Medinfar vai apostar no Médio Oriente e continente americano

24/05/2013 - 08:38


A Medinfar, que conta já com uma presença considerável em alguns países africanos, está a arrancar no Médio Oriente. A aposta da farmacêutica para contrariar o abrandamento no mercado nacional passa ainda pelo reforço da produção para terceiros na Farmalabor, refere João Lopes, director-geral, em entrevista ao jornal económico OJE.


Leia a entrevista:


Há cerca de 12 anos avançaram com a internacionalização da Medinfar, através da criação de uma filial em Marrocos. Porquê este país?


Historicamente, a Medinfar teve sempre uma actividade significativa em Marrocos. Para além da proximidade geográfica com Lisboa e de ser um bom ponto de entrada na África francófona, achámos que o nosso portefólio poderia ser expandido, decidindo-se então criar a Medinfar Maroc. Actualmente, contamos com 16 pessoas na estrutura de Marrocos.

 


Qual a importância desta unidade para o grupo?


Sendo um dos principais pilares estratégicos da Medinfar a internacionalização, a Medinfar Maroc é um caso de êxito, visto ter vindo a ganhar o seu lugar no mercado marroquino, conseguindo já obter alguma maturidade. Trata-se de uma unidade estável, com uma equipa local de promoção dos nossos produtos e com parcerias feitas com instituições locais ao nível do fabrico. Estamos, neste momento, a pôr à disposição da população marroquina novos medicamentos.

 


Estão a equacionar a entrada em novos mercados, através da abertura de outras filiais, ou vão dar prioridade à exportação dos vossos produtos?


Nesta fase, estamos, de facto, a abordar novos mercados e, neste momento, são já 28 os países onde podemos encontrar os produtos Medinfar. Actualmente, estamos em fase de registo em mais de 30 países. A estratégia passa por encontrar parceiros locais nesses novos mercados, diminuindo o nosso risco financeiro e garantindo um melhor conhecimento dos mercados e das necessidades dos doentes nesses países.

 


Em que áreas de negócio e países pretendem apostar para contrariar a estagnação do mercado?


Portugal e os doentes portugueses continuam a ser a grande prioridade da Medinfar. Em Portugal, a Medinfar continua a apostar fortemente na área dos medicamentos não sujeitos a receita médica (OTC), e na área da dermatologia, com vários produtos inteiramente desenvolvidos e produzidos por nós. Temos várias marcas reconhecidas pelos portugueses que, apesar de já terem algum tempo de mercado, ainda apresentam dinâmicas interessantes e nas quais depositamos bastante confiança para o futuro. A área de medicamentos de prescrição, apesar de ser a área da empresa mais afectada pela instabilidade do sector do medicamento, continua a ser igualmente um dos grandes pilares. Em Portugal, as pessoas podem encontrar produtos Medinfar para fazer frente a um grande número de problemas de saúde, sendo que, nesta fase, destacaríamos a nossa presença com produtos de ultima geração nas áreas da diabetes, cardiologia e respiratória. A internacional, como já referido anteriormente, é a área na qual depositamos maior expectativa de crescimento nos próximos anos.

 


O continente americano não integra o vosso portefólio. Porquê?


No sector do medicamento, as necessidades de diferentes populações e diferentes zonas geográficas têm as suas particularidades. É necessário fazer um trabalho de preparação (ao que podemos chamar fase de registo) específico a cada território. Temos já uma presença considerável em alguns países africanos e estamos a arrancar agora no Médio Oriente. A abordagem aos mercados do continente americano será um dos eixos estratégicos da área internacional para 2014, sendo que o trabalho de preparação já está a ser feito.

 


Qual o peso do negócio internacional no volume de negócios do grupo?


Neste momento, o negócio internacional representa praticamente cerca de 10%, mas, se tivermos em conta o crescimento actual e todo o trabalho que estamos a desenvolver nesta área, acreditamos seguramente que esse peso irá aumentar.

 


Como se encontra a Medinfar em termos de expansão do negócio, ou seja, quais são as vossas perspectivas de crescimento em termos de volume de negócios, dentro e fora do mercado nacional?


Hoje em dia, é difícil prever. No entanto, no mercado nacional, apesar das perspectivas de crescimento serem algo limitadas, continuaremos a apostar e a promover os nossos produtos nas diversas áreas onde actuamos (OTC, dermatologia e produtos de prescrição), sendo que áreas que até agora estavam um pouco mais à sombra de todo o grupo, como por exemplo a área da veterinária (Medinfar Sorológico) e a área da criopreservação (Cytothera), terão níveis de exigência maior. Outra perspectiva de crescimento que temos é também na área de produção farmacêutica para terceiros na unidade fabril de Condeixa – Farmalabor.

 

 

Quais são as principais dificuldades que a Medinfar encontra na actual conjuntura económica?


As principais dificuldades prendem-se sobretudo com a falta de estabilidade legislativa que se vive na área do medicamento já de há uns anos a esta parte. É muito difícil gerir e tomar decisões estratégicas quando não conseguimos prever quais vão ser as "regras do jogo" num futuro próximo. Por outro lado, toda a crise económica que se vive tem um enorme impacto na população e nos doentes, afectando de forma significativa todos os agentes económicos. E a Medinfar não é excepção... De um ponto de vista internacional, cada vez é maior a pressão sobre o factor preço, obrigando à prática de margens cada vez mais apertadas e a níveis de produtividade cada vez mais elevados.


Leia a entrevista na íntegra aqui.

Pfizer quer desfazer-se do resto da Zoetis

23/05/2013 - 11:41


A Pfizer propôs aos investidores uma troca de acções para reduzir a sua participação de 80,2% na Zoetis, divisão de saúde animal de que a multinacional tinha realizado um spin-off há cerca de quatro meses, avança o jornal económico OJE.


Os accionistas da maior farmacêutica do mundo vão poder trocar os seus títulos por acções da Zoetis, numa transacção livre de impostos, declarou a Pfizer em comunicado.


Caso a oferta seja subscrita na totalidade, a companhia deixará de ter uma posição de controlo na Zoetis e esta passa a independente.


As acções da Zoetis subiram 27% desde Fevereiro, após uma oferta pública inicial (IPO).


"Dada a forte procura na IPO e um ambiente de mercado favorável, concluímos que este é o momento apropriado para distribuir a participação remanescente na Zoetis", declara na nota Ian Read, CEO da Pfizer.


Com a operação, adianta o responsável, a companhia "fica melhor posicionada para se focar no core business como uma empresa biofarmacêutica inovadora".


A proposta é a desfecho da última fase do plano de Ian Read para reduzir a estrutura e se concentrar no fabrico de novos medicamentos.


Em Abril de 2012, a empresa vendeu a unidade de comida para bebé à Nestlé, a maior fabricante de produtos alimentares em termos mundiais, por 11,9 mil milhões de dólares (9,23 mil milhões de euros).

Actavis compra Warner Chilcott por 6,6 mil milhões de euros

21/05/2013 - 09:09


A Actavis, maior fabricante norte-americana de medicamentos genéricos por valor de mercado, vai comprar a Warner Chilcott por 8,5 mil milhões de dólares (6,6 mil milhões de euros) em acções, avança o jornal económico OJE.


Esta aquisição permite à Actavis expandir-se no negócio de saúde feminina e urologia.


Com este negócio, as duas empresas obterão receitas combinadas na ordem dos 11 mil milhões de dólares (8,5 mil milhões de euros).


"A combinação da Actavis com a Warner Chilcott cria um forte portefólio de marcas especializadas focadas em categorias terapêuticas com um grande potencial de crescimento e está apoiada por um profundo alinhamento de programas de desenvolvimento", disse o CEO da Actavis, Paul Bisaro.

Daiichi Sankyo aumenta vendas e lucros no ano fiscal de 2012

17/05/2013 - 07:56

Embora o ambiente de negócios para as empresas farmacêuticas seja um desafio em muitas regiões do mundo, o Grupo Daiichi Sankyo conseguiu melhorar o seu desempenho no passado ano fiscal 2012, que terminou a 31 de Março de 2013, avança a companhia, em comunicado.

 

Nesse período, a Daiichi Sankyo e as suas subsidiárias consolidadas registaram vendas líquidas de 997,9 mil milhões ienes, um aumento de 6,3 por cento em comparação com o período homólogo do ano anterior. As vendas líquidas cresceram em 59,2 mil milhões ienes, devido a vendas no Japão do fármaco para a doença de Alzheimer Memary® e do tratamento para a esofagite de refluxo e outras condições Nexium®, juntamente com as receitas do Prasugrel®, que é vendido principalmente na Europa e nos EUA.

 

As vendas da subsidiária Ranbaxy também aumentaram em 5,7 por cento, para 185,4 mil milhões de ienes. Para isso contribuíram as vendas do genérico da atorvastatina, após o seu lançamento em Dezembro de 2011, e do genérico da pioglitazona, que a Ranbaxy lançou nos EUA em Agosto de 2012. A Ranbaxy também registou crescimento das vendas em vários grandes países emergentes e avançados. Em Março de 2013, o grupo empregava 32.229 pessoas, pouco menos do que no ano anterior.

 

As receitas no Japão atingiram os 528,6 mil milhões de ienes, sendo que na América do Norte atingiram os 182,3 mil milhões de ienes (2,19 mil milhões de dólares), enquanto as vendas líquidas da Daiichi Sankyo Europa totalizaram 64,4 mil milhões ienes ou 601 milhões de euros.

 

Lucro líquido significativamente maior

 

O lucro operacional do grupo no ano fiscal de 2012 aumentou em 2,3 mil milhões de ienes, ou 2,4 por cento, para 100,5 mil milhões de ienes. Isso reflectiu, principalmente, um maior lucro bruto de aumento de vendas líquidas e os efeitos dos esforços de redução de custos em todo o grupo.

 

O lucro líquido cresceu significativamente de 56,2 mil milhões de ienes, ou 541,6 por cento, para 66,6 mil milhões de ienes, enquanto que no ano anterior tinha sido registada uma perda extraordinária de provisões feitas pela Ranbaxy para um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA.

 

As despesas de I&D do grupo diminuíram ligeiramente para 183 mil milhões de ienes, representando 18,3 por cento. Além de trabalhar para expandir e modernizar o seu departamento de I&D e o seu pipeline de medicamentos, o grupo também está envolvido em actividades de I&D em colaboração com uma série de bio-ventures e investigadores acadêmicos, tanto no Japão e como fora, para reforçar a sua base de I&D.

 

Previsão para 2013

 

Para o actual ano fiscal de 2013, a empresa espera que as vendas líquidas consolidadas aumentem até 8,2 por cento para 1,08 mil milhões de ienes. O grupo também prevê que a Ranbaxy registe maiores receitas nos mercados emergentes.

 

Com base nas vendas líquidas mais elevadas e esforços gerais para restringir as despesas, o resultado operacional está previsto para um aumento de 9,4 por cento no ano-a-ano para 110 mil milhões de ienes.

Farmacêutica Elan faz acordo de mil milhões de dólares

16/05/2013 - 09:28


A farmacêutica irlandesa Elan intensificou esta semana os esforços para manter a sua independência, ao concordar com um negócio de mil milhões de dólares para comprar 21 por cento dos royalties que a empresa norte-americana Theravance recebe da GlaxoSmithKline pelos seus medicamentos respiratórios, avança a agência Reuters.


A Elan rejeitou no mês passado uma oferta de 5,7 de mil milhões de dólares da Royalty Pharma e fez uma série de medidas para seguir independente.


A companhia está a tentar diversificar-se do foco em medicamentos neurológicos, após a venda da sua participação de 50 por cento no medicamento para esclerose múltipla Tysabri® para a empresa norte-americana Biogen Idec.


A presidente-executiva da Elan, Kelly Martin, negou que este recente acordo tenha sido feito para frustrar a tentativa da Royalty Pharma de comprar a empresa.


"(O acordo com a Theravance) não foi feito por causa da Royalty de forma alguma. A Royalty, para mim, para a administração e para praticamente todos os accionistas com quem falamos com franqueza é absolutamente irrelevante", afirmou Kelly à Reuters.
 

Sanofi lança a primeira aplicação para iPhone e iPad

15/05/2013 - 08:16

O Lovenox®, a Heparina de baixo peso molecular da Sanofi, acaba de entrar no “universo digital” com o lançamento de uma nova aplicação para iphone, ipad e dispositivos Android, avança a companhia, em comunicado.

 

A nova app CLX Caprini tem como função avaliar o risco de tromboembolismo venoso do doente e estará disponível gratuitamente na Applestore.

 

Esta aplicação permitirá aos profissionais de saúde que a utilizem, conhecer melhor os riscos de tromboembolismo venoso e tem como objectivo facilitar a tomada de decisões no momento de prevenir e tratar. Através do score total de risco do doente, a aplicação recomenda a dose de Enoxaparina a prescrever, evitando assim o cálculo manual.

 

Pedro Leitão Pereira, Product Manager do Lovenox® considera que “o desenvolvimento destas apps faz parte da nova estratégia digital da Sanofi. Estão a ser muito bem aceites pelos nossos médicos que agradecem que facilitemos o seu trabalho através de uma ferramenta digital para smartphone”.

 

A companhia reforça assim a sua estratégia de digitalização que, em Portugal, começou com o lançamento do projecto Campus Sanofi, um curso online e gratuito que tem como objectivo dar formação aos profissionais de saúde no campo da Saúde 2.0, bem como dotar os utilizadores de ferramentas que lhes permitam aproveitar melhor as vantagens oferecidas pela internet e redes sociais no exercício das suas actividades.

 

O tromboembolismo venoso (TEV), que inclui a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é um grave problema de saúde pública, com elevada mortalidade, e morbilidade bem como custos significativos de tratamento.

EUA: Ranbaxy vai pagar multa de 500 milhões de dólares

14/05/2013 - 09:31

O laboratório indiano Ranbaxy pagará uma multa de 500 milhões de dólares às autoridades norte-americanas por ter vendido nos EUA medicamentos genéricos "sem o devido controlo de qualidade", avança a AFP.

 

O secretário de Justiça do Estado de Nova Iorque, Eric Schneiderman, anunciou ter "participado numa negociação para um acordo nacional" pelo qual a Ranbaxy "pagará 500 milhões de dólares" para acabar com "as acusações penais e civis" contra o laboratório.

 

O grupo era acusado de vender "em vários estados norte-americanos medicamentos genéricos sem os ingredientes activos necessários devido ao precário controlo de qualidade", disse Schneiderman.

 

Do total de 500 milhões de dólares, a Ranbaxy pagará 267 milhões ao sistema federal Medicaid e aos programas de saúde de vários estados voltados para a população de baixa renda.

O laboratório indiano comprometeu-se ainda a corrigir as suas práticas.

 

A investigação sobre a Ranbaxy teve início após uma denúncia de que o grupo indiano fabricava, distribuía e vendia produtos genéricos nos EUA com doses, pureza e qualidade inferiores às normas da FDA, a agência federal norte-americana de alimentos e medicamentos.

 

No total, 26 produtos fabricados pela Ranbaxy na Índia entre 2003 e 2010 foram investigados, incluindo o antibiótico amoxicilina e o fenofibrato, medicamento utilizado contra o colesterol.

Dar cartões de descontos para compra de medicamentos é prática ilegal

13/05/2013 - 07:54


A autoridade nacional do medicamento esclareceu na sexta-feira, a propósito do uso de cartões de desconto para compra de fármacos, que a prática é ilegal e que já contactou os laboratórios visados a pedir informações, para agir em conformidade, avança a agência Lusa.


O jornal Público noticiou na sexta-feira que alguns laboratórios farmacêuticos estão a pôr médicos a entregarem aos seus doentes cartões de desconto, que lhes permitem comprar alguns medicamentos caros a preços mais reduzidos nas farmácias.


Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) diz que "já contactou as empresas visadas, solicitando toda a informação necessária à identificação dos exactos contornos das iniciativas que tenham em curso, de forma a analisar a sua conformidade com a legislação actualmente em vigor".


Segundo o Infarmed, o caso descrito pelo Público não é admissível por lei.


A autoridade assegura que, desde as mais recentes alterações ao Estatuto do Medicamento, de Fevereiro deste ano, "não teve conhecimento de quaisquer iniciativas semelhantes às descritas".


Na nota, o Infarmed compromete-se a desenvolver acções de fiscalização para identificar eventuais novos casos e a agir "em conformidade", se forem detectadas irregularidades.


Uma circular informativa será enviada aos agentes do circuito do medicamento, incluindo médicos, alertando-os para "os limites legais" do Estatuto do Medicamento.


Confrontado com a notícia do Público, no final de um encontro com a Ordem dos Enfermeiros, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse tratar-se de uma prática "alheia" ao Ministério e "não salutar".

Ministério manda averiguar prática de cartões de desconto em medicamentos

10/05/2013 - 14:02


O Ministro da Saúde afirmou esta sexta-feira ter pedido à autoridade do medicamento para averiguar se há médicos a dar cartões de desconto em medicamentos aos seus doentes, considerando que tal configura uma prática comercial que não é “salutar”, avança a agência Lusa.


O jornal Público noticia esta sexta-feira que alguns laboratórios farmacêuticos estão a pôr médicos a entregar aos seus doentes cartões de desconto, que lhes permitem comprar alguns medicamentos caros a preços mais reduzidos nas farmácias.


Questionado sobre esta notícia, no final de um encontro com a Ordem dos Enfermeiros, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou tratar-se de uma prática “alheia” ao Ministério da Saúde e adiantou que já foi pedido ao Infarmed que analise a situação, “que não é salutar”.


“É uma prática comercial que não deve ser exercida pelo profissional de saúde que está a prestar apoio ao doente”, sublinhou, acrescentando que o presidente do Infarmed já está a averiguar a situação.


Segundo o jornal, o objectivo desta iniciativa é tornar mais acessíveis medicamentos de receita médica obrigatória, sem baixar os valores de venda ao público em Portugal, o que teria reflexos a nível internacional e estimularia a exportação paralela.


A Ordem dos Médicos também já afirmou estar a averiguar a existência desta prática, da qual afirma não ter conhecimento, mas acredita que, a estar a acontecer, quem beneficia é o doente e não o médico.

Laboratórios põem médicos a dar cartões de desconto em medicamentos aos utentes

10/05/2013 - 08:53


Alguns laboratórios farmacêuticos estão a pôr médicos a dar cartões de desconto aos utentes, que permitem a estes comprar medicamentos caros. Infarmed vai fiscalizar e promete agir, avança o Diário de Notícias, citando o jornal Público.


O Público escreve esta sexta-feira que "a estratégia é recente: alguns laboratórios farmacêuticos estão a pôr médicos a entregar aos seus doentes cartões de desconto que lhes permitem comprar alguns medicamentos caros a preços mais reduzidos nas farmácias. O objectivo é tornar mais acessíveis fármacos de receita médica obrigatória, sem baixar os valores de venda ao público em Portugal, o que teria reflexos nos preços a nível internacional e estimularia a chamada exportação paralela".


Alguns médicos não estão de acordo, afirmando que "as Unidades de Saúde Familiares não são hipermercados onde se distribuem cartões de desconto" e que "há utentes a recorrer à unidade para pedir o cartão de desconto".


Segundo o jornal, "para o Bastonário da Ordem dos Médicos, que desconhecia este tipo de campanhas, a questão deve, em primeiro lugar, ser avaliada pelo Conselho de Ética e Deontologia da instituição. "Fere a sensibilidade que o médico seja o veículo (do desconto)", considera, acreditando, porém, que a situação poderá "não levantar questões éticas" porque "quem beneficia é o doente, não o médico". O Infarmed vai investigar o caso.

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