podem resultar de processos inflamatórios
 

Os cientistas acreditam que são os efeitos anti-inflamatórios e neuroprotectores do minocycline que levam às melhoras nos pacientes, o que os leva a supor que a esquizofrenia, mas também outras doenças mentais como a depressão e o Alzheimer, resultem de processos inflamatórios no cérebro.


Os primeiros indícios da eficácia da minocycline contra a esquizofrenia ocorreram por acaso em 2007 quando um japonês de 23 anos deu entrada no hospital com delírios persecutórios e ideias paranóicas. Não possuía antecedentes de problemas psiquiátricos, mas encontrava-se agitado, com alucinações auditivas, ansiedade e insónias.
 

Testes sanguíneos e exames ao cérebro não mostraram qualquer problema e prescreveram-lhe halperidol, uma forte droga anti psicótica, que não lhe surtiu nenhum efeito.
 

Os sintomas psicóticos continuaram e uma semana mais tarde contraiu também uma grave pneumonia. Foi então que lhe foi prescrita minociclina.
 

Em duas semanas, não só ficou curado da infecção como desapareceram os sintomas psicóticos. Os médicos perceberam depois que quando parava de tomar minociclina os sintomas regressavam e dois mais tarde a droga ainda continuava a revelar-se eficaz.
 

Entretanto, a droga começa a ser prescrita com sucesso em esquizofrénicos no Japão e testes efectuados em Israel, Paquistão e Brasil deram também conta de melhoras significativas registadas em pacientes que sofrem da doença mental tratados com minociclina.
 

Diário da República publica resolução sobre urgência do Tafamidis

02/03/2012 - 14:16

Foi publicada, esta sexta-feira, em Diário da República, a resolução sobre a disponibilização do Tafamidis aos doentes com paramiloidose, com carácter de urgência. A data limite apontada pelo Ministro da Saúde para a chegada do medicamento a Portugal é 21 de Março, avança o Póvoa Semanário.

 

Na resolução é recomendada a urgência do medicamento, que virá beneficiar os doentes portadores de Paramiloidose, vulgo doença dos pezinhos, no Serviço Nacional de Saúde.

 

Carlos Figueiras, presidente da direcção da Associação Portuguesa de Paramiloidose, lembrou que a aprovação, por unanimidade de todos os partidos políticos, em disponibilizar o medicamento foi há mais de um mês, apelando agora a que o assunto não caia no esquecimento e que chegue na data referida. “Queremos que seja mesmo, que não se adie mais, porque há doentes que já estão no limite, se demorar mais uma semana, um mês, podem entrar no segundo estado da doença e ter de fazer o transplante hepático”.

 

No mesmo sentido, alertou para o facto de muitos doentes estarem a emigrar para países como França, Alemanha, Luxemburgo, para terem acesso ao medicamento.

 

Apesar da publicação em Diário da República, Carlos Figueiras defendeu: “só quando o medicamento chegar a Portugal é que podemos dizer aos doentes, porque não podemos levantar falsas expectativas a doentes que estão altamente fragilizados no aspecto psicológico. Eles precisam urgentemente do Tafamidis”.

Novartis apresenta resultados de fármaco experimental para a mielofibrose

02/03/2012 - 08:11

O NEJM publicou esta quinta-feira os resultados de dois estudos de Fase III relativos ao tratamento com o Janus Quinase (JAK) inibidor INC424 (ruxolitinib), ainda em investigação, demonstrando uma redução significativa da doença em doentes com mielofibrose, avança comunicado de imprensa.

 

Os resultados do COMFORT-I e COMFORT-II foram apresentados, pela primeira vez, na 47ª Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Junho de 2011.

 

A mielofibrose é um cancro raro do sangue, com risco de vida, caracterizado pela falência da medula óssea, aumento do baço (esplenomegalia), sintomas debilitantes, tais como fadiga, suores nocturnos e prurido intratável (comichão), má qualidade de vida e perda de peso, bem como reduzida sobrevida.

Poderá encontrar o press release completo sobre este assunto aqui.

 

Infarmed ainda não concluiu avaliação do Tafamidis

02/03/2012 - 08:10

A avaliação prévia à comparticipação do medicamento inovador para a doença dos pezinhos, Tafamidis, ainda está em curso no Infarmed, avança o jornal i.

 

Na última audiência na comissão parlamentar da saúde, o ministro Paulo Macedo, perante projectos de resolução de diferentes partidos, garantiu que o processo seria acelerado e ficaria concluído até ao final de Fevereiro. O prazo não foi cumprido.
 

Implantes PIP: Portugal registou incidentes com 14 implantes em 11 mulheres

01/03/2012 - 12:07

A autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) registou até ao momento incidentes com 14 implantes mamários PIP em onze mulheres, metade dos quais já este ano, avança a agência Lusa.

 

Os incidentes, e a respectiva retirada do implante, ocorreram em 2004 (um), 2006 (um), 2010 (um), 2011 (quatro) e 2012 (sete).

 

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) garante a remoção dos implantes com complicações, embora a sua substituição nos serviços de saúde públicos só aconteça em duas situações: quando colocados no SNS e sempre que a razão do implante seja a ablação da mama por doença.
 

FDA emite carta de advertência à MSD sobre ensaio clínico com Januvia®

01/03/2012 - 07:59

A FDA enviou uma carta de advertência à MSD (conhecida nos EUA como Merck & Co.) a alertar que a farmacêutica não cumpriu a obrigação de realizar um estudo de segurança em roedores com o seu medicamento Januvia® (sitagliptina). A MSD poderá incorrer em multas até 250 mil dólares, com a possibilidade de sanções adicionais, caso a farmacêutica não consiga resolver a violação, avança o site FirstWord.

 

Na sua carta de advertência, a FDA disse que em 2009 informou a MSD de que seria obrigada a realizar um ensaio de três meses de segurança pancreática num modelo de roedores diabéticos tratados com sitagliptina, substância presente em ambos os tratamentos da MSD para a diabetes Januvia® e Janumet®. A exigência do estudo adicional foi incluída na aprovação pela FDA em Fevereiro 2010 para ambas as terapias e a companhia deveria completá-lo até 15 de Março de 2011. Segundo a entidade reguladora, a MSD propôs um estudo do género, mas o FDA identificou algumas deficiências nele.

 

"Esta violação é preocupante do ponto de vista da saúde pública porque o estudo necessário faz parte de um acordo escrito [entre a MSD e a FDA] para realizar testes adicionais para avaliar um sinal de um risco grave de pancreatite aguda associada com o uso doJanuvia®”, referiu a FDA na sua carta. A entidade reguladora reviu a informação de prescrição para ambos os medicamentos em 2009 para incluir informações depois de ter recebido 88 relatos de pancreatite aguda entre Outubro de 2006 e Fevereiro de 2009 associados com a sitagliptina.

 

A porta-voz da MSD, Pamela Eisele, disse terça-feira que a companhia vai apresentar um protocolo final para o estudo exigido, para revisão pela FDA, no prazo de 30 dias, e que a farmacêutica vai dar início ao estudo no espaço de seis meses. A companhia acrescentou que vai rever a sua proposta, como é necessário para obter a aprovação da FDA. "A MSD continua plenamente empenhada em completar este requisito", disse a porta-voz da companhia, acrescentando que "está a realizar uma profunda revisão dos seus processos e procedimentos para assegurar que a MSD cumpre os seus compromissos com a FDA daqui para a frente".

 

Os medicamentos Januvia® e Janumet® registaram vendas combinadas de 4,7 mil milhões de dólares em 2011, mais 40% do que no ano anterior.
 

FDA anuncia actualizações dos rótulos das estatinas

01/03/2012 - 07:58

A FDA advertiu na passada terça-feira que os doentes que tomam estatinas podem enfrentar um "pequeno aumento" dos níveis mais elevados níveis de açúcar no sangue e de serem diagnosticados com diabetes tipo 2. A entidade que regula os medicamentos nos EUA, e que tomou a iniciativa após uma série de meta-análises de estudos que examinam a ligação, disse que os rótulos dos medicamentos desta classe foram revistos para alertar para estes riscos, avança o site FirstWord.

 

A FDA também alertou que certos efeitos cognitivos têm sido relatados com o uso de estatina e, como tal, as bulas destes medicamentos passarão a incluir informações sobre alguns doentes que sofreram perda de memória e confusão. No entanto, esse efeito secundário será listado como uma "reacção adversa" em vez de ser colocado na categoria das advertências mais sérias e precauções.

 

Além disso, as bulas têm sido revistas para remover um requisito para a monitorização periódica de rotina de enzimas do fígado em doentes que tomam estatinas depois de ter concluído que "a monitorização periódica de rotina de enzimas do fígado não parece ser eficaz na detecção ou prevenção deste efeito colateral raro”. Em vez disso, a FDA agora recomenda que os testes de enzimas hepáticas seja realizado antes de iniciar a terapêutica com estatinas, ou conforme indicado clinicamente depois.
 

Consumo de soníferos da classe dos hipnóticos triplica risco de morte

01/03/2012 - 07:54

O consumo de medicamentos soníferos da classe dos hipnóticos aumenta o risco de morte por qualquer causa em pelo menos três vezes. A conclusão é de um estudo que acompanhou mais de 10.500 consumidores desses fármacos nos EUA a ser publicado na revista BMJ Open, da editora do British Medical Journal, avança o Folha.com.


Entre 2002 e 2007, médicos da clínica de sono Viterbi, na Califórnia, e do Centro de Medicina Preventiva de Jackson Hole, em Wyoming, analisaram dados de pessoas tomando hipnóticos como zolpidem (Stilnox®) e zopiclone (Imovane®) e também outros sedativos, como barbitúricos e benzodiazepínicos.


Entre esses últimos, são usados como hipnóticos o midazolam (Dormonid®) e o flunitrazepam (Rohypnol®).


O aumento do risco de morte foi observado até para os doentes que tomavam as menores doses entre os pacientes acompanhados (menos de 18 comprimidos por ano).


Segundo os autores, muitos efeitos dos soníferos podem levar à morte.


Os hipnóticos prejudicam as funções motoras e cognitivas, aumentando o risco de acidentes de carro e de quedas em casa, especialmente no caso de idosos.


De acordo com o psiquiatra Sergio Hototian, do Hospital Sírio-Libanês, os mais velhos são os que costumam tomar soníferos por mais tempo e têm maior resistência a deixar os medicamentos. "Com os hipnóticos, o risco de queda aumenta em três ou quatro vezes".


Outro problema comum é a mistura dos fármacos com álcool, o que aumenta o risco de pausas prolongadas na respiração durante o sono. "Um copo de vinho pode ser suficiente para levar a uma overdose", afirma o médico.


O efeito de sonambulismo, observado em alguns pacientes após o uso de remédios como o zolpidem, também está associado a um risco maior de acidentes.


O estudo norte-americano também associou o uso dos hipnóticos a um maior risco de desenvolver cancro, 35% maior entre os pacientes que tomavam o maior número de doses por ano.
Para Hototian, há um excesso na prescrição de medicamentos para dormir. Muitos que precisam tomar os soníferos o fazem de forma errada.


"É preciso saber a causa da insónia. Muitas vezes, a pessoa tem uma depressão que causa falta de sono. É melhor tratar com antidepressivos do que com hipnóticos".


O psiquiatra afirma que muitos dos insones não têm paciência de tentar outros tratamentos que não sejam os soníferos. "Após a reforma, é normal que as pessoas durmam menos à noite, mas elas querem ter um sono como o da época em que trabalhavam. Quando não receitamos o fármaco, alguns acabam por procurar outro médico".
 

Insulina Glulisina regressa às farmácias

29/02/2012 - 15:02

A Insulina Glulisina solução injectável 3 ml cartuchos/canetas pré-cheias está de novo disponível nas farmácias de todo o país, após uma ruptura de abastecimento ocorrida em Setembro de 2011, avança comunicado de imprensa, enviado ao RCM Pharma.

 

A ruptura foi originada por um incidente técnico ocorrido numa das fábricas que produz a insulina, o que levou a uma interrupção temporária da produção, que entretanto já foi resolvida de acordo com as Boas Práticas de Fabrico.

 

Para obter a Insulina Glulisina solução injectável 3 ml cartuchos/canetas pré-cheias os doentes deverão dirigir-se ao seu médico assistente, uma vez que este fármaco só é disponibilizado mediante prescrição médica.

 

A Glulisina é um análogo de insulina de acção rápida utilizado no tratamento da diabetes. A insulina é uma hormona hipoglicemiante segregada pelas células beta dos ilhéus de Langerhans do pâncreas. Para o tratamento das pessoas com diabetes, pode ser obtida exogenamente através do uso de tecnologia do ADN recombinante, de forma idêntica à insulina humana ou ligeiramente modificada para, mantendo os seus efeitos biológicos, melhorar as suas propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas .

 

A diabetes é uma doença crónica que afecta actualmente 991 mil pessoas em Portugal e que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiperglicemia. A diabetes é uma doença em crescimento, que atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo e em idades mais jovens.
 

Centrum® é a marca de vitaminas em que os portugueses mais confiam

29/02/2012 - 13:43

De acordo com um estudo desenvolvido pelas Selecções Reader´s Digest, a marca Centrum®, líder mundial em suplementos de vitaminas e minerais, é a que granjeia mais confiança junto dos portugueses na sua categoria, tendo sido eleita “Marca de Confiança” pelo 12.º ano consecutivo, avança comunicado de imprensa.

 

O estudo realizado revela que 65 por cento dos inquiridos elegem Centrum® como a sua marca de confiança em 2012 na categoria de vitaminas, o que significa um aumento de 4% em relação ao ano anterior.

 

De acordo com Teresa Rosalino, directora de Marketing Ibérica da Pfizer Consumer Healthcare, “a marca Centrum® representa um produto cientificamente muito evoluído e o mais completo no mercado, que prima pelo rigor e exigência dos seus padrões de qualidade. Confirmar que esta realidade é apreendida pelos portugueses enche-nos de satisfação e orgulho, porque a confiança do nosso consumidor é realmente um dos activos mais importantes para nós”.

 

Centrum® é um multivitamínico e multimineral completo e equilibrado, presente em Portugal há 26 anos. Desde cedo conquistou o reconhecimento e a confiança dos consumidores, sendo líder na sua categoria em Portugal, com uma quota de mercado de 62.6%.

 

Ao longo dos anos, a fórmula foi sendo adaptada com base nos mais recentes avanços científicos, e a marca foi aumentando a sua gama de produtos, de forma a responder às necessidades de vitaminas e minerais nas diferentes etapas da vida: Centrum® Materna (para mulheres que desejam engravidar, grávidas e no período de lactação), Centrum® Junior (para crianças a partir dos 4 anos), Centrum® (para adultos), Centrum® Select 50+ (para adultos com mais de 50 anos) e, mais recentemente, Centrum® Cardio, um multivitamínico e multimineral com adição de esteróis vegetais, especialmente formulado para ajudar a manter os níveis de colesterol saudáveis.
 

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