Novartis: CEO diz poder gastar entre 4 e 6 mil milhões de dólares ao ano em aquisições

10/12/2013 - 09:42


A fabricante suíça de medicamentos Novartis pode gastar entre 4 e 6 mil milhões de dólares ao ano em aquisições para fortalecer os seus negócios principais de genéricos, oftalmologia e farmacêutica, ou suas três unidades menores, disse o seu presidente-executivo (CEO) em entrevista no passado domingo, avança a agência Reuters.


"O fluxo de caixa da Novartis é grande o bastante a cada ano para que possamos aumentar os dividendos aos accionistas e ao mesmo tempo realizar aquisições dentro do mesmo sector. Podemos gastar de 4 a 6 mil milhões de dólares nestas", disse Joe Jimenez, o CEO, ao jornal suíço Schweiz am Sonntag.

 

O responsável disse que a Novartis pode gastar de 2 a 4 mil milhões de dólares em aquisição que podem fortalecer uma das suas três grandes unidades.

 

"Para as unidades menores, também podem haver aquisições dentro do mesmo sector, mas serão menores", disse.

 

Questionado se partilhava a visão de Pierre Landolt, membro do conselho da Novartis, de que uma fusão da Novartis e da Roche faria sentido, Jimenez disse na entrevista: "Acredito que a Suíça está a beneficiar do facto de que tem duas empresas farmacêuticas muito bem-sucedidas".

 

Jimenez disse que a Roche e a Novartis têm estratégias muito diferentes, com a Roche a ser uma empresa puramente farmacêutica e a Novartis a ser muito mais diversificada.
 

Almirall reestrutura operações na Europa

09/12/2013 - 10:48


A Almirall anunciou na passada quinta-feira uma reestruturação das suas operações na Europa, incluindo em Espanha, onde 250 postos de trabalho podem ser afectados, avança o site FirstWord.
A companhia disse que está "relutante em seguir este curso de acção", uma vez que a indústria farmacêutica na Europa tem sido impactada negativamente por recentes "decisões adoptadas a nível económico".


O CEO da Almirall, Eduardo Sanchiz, disse: “Temos vindo a investir fortemente nos últimos anos para maximizar o potencial do nosso portefólio de novos produtos. No entanto, estes esforços estão a acontecer num momento de desafios sem precedentes para a indústria e em mercados-chave para a nossa empresa". O executivo acrescentou que as oportunidades de crescimento futuro da Almirall só serão alcançadas "se reequilibrarmos os nossos recursos".

 

A farmacêutica referiu que as decisões económicas tomadas pelas autoridades de saúde da Europa afectaram a introdução e adopção de novos medicamentos. Em Espanha, a Almirall indicou que o mercado farmacêutico tem sofrido uma contratação nos últimos quatro anos, pelo que a empresa não espera crescer a curto prazo.

 

A Almirall acrescentou que, apesar da introdução de novos produtos, o seu desempenho em Espanha tem "seguido esta tendência", enquanto que as actuais medidas de "contenção de custos, realização de sinergias e melhoramento da competitividade" não têm sido capazes de compensar isso.

Bial assina contrato para distribuir medicamentos nos Emirados

06/12/2013 - 09:07


A farmacêutica Bial assinou esta quinta-feira no Dubai com a empresa Propharma, dos Emirados Árabes Unidos, um contrato para a promoção e distribuição de medicamentos nos Emirados Árabes Unidos, representando um investimento de até 4 milhões de euros, avança a tvi24.


O contrato foi assinado pelo director de operações internacionais da Bial, Paulo Ribeiro, com a Propharma, numa lógica de planos de negócio a três anos.

 

"Este negócio tem a ver com uma linha da maternidade que vamos lançar nos Emirados. Numa fase inicial estimamos ter um milhão de euros, numa fase posterior entraremos com produtos do sistema nervoso central, produtos que não necessitam de prescrição médica e de cardiologia. Com essa segunda linha contamos atingir os 4 milhões de euros", adiantou Paulo Ribeiro.

 

O empresário explicou que a segunda fase poderá arrancar mesmo antes de a primeira terminar, estimando alcançar os 4 milhões de euros dentro de quatro anos.

 

Este é o segundo país do Médio Oriente em que a Bial entra, depois de ter começado há cerca de três anos no Líbano.

 

"A população feminina média tem 25 anos em comparação com Portugal que tem 42 anos. O sistema de saúde dos Emirados é uma referência na região o que constitui para nós um mercado muito importante e é tão atractivo para uma linha da maternidade que nós temos", justificou.

 

Paulo Ribeiro falava no âmbito da missão empresarial liderada pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, que arrancou no início da semana no Qatar, rumou para Abu Dhabi, passou pelo Emirado de Sharjah e terminou esta quinta-feira no Dubai.

 

"É importante este contrato com o mercado dos Emirados porque isso significa poder exportar medicamentos que são produzidos em Portugal e muitos deles têm pesquisa e inovação portuguesa para um mercado que tem alto poder de compra", sublinhou Paulo Portas.

 

O governante sublinhou que o sector farmacêutico é mais um onde as exportações portuguesas avançam.

 

"De cada vez que avançamos nas exportações estamos a blindar as nossas empresas em Portugal, que assim superam melhor as dificuldades no mercado interno", disse.

 

Do Golfo Pérsico, Portugal leva quatro contratos de milhões de euros assinados pelas empresas MSF, Sistrade, Serrata e Bial, e fechou o dossier para a exportação de carne de vaca e aves. Para breve, já está a ser preparado o dossier para a exportação de leite e lacticínios, cujo pedido já avançou.

Pfizer vai ampliar acesso de investigadores e doentes a dados clínicos

05/12/2013 - 09:02


A farmacêutica global Pfizer vai ampliar o acesso à informação sobre resultados de testes clínicos para investigadores independentes e para doentes que participem dos estudos, disse a empresa esta quarta-feira, avança a agência Reuters.


A Pfizer, maior empresa farmacêutica dos EUA, disse esperar que o acesso mais amplo a seus dados ajudará a estimular mais pesquisas científicas e médicas, assim como encorajar pacientes a envolverem-se em testes clínicos.

 

"Estamos impressionados em ver como os pacientes são activos individualmente para lidar e entender a sua doença, e em fundações de doentes é feito um tremendo trabalho para contribuir para o avanço dos tratamentos", disse o líder de pesquisa da Pfizer, Mikael Dolsten, a jornalistas em Nova Iorque. "Acreditamos que este seja o momento certo para apoiar esta tendência".

 

A decisão ocorre num momento de crescente pressão sobre a indústria farmacêutica para ser mais transparente sobre testes clínicos – incluindo dados de segurança e detalhes de estudos que falharam – e aumentar o acesso à comunidade científica.
 

Novo Nordisk quer aumentar posição no mercado de diabetes

04/12/2013 - 10:27


A Novo Nordisk disse esta terça-feira que a pretende aumentar a sua posição no mercado da diabetes com a introdução de novas terapias, ao mesmo tempo que aposta no tratamento da obesidade. O CEO da companhia, Lars Sorensen Rebien, disse: "Acredito que nunca tivemos um pipeline tão forte como temos agora", cita o site FirstWord.


A empresa disse que planeua iniciar ensaios comparando o seu medicamento para a diabetes Victoza® (liraglutide) com o Lantus® (insulina glargina) da Sanofi em doentes com diabetes tipo 1 e 2, no primeiro trimestre do próximo ano. A Novo Nordisk também está a realizar um programa de ensaios de fase final com o fármaco experimental semaglutide, enquanto um ensaio de Fase IIa com o fármaco experimental para a diabetes OG217SC arrancou neste mês.

 

A farmacêutica indicou que ainda espera submeter pedidos de aprovação para o Victoza® nos EUA e na Europa como uma terapia para a obesidade" por volta do final deste ano".

 

No início deste ano , a Novo Nordisk divulgou resultados de um ensaio de Fase III que mostram que doentes tratados com liraglutide alcançaram uma perda de peso média de 8 por cento após 56 semanas, em comparação com 2,6 por cento para os que receberam placebo.

 

Segundo Sorensen , o crescimento futuro da empresa virá principalmente da China e dos mercados internacionais fora da Europa, Japão, Coreia do Sul e América do Norte, onde se espera que as vendas continuem a aumentar em torno de 15 por cento nos próximos cinco a 10 anos . No entanto, o executivo referiu que "o crescimento [nos EUA], tendo em consideração todas as incertezas, é provável que baixe um pouco, para entre 15 e 20 por cento".

 

A quota da empresa no mercado de diabetes nos EUA é de cerca de 29 por cento . "Temos uma participação de mercado nos EUA que é um pouco menor do que pensámos que poderia ser a longo prazo. Portanto, esperamos um crescimento elevado lá", acrescentou o director de operações Kaare Schultz. O responsável disse que terapias para a diabetes GLP-1, como o Victoza®, vão tornar-se uma parte maior do mercado dos EUA do que a actual quota de 9 por cento. No entanto, a empresa sugeriu que o crescimento na Europa e Japão deverá manter-se baixo.

Medicamentos órfãos: "Há melhorias a fazer na avaliação e comparticipação"

03/12/2013 - 09:15


Não há dúvida de que tem havido um grande avanço em termos de inovação e produção de medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras. Mas, apesar dos incentivos definidos no regulamento da União Europeia de 2000, há ainda melhorias desejáveis a fazer, nomeadamente no que toca aos processos de avaliação e comparticipação por parte do Estado, frisa Filipe Assoreira, country manager da Genzyme, em entrevista ao Jornal de Negócios.


Leia a entrevista:

 

A Genzyme está há dez anos em Portugal. O que mudou nesta última década ao nível da investigação e inovação?
Três anos antes da constituição da Genzyme em Portugal, o Parlamento Europeu e o Conselho da UE estabeleceram o Regulamento 141/ 2000 que preconiza a defesa de um tratamento de qualidade para os doentes com doenças raras ou pouco frequentes, à semelhança do que já acontecia com doentes com uma doença mais comum. Por conseguinte, foram estabelecidos incentivos que permitiram à indústria farmacêutica continuar a investigar, desenvolver e comercializar medicamentos para necessidades médicas sem resposta. A protecção de comercialização exclusiva durante um período de dez anos foi um deles. Assim existem hoje fármacos mais específicos para o tratamento e causa da doença. Temos assistido também a uma evolução constante na área da terapia genética com vista a uma possível cura em algumas patologias.


E ao nível da produção e comercialização de medicamentos órfãos. O que mudou?
O Regulamento dos Medicamentos Órfãos foi um grande avanço para a saúde pública, desencadeando investigação sem precedentes e investimento, levando à autorização de novos tratamentos inovadores.


Quais os principais entraves com que se depara uma farmacêutica que aposta na produção de remédios órfãos?
O sector dos medicamentos órfãos é um dos mais inovadores e promissores das indústrias de biotecnologia e farmacêutica em todo o mundo. Mas ao mesmo tempo que se posicionam na vanguarda da inovação, as empresas de biotecnologia dedicadas ao desenvolvimento de medicamentos órfãos encontram-se numa posição particularmente frágil, dado o número reduzido de medicamentos que comercializam, muitos dos quais ainda em fases iniciais no seu ciclo de vida. Além disso, a capacidade destas empresas reinvestirem em investigação e desenvolvimento, bem como o seu potencial de expansão, depende fortemente de um contexto assente na previsibilidade. Deste modo, diria que há melhorias a fazer, nomeadamente, nos processos de avaliação e comparticipação bem como evoluirmos para modelos de avaliação diferenciados destes medicamentos face aos restantes para doenças mais comuns.


Estes obstáculos colocam-se também noutros países?
Sim, nalguns mais que noutros.


O Infarmed diz que só não há mais medicamentos órfãos a serem comercializados em Portugal porque a própria indústria não faz esses pedidos. Porquê? Receio de não lucrarem?
Não, de todo. Provavelmente, a razão pela qual não existirão mais pedidos terá que ver com a baixa prevalência de determinadas patologias que em muitos casos é de cinco a dez doentes.


O Ministério da Saúde comprometeu-se com a Apifarma em apoiar mais a investigação. Que apoios são desejáveis?
O apoio que procuramos assenta na colaboração do Estado no sentido de promover uma maior abertura a ensaios clínicos e agilização e diferenciação dos processos de avaliação. Os apoios financeiros per si não são a questão fulcral.


Que medicamentos fabrica a Genzyme? Para que doenças raras?
Desde há 30 anos que a Genzyme é pioneira na disponibilização de terapêuticas transformadoras da doença, com especial enfoque nas doenças Lisossomais de Sobrecarga, um conjunto de doenças genéticas, crónicas e altamente debilitantes, como sendo a Doença de Gaucher, Fabry, Pompe e MPS I. Disponibilizamos, ainda, uma hormona estimuladora da tiróide para doentes submetidos a cirurgia da tiróide devido a cancro, para detectar tecido tiroideu que tenha eventualmente permanecido após a cirurgia. E mais recentemente vimos aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento duas terapêuticas no tratamento da Esclerose Múltipla.


Quantas empresas em Portugal comercializam medicamentos órfãos? E quantos são comercializados em Portugal?
Aproximadamente 25 empresas em que algumas delas estão exclusivamente dedicadas as estas terapêuticas. E são comercializados cerca de 60 medicamentos, sendo que muitos deles destinam-se a doenças raras, genéticas, com prevalências extremamente baixas (5-10 doentes). Sobretudo para doenças lisossomais de sobrecarga, patologia oncológica e hipertensão pulmonar.


Qual a importância de iniciativas como esta conferência?
Iniciativas como esta permitem promover um debate construtivo entre todos os intervenientes da área e aumentar o conhecimento com vista a uma maior sensibilização para as doenças raras e os benefícios de estarem disponíveis medicamentos específicos que as tratem. Estas iniciativas ajudam também a impulsionar acções para o reconhecimento do valor terapêutico e social dos medicamentos órfãos, colaborar no âmbito médico, científico e regulamentar para promoção do conhecimento e dos benefícios do tratamento das pessoas afectadas por doenças raras.


Acha que faz falta um maior debate sobre as doenças raras e sobre os medicamentos órfãos em Portugal?
Nos últimos anos temos assistido a um crescendo de iniciativas que têm retirado, felizmente, as doenças raras e os medicamentos órfãos do anonimato. A adopção em 2009 do Plano Nacional das Doenças Raras colocou Portugal na linha da frente nesta área, pelo que importa agora, e à semelhança do que tem sido feito por diversos parceiros, como as associações de doentes, continuar a promover o debate e a encontrar formas de colaboração com as autoridades no sentido de estimular a valorização desta área pelas suas características especiais em questões de I&D e de produção.

 

 

Perfil
O farmacêutico especialista em medicamentos órfãos


Com mais de 10 anos de experiência comercial, Filipe Assoreira tem um percurso ligado a várias indústrias, principalmente nas áreas de farmácia e biotecnologia. Desde 2012 é country manager da Genzyme, uma empresa da Sanofi em Portugal. Com licenciatura em Farmácia, pela Universidade de Coimbra, e um MBA pela AESE/IESE Business School, em Lisboa, Filipe Assoreira entrou na Genzyme em 2003 e com a sua equipa lançou com sucesso dois medicamentos para doenças raras. De 2007 a 2010 foi director associado da MPS, com sede na Holanda. Em 2010, o especialista voltou a Portugal e foi nomeado como Director da Unidade de Negócios das Doenças Raras. Antes da Genzyme, trabalhou ainda como gerente de contas na Alliance Unichem e, como especialista de produto da Enzifarma, ex-distribuidor da Genzyme.
 

Teva vai investigar divulgação não autorizada de previsões financeiras " incompletas"

27/11/2013 - 09:03

A Teva anunciou na segunda-feira que um artigo publicado pelo The Marker supostamente contendo previsões de longo prazo de planeamento financeiro da empresa de 2013 até 2018 é " incompleto" e não foi fornecido com autorização da farmacêutica. A empresa referiu que planeia "investigar a divulgação e publicação não autorizada" da informação, avança o site FirstWord.

 

De acordo com a Teva, o artigo "parece ser de uma apresentação desactualizada [...] e não reflecte a nossa análise completa". O relatório afirma que os lucros do tratamento para a esclerose múltipla da farmacêutica, o Copaxone® (acetato de glatirâmero) vão cair 42 por cento em 2014. A patente do produto está definida para expirar nos EUA no próximo ano, após o Tribunal de Recursos para o Circuito Federal ter revertido uma decisão do tribunal distrital no início deste ano.

 

A Teva referiu que "está em vias de concluir o seu planeamento anual e espera fornecer as suas projecções financeiras para o ano inteiro de 2014 em Dezembro".

 

Um relatório do início deste mês sugeriu que o ex-CEO da Teva Jeremy Levin iniciou uma investigação dos membros do conselho da empresa, há seis meses, num esforço para impedir fugas de informação para a comunicação social. O funcionário responsável pela fuga teria sido identificado e exposto, após a conclusão do processo de investigação.

Sanofi prevê gastar até dois mil milhões de euros por ano com aquisições

26/11/2013 - 10:11


A farmacêutica francesa Sanofi planeia gastar entre mil e dois mil milhões de euros (entre 1,4 e 2,7 mil milhões de dólares) todos os anos em aquisições, afirmou o CEO da companhia, Chris Viehbacher, ao jornal Le Fígaro, avança a agência Reuters.


Desde que assumiu o comando há cinco anos, Viehbacher procurou renovar os lançamentos da Sanofi, gastando 24 mil milhões de euros em aquisições - incluindo a compra da empresa de biotecnologia Genzyme, nos EUA - para compensar a perda de patentes dos seus medicamentos mais vendidos.

 

Em entrevista ao Le Figaro, Viehbacher disse que a Sanofi tinha superado a pior fase da perda de patentes em Setembro, e que as vendas estavam novamente a crescer, impulsionadas por sete plataformas prioritárias para a empresa: diabetes, vacinas, mercados emergentes, automedicação, saúde animal, doenças raras e "outros produtos inovadores".

 

"Vamos continuar a reforçar as plataformas de crescimento a um ritmo de um a dois mil milhões de euros por ano em aquisições. Mas não acho que devemos passar disso", disse Viehbacher.

 

No mês passado, a Sanofi reduziu a sua meta de lucro para o ano inteiro pela segunda vez depois da desaceleração na China, vendas de genéricos mais fracas no Brasil e problemas numa fábrica de vacinas em Toronto terem impactado os resultados do terceiro trimestre.

Novartis anuncia recompra de 3,7 mil milhões em acções

25/11/2013 - 08:52


A farmacêutica suíça Novartis anunciou que vai avançar com um programa de recompra de acções no valor de 5 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros) ao longo dos próximos dois anos, avança o jornal económico OJE.


A companhia está a apostar na remodelação das operações após a saída do presidente do conselho e ex-presidente-executivo Daniel Vasella. Equaciona ainda opções para activos não essenciais e que não têm escala para serem líderes globais nos respectivos segmentos.

 

Assim, a multinacional declara que vai continuar a cortar custos para melhorar a produtividade e consolidar os centros de pesquisa em termos mundiais, esperando atingir ganhos de produtividade de 3 a 4% ao ano até 2015.

EMA concluiu revisão da segurança dos medicamentos fabricados pela Roche

22/11/2013 - 09:04

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) concluiu a revisão da segurança dos medicamentos fabricados pela Roche, desencadeada na sequência de uma inspecção de farmacovigilância de rotina, no início de 2012, em que foram detectadas falhas no envio de informação de segurança, como divulgado na Circular Informativa n.º 139/CD, de 22/06/2012, avança o Infarmed em comunicado.


O Comité de Avaliação do Risco de Farmacovigilância (PRAC) da EMA avaliou o impacto da nova informação fornecida nos medicamentos envolvidos e não identificou nenhuma questão de segurança adicional relevante.


A relação benefício-risco dos medicamentos da Roche não foi afectada e não existem novas recomendações quanto à sua utilização, pelo que os doentes devem continuar a utilizar estes medicamentos conforme previamente recomendado.


O Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) concordou com as conclusões do PRAC.


No entanto, a Roche continua a disponibilizar nova informação decorrente da obrigatoriedade em acompanhar todas as questões de segurança dos seus medicamentos, sendo obrigada a garantir a inclusão destes dados nas suas actividades de farmacovigilância de rotina, incluindo as revisões periódicas cumulativas dos riscos e benefícios destes medicamentos.


As conclusões do PRAC e do CHMP são independentes do procedimento judicial contra a Roche Registration Ltd, iniciado em Outubro de 2012, com base no alegado incumprimento das obrigações de farmacovigilância para os 19 medicamentos autorizados por procedimento centralizado.

 

Todas as informações pertinentes relativas a este assunto continuarão a ser divulgadas pela EMA e pelo Infarmed.

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