Macau encomenda 108 mil doses de vacinas contra a gripe

15/09/2011 - 09:38

Os Serviços de Saúde iniciam esta quinta-feira a vacinação gratuita contra a gripe sazonal para grupos de alto risco, tendo encomendado para o efeito 108 mil doses do medicamento, informa uma nota oficial, citada pela agência Lusa.

 

De acordo com os Serviços de Saúde, a vacinação gratuita destina-se aos residentes de Macau com menos de 18 anos, bem como aos com idade igual ou superior a 60 anos, a portadores de doenças crónicas, bem como ao pessoal de lares e creches e das instituições de ensino primário e secundário.

 

Os alunos do ensino primário e secundário, sob a concordância dos pais, e o pessoal das respectivas instituições podem submeter-se à vacinação colectiva organizada pelos Serviços de Saúde, organismo que irá destacar pessoal para administrar a vacina nos lares para idosos e pessoas portadoras de deficiência.

Bastonário apela a empenho da sociedade em manter o SNS

15/09/2011 - 08:11

O bastonário da Ordem dos Médicos apelou esta quarta-feira a toda a sociedade para que se empenhe na manutenção do Serviço Nacional de Saúde, lembrando que Portugal é dos países europeus que menos gastam e onde os cidadãos mais contribuem.

 

Na véspera do Dia do Serviço Nacional de Saúde (SNS), José Manuel Silva vincou que Portugal tem um sistema de saúde equilibrado que não deve ser colocado em causa.

 

“O SNS permitiu que Portugal tivesse das melhores estatísticas de saúde do mundo com baixo custo, porque somos dos países da Europa que menos gastam em termos absolutos per capita em saúde e em que os cidadãos mais contribuem para as suas despesas”, afirmou o bastonário em declarações à agência Lusa.

 

Apesar de compreender que é necessário lutar pela sustentabilidade financeira do país, o representante dos médicos diz que em saúde só se poupa com uma aposta na qualidade: “Um cidadão doente é um cidadão que dá mais despesa”.

 

“Temos de corrigir a cultura de governação de Portugal, apostando no que é bom. O SNS é um serviço quase de excelência. Apostar na sua preservação é um investimento económico para o país”, frisou.

 

O médico defende ainda que não é pondo em causa o SNS que Portugal se conseguirá equilibrar financeiramente, lamentando também que os “múltiplos governo e políticos” não sejam verdadeiramente responsabilizados pela a situação de “bancarrota” a que o país chegou.

 

“O que posso desejar no dia do SNS é que a sociedade se empenhe na sua manutenção e nunca em colocar em causa aquele que é o melhor serviço público português”, manifestou à Lusa.

 

Também o porta-voz do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde (MUSP) salientou a importância do SNS, lamentando as “medidas implementadas pelos consecutivos governos”.

 

Em declarações à Lusa, o representante do MUSPS lastimou os “desinvestimentos sucessivos, que ano após ano têm vindo a afectar a qualidade e a dificultar o acesso às pessoas”.

 

Para Carlos Braga, o “desinvestimento mostra que não havia muita vontade de continuar a dotar o SNS com meios técnicos e humanos para servir a população”.

 

“O SNS já mostrou que tem condições para satisfazer as necessidades dos utentes, mas para isso é preciso que o governo faça um investimento”, sublinhou o Carlos Braga.

 

Quanto ao futuro do SNS, Carlos Braga é pouco optimista: “não temos grandes esperanças de que as coisas melhorem”.
 

Daiichi Sankyo recebe aprovação para silodosin na China

14/09/2011 - 14:38

Daiichi Sankyo anunciou hoje que recebeu aprovação da Administração da China Food and Drug Estado (SFDA) para silodosin, que foi desenvolvido para o tratamento de disúria associada à hiperplasia benigna da próstata, avança a companhia, em comunicado de imprensa.

 

Ao inibir o receptor alfa-1 adrenérgico, que existe na próstata, o silodosin alivia a tensão na próstata, diminuindo a pressão e reduzindo a resistência uretral para o tratamento de disúria associada à hiperplasia benigna da próstata. Silodosin consegue uma eficácia mais rápida em comparação com os medicamentos existentes, e pode tratar os sintomas da disfunção urinária, como a dificuldade urinária e outros sintomas, incluindo micção frequente e a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

 

O silodosin é um antagonista selectivo do alfa-1 adrenérgico que foi originalmente descoberto pela Kissei Pharmaceutical. O fármaco foi desenvolvido pela Daiichi Sankyo e pela Kissei Pharmaceutical no Japão e é comercializado conjuntamente com a marca Urief®.

 

A Daiichi Sankyo tem os direitos de licenciamento para desenvolvimento, produção e comercialização de silodosin na China.

 

“A Daiichi Sankyo está empenhada em contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos doentes na China, aumentando a sua presença na região através do lançamento do silodosin e outros produtos farmacêuticos inovadores”, pode ler-se no comunicado.

Medicamenta lança produto para sensibilidade dentária

14/09/2011 - 13:01

O laboratório nacional Medicamenta lançou no mercado Reme)Sense®, um produto inovador que alivia a dor e desconforto causados pela sensibilidade dentária. Este tratamento de apenas 10 minutos proporciona alívio imediato e os resultados mantém-se até um mês, avança a companhia, em comunicado de imprensa.

 

A deterioração do esmalte e a recessão gengival faz com os túbulos dentinários fiquem expostos. Estes túbulos são responsáveis pela transmissão de sinais ao nervo dentário, o que resulta na sensibilidade dentária.

 

Reme)Sense® com oxalato de potássio é um tratamento que actua na selagem dos túbulos impedindo que o sinal chegue ao nervo dentário, inibindo também a transmissão da sensação de dor ao cérebro. Esta acção dupla traduz-se numa acção imediata no tratamento da sensibilidade dentária.

 

Cada embalagem de Reme)Sense® corresponde a um tratamento e é composta por moldeira dentária e duas tiras de espuma activa macias, confortáveis e fáceis de aplicar com precisão nas áreas sensíveis.

 

Reme)Sense® é um tratamento profissional com resultados imediatos, numa única aplicação e inibição da sensibilidade dentária até um mês, e encontra-se à venda em farmácias, com um PVP recomendado de 11 euros.

Sanofi divulga dados do ensaio de Fase III do Lyxumia® na diabetes tipo 2

14/09/2011 - 08:25

A Sanofi apresentou dados de um estudo do fase final na reunião anual da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes que sugerem que o Lyxumia® (lixisenatide) atingiu o seu objectivo principal de segurança e eficácia num ensaio de fase III envolvendo pacientes com diabetes tipo 2 não controlado pela metformina. O ensaio GetGoal F-1é um dos nove estudos clínicos que a empresa está a realizar com o medicamento, avança o site FirstWord.

 

O estudo seleccionou aleatoriamente 482 adultos com diabetes tipo 2 para receber Lyxumia® com um aumento por etapas da dose de 10 microgramas durante duas semanas, depois 20 microgramas; com um aumento da dose em duas etapas de 10 microgramas durante uma semana, 15 microgramas durante uma semana, e 20 microgramas; ou placebo, cada um em combinação com metformina. Os resultados relataram uma redução significativa na HbA1c de base à semana 24, em ambas as abordagens de tratamento, em comparação com o placebo.

 

Especificamente, o percentual de pacientes que atingiram as metas de HbA1c menor ou igual a 6,5 por cento e HbA1c menor que 7% com o esquema de uma etapa foi de 25,6% e 47,4% e com o regime de duas etapas foi de 20,4% e 42,1%. Em comparação, os pacientes que receberam placebo sofreram reduções de 7,6% e 24,1%, respectivamente.

 

Além disso, os doentes no regime de um passo perderam uma média de 2,63 kg e os doentes no regime de duas etapas perderam uma média de 2,68 kg, contra uma perda de 1,63 kg entre os pacientes que receberam placebo.

 

"O estudo mostra que, em pessoas com diabetes tipo 2 que não alcançam o controlo glicémico adequado, [Lyxumia®] uma vez por dia como"add on" para a metformina é eficaz tanto a melhorar o controlo glicémico como na redução do peso corporal, e um regime de aumento da dose numa etapa pode ser a melhor opção para o início do tratamento", comentou o investigador principal do estudo Geremia Bolli. Riccardo Perfetti, vice-presidente de assuntos médicos da divisão de diabetes da Sanofi, observou ainda que o estudo "confirma que o fármaco é fácil de usar", acrescentando que o Lyxumia® "demonstrou todos os três atributos que podem determinar o sucesso: tolerabilidade, eficácia e segurança".
 

Estudo: anticoagulante oral mostra benefícios na redução de risco de AVC e embolia sistémica

13/09/2011 - 13:52

Fruto de uma parceria entre os laboratórios Bristol-Myers Squibb e Pfizer, o anticoagulante oral ELIQUIS® (apixabana), indicado para evitar tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes adultos submetidos à reposição electiva (colocação de prótese) de joelho e anca, mostrou resultados positivos no tratamento para a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) ou embolia sistémica em pacientes com fibrilação atrial (FA). Essa informação foi publicada no estudo clínico Aristotle divulgado no último Congresso Europeu de Cardiologia (ESC), em Paris, e publicado no New England Journal of Medicine, avança o Portal Fator Brasil.

 

O estudo – realizado em 18.201 pacientes com FA em 1.034 centros de 39 países – avaliou o ELIQUIS® em comparação com o tratamento convencional com varfarina e demonstrou que as pessoas com fibrilação atrial (um tipo de arritmia cardíaca muito comum) quando tratadas com o medicamento pesquisado têm 21% menos risco de sofrer AVC do que aquelas que receberam o tratamento padrão. Além disso, ELIQUIS® produziu uma redução relativa de 31% do risco de hemorragia, especialmente no cérebro, e em 11% no risco de morte por qualquer motivo, sempre em comparação com o tratamento padrão. O estudo clínico Aristotle durou quase dois anos, já está concluído e é classificado como fase III.

 

Os laboratórios comemoram os resultados promissores do estudo envolvendo ELIQUIS® (apixabana), que é um inibidor directo do factor de coagulação sanguínea denominado factor Xa e é administrado por via oral.

Dose reduzida de Cervarix® mostra eficácia para combater cancro cervical

13/09/2011 - 11:59

Menos doses da vacina Cervarix® para o vírus do papiloma humano (HPV) pode ser tão eficaz quanto o regime padrão de dose tripla na prevenção do cancro cervical, avança o portal ISaúde.

 

Em todo o mundo, o cancro cervical é o terceiro mais comum entre as mulheres e os tipos de HPV 16 e 18 são grandes contribuintes para o desenvolvimento da doença. A vacina contra a condição é actualmente administrada em três doses ao longo de seis meses, o que torna o tratamento caro e difícil de ser terminado.

 

Para determinar se um menor número de doses da vacina seria eficaz, a investigadora do Instituto Nacional do Cancro, Aimée R. Kreimer, e uma equipa de cientistas conduziram uma análise dos dados de um teste feito na Costa Rica, no qual as mulheres receberam três doses de Cervarix® ou da vacina de controlo.

 

Das 7.466 mulheres matriculadas, 20% receberam menos de três doses, devido a factores involuntários, como gravidez ou encaminhamento para a colposcopia durante o acompanhamento de rotina. Os investigadores compararam a frequência de infecção persistente por HPV 16 ou 18 nos grupos de mulheres que receberam uma ou duas doses da vacina e de mulheres que receberam três doses durante 4 anos.

 

Como os cientistas excluíram as mulheres que não tiveram acompanhamento ou que eram ADN-positivas para HPV16 e 18 no momento da inscrição, 5.967 mulheres receberam três doses do tratamento, 802 receberam duas doses e 384 receberam apenas uma dose.

 

Os resultados mostraram níveis semelhantes de protecção da vacina contra o HPV16 e 18 entre mulheres que recebem uma, duas ou três doses da vacina. Para as situações em que o custo da vacina e a logística de implementação eram factores importantes, os cientistas observaram que os dados da eficiência clínica fornecem evidências sugestivas de que um programa de vacina contra o HPV que fornece menos doses para mais mulheres e mantém o potencial para reduzir a incidência de cancro do colo do útero.

 

Segundo a equipa de investigação, se os estudos aleatórios confirmarem os benefícios da administração de menos doses e a duração da protecção for suficiente, então a descoberta poderá ajudar a tornar a prevenção primária do cancro do colo do útero uma realidade.
 

Brasil alerta para risco de uso de antidiabético para emagrecer

12/09/2011 - 12:52

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entidade que regula os medicamentos no Brasil, emitiu uma nota de alerta sobre o uso do medicamento Victoza® para efeitos de emagrecimento, avança o Diário da Saúde.

 

O Victoza® está aprovado no Brasil para uso específico para o tratamento da diabetes.

 

O alerta foi feito em resposta a uma reportagem veiculada pela revista Veja, intitulada "Parece Milagre", citando o uso do medicamento para emagrecimento.

 

Liraglutida

 

Segundo a Anvisa, o Victoza® é um produto biológico, constituído por uma molécula de alta complexidade, contendo o princípio activo chamado liraglutida.

 

"O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em Março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento da diabetes tipo 2. Portanto, o seu uso não é indicado para emagrecimento", disse a agência.

 

Além disso, o Victoza® é um medicamento novo, sujeito a regras específicas por um período de cinco anos, uma vez que ainda não são conhecidos todos os seus efeitos, havendo a possibilidade de ocorrência de "eventos secundários imprevisíveis ou desconhecidos".

 

Este alerta consta na bula do medicamento.

 

Efeito secundários do Victoza®

 

Já se sabe que o Victoza® provoca "alteração da função renal" como efeito secundários.

 

"Nos estudos clínicos do registo e nos relatórios apresentados à Anvisa foram relatados eventos adversos associados ao Victoza®, sendo os mais frequentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia. Além destes eventos, destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tiróide, como nódulos e casos de urticária," diz a nota da Anvisa.

 

Não há qualquer estudo que comprove a eficácia ou a segurança do medicamento para redução de peso e tratamento da obesidade.

Medicamento para a diabetes usado para emagrecer

09/09/2011 - 14:13

Chama-se Victoza®, foi desenvolvido pela Novo Nordisk e é um medicamento para o tratamento da diabetes tipo 2, mas está a ser usado com outro propósito: emagrecer. Os especialistas não chegam a consenso sobre os malefícios desta medicação quando utilizada invertidamente para perder peso, escreve o Expresso.

 

O Victoza® é aplicado uma vez por dia, por injecção subcutânea, e a perda de peso pode chegar aos três quilos por mês, sem dieta ou exercício físico. No Brasil, há casos de sucesso em processo de emagrecimento, sendo que os stocks de venda do medicamento esgotaram em poucas semanas mal foram postos à venda.

 

O fármaco já está à venda em alguns países europeus, mas ainda não chegou a Portugal. Por cá, se chegar a ser posto à venda, irá custar cerca de 130 euros, para um mês de tratamento.

Ibuprofeno aumenta risco de aborto espontâneo

08/09/2011 - 08:49

Tomar analgésicos com ibuprofeno durante a gravidez duplica os riscos de aborto espontâneo. O risco é ainda mais elevado para as mulheres que tomam medicamentos com esse princípio activo desde pouco antes da concepção até às 20 semanas de gestação, avança a tvi24.

 

Um estudo publicado no Canadian Medical Association Journal revela que os riscos não são conhecidos de muitas grávidas que continuam a tomar este tipo de medicamentos, ignorando os avisos incluídos na bula. Uma em cada cinco grávidas recorre a ibuprofeno para alívio da dor. Foram recolhidos dados de mais de 47 mil mulheres com idades entre os 15 e os 45 anos.

 

O ibuprofeno aumenta o risco de a implantação da placenta não se fazer da forma mais saudável, o que conduz muitas vezes a uma perda gestacional. Calcula-se que uma em cada oito gravidezes acabe em aborto espontâneo, situação mais frequente nas primeiras doze semanas de gestação.

 

Os investigadores apontam a necessidade de alertar as mulheres para os riscos do ibuprofeno. E de as informar que, em caso de necessidade, podem usar como analgésico o paracetamol, que não tem riscos associados.

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