Vídeo: nova terapia para o cancro dos ovários testada em Portugal

20/12/2011 - 10:18

 

Uma nova terapia de tratamento do cancro dos ovários está a ser testada em Portugal, avança a RTP.

 

O método já foi usado nos EUA com resultados positivos.

 

Agora, a terapia avança em vários centros do nosso país.

 

Veja o vídeo da notícia:

 

 

 

 

 

 

 

França vai pedir a 30 mil mulheres que retirem os implantes mamários

20/12/2011 - 09:09

 

As autoridades de saúde francesas vão pedir às 30.000 portadoras de implantes mamários da marca PIP (Poly implants prothèses), em França e no estrangeiro, que os retirem como medida de precaução, informou esta terça-feira o jornal Libération, citado pela agência Lusa.


Esta "decisão única na história da cirurgia plástica" será anunciada antes do próximo dia 24, assegurou o diário, que cita como fonte a presidente do Instituto Nacional do Cancro, Agnès Buzyn, e o director geral da Saúde francesa, Jean-Yves Grall.


O diário francês, que adiantou a informação no seu sítio da Internet, referiu que a medida não tem carácter urgente e que se deve ao "princípio de precaução", segundo o chefe de serviço da cirurgia plástica do Hospital Henri Mondor de Creteil, Laurent Lantieri.


As próteses da marca francesa PIP apresentam defeitos, suspeitando-se que tenham causado a morte de pelo menos uma mulher, escreveu o Libération.


Além deste caso, após a primeira reunião do comité criado pelo governo francês para dar seguimento ao problema, Jean-Yves Grall informou que no passado dia 14 foi recebida a informação de oito casos de cancro em portadoras de implantes mamários PIP.


Depois de ter recebido em Novembro 2.000 queixas, o Ministério Público de Marselha abriu uma investigação por "lesões e homicídio involuntário" sobre os implantes mamários da marca.


Meses antes, em Março de 2010, as autoridades francesas retiraram o referido gel de silicone do mercado e pediram às 30.000 mulheres portadoras que fizessem exames médicos.


A marca PIP, fundada em 1991, na Costa Azul francesa, perto de Tolón, chegou a ser o quarto fabricante mundial de implantes mamários, mas atravessou um período de dificuldades financeiras, além de exercer actividade sem autorização das autoridades francesas, segundo revelou o diário Le Parisien no ano passado.
 

FDA aprova primeiro 'coração artificial' para crianças

19/12/2011 - 15:28

A entidade que regula os medicamentos nos EUA (a FDA) aprovou o primeiro dispositivo cardíaco mecânico destinado a crianças que esperam um transplante do coração, informou uma funcionária da agência este fim-de-semana, avança a AFP.

 

"Trata-se do primeiro sistema de assistência circulatória mecânica pulsátil especificamente destinado a crianças que é aprovado pela FDA", disse a médica Susan Cummins, do centro de Saúde de dispositivos e radiológicos da FDA.

 

Este coração artificial, denominado EXCOR Pediatric System e fabricado pela sociedade alemã Berlin Heart, está disponível em vários tamanhos com o objectivo de adaptá-lo para adolescentes, crianças e bebés.

 

"Os dispositivos anteriores de assistência cardíaca para adultos eram muito grandes para serem utilizados em crianças gravemente doentes com o objectivo de mantê-las com vida enquanto esperam para receber um novo coração", disse Cummins em comunicado.

 

O dispositivo foi aprovado em um grupo de 48 pequenos pacientes americanos. Foi determinado que ele melhora as oportunidades de sobrevivência em crianças que esperam um transplante cardíaco em comparação com o emprego de um dispositivo tradicional de circulação extracorpórea.

 

Segundo a FDA, entre 12% e 17% das crianças e 23% dos bebés morrem enquanto aguardam por um transplante de coração.

 

As crianças sofrem menos que os adultos de problemas cardíacos, mas é muito difícil encontrar um coração de seu tamanho para realizar um transplante, e existe uma espera média de 119 dias antes de localizar um doador.
 

Substância tóxica é encontrada em mais de 100 medicamentos

19/12/2011 - 13:50

Cientistas das universidades de Harvard e Boston (nos EUA) descobriram que vários medicamentos e suplementos aprovados pelas autoridades de saúde contêm substâncias que não apenas não ajudam, como podem atrapalhar seriamente a saúde, avança o Diário da Saúde.

 

As substâncias pertencem a um grupo de compostos químicos conhecidos como ftalatos, que são adicionados aos medicamentos como compostos inactivos.

 

Riscos dos ftalatos

 

Alguns ftalatos causam danos ao desenvolvimento, sobretudo do sistema reprodutivo.

 

Estudos em seres humanos ainda são esparsos, mas os primeiros indicaram que os ftalatos podem causar danos ao sistema reprodutor masculino. Mas os cientistas argumentam que quase nada se sabe sobre os efeitos dessas substâncias, e algumas delas nunca foram realmente testadas para os seus efeitos tóxicos no ser humano, sobretudo quando são usadas de forma combinada.

 

Revestimento de medicamentos

 

Ftalatos como o DBP (dibutil ftalato) e o DEP (dietil ftalato) são usados em medicamentos para cumprir várias funções. Geralmente são usados no revestimento de comprimidos e cápsulas para garantir que o medicamento atinja uma determinada área do trato gastrointestinal, ou liberte o princípio activo aos poucos.

 

Os cientistas identificaram mais de 100 medicamentos e suplementos alimentares que contêm ftalatos.

 

Além disso, um grande número de outros produtos possui polímeros de ftalatos que apresentam pequena toxicidade, ou de toxicidade desconhecida - mas eles frequentemente são usados em combinação com outros ftalatos.

 

Segundo os cientistas, os possíveis efeitos à saúde desses elementos, contidos em medicamentos ou em outros produtos, ainda não são adequadamente conhecidos, o que exige pesquisas a respeito.

 

Eles acreditam que o seu trabalho é um primeiro passo nesse sentido, uma vez que, até agora, nem mesmo há uma lista completa e exaustiva de produtos que utilizam a substância - começar a resolver o problema pelos medicamentos seria um caminho natural.
 

Pfizer e GlaxoSmithKline expandem acordo de fornecimento com a GAVI

19/12/2011 - 10:51

A Pfizer e a GlaxoSmithKline anunciaram separadamente na sexta-feira planos para estender um acordo já com 10 anos com a Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI), ao concordar em fornecer milhões de doses adicionais de vacinas para a pneumonia para lactentes e crianças jovens nos países em desenvolvimento, avança o site FirstWord.

 

Sob os termos do novo acordo, a Pfizer e a GlaxoSmithKline vão fornecer à GAVI um adicional de 180 milhões de doses das suas respectivas vacinas, Prevenar 13® e Synflorix®, ao longo dos próximos 12 anos, para ajudar a expandir os programas de imunização contra a doença pneumocócica em 72 países em desenvolvimento. A extensão do acordo baseia-se no compromisso original para o fornecimento de até 300 milhões de doses cada. A GAVI e os países que vão receber as vacinas vão pagar 3,50 dólares por dose pelas vacinas.

 

O responsável pela área Biologicals da GlaxoSmithKline, Jean Stéphenne, afirmou que a companhia está "empenhada em desempenhar a nossa parte para enfrentar os desafios de saúde nos países em desenvolvimento, o que inclui a adopção de novas estratégias para ajudar a acelerar o acesso às vacinas para doenças como a poliomielite, rotavírus, sarampo e pneumocócica em todo o mundo".

 

A Pfizer indicou que, com o objectivo de atender à crescente procura global pela Prevenar 13®, a companhia está a aumentar a sua capacidade de produção através de uma combinação de investimento de capital, melhoria de processos e medidas de eficiência ao longo da sua rede de abastecimento. A companhia disse também que está envolvida no desenvolvimento de um recipiente de conservação multi-dose, o que, apís a aprovação regulamentar exigida, poderá ser uma opção alternativa para os países em desenvolvimento de todo o mundo.
 

Pfizer apresenta resultados de ensaio de fase III com o Lyrica®

19/12/2011 - 10:42


A Pfizer anunciou na sexta-feira que um ensaio de fase III (fase final) com o Lyrica® (pregabalina) em doentes com síndrome das pernas inquietas (SPI) atingiu os seus três objectivos primários. A farmacêutica disse que vai continuar a aprofundar a análise dos resultados, avança o site FirstWord.

 

O estudo A0081186, que decorreu durante 12 meses, seleccionou aleatoriamente mais de 700 pacientes com SPI para receber Lyrica®, uma de duas doses de pramipexole ou placebo. Os resultados demonstraram que, em comparação com placebo, os doentes tratados com Lyrica® experimentaram uma melhoria estatisticamente significativa na gravidade dos sintomas da SPI após 12 semanas de tratamento. Além disso, o grupo a tomar Lyrica® demonstrou uma melhoria estatisticamente significativa na proporção de doentes que responderam ao tratamento após 12 semanas, em comparação com aqueles do grupo a tomar placebo. Além disso, a Pfizer informou que o tratamento com Lyrica® resultou em significativamente menos agravamento dos sintomas da SPI ao longo de 12 meses após o início do tratamento, em comparação com a maior dose de pramipexole.

 

A companhia referiu que os resultados de um estudo anterior de Fase III, o A0081185, demonstraram que o Lyrica® levou a melhorias significativas no objectivo primário de manutenção do sono em doentes adultos com síndrome das pernas inquietas, em comparação com placebo.

 

O Lyrica® está aprovado nos EUA para tratar fibromialgia, dor do nervo do diabético, e dor relacionada com zona, bem como para crises parciais em adultos com epilepsia que tomam um ou mais medicamentos para convulsões.
 

EMA recomenda aprovação do Zelboraf® da Daiichi Sankyo e da Roche

19/12/2011 - 10:35

O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CMUH) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou na sexta-feira a aprovação do Zelboraf® (vemurafenib), da Daiichi Sankyo e da Roche, como monoterapia personalizada para adultos com melanoma com mutação positiva do BRAF V600 inoperável ou melanoma metastático. A Roche indicou que estão a aguardar uma decisão dos órgãos reguladores da UE sobre a concessão de autorização de comercialização para o medicamento para Fevereiro, avança o site FirstWord.

 

O responsável pela divisão médica da Roche, Hal Barron, disse que a recomendação do CHMP representa "um marco importante para as pessoas com melanoma metastático que até recentemente tinham opções de tratamento limitadas".

 

O Zelboraf®, que foi desenvolvido para atacar e inibir as formas mutantes da proteína BRAF encontrada em cerca de metade dos casos de melanoma, foi recebeu aprovação para comercialização nos EUA em Agosto. Um teste de diagnóstico que acompanha o medicamento, co-desenvolvido pela Roche para detectar a mutação BRAF V600E, foi aprovado simultaneamente com o Zelboraf® nos EUA e também está disponível comercialmente na União Europeia. Os analistas prevêem que o medicamento alcance vendas anuais de 930 milhões de dólares em 2016.
 

Greve dos médicos terá consequências "catastróficas"

16/12/2011 - 16:50

 

O bastonário da Ordem dos Médicos alertou esta sexta-feira para as “consequências catastróficas” que a greve às horas extraordinárias poderá ter em serviços de saúde essenciais, como as urgências, avança a agência Lusa.


A partir das 08:00 de 02 de Janeiro os médicos que aderirem à greve nacional não vão prestar trabalho extraordinário, segundo o pré-aviso esta sexta-feira publicado pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM).


Em declarações à Lusa, José Manuel Silva salientou que esta é uma questão sindical, mas sublinhou a preocupação da Ordem dos Médicos com a previsível “desregulação de alguns serviços”, sobretudo dos que dependem maioritariamente de horas extraordinárias, como é o caso das urgências.


“Esperemos que até lá haja bom senso. Com a reorganização dos serviços é possível reduzir as horas extraordinárias, melhorar a gestão e criar sinergias entre instituições sem por em causa o pagamento das horas extraordinárias a um preço minimamente justo”, afirmou, acrescentando que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte é disso um bom exemplo.


Segundo José Manuel Silva, há dois anos a ARS Norte conseguiu uma redução de 20% no pagamento de horas extraordinárias, sem contestação dos profissionais, o que se conseguiu graças à reorganização dos serviços, nomeadamente concentrando-os, sem os pôr em causa.


“Ao mesmo tempo, desde Setembro que não são contratados mais profissionais de saúde, que era uma forma de reduzir as horas extraordinárias. Assim, o sistema descompensa”, alertou.


O pré-aviso de greve esta sexta-feira divulgado esclarece que os médicos fazem greve “como forma de protesto público contra a degradação do trabalho e contra a degradação do Estado social e do Serviço Nacional de Saúde (SNS), motivada por anos de despesismo incontrolado e doloso de sucessivos governos e legislaturas”.


Após o início da greve, os médicos não irão prestar trabalho extraordinário, mas mantêm toda a sua restante actividade durante o período normal de trabalho diário e semanal”.


De acordo com o pré-aviso de greve, esta forma de protesto foi decidida porque os médicos não aceitam, entre outras coisas, “que a remuneração das horas extraordinárias seja alterada unilateralmente por proposta do Governo e voto maioritário da Assembleia da República na lei do Orçamento do Estado para 2012”.


Ao fazê-lo, o Governo rompeu “a contratação colectiva em vigor”, mas ousou “exigir a efectivação de horas extraordinárias em números superiores aos limites legais e comunitários, acrescendo penosidade para os médicos e perigosidade para os doentes”.


Os médicos “jamais aceitarão que medidas do Orçamento do Estado tenham como únicos destinatários os trabalhadores médicos, ousando uma perseguição directa e sem precedentes, hostilizando toda uma classe que suporta com estoicismo o único serviço público português que se compara internacionalmente, o SNS”, segundo o pré-aviso.

Infarmed alerta para recolha de lote do medicamento Atorvastatina Sandoz

16/12/2011 - 15:50

O Infarmed alertou esta sexta-feira, em comunicado, para a recolha voluntária de um lote do medicamento Atorvastatina Sandoz, comprimido revestido por película, 20mg, 28 unidades.

A Sandoz Farmacêutica está a proceder à recolha voluntária do lote 2282424 com a validade 10/2012 do medicamento Atorvastatina Sandoz, comprimido revestido por película, 20mg, 28 unidades, com o n.º de registo 5020573, por este apresentar um cheiro e sabor desagradáveis, que não estão de acordo com as características organolépticas expectáveis.

 

Assim, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização deste lote do medicamento Atorvastatina Sandoz, pelo que:
- As entidades que possuam este medicamento em stock não o poderão vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.
- Por precaução, os utentes que tenham embalagens deste lote não as devem utilizar.

EMA: relação benefício-risco dos fármacos contendo somatropina permanece positiva

16/12/2011 - 10:04

 

O Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que a avaliação da relação benefício-risco dos medicamentos contendo somatropina permanece positiva. No entanto, o CHMP considerou necessário alertar que as indicações, advertências e precauções aprovadas devem ser seguidas rigorosamente, avança o Infarmed, em comunicado.

 

A somatropina é uma hormona de crescimento, fabricada utilizando tecnologia de ADN recombinante. Promove o crescimento durante a infância e a adolescência e também interfere na forma como o corpo metaboliza as proteínas, gorduras e hidratos de carbono.

 

A revisão da relação benefício-risco foi iniciada em Dezembro de 2010, na sequência dos resultados preliminares de um estudo epidemiológico, realizado em doentes tratados com medicamentos contendo somatropina durante a infância para a perturbação do crescimento devido a secreção insuficiente de hormona do crescimento (GH). Os resultados do estudo sugeriam um possível aumento do risco de mortalidade associado ao tratamento com somatropinas, em particular por tumores ósseos, hemorragias sub-aracnóides e intracerebrais.

 

Além do estudo epidemiológico, o CHMP teve em consideração todos os dados de segurança disponíveis para os medicamentos contendo somatropina, incluindo dados de ensaios clínicos, registos, estudos de coorte e de notificações espontâneas de reacções adversas.

 

O CHMP considerou que o estudo epidemiológico teve limitações metodológicas significativas e que os outros dados de segurança não confirmam o possível aumento do risco de mortalidade associado aos medicamentos contendo somatropina.

 

Tendo em conta todos os dados disponíveis, o CHMP concluiu que a relação benefício-risco permanece positiva para os medicamentos contendo somatropina, nas suas indicações e dosagens aprovadas.


O CHMP deu indicações para se proceder à harmonização das contra-indicações, advertências e precauções destes medicamentos.

 

Face ao exposto, o Infarmed e a EMA recomendam:
- A somatropina não deve ser utilizada em doentes com evidência de actividade tumoral;
- A dose diária máxima destes medicamentos não deve ser excedida;
- Os benefícios dos medicamentos contendo somatropina continuam a ser superiores aos riscos, devendo ser seguida rigorosamente a informação que consta no Resumo das Características do Medicamento;
- Os doentes ou os seus cuidadores poderão esclarecer quaisquer dúvidas com o seu médico.

 

Esta informação foi enviada à Comissão Europeia para decisão final.

 

A EMA e o Infarmed continuarão a acompanhar e a divulgar todas as informações pertinentes relativas a este assunto.
 

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