Norte-americana Amgen quer dobrar presença no Brasil até 2020

24/07/2014 - 08:04


A maior empresa de biotecnologia do mundo, Amgen, teve uma subida anual de 54 por cento na facturação do primeiro semestre no Brasil e traça planos para dobrar a sua área de medicamentos biológicos no país, apesar da desaceleração da economia que tem travado o consumo, inclusivamente no sector de saúde, avança a agência Reuters.


A companhia fundada na década de 1980 nos EUA é especializada em medicamentos complexos e de alto custo de desenvolvimento voltados para áreas como cancro e nefrologia. No Brasil, a empresa está presente desde 2009, ampliando a sua actuação com a compra da farmacêutica brasileira Bergamo, em 2011, por 215 milhões de dólares.

 

De olho num mercado em que a população que está a envelhecer e que em 2014 deve registar cerca de meio milhão de novos casos de cancro, a Amgen espera ampliar de 5 para até 10 até 2020 o número de medicamentos da categoria biológicos "inovadores" vendidos no Brasil. Já em biossimilares, a quantidade de medicamentos da companhia vendida no país passará de 25 para 32.

 

Os medicamentos biológicos são produzidos através da manipulação de microorganismos ou células vivas modificadas, que geram proteínas longas e complexas para uso em tratamentos específicos. Esses fármacos estão no topo da indústria farmacêutica em termos de custos de desenvolvimento e de margem de lucro. Já as biossimilares são versões 'genéricas' dos medicamentos biológicos que tiveram as patentes expiradas.

 

Com a expansão do portefólio de medicamentos biológicos, a Amgen deve concentrar-se mais em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, ampliando uma rede de 2.500 pacientes em mais de 200 centros médicos públicos e privados do país, que fazem parte de testes clínicos de novas drogas que a empresa espera ver aprovadas pelas autoridades de saúde.

 

Apesar dos planos de expansão, o gerente-geral da Amgen no Brasil, Eduardo Santos, afirmou que planos para uma fábrica de biofármacos, algo que consumiria investimentos na casa de mil milhões de dólares do grupo no país, não estão nos planos de curto prazo. A Amgen já tem fábricas na Irlanda, Turquia, EUA e Porto Rico.

 

Segundo Santos, que evitou dar detalhes financeiros da companhia no Brasil, a Amgen deve atingir equilíbrio financeiro no país este ano. O desempenho, após o investimento na compra da Bergamo, é apoiado no lançamento de três novos medicamentos no primeiro semestre.

 

"Estamos a sentir escrutínio em despesas com saúde por parte dos governos, federal e estadual, e empresas de seguro saúde estão a rever protocolos", disse Santos ao descrever o cenário económico do sector no país. "Não é catastrófico, mas é um cenário de contenção de gastos".

 

Porém, ele afirmou que os medicamentos da companhia são voltados para pacientes críticos, que não podem interromper tratamentos. "O mercado de carros novos vai cair, mas os pacientes diagnosticados continuarão a existir".

 

Santos afirmou que a Amgen não vê novos alvos de aquisição no Brasil, apesar da intensa consolidação vivida pela indústria farmacêutica global. No país, a Amgen compete no sector de medicamentos biotecnológicos com nomes como Roche, Pfizer e Abbott.

 

A Amgen também deve encarar em breve uma competição com o lançamento da fábrica de biossimilares Bionovis, projecto que prevê investimentos de 500 milhões de reais nos próximos cinco anos e reúne as brasileiras EMS, Aché, Hypermarcas e União Química.

 

A fábrica das quatro empresas nacionais deve ficar pronta no final de 2016 e será voltada inicialmente à produção de seis medicamentos voltados para alguns tipos de cancro e artrite. O principal cliente será o governo federal brasileiro, que tem apoiado a criação da companhia desde 2012.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0FS28120140723

Allergan vai cortar 1.500 empregos

22/07/2014 - 08:10


A Allergan, que luta contra uma oferta hostil da Valeant Pharmaceuticals International, anunciou nsta segunda-feira um corte de 1.500 empregos como parte da reestruturação de 475 milhões de dólares para elevar o lucro nos próximos seis anos, avança a agência Reuters.


Mas a empresa não anunciou nenhuma grande aquisição ou programa de recompra de acções, movimentos que tinha discutido como formas de reforçar as suas defesas contra a investida da Valeant e Pershing Square Capital Management.

 

A Allergan disse que as reduções de custos, parte dos esforços para convencer investidores de que tem mais valor como empresa independente, vão ajudá-la a entregar um crescimento anual nos lucros de mais de 20 por cento entre 2014 e 2019.

 

O corte de 13 por cento no quadro global de funcionários vai ajudar a ter um lucro por acção de 5,74 a 5,80 dólares em 2014 e de 8,20 a 8,40 dólares em 2015, disse a Allergan, que tinha previsto antes um lucro de 5,64 a 5,73 dólares por acção em 2014, com crescimento de 20 a 25 por cento nessa linha em 2015.

 

A empresa divulgou um lucro de 418 milhões de dólares no segundo trimestre, ou 1,40 dólares por acção, em comparação com 361 milhões de dólares, ou 1,22 dólares por acção, um ano antes.

 

Excluindo itens especiais, a Allergan teve lucro de 1,51 dólares por acção. Analistas esperavam, em média, lucro de 1,44 dólares por papel, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0FQ1MM20140721

Os milhões dos medicamentos made in Portugal

21/07/2014 - 08:27

O mercado do medicamento caiu para um terço nos últimos 3 anos. Para este ano o Estado prevê gastar 2 mil milhões de euros em medicamentos, avança o Porto Canal.

 

Desde que o país pediu ajuda económica à troika os medicamentos foram o alvo preferencial dos cortes na área da saúde.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Porto Canal

http://portocanal.sapo.pt/noticia/32383/

Novartis procura mais economias de custo para elevar margens

18/07/2014 - 12:01


A fabricante suíça de medicamentos Novartis divulgou um crescimento trimestral de vendas abaixo das expectativas e disse que se focará em obter economias graduais de custos para impulsionar as margens, à medida que se prepara para uma reformulação radical de negócios, avança a agência Reuters.


Apesar das vendas abaixo da projecção, a companhia confirmou a sua meta para o ano de um aumento nas vendas e no lucro, com a expectativa de que a receita de novos produtos compense a concorrência de genéricos contra o seu medicamento para a pressão sanguínea Diovan®.

 

O fraco desempenho dos negócios de vacina e de saúde animal pesaram sobre as vendas do grupo no segundo trimestre, que tiveram alta 2 por cento para 14,64 mil milhões de dólares, pouco abaixo da projeção média de 14,72 mil milhões de dólares numa pesquisa da Reuters.


Sob a nova futura estrutura, a Novartis vai concentrar-se em três unidades - farmacêuticos, a sua unidade de cuidados oculares Alcon e a sua unidade de genéricos Sandoz - esperando que um foco sobre um número menor de negócios líderes ajudará a impulsionar o crescimento à medida que os orçamentos de saúde são pressionados.

 

A companhia também está a consolidar algumas funções de apoio numa única organização de serviço compartilhado. Estas operações estão actualmente espalhadas entre todas as divisões e correspondem por mais de 6 mil milhões de dólares em despesas.

 

O presidente-executivo Joe Jimenez disse que a reestruturação dará à Novartis "muito espaço" para reduzir ainda mais os custos, embora que gradualmente.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0FM1BQ20140717

Johnson & Johnson supera previsões no segundo trimestre

16/07/2014 - 08:17

A Johnson & Johnson (J&J) divulgou resultados trimestrais muito mais fortes do que o esperado, impulsionada por fortes vendas de novos medicamentos que exigem receita, incluindo o seu fármaco Olysio® para a hepatite C, avança a agência Reuters.


A diversificada companhia de saúde disse esta terça-feira que teve lucro de 4,33 mil milhões de dólares, ou 1,51 dólares por acção, no segundo trimestre. No mesmo período do ano anterior, o resultado tinha sido de 3,83 mil milhões de dólares, ou 1,33 dólares por acção, quando a companhia contabilizou encargos por litígios e uma aquisição.

 

Excluindo itens não recorrentes, a J&J teve lucro de 1,66 dólares por acção. Analistas esperavam, em média, lucro de 1,55 dólares por acção segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

 

As vendas da companhia cresceram 9,1 por cento para 19,5 mil milhões de dólares, muito acima das expectativas de Wall Street de 18,99 mil milhões de dólares.

 

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0FK1EI20140715

Mylan adquire activos da Abbott fora dos EUA por 3,9 mil milhões de euros

15/07/2014 - 07:36

A norte-americana Mylan Pharmaceuticals, especialista em medicamentos genéricos, alcançou um acordo para a aquisição de activos da Abbott Labs fora dos EUA, avança o Dinheiro Digital.

 

Segundo anunciado num comunicado, segunda-feira, a adquirente pagará 5,3 mil milhões de dólares (cerca de 3,9 mil milhões de euros) por activos da Abbott (linha de genéricos para gastroenterologia e outras especialidades) localizados em mercados desenvolvidos (Europa, Japão, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

 

Com base nos termos do negócio, a concretizar integralmente por troca de capital, a Abbott ficará com 20% de uma nova empresa que combinará os activos das duas nesta linha de produto, a cuja ficará sediada na Holanda, onde a Mylan beneficiará de um regime fiscal [para si] mais conveniente.

 

 

Fonte: Dinheiro Digital
http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=217138

TECNILOR aposta no mercado dos suplementos alimentares

11/07/2014 - 09:35


A TECNILOR decidiu apostar no mercado dos suplementos alimentares.


A empresa portuguesa no sector da indústria farmacêutica acabou de lançar no mercado uma nova linha de suplementos alimentares com “fórmulas galénicas originais”, equilibradas e únicas, estudadas para serem tomados em formas orais, – saquetas, comprimidos ou cápsulas,– de forma a prevenir diversas patologias e com uma posologia preferencialmente de uma vez por dia.

 

Os produtos que compõem a linha são diversificados e combatem problemas como fadiga, stress, falta de memória, sintomas da menopausa, pernas cansadas, dores nas articulações, insónia, entre outros problemas comuns do dia-a-dia.

 

A linha de suplementos alimentares TECNILOR está à venda ao público apenas nas farmácias.

 

“Para a TECNILOR, a prescrição de suplementos alimentares é sobretudo um acto médico”, disse, em declarações ao RCM Pharma, Nelson Henriques, director-geral da TECNILOR.

 

“Nessa perspectiva, para nós, que somos uma empresa farmacêutica, entendemos os suplementos alimentares como produtos essencialmente para serem usados como prevenção isto é como uma forma de medicina preventiva, em contraponto com os medicamentos, que são usados pelo médico e por outros profissionais de saúde, habitualmente como terapêutica farmacológica, em patologias já estabelecidas. A TECNILOR acredita que, cada vez mais, os profissionais de saúde, assim como grande parte da população, está sensibilizada para o papel da medicina preventiva, seguindo o sábio conselho de que ‘mais vale prevenir que remediar’”, acrescentou.

 

Nelson Henriques adiantou ainda ao RCM Pharma que “temos planos para lançar novos produtos farmacêuticos, assim como alargar a nossa linha de suplementos alimentares”.

 

A opção estratégica de só disponibilizar a linha de suplementos alimentares em farmácias foi explicada pelo director-geral da TECNILOR ao RCM Pharma: “Por considerarmos a prescrição dos suplementos alimentares um acto médico, toda a nossa estratégia foi delineada, desde a sua base – definição das formulações galénicas, composição, selecção dos ingredientes e as suas dosagens – para serem produtos de uso médico, tanto na medicina preventiva, como para serem associados a terapêuticas farmacológicas, sempre e quando o médico assim o entender. Queremos que os suplementos alimentares TECNILOR mereçam toda a confiança dos médicos e dos farmacêuticos, que sejam vistos como produtos de excelência, a serem prescritos e recomendados, exclusivamente, por profissionais de saúde. Procuramos que se diferenciem positivamente dos múltiplos suplementos existentes em supermercados, que muitas vezes até podem ser adquiridos na Internet, alguns deles consumidos por influência de campanhas de publicidade na televisão, mas cuja confiança junto dos profissionais de saúde e garantia de qualidade é, muitas vezes, questionada. Por essa razão fazemos questão que os suplementos alimentares TECNILOR apenas sejam vendidos em farmácias e preferencialmente sob recomendação médica ou farmacêutica, seguindo a mesma linha dos produtos farmacêuticos”.

Bluepharma promove "encontro entre a universidade e a empresa"

10/07/2014 - 08:10


A Bluepharma tem vindo a crescer cada vez mais no segmento das farmacêuticas com as exportações a assumirem um papel relevante (mais de 80%). Uma das chaves de sucesso da empresa, além do plano estratégico de internacionalização, passa pela parceria com a Universidade de Coimbra, escreve o site Dinheiro Vivo.


A Bluepharma promove o "encontro entre a universidade e a empresa". Há vários programas de estágios, de douturamentos e a própria história mostra o resultado na interação entre estes dois mundos. "Das 10 empresas do universo Pharma, quatro foram fundadas por investigadores da Universidade de Coimbra", afirmou Isolina Mesquita, vice-presidente da Bluepharma, nas Jornadas Millennium Empresas, que decorreram em Coimbra.

 

A responsável da farmacêutica acredita que esta parceria entre o mundo empresarial e a universidade explica um pouco o sucesso da região.

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo
http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/interior.aspx?content_id=4017816

Partiu um amigo. Sei que aqui não mais te vou ver Pedro...

08/07/2014 - 09:12

 

 

Temos a mesma idade – 52 anos. Um amigo, um grande amigo que vinha desde os longínquos anos 80. O tempo foi passando e ficámos sempre com a amizade e admiração entre nós. E tudo porque encontrei um Homem, um profissional com quem tive, mais do que o privilégio, oportunidade de aprender a ser melhor com a sua inteligência, cultura, perspicácia e vivacidade. Nem sempre estivemos do mesmo lado, mas sempre partilhámos ideias e, acima de tudo, defendemos o que acreditamos e isso foi também algo que nos uniu.

 

Nos últimos dois anos, analisámos problemas, criámos soluções, discutimos futuros e acreditámos que poderemos fazer a diferença, por fincar o pé nas nossas convicções. As tardes de sexta-feira mais não eram do que tertúlias animadas entre quem acredita que ainda se pode construir um futuro em Portugal. E começámos a construir...

 

Na última sexta-feira, falámos ao telefone, para acertar um encontro para esta semana. Caiu-me a notícia no sábado e preferi não acreditar no que um amigo comum me confirmou.

 

A Indústria Farmacêutica portuguesa perdeu um profissional que fez a diferença no nosso país, um senhor que sempre lutou por tudo aquilo em que acreditou, umas vezes como um furacão, outras com a sorridente e parcimoniosa calma que o caracterizava.

 

Perdi um amigo, apenas porque sei que aqui não mais te vou ver Pedro. Mas vou continuar o que começámos...

 

Descansa em Paz.

 

 

José Ribeiro

AbbVie pressiona por acordo de 46 mil milhões com Shire

04/07/2014 - 07:42


O presidente-executivo da farmacêutica AbbVie, Richard Gonzalez, tem agido para promover a aquisição da rival Shire por 46 mil milhões de dólares, em encontros discretos com accionistas em Londres nesta semana, e avalia agora o próximo passo, avança a agência Reuters.


Accionistas da Shire que se encontraram com Gonzalez disseram que ele reiterou o cenário para o acordo, argumentando que a AbbVie criará mais valor com os activos da Shire do que a especialista em doenças raras e hiperactividade poderia fazer sozinha.

 

Uma pessoa descreveu a reunião a qual comparaceu como bastante tranquila, com a AbbVie dando nenhuma indicação sobre a possibilidade de aumentar a sua oferta - um movimento amplamente esperado para fechar o negócio.

 

Gonzalez, que pelas regras de aquisição britânicas tem até 18 de Julho para fazer uma oferta firme pela Shire ou desistir, voltou para Chicago, para o feriado de 4 Julho nos EUA.
A AbbVie não quis comentar os encontros.

 

A Shire rejeitou três propostas separadas do grupo dos EUA, argumentando que a última oferta de 46,26 libras por acção em dinheiro e acções subvaloriza a empresa fundamentalmente.

 

Fontes familiarizadas com a situação disseram que Gonzalez estava pronto a considerar uma oferta maior, mas primeiro queria explicar seu caso directamente a grandes accionistas da Shire e pedir a eles que coloquem mais pressão para a direcção da Shire se envolver, quando também ouviria os seus pontos de vista sobre a oferta.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0F818X20140703

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