Bancos de remédios dão sobras apesar da proibição do Infarmed

14/06/2012 - 12:03

De ideia pioneira passou a prática “clandestina”, diz o responsável de um banco de medicamentos criado há seis anos no centro do país. Depois de o Infarmed ter travado a dispensa de sobras de medicamentos, algumas instituições continuam a fazê-lo. Numa ronda por alguns projectos, o jornal i encontrou dois bancos que continuam a receber doações e a aviar receitas de doentes carenciados.

 

“Deixámos de fazer apelos mas algumas pessoas continuam a entregar remédios porque deixam de os tomar. Também há casos em que entregam embalagens ainda por abrir porque os doentes morreram”, explicou ao i o responsável do banco na Região Centro. “O projecto podia ter evoluído, mas hoje acaba por ser feito às escondidas. Não podemos ter técnicos num regime profissional. Quem tem ideias pioneiras está sempre tramado.” Este caso não é único e num outro banco de Lisboa e Vale do Tejo a prática também se mantém.

 

Na semana passada, quando foi lançado um novo projecto na autarquia de Santa Comba Dão, o Infarmed disse valorizar “todas as acções que possam minimizar as dificuldades dos cidadãos mais vulneráveis em aceder aos medicamentos”. Mas deixou um aviso: a recolha e a redistribuição de remédios anteriormente dispensados “não pode ser praticada já que deixaram de estar garantidas as condições de armazenagem”. Em causa está uma portaria de 1998: os medicamentos devem ser armazenados em locais isolados, com temperatura e humidade controladas, entre outras regras. Em caso de devolução, a redistribuição só é possível se as embalagens não tiverem sido abertas, após avaliação do director técnico, ou quando for apurado que foram armazenadas e manuseadas de modo adequado.


O Infarmed disse ao i que identificou quatro casos de recolha de medicamentos para dispensa que estão a ser analisados, “tendo em conta a natureza distinta das entidades envolvidas”.

No banco de medicamentos de Santa Comba Dão, apesar de o projecto incluir a avaliação nas farmácias, apela-se à doação de sobras.

 

Dez meses a negociar

 

O Plano de Emergência Social (PES), apresentado em Agosto de 2011, previa três iniciativas na área do medicamento, por agora no papel. O governo estimava distribuir 30 a 35 mil embalagens que a indústria destrói anualmente, por estarem a menos de seis meses do prazo de validade. No PES fala-se em apelar “à responsabilidade social das empresas do sector” para alargar a oferta de medicamentos além da validade legal.

 

Expõe-se também a intenção de recolher medicamentos novos nas farmácias, não sujeitos a receita, para distribuir pelas instituições, e de alargar o conceito de farmácia solidária desenvolvido em Cascais. As farmácias acordariam um plafond de responsabilidade social, dentro do qual distribuiriam medicamentos a utentes sinalizados. O gabinete do ministro da Solidariedade e Segurança Social respondeu ao i que o diálogo em torno destes projectos arrancou no ano passado. Estão em fase de desenvolvimento “pelo necessário entendimento entre as diferentes entidades envolvidas”.
 

Genzyme submete LEMTRADA™ para aprovação da EMA e FDA

14/06/2012 - 08:21

A Genzyme, unidade da Sanofi, anunciou, em comunicado de imprensa, que submeteu à aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) o novo fármaco LEMTRADA™ (alemtuzumab) para o tratamento da Esclerose Múltipla Surto-Remissão, desenvolvido em colaboração com a Bayer HealthCare.

 

O desenvolvimento clínico deste fármaco incluiu dois estudos de fase III nos quais os resultados obtidos pelo LEMTRADA™ revelaram ser superiores aos do Rebif® (interferão beta-1a de alta dosagem), quer a nível clínico, imagiológico e na redução da taxa de surtos.

 

Dados apresentados no mês passado durante a reunião da Academia Americana de Neurologia demonstraram que alguns doentes com incapacidade já instalada e tratados com LEMTRADA™ durante o ensaio CARE-MS II tinham duas vezes mais probabilidade de redução da incapacidade, no espaço de dois anos, do que os tratados com Rebif®.

Leia o comunicado de imprensa na íntegra, em inglês, aqui.
 

Sanofi apresenta dados positivos do seu fármaco de Lantus® na diabete tipo 2

12/06/2012 - 12:20

 

A Sanofi anunciou esta terça-feira, em comunicado, que as pessoas com diabetes tipo 2 recente e não controlada tratada com metformina alcançaram uma maior redução do nível de hemoglobina glicada com Lantus® (injecção de insulina glargina) em comparação com a sitagliptina.

 

Estes dados, revelados pelo estudo EASIE (Evaluation of Insulin Glargine Versus Sitagliptin in Insulin-Naïve Patients) foram apresentados nas 72as Sessões Científicas da Associação Americana de Diabetes.

 

Os resultados do estudo foram também publicados na versão online da revista cientídica The Lancet.

 

Leia o press release completo, em inglês, aqui.
 

Infarmed alerta para recolha voluntária de lotes do medicamento Reumon®

12/06/2012 - 08:42

O Infarmed alertou esta segunda-feira, em comunicado, para a recolha voluntária de lotes do medicamento Reumon®, 1000 mg/2 ml, solução injectável, embalagens de 5 ampolas de 2 ml.

 

Na sequência da detecção de alguns resultados fora das especificações referentes aos produtos de degradação – ésteres de etofenamato, a empresa Bial – Portela & C.ª, S.A., está a proceder à recolha voluntária dos seguintes lotes do medicamento Reumon, 1000 mg/2 ml, solução injectável, embalagens de 5 ampolas de 2 ml, com o n.º de registo 8686527:

  • Lote BXN0GP1, com a validade 02-2015;
  • Lote BXN0GP2, com a validade 03-2015;
  • Lote BXN0GP2-1, com a validade 03-2015.

 

Assim, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização destes lotes.


As entidades que possuam embalagens destes lotes em stock não as poderão vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

 

Por precaução, os utentes que tenham embalagens do medicamento pertencentes a estes lotes não as devem utilizar.

Fármaco da Astellas é nova esperança para o cancro do rim

11/06/2012 - 14:33

Foram apresentados recentemente em Chicago, nos EUA, os resultados de um ensaio clínico em fase II com o medicamento Tivozanib, durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).

 

Um novo medicamento, ainda em fase de desenvolvimento, demonstrou eficácia inédita no tratamento de doentes com cancro do rim, estando associado a uma sobrevida livre de progressão, isto é, o tempo decorrido entre o início do tratamento e a evolução da doença ou morte, superior a um ano, avança comunicado de imprensa.

 

Leia a notícia completa aqui.

Pedidos de aprovação de fármacos contra o cancro aumentam nos EUA

11/06/2012 - 14:23

A agência que regula os medicamentos nos EUA (a FDA) tem na sua posse um número recorde de candidaturas de fármacos para aprovação para tratamento oncológico, o que reflecte um aumento nas submissões de pedidos na área oncológica, avança o PIPOP – Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica, citando a agência Reuters.

 

A FDA poderá pronunciar-se ainda este ano sobre a indicação de 20 novos fármacos para tratar diferentes tipos de tumores.

 

Leia a notícia completa aqui.

Medicamentos contra a insónia podem aumentar risco de mortalidade

11/06/2012 - 13:41

Os medicamentos contra a insónia e a ansiedade podem aumentar o risco de mortalidade. Investigadores canadianos basearam-se em informação relativa a 14 mil canadianos, com idades entre os 18 e 102 anos, avança a RTP.

 

A informação foi reunida durante 12 anos pelo instituto de estatística. Durante este período morreram cerca de 16 por cento das pessoas que indicaram ter tomado pelo menos um a vez um medicamento contra a insónia ou a ansiedade, no mês anterior à entrevista.

 

Veja o vídeo da notícia aqui.


 

Daiichi Sankyo lança agente anti-hipertensivo no México

11/06/2012 - 09:36

A Daiichi Sankyo anunciou esta segunda-feira, em comunicado, que a sua subsidiária, a Daiichi Sankyo México, o líder anti-hipertensivo do grupo Daiichi Sankyo, olmesartana medoxomila, no México, com o nome comercial Openvas®. A companhia também lançou o Openvas Co®, uma preparação combinada para uso com um diurético.

 

A Daiichi Sankyo México foi criada em 2011 para alavancar o modelo híbrido de negócios do grupo Daiichi Sankyo no México para disponibilizar medicamentos inovadores e estabelecidos ao segundo maior mercado da América Latina.

 

Openvas® e Openvas Co® são os primeiros produtos farmacêuticos inovadores comercializados no México por uma empresa do grupo Daiichi Sankyo.

Através da comercialização de ambos os agentes, a Daiichi Sankyo México vai contribuir para o tratamento da hipertensão no México.
 

Infarmed investiga falta de medicamento para Parkinson nas farmácias

08/06/2012 - 11:15

Há quase três meses que os doentes de Parkinson têm dificuldade em comprar um medicamento imprescindível para a sua sobrevivência. A SIC tentou perceber o que está acontecer com o Sinemet®.

 

A SIC falou com o laboratório, com doentes, com farmácias e com distribuidores. Há um “jogo de empurra” de responsabilidade de uns para outros. E, das duas uma: ou há falta de produção ou há desvio de embalagens para o estrangeiro.

 

O Infarmed garante que está a investigar.

 

 

Veja a reportagem:


 

Infarmed alerta para recolha de lote do medicamento Pantoprazol Cinfa

08/06/2012 - 08:58

O Infarmed alertou esta quarta-feira, em comunicado, para a recolha voluntária de lote do medicamento Pantoprazol Cinfa, 20 mg, comprimido gastrorresistente, 56 unidades.

 

A empresa Cinfa Portugal, Lda., através do seu representante Legal, Vitalion, Lda., está a proceder à recolha voluntária do lote 120716, com a validade 02/2014 do medicamento Pantoprazol Cinfa, 20 mg, comprimido gastrorresistente, 56 unidades, com o n.º de registo 5098967, por ter sido detectada a existência de um defeito de qualidade relacionado com a não conformidade do material de acondicionamento primário (1 frasco com 56 comprimidos em vez de 2 frascos de 28 comprimidos).

 

Assim, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização deste lote do medicamento Pantoprazol Cinfa, devendo as entidades que os possuam em stock proceder à sua devolução, não os podendo vender, dispensar ou administrar.

 

Uma vez que não está em causa a qualidade, segurança e eficácia deste medicamento, os doentes que tenham embalagens deste lote podem continuar a utilizar o medicamento, de acordo com a posologia prescrita pelo médico.

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