APOGEN passa também a representar empresas de medicamentos biossimilares

05/05/2014 - 13:06


A APOGEN alterou a sua designação para Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares, passando desta forma, estatutariamente, a promover e defender, com carácter nacional, o sector das empresas fabricantes, importadoras e que comercializam medicamentos genéricos e biossimilares, salvaguardando os interesses económicos comuns dos seus associados. A decisão foi tomada por unanimidade na última Assembleia-Geral Extraordinária da APOGEN, avança comunicado de imprensa.


Desta forma, passam a poder integrar a associação todas as empresas afectas ao sector farmacêutico que exercem actividade legal em território português, nas áreas de investigação e desenvolvimento, de produção e/ou comercialização de medicamentos genéricos e biossimilares. Recorde-se que nos próximos 5 anos, muitos dos medicamentos que perderão patente são biossimilares, o que representa uma enorme contribuição para a sustentabilidade do SNS, maior equidade no acesso a estes medicamentos, com a libertação de recursos para o Estado que daí resulta. Desta forma, a APOGEN fica também em consonância com a EGA – European Generic medicines Association, Associação Europeia de que é afiliada.

 

Agora, para além das metas já estabelecidas para os medicamentos genéricos, a APOGEN tem como objectivo para os medicamentos biossimilares a promoção e proposta de medidas às entidades competentes, que permitam a entrada e o desenvolvimento de um mercado sustentado para os medicamentos biossimilares.

 

Os medicamentos biossimilares são medicamentos biológicos desenvolvidos para serem similares a um medicamento biológico existente (“medicamento de referência”). Recorde-se que os medicamentos biológicos são medicamentos que contêm substâncias activas obtidas a partir de um organismo vivo. A substância activa de um medicamento biossimilar e a do seu medicamento biológico de referência são essencialmente a mesma substância biológica, e embora possam existir diferenças menores devido à sua natureza complexa e aos métodos de produção, estas são detalhadamente avaliadas na Europa, pela via da biossimilaridade. A via da biossimilaridade é um exercício robusto, de acordo com o estado da arte, para demonstração da comparabilidade em termos de qualidade, segurança e eficácia entre os dois tipos de medicamentos.

 

Fonte: comunicado de imprensa
 

Grupo farmacêutico português Atral Cipan despede 60 trabalhadores

05/05/2014 - 07:43

O grupo farmacêutico Atral Cipan, com sede no concelho de Vila Franca de Xira, está a proceder ao despedimento colectivo de 60 trabalhadores, confirmou à agência Lusa fonte oficial do grupo, avança o SAPO Saúde.


Segundo a fonte, a sede – localizada na Vala do Carregado, Castanheira do Ribatejo, desde 1963 – fica com 69 trabalhadores e outros 14 funcionários foram deslocalizados para outras empresas do grupo.

 

Numa resposta enviada à Câmara de Vila Franca de Xira, após a autarquia ter questionado e solicitado mais informações sobre o despedimento colectivo, a Atral Cipan justifica a decisão com a "situação frágil" das empresas.

 

"Estamos muito conscientes do impacto social de um despedimento como aquele que tivemos de fazer, mas a situação frágil das empresas a isso nos obrigou", refere a carta assinada pela presidente do conselho de administração, Teresa Alves, datada de 30 de Abril, a que a Lusa teve acesso.

 

Na missiva, a Atral Cipan frisa que está disponível para discutir o assunto com o município e dar a conhecer a estratégia do grupo para o futuro, acrescentando que tem actualmente "vários projectos em mão que permite olhar para o futuro com esperança de sucesso".

 

Na carta enviada anteriormente ao Grupo Atral Cipan, o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira expressa "a mais profunda preocupação por esta decisão", que, segundo Alberto Mesquita (PS), “lança para o desemprego dezenas de trabalhadores, agudizando situações de crise financeira e económica em agregados familiares, em muitos casos, já extremamente frágeis".

 

Na última Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras, realizada na passada terça-feira, os eleitos do PS apresentaram uma moção em que demonstram solidariedade para com os trabalhadores alvo do despedimento colectivo.

 

O documento sublinha que a Atral Cipan "é uma das maiores entidades empregadoras da freguesia, do concelho e da região", sendo "muitos dos seus trabalhadores residentes na freguesia de Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras".

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/grupo-farmaceutico-portugue...
 

Vendas da Sanofi crescem no primeiro trimestre de 2014

05/05/2014 - 07:17


As vendas do grupo Sanofi cresceram 3,5 por cento no primeiro trimestre de 2014 para 7,8 mil milhões de euros, avança a companhia, em comunicado de imprensa.


Christopher A. Viehbacher, CEO da Sanofi, afirma que “o desempenho financeiro do grupo no primeiro trimestre do ano deu continuidade à trajectória de crescimento que se notou no fim de 2013. No resto do ano, esperamos alcançar importantes marcos de desenvolvimento, em projectos de alto potencial como a vacina contra o dengue, alirocumab, Cerdelga® ou dupilumab”.

 

As vendas das plataformas de crescimento cresceram 7,9 por cento para os 5,7 mil milhões de euros, o que representa 73.7 por cento das vendas totais entre Janeiro e Março. Para este resultado contribuiu o desempenho dos medicamentos para a diabetes (crescimento de 13.2 por cento), a área de Consumer Healthcare (crescimento de 18.6 por cento) e “outros produtos inovadores” (crescimento de 22.6 por cento).

 

No que diz a respeito aos mercados emergentes, as vendas da Sanofi no primeiro trimestre, registaram um crescimento de 5.5 por cento. No total, as vendas ascenderam a 2,6 mil milhões de euros.

 

Destaca-se o desempenho da Sanofi no Brasil, onde cresceu 19.9 por cento para 359 milhões de euros.

 

Nos medicamentos para a diabetes as vendas subiram 13.2 por cento no primeiro trimestre, “graças ao desempenho do Lantus®” (+ 13.5 por cento para 1,4 mil milhões de euros).

 

Fonte: comunicado de imprensa
 

Pfizer em Londres para fechar mega-negócio com AstraZeneca

30/04/2014 - 14:15


O presidente executivo da norte-americana Pfizer, Ian Read, juntamente com todos os membros do board, viajou ontem até Londres num claro reforço das suas intenções em adquirirem a AstraZeneca. O "roadshow" dos mais altos quadros da Pfizer tem como finalidade convencerem os membros do governo britânico e os investidores da empresa britânica a apoiarem a maior aquisição estrangeira de uma empresa no Reino Unido, avança o Diário Económico.


A Pfizer terá oferecido 60 mil milhões de libras (cerca de 73 mil milhões de euros) pela AstraZeneca, mas este negócio acarreta, segundo vários ministros britânicos, algumas ameaças, não só porque a indústria farmacêutica é vista como fulcral no apoio ao crescimento económico equilibrado de longo prazo no país, mas também porque a empresa emprega sete mil pessoas.

 

O aparente cepticismo de alguns governantes britânicos prende-se também com o facto da Pfizer ter, em 2011, cortado mais de 1.500 empregos na fábrica que detém em Sandwich. As autoridades britânicas insistem que o negócio a concretizar-se deve preservar postos de trabalho e reforçar o trabalho de pesquisa no Reino Unido, mas o presidente da empresa norte-americana recusou-se a estabelecer quaisquer compromissos sem antes ter o compromisso de AstraZeneca em aceitar conversar.

 

Depois de alguns dias de rumores, a Pfizer confirmou na passada segunda-feira estar interessada em adquirir a rival britânica, negócio que a concretizar-se seria o maior de sempre do sector farmacêutico. Numa declaração oficial da Pfizer admitiu que deu conta do seu interesse pela AstraZeneca em Janeiro, mas a empresa britânica recusou avançar com as negociações. Ter-se-ão registado, entretanto várias reuniões sem resultados concretos. No dia 26 de Abril a Pfizer terá voltado a abordar a AstraZeneca que ao que tudo indica, mais uma vez declinou a proposta. A farmacêutica britânica terá considerado a oferta "muito subvalorizada" e terá até avançado que não haveria nenhuma negociação caso a oferta não fosse consideravelmente melhorada.

 

Sector em consolidação

 

A proposta de aquisição da Pfizer surge numa altura em que as fusões e aquisições na Europa parecem estar a regressar em força. No sector farmacêutico, a operação mais recente juntou a Novartis à GlaxoSmithKline na área dos medicamentos oncológicos. A operação foi avaliada em 16 mil milhões de dólares, cerca de 11,6 mil milhões de euros. Mas o acordo entre a Novartis e a GlaxoSmithkline não se esgota aqui, uma vez que inclui ainda a compra por parte da Glaxo do negócio das vacinas da Novartis.

 

Fonte: Diário Económico
http://economico.sapo.pt/noticias/pfizer-em-londres-para-fechar-meganego...

Lucro da Bristol-Myers Squibb sobre 54% no trimestre

30/04/2014 - 07:02


A Bristol-Myers Squibb (BMS) registou uma subida de 54% no lucro no primeiro trimestre, com custos menores ajudando a compensar uma ligeira queda na receita, avança o site UltimoInstante.
No período, o lucro da empresa atingiu 937 milhões de dólares (0,56 dólares por acção), superando os 609 milhões de dólares (0,37 dólares por acção) registado um ano antes. Excluindo os ganhos com vendas de activos, impactos de reestruturação e outros itens, o lucro ajustado por acção subiu de 0,41 dólares para 0,46 dólares.


A receita registou uma ligeira queda de 0,5%, para 3,81 mil milhões de dólares. No entanto, excluindo o impacto da recente alienação da participação na AstraZeneca, a receita subiu 5%. As despesas totais caíram 10%.

 

A empresa farmacêutica informou também que adquiriu a empresa privada de biotecnologia iPierian, num negócio potencialmente avaliado em cerca de 725 milhões de dólares, incluindo potenciais royalties. A aquisição inclui o pagamento adiantado de 175 milhões de dólares, e o pagamento de 550 milhões de dólares em desenvolvimento e marcos regulatórios adicionais.

 

A iPierian foca-se no tratamento de tauopatias, uma classe de doenças neurodegenerativas associadas com a agregação patológica da proteína taú no cérebro humano. A empresa espera registar um encargo de 175 milhões de dólares no segundo trimestre relativos ao acordo.

 

Para o ano, a BMS elevou a estimativa de ganhos de 1,70 para 1,80 dólares por ação. Durante o trimestre, a empresa farmacêutica concluiu a venda da sua participação na AstraZeneca e recebeu 3,3 mil milhões de dólares.

 

Fonte: UltimoInstante
http://www.ultimoinstante.com.br/pt/noticias_20140429/empresas_balancos_...

Infarmed investiga saldos nos medicamentos

29/04/2014 - 06:44


Ao mesmo tempo que o Governo ameaça aumentar as taxas sobre as vendas da indústria farmacêutica, instalou-se a polémica entre os laboratórios que operam em Portugal. Algumas empresas são acusadas por outras de usarem “esquemas ilegais de descontos” aos utentes sobre o preço dos medicamentos, o que alegam estar proibido desde o ano passado. A Autoridade Nacional do Medicamento – Infarmed admite que recebeu denúncias, avançando que está a investigar o caso. Ao SOL, fonte oficial revela que este organismo foi “alertado recentemente para possíveis irregularidades, pelo que solicitou esclarecimentos junto dos intervenientes”.


O descontentamento de algumas empresas aumenta por considerarem que estes saldos dão a ideia de que no sector há margem para cortes de 300 milhões, como pretende o Executivo.

 

Desconto através de cartões considerado ilegal

 

Segundo o SOL apurou, houve laboratórios que fizeram queixa ao Infarmed, alegando que há farmacêuticas a não respeitarem as regras do decreto-lei de Fevereiro de 2013, que veio proibir as “empresas de dar, ou prometer, directa ou indirectamente ao público em geral, prémios, ofertas, bónus ou benefícios pecuniários ou em espécie”.


Em causa estão os programas especiais financiados pelos laboratórios, através dos quais as farmácias fazem elevados descontos aos utentes.

 

Durante algum tempo, grande parte das empresas faziam estas acções comerciais, nomeadamente através de cartões que os médicos davam os seus doentes – como sucedeu com o produto para prevenir tromboses, o dispendioso Xarelto®, da Bayer. Em Maio de 2013, o Infarmed considerou esta situação ilegal e clarificou as novas regras para as promoções. Agora, as empresas não se entendem: algumas abandonaram os programas, mas outras mantiveram-nos e continuam a fazer descontos.

 

Os programas em vigor

 

Este mês, e segundo informação dada ao SOL pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), estão em vigor sete programas. Um diz respeito ao medicamento Sandimmum Neoral® para a psoríase.

 

A empresa Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos, S.A. que o comercializa, faz descontos ao doente, permitindo que em alguns casos se torne grátis. Ou seja, uma embalagem de 50 cápsulas de 100 mg – cujo preço é 106,59 euros, com uma comparticipação do Estado de 78,93 euros – custa aos utentes 27,66 euros e o laboratório faz, neste preço, um desconto de 15,97 euros aos utentes do regime geral e de 27,66 euros aos pensionistas. Estes levam o remédio a custo zero e os restantes pagam só 7,59 euros.

 

A mesma empresa tem ainda mais três programas, dois dos quais para produtos acabados de chegar ao mercado. O Exelon®, para a demência, comercializado desde o mês passado, custa 79,60 euros, sendo feito um desconto de 26,97 euros aos pensionistas. E na compra do Seebri®, para a asma, comparticipado em 69% desde Janeiro, a Novartis dá um desconto de 5,25 euros sobre o preço a pagar pelo utente. Estes bónus são ainda dados em vários produtos para a tensão arterial, como o Diovan® e Tareg®. Além de comparticipados, são alvo de promoções entre um e oito euros, consoante o valor do remédio.

 

A Astellas Farma oferece descontos no Betmiga®, para tratar a bexiga hiperactiva: custa 45,32 euros e o laboratório só cobra 29,36. Já no produto para a dependência do álcool, o Selincro®, que custa entre 35 e 121 euros, a Lundbeck Portugal oferece 26%.

 

Há ainda um programa destinado à vacina do HPV, da Sanofi Pasteur MSD, que apenas é comparticipada em alguns casos. Nos que não são, as utentes em vez de 119,81 euros pagam 95. O esquema é simples: as farmácias fazem o desconto e depois cobram esse valor aos laboratórios.

 

“São todas situações legais”, garante ao SOL Paulo Duarte, presidente da ANF, acrescentando que uma vez que a situação levantou polémica solicitou uma reunião ao Infarmed. “Explicaram que é legal desde que o desconto seja universal, isto é, para todos os utentes”, diz Paulo Duarte, frisando que muitas empresas desistiram das promoções por, ao passarem a ser universais, se terem tornado muito dispendiosas para os laboratórios.

 

Luís Rocha, director de Relações Institucionais e Acesso ao Medicamento da Novartis confirma que esta “concede descontos, a título temporário, em alguns medicamentos”. Mas alega que esta prática comercial “é lícita”, por tratar-se de “um desconto no preço que não colide com o previsto no Estatuto do Medicamento”.

 

Governo faz xeque-mate

 

Mas outras empresas contestam. “Há uma circular do Infarmed que estabelece que os programas de descontos concedido pela indústria não são admitidos”, sublinha fonte de um laboratório, explicando que, para ser legal e universal, “as empresas teriam que fazer desconto em todas as vendas aos grossistas ou farmácias”. “Mas nas situações em vigor só são feitos descontos nas farmácias aderentes ao programa”, esclarece.

 

Outro dos factores que geram polémica é o facto de os descontos serem feitos após a comparticipação “Se fosse antes, o Estado poupava”, nota outra fonte, referindo que muitos dos saldos visam produtos novos e caros. “Dá a ideia de que, afinal, há muita margem para baixar os preços”, alerta outra fonte do sector.

 

No meio da confusão, e devido às dificuldades que assolavam as negociações entre a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma ) e o ministro Paulo Macedo para a redução dos gastos com medicamentos, o Governo fez xeque-mate: ou os laboratórios aceitam devolver perto de 300 milhões de euros ou, em vez de cada empresa pagar 0,4% do volume de negócio anual ao Infarmed (como sucede actualmente), passam a desembolsar um valor superior e de acordo com as vendas anuais de cada uma. “No fundo, é um novo imposto”, defendem os laboratórios.

 

Perante isto, a Apifarma convocou de urgência uma reunião geral de sócios, realizada na segunda-feira à tarde, para analisar a situação.

 

Fonte: SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=104466
 

Bayer regista lucros acima do esperado no primeiro trimestre de 2014

29/04/2014 - 06:29


A Bayer registou uma subida de 22,7% nos lucros do primeiro trimestre de 2014, avança o Jornal de Negócios. Em comunicado, a empresa anuncia que nos primeiros meses do ano registou lucros 1,42 mil milhões de euros. No mesmo período de 2013, os lucros da marca alemã foram de 1,16 mil milhões de euros.


A empresa registou uma subida de 11,8% nos lucros antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) do primeiro trimestre de 2014, de 2,45 mil milhões de euros para 2,74 mil milhões de euros.

 

Os números são superiores às estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que previam um aumento do EBITDA de 4,5% para 2,56 mil milhões de euros.

 

As receitas também subiram acima das expectativas (+2,8%) para 10,56 mil milhões de euros. A previsão dos analistas consultados pela Bloomberg era de 10,54 mil milhões de euros.

 

O aumento das receitas na áreas farmacêutica e o crescimento da unidade agrícola foi o que mais contribuiu para a subida dos lucros da Bayer, refere a empresa em comunicado, citado pela Bloomberg.

 

A principal preocupação dos analistas continua a residir na unidade de plásticos. Para o especialista da Kepler Chevreux, Fabian Wenner, este ramo "continua a não ter um posicionamento correcto", referiu, citado pela Bloomberg.

 

A Bayer manteve as perspectivas de resultados para todo o ano de 2014: subida do EBITDA em cerca de 5% e aumento das receitas de 2,4%, de 41 mil milhões de euros para 42 mil milhões de euros.

 

As acções da empresa alemã estão a valorizar 3,77% para 99,38 euros.

 

 

Fonte: Jornal de Negócios
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/resultados/detalhe/bayer_regista...

Simposium Terapêutico e JRS lançam o MEDiK

28/04/2014 - 08:55

O Simposium Terapêutico e a JRS criaram um serviço inovador de Remote Detailing que pretende dar resposta aos desafios que a Indústria Farmacêutica enfrenta actualmente no contacto com os médicos: o MEDiK.

 

A diminuição das forças de vendas nos últimos anos e, mais recentemente, as novas regras impostas pelo Ministério da Saúde em relação às visitas dos delegados de informação médica (DIM) aos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) dificultam a visita presencial, que representa ainda um pilar importante na comunicação das companhias. O MEDiK surge para tentar solucionar esse problema.

 

O que é o MEDiK

 

O MEDiK é um serviço de Remote Detailing que permite a realização de visitas médicas one-to-one remotamente, através de uma plataforma online que permite a partilha de conteúdos diversos (multimédia, texto, imagem, vídeo, som, etc.) sem que o médico necessite de fazer qualquer instalação ou de se registar.

 

Este modelo apresenta vantagens tanto para as companhias quanto para os próprios médicos devido à ausência de barreiras geográficas (visitas baseadas na segmentação); proporcionado mais visitas por dia e removendo o tempo de espera e as viagens necessárias. Além disso, envolve menos custos e uma maior responsabilização com uma equipa externa e permite uma maior retenção da mensagem e expansão do tempo de visita, sendo que o conteúdo digital de elevado impacto visual está na base da visita. O MEDiK permite ainda o feedback dos médicos, que passam a poder escolher o horário e local do encontro. Com o MEDiK, o conteúdo científico, de elevado impacto, é entregue por um interlocutor altamente treinado. O MEDiK possibilita também um maior controlo sobre a frequência das visitas e chamadas e para utilizar este serviço inovador apenas é necessário um PC ou tablet com ligação à internet (sem serem necessários registos ou instalações.

 

Vantagens da parceria

 

A combinação das competências do Simposium Terapêutico e da JRS permite apresentar um serviço único e inovador no mercado nacional.

 

Há mais de 50 anos no mercado, a Simposium Terapêutico é uma marca de referência na área da saúde, que investe constantemente a sua experiência, qualidade de conteúdos e capacidade de inovação na realização de novos projectos.

 

Com uma base de dados de profissionais de saúde que compreende mais de 35.000 contactos activos, a Simposium Terapêutico aposta cada vez mais nas plataformas digitais para fazer chegar informação rigorosa, credível e científica da indústria farmacêutica aos targets estratégicos de cada companhia. Com o Medik, a Simposium Terapêutico coloca todo o seu know how de comunicação, bem como as suas estruturas e plataformas tecnológicas ao serviço da indústria, para melhor satisfazer as actuais necessidades do mercado.

 

A JRS Pharmarketing é uma empresa que opera há mais de 20 anos no mercado nacional e que se dedica à consultoria e estratégia no sector da saúde, com uma vasta experiência em Marketing Farmacêutico, tendo vindo a especializar-se em plataformas e conteúdos digitais.
 

Ofertas da Novartis e Valeant sinalizam nova era de fusões na Indústria Farmacêutica

24/04/2014 - 06:43


Uma série de acordos propostos ou aprovados estão sinalizando uma nova era de aquisições no sector de laboratórios farmacêuticos não vista desde a última década num momento em que as empresas se focam nas suas especializadas e abandonam operações com desempenho mais fraco, avança a agência Reuters.


A Novartis e a GlaxoSmithKline (GSK) concordaram em trocar mais de 20 mil milhões de dólares em activos, numa série de operações que impulsionarão os negócios da Novartis em tratamentos do cancro e os da GSK voltado para as vacinas.

 

Enquanto isso, a Valeant Pharmaceuticals fez uma oferta de 47 mil milhões de dólares pela Allergan, fabricante do Botox, para impulsionar a área de produtos para cuidados da pele. Rumores de que oferta de 100 mil milhões de dólares da Pfizer pela AstraZeneca foi rejeitada apenas alimentaram expectativas de há mais fusões adiante.

 

Ligando toda essa actividade há uma combinação de condições económicas e acontecimentos específicos da indústria, incluindo baixas taxas de juros, um desejo de empresas norte-americanas de fazer aquisições no exterior para proteger lucros obtidos no exterior de impostos nos EUA, e a compreensão de que acordos podem ser feitos para focar nos pontos fortes específicos de uma farmacêutica, disseram investidores, analistas e executivos de bancos de investimento na terça-feira.

 

"O rumor sobre o possível acordo da Pfizer com a AstraZeneca mostra que a indústria está a mover-se talvez para outro período de consolidação", disse Richard Purkiss, um analista da Atlantic Equitis em Londres. "As companhias farmacêuticas com alto valor de mercado, em comparação a sectores globais mais maduros, ainda são fragmentadas e então podem continuar a concentrar-se".

 

Na transacção da Novartis, cada companhia conseguiu exactamente o negócio que queria, sem ter de fazer o tipo de mega-fusão que consumiu a Indústria Farmacêutica nos anos 1990 e 2000, disse Sam Isaly, um sócio-gerente da OrbiMed Advisores, que administra 10 mil milhões de dólares em activos da área de saúde.

 

"É muito interessante que a GSK e a Novartis não se combinaram e então venderam alguma coisa. Elas apenas juntaram os portefólios, como se embaralhassem um baralho", disse Isaly.

 

Isaly espera mais destes acordos com propósito claro, como também mais junções e compras entre companhias menores. Outros analistas e investidores disseram que as empresas ainda podem fazer este tipo de acordo, e então cortar os seus activos em áreas que desejam focar estrategicamente.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPEA3M03J20140423
 

Novartis reestrutura negócio com acordos com GSK e Lilly

23/04/2014 - 07:13


A farmacêutica suíça Novartis anunciou uma reformulação de milhares de milhões de dólares nesta terça-feira, que envolve a troca de activos com a GlaxoSmithKline (GSK) e a venda da sua unidade de saúde animal, numa tentativa de simplificar os negócios e aumentar o foco em medicamentos para o cancro, que têm altas margens de lucro, avança a agência Reuters.

 

A reestruturação faz parte de um grande realinhamento na indústria farmacêutica mundial, que se esforça para lidar com um freio nas despesas de saúde por parte de governos com falta de recursos.


"As transacções marcam um processo de transformação para nós", disse o presidente-executivo da Novartis, Joe Jimenez, que tem realizado uma revisão estratégica do outrora diversificado negócio.

 

"Elas também melhoram a nossa solidez financeira, e devem aumentar as nossas taxas de crescimento e margens de imediato".

 

A Novartis disse que tinha fechado a compra de produtos de oncologia da GlaxoSmithKline por 14,5 mil milhões de dólares, vendendo as suas vacinas à GSK, excluindo a gripe, por 7,1 mil milhões de dólares mais royalties, também criando uma joint-venture com a GSK na área da saúde do consumidor.

 

A Novartis também informou que acertou a venda da sua unidade de saúde animal para a Eli Lilly por aproximadamente 5,4 mil milhões de dólares.

 

Às 8:21 (horário de Brasília), as acções da Novartis subiam 2,14 por cento, enquanto as acções da GSK avançavam 5,52 por cento.

 

Jimenez disse a jornalistas que os negócios resultarão em vendas globais ligeiramente mais baixas para o grupo suíço, mas com maior lucro com a troca do negócio de vacinas, de baixas margens, pelo negócio de medicamentos oncológicos, de maior margem.

 

A Novartis disse que vai iniciar um processo de venda separada para o seu negócio de gripe imediatamente, que não entrou no acordo com a GSK.

 

A Eli Lilly terá o segundo maior negócio de saúde animal do mundo em receita na esteira do seu acordo com a Novartis. A empresa disse que vai financiar a transação com 3,4 mil milhões de dólares em dinheiro e 2 mil milhões em empréstimos, e que espera economia de custos de cerca de 200 milhões de dólares por ano dentro de três anos após o fecho do negócio.

 

 

O BofA Merrill Lynch assessorou a Lilly, enquanto o Goldman Sachs Group assessorou a Novartis no negócio de saúde animal. A GSK disse que o Lazard e o Zaoui & Co. estavam a agir como seus consultores financeiros conjuntos.

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPEA3L00H20140422
 

RCM Pharmagazine

PHARMAGAZINE

Edição 18 online

 

 

A Revista de Comunicação e Marketing

 
 
 

Partners
Developed by