Farmacêuticas unem forças para produzir doses de vacina contra ébola

23/10/2014 - 08:49


As principais farmacêuticas planeiam trabalhar juntas para acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra o ébola e produzir milhões de doses do produto experimental mais eficiente para ser utilizado já no próximo ano, avança a agência Reuters.


A Johnson & Johnson (J&J) disse esta quarta-feira que está a acelerar os trabalhos para a sua vacina experimental contra o ébola e tem como objectivo produzir 1 milhão de doses no próximo ano, 250 mil das quais espera estarem disponíveis até Maio.

 

Segundo a companhia norte-americana, já foi discutida uma colaboração com a britânica GlaxoSMithKline (GSK), que trabalha numa vacina concorrente.

 

O chefe de pesquisa do grupo, Paul Stoffels, disse que ambas as companhias apoiariam o trabalha uma da outra e combinariam as suas vacinas caso isso fizesse sentido, ao passo que outras companhias sem tratamento para o ébola estão prontas para fornecer capacidade de produção.

 

Actualmente, não há vacina comprovada contra a doença mortal, mas várias empresas estão a esforçar-se para desenvolver produtos. Os testes clínicos da vacina da GSK e outra da NewLink Genetics estão em andamento, ao passo que os testes da vacina da J&J em humanos começará em Janeiro.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental, incluindo profissionais de saúde da linha de frente com alto risco de infecção, comecem a receber as vacinas contra o ébola a partir de Janeiro, como parte de testes clínicos em larga escala.

 

“Eu falei com (o presidente-executivo da GSK) Andrew Witty várias vezes nos últimos dias sobre, como colegas, vamos conseguir resolver isso”, disse Stoffels a repórteres. “Pode até ser que combinemos a vacina deles com a nossa”.

 

A J&J disse esta quarta-feira que vai testar a sua vacina em voluntários saudáveis na Europa, EUA e África a partir do início de Janeiro, acrescentando que vai investir até 200 milhões de dólares para acelerar o programa.

 

A vacina da J&J foi descoberta em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA e inclui a tecnologia da empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, que irá agora receber uma injecção de recursos da empresa norte-americana.

 

O surto de ébola no oeste da África começou em Março e matou mais de 4.500 pessoas, a maioria delas na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, de acordo com a OMS. Surtos no Senegal e na Nigéria foram declarados contidos pela OMS e alguns poucos casos foram relatados em Espanha e nos EUA.

 

A J&J simplificou e acelerou o seu programa de vacina à luz do pior surto de ébola do mundo.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKCN0IB1EH20141022

NewLink fecha acordo de mil milhões de dólares com a Roche

22/10/2014 - 08:35


A NewLink Genetics disse que fechou um acordo com a Roche para desenvolver a imunoterapia contra o cancro da NewLink, deixando a investigadora de vacina contra o ébola apta a receber mais de mil milhões de dólares em pagamentos de etapas, avança a agência Reuters.


Imunoterapias são uma classe de medicamentos desenvolvidos para ajudar o sistema imunológico do próprio corpo a combater doenças.

 

A NewLink, que detém a licença comercial para uma vacina contra ébola projectada pelo governo do Canadá, receberá um pagamento de entrada de 150 milhões de dólares sob o acordo de licenciamento mundial acertado com a Genentech, unidade da Roche.

 

Sob o acordo, as companhias vão desenvolver um inibidor da NewLink, o NLG919, que é projectado para agir sobre o mecanismo pelo qual tumores se esquivam do sistema imunológico de pacientes.

 

A Genentech vai financiar os custos futuros de pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização relacionados à droga, disse a NewLink.

 

O NLG919 actualmente está em testes de fase inicial para uso em tumores sólidos. A companhia está a estar hoje um inibidor similar, o indoximod, em estudos de fases intermediárias com pacientes com cancro da mama e pacientes com cancro da próstata.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0I91IX20141020

Roche e MSD aumentam esforços de imunoterapia contra cancro da mama

20/10/2014 - 07:27


A farmacêutica suíça Roche e a farmacêutica norte-americana MSD (conhecida nos EUA e Canadá como Merck & Co.) devem apresentar em Dezembro dados sobre medicamentos rivais de imunoterapia contra o cancro da mama, estendendo a nova abordagem para combater o tumor para outro tipo de cancro, avança a agência Reuters.


Resultados clínicos iniciais com o medicamento da Roche, conhecido como MPDL3280A, no cancro da mama chamado triplo negativo (TNBC), serão revelados entre 9 e 13 de Dezembro, no San Antonio Breast Cancer Symposium, disse a empresa depois de anunciar os resultados do terceiro trimestre.

 

A MSD confirmou mais tarde que também iria apresentar dados sobre o TNBC com o seu medicamento concorrente Keytruda na mesma conferência sobre cancro da mama.

 

Ambas as drogas pertencem a uma classe concebida para ajudar o próprio sistema imunológico do corpo a afastar o cancro, bloqueando uma proteína conhecida como receptor de morte programada (PD-1), ou um alvo relacionado ao PD-L1, usado por tumores para evitar as células de combate à doença.

 

Desenvolvido pela primeira vez para o melanoma, estes medicamentos estão também mostrando-se promissores contra uma variedade de outros tipos de tumores.

 

O MPDL3280A da Roche, que ainda não está aprovado para qualquer tipo de cancro, já está a ser testado em pacientes com melanoma, assim como do pulmão, bexiga, rim, intestino e cancro do sangue.

 

O Keytruda® da Merck tornou-se o primeiro na nova onda de medicamentos que aumentam a imunidade a ser aprovado para o tratamento de melanoma nos EUA no mês passado e também está a ser testado numa variedade de tipos de tumores.

 

Alguns analistas acreditam que a nova classe de medicamentos de imunoterapia poderia gerar mais de 30 mil milhões de dólares em vendas anuais para a indústria até 2025, refletindo tanto a ampla gama de pacientes que poderiam beneficiar e o alto custo dos medicamentos.

 

Os outros dois principais rivais no sector são a Bristol-Myers Squibb e a AstraZeneca.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0I61T820141017

Farmacêuticas dizem que sobretaxa é “quebra de acordo”

15/10/2014 - 07:20


A sobretaxa sobre as vendas da indústria farmacêutica está a gerar perplexidade e preocupação nas empresas do sector, que há menos de um mês assinaram com o Ministério da Saúde um protocolo que prevê uma redução da despesa com medicamentos em 160 milhões de euros em 2014.


Há quem fale "de quebra de acordo".

 

[Leia a notícia completa no Diário Económico]

 

 

Fonte: Diário Económico
http://economico.sapo.pt/noticias/farmaceuticas-dizem-que-sobretaxa-e-qu...

OE2015: indústria farmacêutica vai pagar taxa

10/10/2014 - 07:32


O Governo prevê, para 2015, aplicar uma "contribuição sobre a indústria farmacêutica", a incidir sobre o total de vendas mensais de fármacos, medida que visa "a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na vertente dos gastos com medicamentos", avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Esta informação consta de uma versão preliminar do Orçamento do Estado para 2015, anterior ao Conselho de Ministros desta quinta-feira.

 

No documento, a que a Lusa teve acesso, refere-se que "estão sujeitas à contribuição as entidades que procedam à primeira alienação a título oneroso, em território nacional, de medicamentos de uso humano".

 

São abrangidos por esta contribuição os medicamentos comparticipados pelo Estado, os sujeitos a receita médica restrita, os que disponham de autorização de utilização excepcional ou de autorização excepcional e os gases medicinais e derivados do sangue e do plasma humanos.

 

Igualmente abrangidos serão os outros medicamentos cujas embalagens se destinem ao consumo em meio hospitalar e os medicamentos órfãos.

 

Estas taxas serão definidas por portaria do membro do Governo responsável pela área da saúde.

 

O documento indica, no entanto, que os valores poderão variar entre 0,5 por cento e um máximo de cinco por cento nos medicamentos comparticipados incluídos em grupos homogéneos e os não incluídos em grupos homogéneos, com autorização de introdução no mercado concedida há 15 ou mais anos, e cujo preço seja inferior a dez euros.

 

No restantes casos de medicamentos comparticipados, o valor da taxa deverá ter um mínimo de sete por cento e um máximo de 12 por cento.

 

Para os medicamentos sujeitos a receita médica restrita, assim como aqueles que disponham de autorização de utilização excepcional ou de autorização excepcional ou sejam destinados a consumo em meio hospitalar, o valor da comparticipação deverá situar-se entre os dez e os 15 por cento.

 

Para os gases medicinais e derivados do sangue e do plasma humanos, está prevista uma comparticipação entre os 0,5 por cento e os cinco por cento.

 

O valor da taxa para os medicamentos órfãos dever-se-á situar entre os 0,5 por cento e os cinco por cento.

 

Esta legislação deverá entrar em vigor a 01 de Janeiro de 2015 e, até lá, a taxa da contribuição sobre a indústria farmacêutica é de 2,5 por cento para os medicamentos comparticipados incluídos em grupos homogéneos e os não incluídos em grupos homogéneos com autorização de introdução no mercado, concedida há 15 ou mais anos, e cujo preço seja inferior a dez euros.

 

Para os restantes casos dos medicamentos comparticipados, a taxa é de 8,6 por cento.

 

O valor da comparticipação dos medicamentos sujeitos a receita médica restrita, assim como aqueles que disponham de autorização de utilização excepcional ou de autorização excepcional ou sejam destinados a consumo em meio hospitalar é de 12,4 por cento.

 

A comparticipação para os gases medicinais e derivados do sangue e do plasma humanos é de 2,5 por cento, tal como para os medicamentos órfãos.

 

A partir de 2015, no caso em que o pagamento não seja efectuado "até ao termo do respectivo prazo, começam a correr imediatamente juros de mora e a cobrança da dívida é promovida pela Autoridade Tributária e Aduaneira.

 

O documento refere ainda que, "ao incumprimento das obrigações tributárias previstas nesta lei, é aplicável o regime geral das infracções tributárias".

 

No sábado vai realizar-se um Conselho de Ministros extraordinário para discutir a proposta de Orçamento do Estado para 2015, que poderá vir a ser aprovada nessa reunião.

 

 

Fonte: Lusa/Dinheiro Digital
http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=220966

Laboratório Militar faz 78 remédios que a indústria não quer

09/10/2014 - 07:29


O Laboratório Militar está a produzir 78 tipos de medicamentos para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde, avança o Diário de Notícias.

 


Remédios que deixaram de estar disponíveis porque perderam o interesse comercial por causa dos baixos preços e que representam 90% da produção da instituição.

 

Analgésicos, anti-inflamatórios, expectorantes, remédios para a tuberculose, vaselina esterilizada para queimados, metadona para o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e 13 soluções orais pediátricas a pedido da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) para responder a falhas que existem nos hospitais.

 

Médicos olham para esta como uma boa solução que deve ser dinamizada. "O uso do Laboratório Militar deve ser potenciado da máxima forma possível na produção de medicamentos a nível nacional. Não só para responder às falhas, como também para produzir medicamentos mais baratos que sejam importantes para Portugal", afirma o bastonário dos Médicos, José Manuel Silva.

 

 

Fonte: Diário de Notícias
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4167068

Peter Gøtzsche: "Os preços da medicação inovadora são uma tentativa de extorsão"

07/10/2014 - 08:37


Peter C. Gøtzsche dedicou os últimos anos a estudar o modus operandi da indústria farmacêutica, onde começou a carreira como delegado de propaganda.

 

O trabalho resultou num livro nas bancas há um ano, este Verão publicado em Espanha e prestes a sair em Itália, Alemanha, Rússia ou Coreia.

 

O jornal i conversou com o médico dinamarquês que em Setembro apareceu no programa de Jon Stewart, "The Daily Show", a comparar a indústria com os cartéis de droga.

 

Gøtzsche afirma que o sector do medicamento é um sistema corrupto que contribui com as suas omissões e marketing para a morte de milhares de pessoas.

 

No caso da nova medicação da hepatite C, vê um problema recorrente: explorar ao máximo um monopólio saqueando o erário público.

 


Leia a entrevista de Peter Gøtzsche ao jornal i aqui.

 


Fonte: i
http://www.ionline.pt/artigos/mundo/peter-gtzscheos-preos-da-medica-inov...

Johnson & Johnson vai comprar Alios BioPharma por 1,75 mil milhões

01/10/2014 - 08:54


A Johnson & Johnson anunciou que vai comprar a desenvolvedora privada de medicamentos Alios BioPharma por 1,75 mil milhões de dólares em dinheiro para ter acesso a um portefólio de medicamentos que combatem infecções virais, avança a agência Reuters.


A Johnson & Johnson disse que o acordo inclui o fármaco experimental da Alios para crianças com vírus sincicial respiratório.

 

Nos EUA, o vírus sincicial respiratório é a causa mais comum de uma inflamação nas pequenas vias aéreas do pulmão e pneumonia em crianças abaixo de 1 ano, segundo o Centro para Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA.

 

 

Fonte: Reuters Brasil
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0HP1GC20140930

Daiichi Sankyo assina acordo de fusão com a Ambit Biosciences Corporation

30/09/2014 - 08:53


A Daiichi Sankyo anunciou esta segunda-feira que assinou um acordo de fusão com a Ambit Biosciences Corporation, empresa de biotecnologia sediada em San Diego, na Califórnia, EUA.


Este acordo irá permitir à Daiichi Sankyo enriquecer o seu portefólio de fármacos inovadores e posicionar-se como forte parceiro na I&D de soluções terapêuticas na área oncológica.

 

A Daiichi Sankyo vai adquirir todas as acções ordinárias em circulação da Ambit Biosciences por 15 dólares por acção em dinheiro através de uma oferta pública seguida de uma fusão com a subsidiária da Daiichi Sankyo, ou aproximadamente 315 milhões de dólares numa base totalmente diluída. Além do pagamento antecipado em dinheiro, cada accionista da Ambit Biosciences receberá uma valoração contingente (MVC), que habilita cada accionista a receber um pagamento em dinheiro adicional de até 4,50 dólares por cada acção se certas metas de comercialização relacionadas forem alcançadas. A transacção total é no valor de até 410 milhões de dólares numa base totalmente diluída.

 

A Ambit Biosciences, companhia biofarmacêutica de capital aberto, está focada na descoberta e desenvolvimento de medicamentos para tratar necessidades médicas não satisfeitas em oncologia, doenças auto-imunes e inflamatórias, inibindo as enzimas que são motores importantes para essas doenças. O principal fármaco experimental da Ambit Biosciences é o quizartinib, que está actualmente em fase III de ensaios clínicos em pacientes com leucemia mielóide aguda (LMA).

 

Leia o comunicado de imprensa na íntegra (em inglês) aqui.

 

Fonte: Daiichi Sankyo
http://www.daiichisankyo.com/media_investors/media_relations/press_relea...

Daiicho Sankyo seleccionada para o Dow Jones Sustainability Asia Pacific Index

25/09/2014 - 07:30


A Daiichi Sankyo foi pelo quinto ano consecutivo seleccionada para o Dow Jones Sustainability Asia Pacific Index (DJSI Ásia-Pacífico), um dos principais índices mundiais do Investimento Socialmente Responsável (SRI)*.


O DJSI é os índices globais da Dow Jones dos EUA e da Sustainable Asset Management (SAM) da Suíça, que avalia e selecciona companhias mundiais líderes, sustentáveis e orientadas em termos de desempenho económico, ambiental e social. Estes são um padrão importante de investimento para os investidores que têm interesse em responsabilidade social empresarial (RSE). De 600 companhias líderes dos mercados desenvolvidos na Ásia-Pacífico, o DJSI Ásia-Pacífico seleccionou os top 148 líderes de sustentabilidade regionais, incluindo 65 empresas japonesas.

 

Como uma empresa confiável para os stakeholders que têm interesse no seu crescimento sustentado e sucesso, a Daiichi Sankyo vai continuar a fazer todos os esforços para melhorar a "qualidade corporativa" e colocar em prática a sua missão, que é: "Contribuir para o enriquecimento da qualidade de vida em todo o mundo através da criação de produtos farmacêuticos inovadores e através do fornecimento de produtos farmacêuticos para diversas necessidades médicas".

 

 

*Um investimento com base em critérios que avaliam o desempenho de uma empresa em termos de responsabilidade social a partir de perspectivas ambientais, sociais e outros, além da análise financeira.

 

 

Fonte: Daiichi Sankyo
http://www.daiichisankyo.com/media_investors/media_relations/press_relea...

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