Insulina Glulisina regressa às farmácias

29/02/2012 - 15:02

A Insulina Glulisina solução injectável 3 ml cartuchos/canetas pré-cheias está de novo disponível nas farmácias de todo o país, após uma ruptura de abastecimento ocorrida em Setembro de 2011, avança comunicado de imprensa, enviado ao RCM Pharma.

 

A ruptura foi originada por um incidente técnico ocorrido numa das fábricas que produz a insulina, o que levou a uma interrupção temporária da produção, que entretanto já foi resolvida de acordo com as Boas Práticas de Fabrico.

 

Para obter a Insulina Glulisina solução injectável 3 ml cartuchos/canetas pré-cheias os doentes deverão dirigir-se ao seu médico assistente, uma vez que este fármaco só é disponibilizado mediante prescrição médica.

 

A Glulisina é um análogo de insulina de acção rápida utilizado no tratamento da diabetes. A insulina é uma hormona hipoglicemiante segregada pelas células beta dos ilhéus de Langerhans do pâncreas. Para o tratamento das pessoas com diabetes, pode ser obtida exogenamente através do uso de tecnologia do ADN recombinante, de forma idêntica à insulina humana ou ligeiramente modificada para, mantendo os seus efeitos biológicos, melhorar as suas propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas .

 

A diabetes é uma doença crónica que afecta actualmente 991 mil pessoas em Portugal e que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiperglicemia. A diabetes é uma doença em crescimento, que atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo e em idades mais jovens.
 

Centrum® é a marca de vitaminas em que os portugueses mais confiam

29/02/2012 - 13:43

De acordo com um estudo desenvolvido pelas Selecções Reader´s Digest, a marca Centrum®, líder mundial em suplementos de vitaminas e minerais, é a que granjeia mais confiança junto dos portugueses na sua categoria, tendo sido eleita “Marca de Confiança” pelo 12.º ano consecutivo, avança comunicado de imprensa.

 

O estudo realizado revela que 65 por cento dos inquiridos elegem Centrum® como a sua marca de confiança em 2012 na categoria de vitaminas, o que significa um aumento de 4% em relação ao ano anterior.

 

De acordo com Teresa Rosalino, directora de Marketing Ibérica da Pfizer Consumer Healthcare, “a marca Centrum® representa um produto cientificamente muito evoluído e o mais completo no mercado, que prima pelo rigor e exigência dos seus padrões de qualidade. Confirmar que esta realidade é apreendida pelos portugueses enche-nos de satisfação e orgulho, porque a confiança do nosso consumidor é realmente um dos activos mais importantes para nós”.

 

Centrum® é um multivitamínico e multimineral completo e equilibrado, presente em Portugal há 26 anos. Desde cedo conquistou o reconhecimento e a confiança dos consumidores, sendo líder na sua categoria em Portugal, com uma quota de mercado de 62.6%.

 

Ao longo dos anos, a fórmula foi sendo adaptada com base nos mais recentes avanços científicos, e a marca foi aumentando a sua gama de produtos, de forma a responder às necessidades de vitaminas e minerais nas diferentes etapas da vida: Centrum® Materna (para mulheres que desejam engravidar, grávidas e no período de lactação), Centrum® Junior (para crianças a partir dos 4 anos), Centrum® (para adultos), Centrum® Select 50+ (para adultos com mais de 50 anos) e, mais recentemente, Centrum® Cardio, um multivitamínico e multimineral com adição de esteróis vegetais, especialmente formulado para ajudar a manter os níveis de colesterol saudáveis.
 

Abraxane® da Celgene demonstra maior eficácia e melhor tolerância do que taxanos convencionais

28/02/2012 - 11:11

De acordo com os dados da Sociedad Española de Oncología Médica (SEOM), em Espanha, o cancro da mama afecta anualmente 15.855 mulheres. Estima-se que em Portugal, o cancro da mama afecta anualmente cerca de 5.000 mulheres. A medicina personalizada e a identificação de biomarcadores trouxeram uma nova esperança à abordagem do cancro da mama. Com o objectivo de actualizar os avanços nesta matéria, a Celgene reuniu os principais oncologistas de todo o mundo no encontro anual Advances in Breast Cancer (ABC) 2012, que conta com o apoio científico da SEOM, avança a companhia, em comunicado de imprensa.

 

Das principais comunicações no encontro científico realizado no passado dia 25 de Fevereiro, em que participaram também médicos portugueses, destacam-se os resultados favoráveis demonstrados por uma terapêutica inovadora denominada nab-Paclitaxel (nome comercial Abraxane®) em termos de sobrevivência livre de progressão e de respostas, assim como da diminuição da toxicidade, do aumento da tolerabilidade e de uma forma de administração mais rápida, quando comparado com os taxanos convencionais em doentes com cancro da mama metastático.

 

Os especialistas presentes no encontro concordaram que Abraxane® é mais eficaz do que os taxanos convencionais. A união de paclitaxel às moléculas de albumina, para formar nab-paclitaxel, facilita o transporte até às células tumorais, pelo que a concentração final do medicamento no tumor é muito mais elevada quando comparada com a administração clássica de paclitaxel convencional, aumentando a sobrevivência.

 

O Dr. Antonio Llombart, Chefe de Serviço do Hospital Arnau de Vilanova, em Valência, referiu-se a este novo fármaco como “um desenvolvimento tecnológico muito importante e destacou o benefício do fármaco relativamente ao seu favorável perfil de toxicidade. Acarreta progressos que se traduzem numa diminuição das reacções alérgicas, da toxicidade hematológica, com uma administração do medicamento mais rápida e mais tolerável para as doentes. Isto para além dos resultados extremamente importantes de eficácia”.

O Dr. Miguel Martín, Chefe de Serviço da Oncologia Médica do Hospital General Universitario Gregorio Marañón de Madrid e coordenador do evento, sublinhou que “os principais avanços no tratamento do cancro da mama se referem à identificação de novos alvos moleculares e ao desenvolvimento de fármacos que actuem contra estas moléculas. Dois dos mais relevantes são o receptor Her-2/neu e o mTOR”.

 

Por sua vez, o Dr. Emilio Alba, Chefe do Serviço da Oncología Médica do Hospital Virgen de la Victoria de Málaga, salientou que Abraxane® “é mais eficaz que os taxanos clássicos e com um perfil de toxicidade mais favorável, transformando-o numa opção mais que atractiva no tratamento em primeira linha do cancro da mama metastático”.

 

Tecnología Nab


Paclitaxel é um fármaco lipossolúvel, hidrofóbico e, por isso, muito difícil de manipular já que é necessário diluí-lo em solventes orgânicos. Estes solventes provocam reacções alérgicas e diminuem a eficácia de Paclitaxel.

 

O avanço que a tecnologia nab traz a Paclitaxel, é que consegue introduzi-lo em pequenas microesferas de albumina, resolvendo o problema da solubilidade. Estas partículas de albumina-paclitaxel dividem-se em partículas mais pequenas, chegando ao plasma e ao sangue das doentes. Logo que chegam aos vasos sanguíneos do tumor, o seu destino, com a estrutura complexa completa, albumina+paclitaxel, são endocitadas e transferidas para o interstício tumoral, de modo a que a albumina actua como protector e transportador de paclitaxel até ao tumor não necessitando de outros solventes tóxicos.

 

O futuro no tratamento do cancro da mama

 

Relativamente às perspectivas de futuro para o tratamento do cancro da mama o Dr. LLombart assinalou que nos encontramos no início de uma nova era na qual começaremos a eliminar a quimioterapia convencional ou, pelo menos, a limitá-la e a criar novos medicamentos como nab-paclitaxel, com base nestas novas terapêuticas dirigidas.

 

Pelo seu lado, o coordenador do Congresso assegurou que “estamos numa era excitante no tratamento do cancro da mama, no sentido em que há avanços contínuos, tanto no conhecimento da biologia da doença como na sua classificação taxonómica. Já sabemos que não é uma doença única, mas sim diferentes doenças, de comportamento e tratamento diferentes. Além disso, todos estes conhecimentos levam ao desenvolvimento de novos fármacos que fazem com que tenhamos cada vez mais armas terapêuticas para lutar contra o cancro da mama”.

 

Abraxane® contém paclitaxel (sob a forma de paclitaxel-albumina), em monoterapia é indicado para o tratamento do carcinoma da mama metastático em doentes adultos que falharam a terapêutica de primeira linha para a doença metastática e para os quais a terapêutica padrão com antraciclina não é indicada. Apresenta-se em embalagem com 1 frasco para injectáveis com 100 mg de paclitaxel (sob a forma de paclitaxel-albumina).

 

A dose recomendada é de 260 mg/m2, administrada por via intravenosa ao longo de trinta minutos, a cada três semanas. A dose será mantida ou modificada em consequência dos resultados clínicos e laboratoriais.

Associação alerta para falta de medicamentos para o VIH

28/02/2012 - 10:57

O presidente do Grupo Português de Activistas sobre o Tratamento do VIH/sida, Luís Mendão, teme que os cortes na saúde façam o país retroceder nos resultados com esta doença e dá exemplos: no Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão, têm existido rupturas de stock que obrigam os doentes a deslocar-se mais vezes à unidade hospitalar ou mesmo a mudarem para outro antiretroviral que pode não ter o mesmo efeito, avança o jornal Público.

 

O responsável, que falava à margem de uma conferência dedicada à temática do VIH/sida, que decorreu na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, refere que na base de tal situação estará o facto de os administradores hospitalares poderem vir a ser responsabilizados civil e criminalmente se assumirem despesas que não paguem no prazo de três meses. E relata ainda um outro caso, desta vez relacionado com a saída de um médico, e que deixou cerca de 300 doentes temporariamente sem solução no Hospital Rainha Santa Isabel, em Torres Novas.

 

Luís Mendão salienta que não quer ser “alarmista” e que o grupo contactou as respectivas entidades e a tutela e que “os casos estão encaminhados”.

 

No entanto, o activista teme que estas excepções passem a ser cada vez mais comuns.

 

O Público tentou obter uma reacção por parte do Ministério da Saúde, sem sucesso.

 

“Não nos opomos a soluções menos onerosas e até concordamos com a centralização dos serviços, mas o acesso dos doentes tem de continuar a ser garantido”, sublinha Mendão em declarações ao Público, alertando que na população infectada continuam a existir “grupos de grande vulnerabilidade”.

 

Uma preocupação corroborada pelo infecciologista Kamal Mansinho, do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, também presente na conferência, que insiste que “basta estar sexualmente activo para poder ser infectado” e que diz que a mudança na percepção do risco tem dificultado a prevenção da doença e “atrasado o rastreio e início do tratamento em populações” onde a infecção é menos comum.

 

O Ministério da Saúde quer reduzir em 25% o número de infecções por VIH até 2015 e ao mesmo tempo diminuir em 50% o número de novos casos e mortes por sida. Estas são algumas das metas do novo Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infecção VIH/sida 2011-2015 que entrará em breve em vigor, com um novo director, António Diniz.
 

OM: não há "substitutos válidos” aos fármacos da Roche para tratar doentes oncológicos

28/02/2012 - 08:06

A Ordem dos Médicos alertou esta segunda-feira, a propósito da suspensão do fornecimento a 23 hospitais de alguns medicamentos da farmacêutica Roche, que não existem, na maioria dos remédios em causa, "substitutos válidos" para tratar os doentes com cancro, avança a agência Lusa.


"Não é, por isso, aceitável ou tolerável o corte do fornecimento dos referidos medicamentos, que condicionará necessariamente a suspensão dos tratamentos indispensáveis a muitos deles", refere a Ordem dos Médicos (OM).


Considera ainda que "não é recomendável concentrar exclusivamente nos seis maiores hospitais poupados a este corte todos os tratamentos" actualmente em curso no país.


"Não apenas porque isso obrigaria os doentes a deslocações desnecessárias para fora dos locais em que são tratados e dos seus respectivos médicos assistentes, muito onerosas para o erário público pelo aumento dos custos inerentes ao transporte desses doentes, como pela inexistência de capacidade logística nesses hospitais para acolher todos os doentes", diz a OM.


A Ordem dos Médicos sublinha que uma grande parte das sessões de tratamento de quimioterapia sistémica é realizada fora desses seis hospitais e que a capacidade actual [destas unidades] está praticamente alocada aos doentes a seu cargo.


Em consequência, a Ordem dos Médicos diz que "não pode concordar nem aceitar soluções de recurso, mais onerosas para o Estado - despesa adicional a que Portugal não pode fazer face no momento presente - e que penalizam os doentes e as suas famílias desnecessariamente".


A terminar, recomenda que seja encontrada "rapidamente uma solução estável e coerente" pelo Ministério da Saúde que não implique restrições de qualquer tipo ao acesso de todos os doentes aos tratamentos de que "vitalmente necessitem".


A Roche suspendeu esta segunda-feira o crédito a 23 hospitais com dívidas, mas o Ministério da Saúde, que lamentou esta decisão, garantiu que não haverá qualquer interrupção de tratamentos actuais e futuros no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 

Tratamentos sem interrupção apesar de suspensão da Roche

27/02/2012 - 13:34


O Ministério da Saúde lamentou esta segunda-feira a decisão da Roche de suspender o crédito a 23 hospitais com dívidas e garantiu que não haverá qualquer interrupção de tratamentos actuais e futuros no Serviço Nacional de Saúde (SNS), avança a agência Lusa.


O ministério liderado por Paulo Macedo reagiu desta forma à notícia da Lusa que esta segunda-feira revelou a suspensão do crédito da Roche Farmacêutica a 23 hospitais públicos com dívidas há mais de 500 dias.


Em comunicado enviado à Lusa, o laboratório lembra que “os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) acumulam já uma dívida à Roche Farmacêutica superior a 135 milhões de euros”, além de juros de mora no valor de seis milhões de euros, e um atraso médio no pagamento superior a 420 dias.


No caso destes 23 hospitais, apresentam “dívidas acumuladas há mais de 500 dias, chegando mesmo em alguns casos a superar os 1.000 dias, em claro incumprimento do prazo de pagamento de 60 dias, acordado contratualmente por ambas as partes”.


Perante este anúncio, o Ministério da Saúde disse que não haverá “qualquer interrupção de tratamentos actuais e futuros e que os hospitais do SNS continuarão a disponibilizar, sempre que justificado, os medicamentos fornecidos pela Roche”.


Lamentando a decisão da Roche, o Ministério da Saúde garantiu que “o SNS encontrará soluções alternativas, inclusivamente junto de outros fornecedores” e que “assegurará pagamentos atempados”.


“Durante anos, a Roche beneficiou de centenas de milhões de euros de proveitos do SNS, pelo que esta decisão é uma atitude reprovável de um parceiro, ainda mais numa altura em que o país se encontra em situação de grande endividamento e num esforço histórico para ultrapassar a crise financeira”, prossegue este ministério, em comunicado.

Comissão Europeia aprova actualização para a utilização do Glivec® da Novartis

27/02/2012 - 12:09

A Novartis anunciou esta segunda-feira que a Comissão Europeia (CE) aprovou uma actualização para a utilização do Glivec® (imatinib) para incluir 36 de meses de tratamento após cirurgia em adultos com KIT (CD117) positivo e para tumores do estroma gastrointestinal (GIST) que reúnam os critérios do estudo principal, avança a companhia, em comunicado.

 

Este regime de tratamento prolongado tem demonstrado melhorar a sobrevida livre de recidiva e a sobrevida global destes pacientes com KIT + GIST quando comparados com pacientes que receberam 12 meses de tratamento após cirurgia.

 

Aceda ao press release completo sobre este assunto aqui.

FDA aprova primeiro teste respiratório para detectar H. pylori em crianças

27/02/2012 - 10:51

A entidade que regula os medicamentos nos EUA, a FDA, aprovou o primeiro teste respiratório para detectar a presença da bactéria Helicobacter pylori em crianças com idades entre 3 e 17 anos, avança o portal ISaúde.

 

O teste, UBT BreathTek, já tinha sido aprovado para uso em adultos em 1996. Os Centros dos EUA para Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) estimam que aproximadamente dois terços da população mundial estejam infectados com H. Pylori, que causa inflamação crónica do estômago (gastrite) e úlceras.

 

A maioria das pessoas com a infecção não tem sintomas, mas têm um risco entre duas e seis vezes maior de desenvolver cancro gástrico e um tipo de linfoma associado à mucosa gástrica em comparação com pessoas não infectadas.

 

"Os resultados deste teste, quando considerados juntamente com uma avaliação médica do histórico do paciente, outros fatores de risco e orientações profissionais, pode rapidamente indicar uma infecção, que permite que um médico inicie os tratamentos adequados em tempo hábil", observa Alberto Gutierrez, da FDA.

 

A agência baseou a sua aprovação do teste UBT BreathTek para crianças num estudo realizado com 176 pacientes, que comparou o seu desempenho com um método composto de referência e que demonstrou sensibilidade de 95,8% e 99,2% de especificidade.

 

Um estudo adicional foi realizado entre 1 a 6 meses após a terapia para apoiar a utilização do teste para monitorar pacientes após o tratamento. A sensibilidade foi de 83,3% e a especificidade foi de 100%.
 

EUA aguarda resultados de ensaio para decidir sobre o uso da Prevnar 13® em adultos a partir dos 50

24/02/2012 - 10:59

O Comité Consultivo em Práticas de Imunização (ACIP) dos Centros para Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) indicou que irá esperar pelos resultados de um estudo em curso antes de decidir se recomenda o uso da Prevnar 13® (vacina pneumocócia conjugada 13-valente) da Pfizer em adultos a partir dos 50 anos de idade. A porta-voz dos CDC, Alison Patti, referiu que os resultados do ensaio CAPiTA, que são esperados no próximo ano, serão considerados, juntamente com dados sobre se o uso da vacina em crianças está a afectar as taxas de doenças em adultos, avança o site FirstWord.

 

A Prevnar 13® foi aprovada pela FDA em Dezembro para adultos com a partir dos 50 anos para a imunização activa para a prevenção de pneumonia e doenças invasivas causadas pelos 13 sorotipos de Streptococcus pneumoniae presentes na vacina. O ACIP debateu o produto numa reunião realizada na quarta-feira, embora não tenha sido agendada uma votação.

 

O ensaio CAPiTA, que está a ser realizado na Holanda, inclui mais de 84.000 indivíduos de 65 anos de idade e mais velhos e foi desenhado para avaliar se a Prevnar 13® é eficaz na prevenção do primeiro episódio de pneumonia adquirida na comunidade causada por sorotipos contidos na a vacina. A Pfizer disse que, embora a falta de uma votação pelo ACIP vá afectar a captação inicial da Prevnar 13® por adultos, a companhia não está a mudar a sua previsão financeira para este ano. A farmacêutica acrescentou que, como planeado, vai " prosseguir com o lançamento da Prevnar 13® para os profissionais de saúde" nos EUA nas próximas semanas.

 

A Prevenar®, que também está aprovada para uso em bebés e crianças menores de 6 anos de idade, gerou vendas de 3,7 mil milhões de dólares no ano passado. A Credit Suisse prevê que a receita do produto atinja os 5 mil milhões de dólares em 2013.

Antibiótico desenvolvido na década de 1960 demonstra eficácia contra tuberculose

24/02/2012 - 10:34

A tuberculose (TB) mata quase 2 milhões de pessoas por ano no mundo, e é cada vez mais resistente aos antibióticos utilizados para tratá-la, mas há poucos novos medicamentos em desenvolvimento. A doxiciclina foi introduzida em 1967 e é utilizada para tratar uma vasta gama de infecções bacterianas, mas até agora não foi reconhecida por ser eficaz contra a TB. No entanto, um estudo, publicado na American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, sugere que a doxiciclina pode parar o crescimento de bactérias e também prevenir que a doença danifique os pulmões, avança o portal ISaúde.

 

No ano passado, os investigadores na Imperial College London descobriram que a TB aumenta a produção de uma enzima chamada MMP-1, e que esta enzima é responsável pela destruição do tecido pulmonar.

 

Agora, eles descobriram que a doxiciclina suprime a produção da enzima destruidora de tecido nas células humanas infectadas pela tuberculose. Eles descobriram também que a doxiciclina inibe directamente o crescimento das bactérias em porquinhos da índia - um resultado surpreendente pois a droga tem sido amplamente utilizada como um antibiótico por mais de 40 anos, mas não foi considerada eficaz contra a TB.

 

"O tratamento da tuberculose manteve-se inalterado por mais de 30 anos, e estirpes totalmente resistentes aos medicamentos estão surgindo, por isso há uma necessidade real de novas drogas. Como a doxiciclina é barata, segura e amplamente disponível em todo o mundo em desenvolvimento, pode ser um tratamento útil para a TB que pode ser utilizado em locais com poucos recursos. Os nossos resultados até agora são promissores, mas foram observados apenas em células humanas e modelos animais. Esperamos realizar um ensaio clínico em breve para testar se a doxiciclina é eficaz no combate à tuberculose nos pacientes", disse Paul Elkington, do Departamento de Medicina da Imperial College London, que liderou o estudo.

 

Os investigadores descobriram evidência adicional do efeito antibiótico da doxiciclina em bactérias da TB cultivadas em um caldo. Quanto maior a concentração de doxiciclina, menor é a taxa de crescimento bacteriano.

 

Eles também estudaram pacientes com TB infectados pelo VIH na África do Sul para procurar mais provas de que a MMP-1 é responsável pela destruição do tecido pulmonar. Eles descobriram que as concentrações desta enzima foram suprimidas nas pessoas com infecção por VIH avançada, explicando pela primeira vez por que estes pacientes não sofrem uma destruição pulmonar tão extensa quando têm TB.
 

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