Infarmed alerta para recolhe de lote do medicamento Novoplatinum®

18/05/2012 - 07:27

O Infarmed alertou esta quinta-feira, em comunicado, para a recolha voluntária de lote do medicamento Novoplatinum®, solução para perfusão, 10 mg/ml.

 

A empresa Hospira Portugal, Lda. irá proceder à recolha voluntária do lote n.º Y121686AC com a validade 09/2013 do medicamento Novoplatinum®, carboplatina, solução para perfusão, 10 mg/ml, frasco para injectáveis – 1 unidade – 45 ml (número de registo: 8722421), por terem sido detectadas, na superfície interna do vidro de alguns frascos deste lote, partículas de metais pesados.

 

Assim, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização deste lote.


Atendendo a que este medicamento apenas é utilizado em meio hospitalar, as entidades que dele disponham não o poderão vender ou administrar, mas sim, proceder à sua devolução.

Angelini lança em Portugal o primeiro substituto do sal com 0% de sódio

17/05/2012 - 11:39

A farmacêutica Angelini escolheu Maio, o Mês do Coração, para o lançamento de Bonsalt, o primeiro substituto do sal com 0% de sódio com venda exclusiva nas farmácias e parafarmácias. Bonsalt foi desenvolvido para quem tem restrições de sódio na alimentação, como é o caso de hipertensos e pessoas com problemas cardiovasculares, e pode ser adoptado por todas as pessoas que queiram um estilo de vida saudável e sem sal.

 

Bonsalt é um sal sem sódio, composto por potássio, que apresenta como benefício para quem se vê obrigado a ter uma alimentação insonsa a recuperar o sabor dos alimentos e a voltar a ter prazer de comer, promovendo o bem-estar e a saúde. Também como medida de prevenção, para quem pretenda evitar o aparecimento de doenças como a hipertensão e outras doenças de ordem cardiovascular, Bonsalt permite uma dieta com baixo consumo de sal.

 

Saiba mais aqui.
 

Biogen Idec submete BG-12 Oral para aprovação da EMA e FDA

17/05/2012 - 11:33

A Biogen Idec submeteu à aprovação da FDA (Food and Drug Administration – entidade que regula os medicamentos nos EUA) e EMA (Agêcia Europeia de Medicamentos) o BG‐12 Oral (Dimetil Fumarato), a solução terapêutica oral da Biogen Idec para o tratamento da Esclerose Múltipla (EM), avança a companhia, em comunicado.

 

A submissão baseia-se nos ensaios clínicos de fase 3, DEFINE e CONFIRM.

 

No ensaio clínico DEFINE foi demonstrada a eficácia do fármaco na redução da actividade da doença – os doentes tratados com BG‐12 tiveram uma redução das lesões T2 novas ou aumentadas, ao longo de 2 anos, de 85% e 74%, nos grupos com duas administrações diárias e três administrações diárias, respectivamente (P<0.0001 para ambos).

No mesmo estudo foi demonstrado um perfil de segurança favorável e que o BG‐12 é bem tolerado.

 

De acordo com Fernando Matias, médico neurologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra, “O BG‐12 revelou-se um medicamento eficaz no controlo da actividade da doença1, de acordo com os resultados dos estudos de fase III. O seu perfil de segurança é favorável, e a incidência global de efeitos adversos globais foi reduzida e similar entre os vários grupos (BG-12 e placebo). Por outro lado, estudos com o seu metabolito, monometil fumarato (MMF) mostram um efeito positivo na modulação do processo oxidativo, uma via final comum a muitos processos degenerativos, incluindo a Esclerose Múltipla. Este efeito, também chamado neuroprotector, pode ser de grande importância no atrasar da fase progressiva da doença. Desta forma, podemos afirmar que o Fumarato, caso venha a ser aprovado, vai inaugurar uma nova modalidade de tratamento da Esclerose Múltipla.”

 

“A rápida submissão do BG‐12 à aprovação das entidades reguladoras dos Estados Unidos e da Europa, que integrou uma das maiores bases de dados controlados com placebo sobre EM, demonstra o nosso empenho em disponibilizar aos doentes novas terapêuticas o mais rapidamente possível”, conclui Douglas E. Williams, vice-presidente da área de Investigação e Desenvolvimento da Biogen Idec. “Esperamos ter novidades relativamente ao estado da aprovação nos próximos meses”.
 

DECO desmascara produtos para o emagrecimento

17/05/2012 - 11:16

A DECO analisou a composição de 20 produtos para emagrecimento. Os resultados comprovaram que a maioria destes não tem efeito e que outros contêm substâncias que, ao contrário do anunciado, não apresentam provas de ajudar a emagrecer, avança o portal Boas Notícias.

 

“Para reduzir os quilos a mais, não há milagres”, reforça a associação de defesa do consumidor, que aponta uma “dieta equilibrada com 1.200 a 1.500 quilocalorias diárias e exercício físico" como as únicas soluções para o emagrecimento.

 

Os produtos, constituídos por plantas, frutos ou legumes e enriquecidos com vitaminas ou sais minerais, convencem, diz a DECO, ao “recorrerem a um discurso pretensamente científico, mas, com frequência, repleto de erros”.

 

De acordo com a DECO, a maioria dos produtos utiliza “substâncias com efeitos nem sempre comprovados”. Outros chegam a incluir substâncias que podem ser perigosas em grandes quantidades, como é o caso dos estimulantes, que elevam o ritmo cardíaco.

 

Por exemplo, alguns dos produtos analisados propõem o emagrecimento com o recurso a diuréticos e laxantes, que fazem perder água e fezes em vez de gordura. Outros utilizam a cafeína, que apenas em quantidades elevadas permite a perda de peso, quantidades essas que podem alterar o batimento cardíaco.

 

É usado ainda vocabulário aparentemente científico e o recurso a substâncias ditas naturais, mas sem provas dadas na perda de peso, como o aloe vera e frutos exóticos brasileiros. A DECO alerta que não é por serem naturais que as substâncias estão isentas de riscos.

 

Os produtos, à venda em dietéticas e parafarmácias, podem custar entre 6 e 40 euros por embalagem.
 

Patente do Plavix® da Bristol-Myers Squibb expira esta quinta-feira nos EUA

17/05/2012 - 08:55

Está previsto que o medicamento Plavix® (clopidogrel) da Bristol-Myers Squibb perca a protecção de patente nos EUA esta quinta-feira. A farmacêutica, que vende o Plavix® em parceria com a Sanofi, disse que não planeia comercializar activamente o fármaco no país, uma vez que já não está sob patente, avança o site FirstWord.

 

A analista do Credit Suisse Catherine J. Arnold referiu que o Plavix®, que teve vendas de 7,1 mil milhões de dólares em 2011, é "um dos medicamentos gigantescos que realmente definiu a indústria farmacêutica nos anos 90", enquanto Steven Nissen, da Cleveland Clinic, apelidou o tratamento de "alicerce".

 

Sete farmacêuticas já receberam uma autorização provisória para comercializar versões genéricas do Plavix® e a Bristol-Myers Squibb referiu que prevê "um declínio rápido, precipitado e material das vendas líquidas" do Plavix® após a perda da protecção de patentes nos EUA.

 

O porta-voz da American Heart Association Gregg Fonarow sugeriu que as taxas de adesão à terapêutica para o Plavix® vão melhorar quando as versões genéricas estiverem disponíveis.

"Essa medicação tem ajudado milhões de doentes a evitar eventos cardiovasculares fatais e não fatais ", mas o seu alto preço tem "contribuído para que os doentes não aviassem as receitas iniciais para o medicamento e para a interrupção prematura da toma do clopidogrel", comentou.

 

Um porta-voz da Cardinal Health disse que a empresa planeia lançar a sua versão genérica do Plavix® na sexta-feira. A Sun Pharmaceutical, a Apotex e A Dr. Reddy são algumas das outras farmacêuticas que receberam uma autorização provisória para as suas versões genéricas do medicamento.
 

Paramiloidose: protocolo de utilização do tafamidis no SNS é assinado após espera de dois anos

17/05/2012 - 07:07


O protocolo de utilização do Tafamidis, medicamento para a paramiloidose, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é esta quinta-feira assinado no Hospital Santo António, no Porto, numa sessão que conta com a presença do ministro da Saúde, Paulo Macedo, avança a agência Lusa.


Na sexta-feira passada, o Infarmed e a Pfizer chegaram a acordo para disponibilizar o tafamidis através do SNS, sendo o contrato esta quinta-feira assinado no Porto, o que, na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Paramiloidose (APP), Carlos Figueiras, é o fim de “um sofrimento que se prolongou mais de dois anos”.


Segundo fonte do Hospital de Santo António disse quarta-feira à Agência Lusa, a assinatura do protocolo de utilização do Tafamidis decorre esta quinta-feira naquela instituição, pelas 17:00, contando com a presença de Paulo Macedo.


Segundo Carlos Figueiras, o fármaco será disponibilizado gratuitamente pelo SNS, através da "Unidade Clínica de Paramiloidose, no Porto, e do Hospital de Santa Maria, em Lisboa”, podendo, numa primeira fase, ser "abrangidos 250 doentes".


Para o presidente da APP, este é o fim de um longo processo para tentar introduzir no SNS um medicamento que, “num ensaio clínico realizado em oito centros de excelência em todo o mundo, mostrou 100 por cento de eficácia em 60 por cento dos doentes e uma redução significativa nos restantes 40 por cento”.


O medicamento já foi aprovado, em 2011, pela Agência Europeia de Medicamentos e também pela Comissão Europeia e de Portugal, tendo estado a aguardar a luz verde do Governo para que fosse disponibilizado pelo SNS.


Dado o carácter revolucionário do medicamento, países como França, Espanha, Luxemburgo e Itália começaram, há cerca de dois anos, a disponibilizar o Tafamidis aos seus doentes.
Em Portugal, os paramiloidóticos realizaram diversas acções de protesto para sensibilizar o Governo para esta causa.


A paramiloidose, vulgarmente conhecida como a “doença dos pezinhos”, é uma doença crónica, neurodegenerativa, progressiva e hereditária, que se manifesta entre os 25 e os 35 anos.


Disponibilização do Tafamidis é o fim de um grande sofrimento para doentes


O presidente da Associação Portuguesa de Paramiloidose (APP) considera que a disponibilização do Tafamidis é o fim de “um sofrimento que se prolongou mais de dois anos”.


O ministro da Saúde, Paulo Macedo, assiste, quinta-feira, no Hospital de Santo António, Porto, à assinatura de um protocolo que vai permitir a disponibilização do Tafamidis através do Serviço Nacional de Saúde.


Carlos Figueiras considera que este é o “dia mais feliz” da sua vida, porque, e depois de “tantas decepções, os doentes podem, finalmente, tomar o fármaco que lhes possibilitará terem uma vida normal, sem restrições”.


O responsável aproveita para pedir aos doentes que “não acorram aos hospitais onde irá ser disponibilizado o Tafamidis, porque a Unidade Clínica de Paramiloidose, no Porto, e o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, chamarão um a um”, o mais rápido possível.


A assinatura deste acordo, firmado entre o Ministério da Saúde, o hospital de Santo António e a APP representa o “fim do processo Tafamidis, um fármaco que foi testado, através de um ensaio clínico, realizado em oito centros de excelência em todo o mundo, mostrou 100 por cento de eficácia em 60 por cento dos doentes e uma redução significativa nos restantes 40 por cento”.


O medicamento já havia sido aprovado, em 2011, pela Agência Europeia de Medicamentos e também pela Comissão Europeia, mas aguardava, há vários meses, luz verde do Governo português para que fosse disponibilizado pelo SNS.

França inicia processo penal do medicamento Mediator®

15/05/2012 - 11:29

 

O caso Mediator começou esta segunda-feira a ser julgado em Nanterre, nos arredores de Paris, França. O processo penal tem como objectivo provar que os laboratórios Servier e o seu fundador, Jacques Servier, terão ocultado deliberadamente os efeitos secundários do medicamento. Só em França suspeita-se que o Mediator® seja responsável pela morte de 500 a 2.000 pessoas, avança a EuroNews.

 

“Existe um estudo publicado em 2000 que prova, de forma científica, os efeitos indesejáveis da norfenfluramina, como as patologias valvulares de que sofrem actualmente as vítimas”, explica Martine Verdier, uma das advogadas dos queixosos.

 

O Mediator® esteve no mercado francês entre 1976 e 2009, como tratamento complementar para a diabetes, mas muitas pessoas recorreram ao medicamento para perder peso. A norfenfluramina é uma molécula próxima da anfetamina. Só em França foi consumido por cinco milhões de pessoas. Este é apenas um dos processos do caso Mediator®.
 

Infarmed e Pfizer chegam a acordo sobre tafamidis no SNS

14/05/2012 - 07:32


O Infarmed e a Pfizer chegaram a acordo para disponibilizar o medicamento tafamidis, para a paramiloidose, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), disse na passada sexta-feira à agência Lusa o presidente da associação que representa aqueles doentes.


No final de uma reunião com o presidente do Infarmed, a Associação Portuguesa de Paramiloidose (APP) foi informada de que a autoridade do medicamento tinha chegado a acordo com o laboratório que comercializa o tafamidis, e que brevemente o medicamento iria entrar no SNS, disse à Lusa Carlos Figueiras.


O mesmo responsável adiantou que o contrato irá para apreciação e decisão do ministro da Saúde, “o que deverá acontecer na próxima semana”.


“Tudo indica que este assunto chegará a bom porto”, acrescentou, manifestando-se “muito satisfeito” e crente “na palavra do presidente do Infarmed e do ministro da Saúde”.


O fármaco será disponibilizado gratuitamente pelo Serviço Nacional de Saúde, através da "Unidade Clínica de Paramiloidose, no Porto, e do Hospital de Santa Maria, em Lisboa”, explicou ainda Carlos Figueiras.


Numa primeira fase, podem ser "abrangidos 250 doentes", o que é uma "excelente notícia para os doentes com paramiloidose e seus familiares que tanto têm sofrido ao longo de todo este processo”.


O responsável lembrou que este é o concluir de um longo processo para tentar introduzir no SNS um medicamento que, “num ensaio clínico realizado em oito centros de excelência em todo o mundo, mostrou 100% de eficácia em 60% dos doentes, e uma redução significativa nos restantes 40%”.


Entre os centros onde foi desenvolvido o ensaio clínico, contam-se o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e Hospital de Santo António, no Porto.


A Lusa contactou o Infarmed, mas este organismo escusou-se a fazer qualquer comentário sobre este assunto.
 

FDA avaliou favoravelmente lorcaserin

11/05/2012 - 12:28

 

Um painel consultivo do FDA votou, esta quinta-feira, que os benefícios do medicamento para a perda de peso lorcaserin (Lorqess®), da Arena Pharmaceuticals e Eisai, "superam os potenciais riscos da utilização a longo prazo" em pessoas obesas, avança o FisrtWord.

 

Daniel Bessesen, membro do painel que votou a favor da recomendação de aprovação, disse que a droga fornece "uma modesta perda de peso que não é o ideal,", mas saliente que "temos quase sem opções terapêuticas" para a obesidade. A FDA deverá decidir se aprova ou não a comercialização do fármaco até 27 de Junho.

 

Em documentos divulgados anteriormente, a agência afirmava que embora houvere benefício na perda de peso não haviam dados suficientes de segurança, nomeadamente respeitante a problemas cardíacos. Os dados entretanto apresentado pelas empresas não descartam a possibilidade de aumento de risco relativo mas a incidência deste é baixa. O painel sugeriu que se for aprovado o lorcaserin as empresas devem conduzir estudos de acompanhamento para avaliar os efeitos cardiovasculares, e algumas propostas exijem electrocardiogramas antes da prescrição.

Vacina contra HPV protege ambos os sexos

11/05/2012 - 08:19

 

A vacina contra 4 tipos de Papilomavírus Humano (HPV), até aqui indicada para mulheres até aos 45 anos, está agora disponível para ambos os sexos, podendo os homens também beneficiar da proteção contra os tipos 6, 11, 16 e 18 deste vírus, em comunicado de imprensa.


A infeção por HPV é muito frequente, estimando-se que 75-80% dos homens e mulheres sexualmente activos sejam infetados pelo HPV ao longo da vida. Os homens, inicialmente tidos apenas como transmissores, são também afectados pelas doenças causadas pelo HPV, um vírus que causa vários cancros e outras doenças genitais.


Dados preliminares do estudo “HPV Vaccination – Quantitative Market Assessment for Boys and Young Men”, apontam que apenas 50% dos homens portugueses com idades entre os 18 e 26 anos, tem conhecimento da existência do HPV. Do grupo que conhece o HPV, apenas 55% acredita estar em risco de contacto com o vírus.

 

Quando confrontados com o facto do HPV causar cancros e doenças genitais também no sexo masculino, 68% dos homens portugueses, mostram-se surpreendidos.

 

Com esta nova indicação da vacina, dados do mesmo estudo estimam que 85% dos homens portugueses são favoráveis ou muito favoráveis à vacinação contra o HPV.
Esta investigação conduzida pela IFOP (Market Research and Opinion Poll Institute - France) em parceria com a Sanofi Pasteur MSD, vai ainda avaliar a perceção de mães de adolescentes (11 aos 17 anos) e pediatras relativamente à vacinação contra o HPV.

 

Dados de um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) estimam que os tipos de HPV contidos na vacina quadrivalente sejam responsáveis, anualmente, por vários tipos de cancros em ambos os sexos mesmo estudo indica que os condilomas genitais são a doença por HPV mais frequente em Portugal, causando cerca de 11.100 novos casos por ano no sexo masculino, o que representa um custo de cerca de 2,5 milhões de euros em diagnóstico e tratamento.
 

RCM Pharmagazine

PHARMAGAZINE

Edição 18 online

 

 

A Revista de Comunicação e Marketing

 
 
 

Partners
Developed by