Daiichi Sankyo e Amplimmune anunciam aliança estratégica

08/01/2013 - 10:04


A Daiichi Sankyo e a Amplimmune anunciaram esta terça-feira que entraram numa ampla colaboração estratégica para desenvolver uma nova proteína terapêutica, AMP-110 (B7-H4 proteína de fusão). A colaboração vai concentrar-se no desenvolvimento do AMP-110, uma terapia experimental de modulação imunológica para doenças auto-imunes. O fármaco biológico first-in-class funciona bloqueando a diferenciação de células T inflamatórias. As companhias esperam iniciar um ensaio clínico de Fase I para o composto para o tratamento de uma indicação de doença auto-imune na primeira metade de 2013, avança a Daiichi Sankyo, em comunicado de imprensa.


Sob os termos do acordo, a Daiichi Sankyo vai pagar à Amplimmune uma taxa opcional de valor não revelado e fornecer mais de 50 milhões de dólares para reembolsar a investigação já realizada e planeada e os custos de desenvolvimento para o AMP-110, incluindo o financiamento para o desenvolvimento futuro através de um ensaio de Fase II (prova de conceito ou ensaio POC). A Amplimmune também será elegível para receber pagamentos adicionais por objectivos do programa de desenvolvimento durante o período de colaboração. Através do ensaio POC, a Daiichi Sankyo terá uma opção exclusiva para adquirir o programa AMP-110.


Sob os termos do acordo, a Amplimmune será responsável pela produção de suprimentos clínicos, pedidos regulamentares e realização de ensaios clínicos através de um ensaio POC na auto-imunidade. A Amplimmune e a Daiichi Sankyo esperaram colaborar na investigação para elucidar as características do AMP-110 e identificar potenciais biomarcadores para prever a resposta do doente ao AMP-110. Se a Daiichi Sankyo exercer a sua opção exclusiva para adquirir o programa AMP-110, em seguida, após essa aquisição, a Daiichi Sankyo será a única responsável por todo o futuro desenvolvimento, produção e comercialização.


"Esta colaboração reforça o nosso compromisso em trabalhar com parceiros que estão na vanguarda da ciência", disse Glenn Gormley, director global de I&D e senior executive officer da Daiichi Sankyo. "A terapia de modulação imune é uma das mais estimulantes áreas de investigação nas doenças auto-imunes que tem o potencial de responder a uma necessidade médica não atendida. Identificar e satisfazer necessidades médicas não atendidas é uma parte importante da missão da Daiichi Sankyo. Estamos muito animados em começar com o primeiro ensaio", acrescentou.


"Estamos muito satisfeitos por colaborar com a Daiichi Sankyo no AMP-110", disse Michael S. Richman, presidente e CEO da Amplimmune. Richman acrescentou que "esta transacção única permite à Amplimmune colaborar com um parceiro importante e respeitado e posiciona o programa para uma aquisição que irá fornecer um valor significativo tanto para a Daiichi Sankyo como para os nossos accionistas".

Eli Lilly projecta crescimento no lucro em 2013

07/01/2013 - 09:26


A Eli Lilly espera um aumento no seu lucro em 2013, apesar da expectativa de crescimento modesto nas suas vendas e da perda de patentes, e completará um programa de recompra de acções de 1,15 mil milhões de dólares este ano, avança a agência Reuters, citada pelo Último Instante.


Num comunicado divulgado na passada sexta-feira, o presidente da companhia, John Lechleiter, afirmou que a empresa mantém os ganhos de produtividade necessários para impulsionar o seu crescimento futuro, recapitalizar os activos físicos, manter os seus dividendos e apoiar o programa de recompra de acções.


Para enfrentar a quebra de patentes, a companhia realizou diversos cortes de custos. Entretanto, a empresa reiterou a sua meta de que até 2014 a sua receita anual será de pelo menos 20 mil milhões, com lucro líquido de cerca de 3 mil milhões e fluxo de caixa operacional de 4 mil milhões de dólares.


Após este período, a expectativa da Eli Lilly é retomar o crescimento sustentável graças ao lançamento de novos produtos.


Para 2012, a empresa manteve a previsão de lucro de 3,68 a 3,78 dólares por acção ou 3,30 a 3,40 dólares por papel, excluindo alguns itens. A projecção de receita saiu de 21,8 mil milhões de dólares para 22,8 mil milhões de dólares.


Já para este ano a empresa espera lucro anual de 4,03 a 4,18 dólares por acção, ou 3,75 a 3,90 dólares por acção, excluindo o impacto da renda associada ao fim da parceria com a Amylin Pharmaceuticals para a produção de medicamentos contra a diabetes.


A previsão de 2013 exclui o impacto de um possível "abismo fiscal" nos EUA.


Quanto à receita, a expectativa é de 23,4 mil milhões de dólares, deixando espaço para um crescimento modesto.

Pfizer e Halozyme em colaboração que pode valer até 515 milhões de dólares

04/01/2013 - 09:08

A Pfizer e a Halozyme Therapeutics entratam numa colaboração global que pode valr potencialmente até 515 milhões de dólares para desenvolver e comercializar produtos biológicos baseados na tecnologia Enhanze da Halozyme. As acções da Halozyme subiram tanto quanto 20 por cento após a notícia, avança o site FirstWord.


Sob os termos do acordo, a Pfizer vai receber uma licença mundial para desenvolver e comercializar produtos que contenham a enzima humana recombinante hialuronidase patenteada pela Halozyme para até seis alvos. Em troca, a Halozyme receberá um pagamento inicial de 8 milhões de dólares, o que, segundo a companhia, inclui uma taxa inicial para licenças exclusivas para dois alvos terapêuticos específicos com indicações para os cuidados primários primária e especialidade.


A biofarmacêutica referiu que também é elegível para receber da Pfizer pagamentos adicionais por objectivos no valor de até 507 milhões de dólares, bem como royalties sobre as vendas líquidas.

AbbVie celebra o seu lançamento como uma nova empresa biofarmacêutica

03/01/2013 - 08:56


 
A AbbVie assinalou esta quarta-feira o seu lançamento como uma empresa biofarmacêutica independente, com os colaboradores de mais de 40 países e os doentes a juntarem-se aos responsáveis da empresa na primeira abertura de 2013 da Bolsa de Nova Iorque (NYSE), avança a companhia, em comunicado de imprensa.


Com um legado de 125 anos no desenvolvimento de produtos farmacêuticos, a AbbVie alia o empenho e a paixão de uma biotecnológica de excelência à competência e estrutura de um líder consagrado na indústria farmacêutica. Enquanto empresa global ao serviço de doentes em mais de 170 países, a AbbVie lança-se no mercado com uma estimativa de volume de negócios anual de 18 mil milhões de dólares e um forte empenho na valorização do investimento dos accionistas através do potencial de crescimento a longo prazo e da continuação da histórica atribuição de dividendos aos accionistas.


“Hoje, a AbbVie entra no mercado com um portefólio impressionante, uma gama sólida de produtos em desenvolvimento e colaboradores empenhados, que irão trabalhar em prol dos doentes e do crescimento,” afirmou Richard A. Gonzalez, presidente do Conselho de Administração e CEO (Chief Executive Officer) da AbbVie. “Com estas mais-valias e com a concentração total na inovação, pretendemos criar um valor acrescido significativo para os nossos accionistas”.


Uma actividade bem gerida e um portefólio de produtos forte


A AbbVie lança-se no mercado com uma equipa de líderes experientes, que sabem gerir a empresa visando alcançar um crescimento sustentado e produtivo, e com capacidades comprovadas na comercialização de inovações científicas para os doentes. Enquanto biofarmacêutica, a AbbVie adoptou um modelo de negócio simplificado e direccionado, assente num vasto portefólio de medicamentos de excelência, que irão permitir à empresa investir nas terapêuticas do futuro.


O crescimento sustentado da AbbVie será alimentado por um interessante portefólio de produtos em desenvolvimento em mais de 20 programas de ensaios clínicos em fase final e intermédia – bem como por novos avanços direccionados para algumas patologias, entre as quais hepatite C, artrite reumatóide, psoríase, esclerose múltipla, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, espondiloartropatias, mieloma múltiplo e endometriose. A AbbVie triplicou o número de moléculas desenvolvidas nos últimos anos.


Com estes e outros produtos em desenvolvimento, a AbbVie está a desenvolver rapidamente terapêuticas com um forte desempenho clínico, com benefícios para os doentes e economicamente competitivas na área da saúde.


Abordagem da AbbVie à inovação


Realizar novas descobertas e desenvolvê-las para a criação de medicamentos eficazes é a base da missão e da área de actuação da empresa. Para alcançar estes objectivos, a investigação e desenvolvimento (I&D) realizada pela AbbVie é pautada por uma abordagem centrada no doente, que começa por um conhecimento profundo das doenças graves nas quais a empresa se centra, bem como por uma avaliação cuidadosa às actuais necessidades dos doentes, pagadores e entidades reguladoras em todo o mundo. Os cientistas e médicos da empresa concentram o seu trabalho em alvos que apresentam maior potencial de virem a transformar de forma fundamental no futuro, o tratamento das doenças.


A AbbVie está empenhada numa abordagem ágil e colaborativa à inovação, em todas as unidades de I&D e fabrico a nível mundial. Os cientistas da empresa dispõem de tecnologias e métodos patenteados para ajudar a transitar mais rapidamente os compostos mais promissores do laboratório para os ensaios clínicos. A investigação desenvolvida pela AbbVie funciona com um modelo colaborativo, que procura aumentar o pipeline dentro e fora da empresa.


Objectivos centrados nos doentes


A AbbVie está empenhada no desenvolvimento de produtos farmacêuticos de especialidade destinados ao tratamento de problemas de saúde mais complexos e de difícil resolução, particularmente doenças crónicas, que representam agora 75% dos custos totais com a saúde. Ao desenvolver novos tratamentos especializados, que melhoram os resultados observados nos doentes, a AbbVie e os seus colaboradores estão a ajudar a reduzir o impacto a longo prazo destas patologias ao nível da saúde e da economia.


Colaboradores dedicados, para construir o futuro


Os 21 mil colaboradores da AbbVie em todo o mundo estão empenhados em responder às necessidades dos doentes. Têm liberdade, competência e capacidade para inovar e descobrir soluções para as necessidades mais urgentes da saúde a nível mundial.


“Na AbbVie, estamos empenhados em levar mais longe os 125 anos de experiência do Abbott e em responder a alguns dos problemas de saúde mais graves a nível mundial,” afirmou Gonzalez. “Pretendemos que o futuro legado da AbbVie esteja assente na descoberta de tratamentos para patologias que se julgavam serem intratáveis, e na resolução de problemas outrora considerados irresolúveis.”


A partir desta quarta-feira, a AbbVie será transaccionada na NYSE e Euronext Exchange, sob o ticker "ABBV".
 

Eli Lilly é suspeita de corrupção em quatro países

02/01/2013 - 10:49

A Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos EUA, acusou a farmacêutica Eli Lilly de ter violado a legislação norte-americana contra práticas de corrupção no exterior (FCPA, na sigla em inglês), avança o Valor Econômico.

 

Segundo a SEC, para “ganhar milhões de dólares”, subsidiárias da empresa fizeram pagamentos “impróprios” a funcionários de governos na Rússia, Brasil, China e Polónia.

 

Para fechar um acordo e pôr fim à investigação, a Eli Lilly aceitou pagar 29 milhões de dólares à SEC. Para tanto, não admite nem nega as acusações. O acordo precisa de ser aprovado pela Justiça.

 

No Brasil, segundo a SEC, uma subsidiária da farmacêutica teria permitido que distribuidores pagassem uma propina a funcionários da área de saúde do governo - sem especificar qual - para facilitar vendas de 1,2 milhões de dólares em medicamentos.

 

O caso principal, segundo a SEC, teria ocorrido na Rússia. A subsidiária da Eli Lilly naquele país teria pago a entidades offshore por “serviços de marketing” para induzir distribuidores de fármacos e entidades governamentais a comprar produtos da empresa.

 

Segundo a SEC, 2 milhões de dólares teriam sido pagos a uma empresa offshore controlada por um funcionário do governo e outros 5,2 milhões a empresas cujos donos eram próximos de membros do parlamento da Rússia.

 

A SEC diz que a companhia tinha conhecimento sobre os pagamentos, mas não teria levado a fundo investigações para identificar se eles violavam as leis americanas contra corrupção no exterior.

 

“Quando uma controladora percebe sinais de um esquema de suborno envolvendo uma subsidiária, deve tomar medidas imediatas para assegurar que a FCPA não está sendo violada”, disse Antonia Chion, directora-adjunta da divisão de fiscalização da SEC.

Farmacêuticas já devolveram ao SNS 40 milhões por gastos extra em medicamentos

21/12/2012 - 09:13


Os laboratórios anteciparam em seis meses, a pedido do ministro da Saúde, a devolução dos valores que os hospitais ultrapassaram com a despesa em medicamentos, tendo já restituído 40 milhões de euros, avança a agência Lusa.


Em entrevista à Lusa, Ana Paula Carvalho, da direcção da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), reconheceu que 2012 foi “um ano especialmente difícil para a indústria farmacêutica”, tendo ficado marcado por uma dívida de mais de mil milhões de euros.


Foi nesse cenário de dívida hospitalar que a indústria assinou, em Maio, um acordo com o Ministério da Saúde, que definiu tetos – 170 milhões de euros para os hospitais e 130 milhões para o ambulatório – a partir dos quais as empresas devolvem o que as instituições gastarem a mais.


A devolução estava prevista para o final do primeiro trimestre de 2013, mas, a pedido do ministro da Saúde, “as empresas começaram a emitir as notas de crédito”, as quais permitiram “aos hospitais adquirir medicamentos tão necessários aos doentes”, disse.


Segundo Ana Paula Carvalho, até terça-feira, tinham sido emitidas notas de crédito de cerca de 40 milhões de euros, valor que deve atingir os 88 milhões de euros até ao final do ano.
Trata-se de “uma injecção de liquidez ao nível dos hospitais que lhes permitiu adquirir medicamentos", adiantou.


A dirigente da Apifarma destaca a descida da despesa com medicamentos no ambulatório, que caiu 10,1 por cento, enquanto a nível hospitalar essa diminuição foi de um por cento.


Ana Paula Carvalho sublinha a regressão do valor do mercado de ambulatório, que está hoje ao nível de há uma década.


Tal deve-se, em parte, “à baixa do preço dos medicamentos”, disse, adiantando que esta é uma situação “insustentável”.


“Sem a entrada de novos medicamentos, sem medidas para monitorizar o seu real impacto no mercado e nos agentes económicos, e acima de tudo nos doentes, iremos entrar numa situação de ruptura”, disse.

Director-geral da Jaba Recordati integra ranking Melhores Gestores de Pessoas 2012

20/12/2012 - 09:07

 

Nelson Pires, director-geral da Jaba Recordati desde 2010, subsidiária farmacêutica do grupo Recordati, integra o ranking Melhores Gestores de Pessoas 2012. A atribuição dos galardoados com o prémio dos 20 melhores gestores de pessoas resultou de uma selecção entre mais de 1000 participantes. 

 

Este prémio significa “um importante reconhecimento do meu trabalho que pretendo que seja sempre expectável e justo, persistente no objectivo e com enfoque no resultado pretendido; permitindo que cada um se desenvolva (e á sua função) ao seu ritmo próprio, de acordo com os objectivos traçados (que devem ser sempre atingíveis mas “em bicos de pés”, ou seja ambiciosos)”, refere Nelson Pires. “Acima de tudo é o reconhecimento pela minha equipa, da sua satisfação em trabalharmos em equipa e nesta organização dinâmica que é o Recordati Group”, acrescenta.

 

Os 20 Melhores Gestores de Pessoas 2012 foram anunciados numa cerimónia no CCB que decorreu dia 13 de Dezembro. O estudo Melhores Gestores de Pessoas 2012 é o primeiro ranking português dos melhores gestores de pessoas, uma iniciativa pioneira da Tema Central e da Qmetrics. O objectivo principal deste estudo é identificar, entre um conjunto de candidatos, os melhores gestores de pessoas em Portugal.

 

Licenciado em Direito e com um e-MBA em negócios no sector farmacêutico e uma pós-graduação em Marketing e ainda uma especialização em gestão, Nelson Pires é também membro da direcção da APIFARMA.

 

 

Pfizer vai reduzir cerca de 20% das forças de vendas nos EUA

19/12/2012 - 09:28


De acordo com fonte próxima do assunto, a Pfizer planeia eliminar cerca de 600 postos de trabalho nos EUA, que representam cerca de 20% das suas forças de venda, no segmento de cuidados primários, noticiou a agência Bloomberg na terça-feira, avança o site FirstWord.


A fonte, que pediu para não ser identificada, indicou que os cortes vão começar este mês e fazem parte dos esforços da farmacêutica para reduzir os custos.


A Pfizer inicialmente anunciou planos para reduzir as forças de vendas nos cuidados primários no início deste mês. "Como parte da nossa estratégia para alocar os nossos recursos, investimentos e pessoas para as áreas que melhor sirvam os nossos doentes e clientes, estamos continuamente a avaliar como podemos ser mais eficientes e eficazes", disse o porta-voz da Pfizer Mackay Jimeson.

 

"Como resultado, estamos a fazer mudanças em alguns segmentos da nossa força de campo para corresponder melhor às necessidades futuras do negócio", acrescentou Jimeson.


Segundo a fonte, a empresa pode contratar trabalhadores adicionais na próxima Primavera, assumindo a aprovação nos EUA do seu anticoagulante experimental Eliquis® (apixaban) , que está a co-desenvolver com a Bristol-Myers Squibb.

CEO da Bial: "Os ajustes têm sido sempre feitos muito à custa do medicamento"

18/12/2012 - 09:46

O Jornal de Notícias fez quatro perguntas a António Portela, CEO da Bial, no âmbito do sei Dossiê especial “O Norte faz bem”.

 

A primeira questão debruçou-se sobre o futuro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa altura de contenção orçamental. “Temos um conjunto de características à volta do SNS que demoraram muitos anos a construir e que seria uma pena agora estarmos a cortar e ter um sistema de um país menos desenvolvido. Acho que terá de haver um equilíbrio muito grande entre aquilo que é preciso cortar, onde é preciso cortar e a manutenção desse bom sistema”, respondeu António Portela.

 

Sobre os cortes anunciados no racionamento do medicamento, o CEO da Bial defendeu que “não podemos fazer os ajustes sempre nos mesmos sítios: e os ajustes têm sido sempre feitos muito à custa do medicamento. Aliás, na proposta de orçamento para o próximo ano, 78% dos cortes na área da saúde são no medicamento, quando este pesa menos de 25%”.

 

Em relação ao impacto que pode ter a opção por fármacos mais baratos, António Portela diz: “Todos sabemos que os medicamentos mais antigos e os genéricos têm o seu papel, agora o que não podemos ser é todos tratados a todas as patologias com medicamentos muito antigos. Existem hoje inovações muito importantes que levam a que haja menos internamentos e menos complicações e que, portanto, têm um benefício que pode não ser visto no imediato mas que depois no médio longo prazo será visto”.

 

Sobre a falta de aposta da Bial no segmento dos mercados genéricos, o CEO justificou dizendo que “a aposta nos genéricos parece-nos menos interessante porque é uma aposta em cópias e em medicamentos mais antigos. Por outro lado, nós sentimos que para vingar nesse mercado teríamos de ter uma escala muito grande. Precisávamos de ir para muitos países, para ter custos de produção muito baixos, e nós não temos escala para fazer isso”.

Empresa detida pela ANF suspeita de tráfico de medicamentos

17/12/2012 - 09:18

Uma empresa detida em parte pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), a Alliance Healthcare, é suspeita de exportação ilegal de medicamentos para vários países europeus, originando falhas no abastecimento às farmácias em Portugal, noticia a RTP.


A notícia é avançada pelo Correio da Manhã, que afirma que o caso está a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal. A Antena1 tentou contactar a empresa em causa, mas sem sucesso.


ANF desmente tráfico de medicamentos


O presidente da ANF, João Cordeiro, desmente a notícia de que uma empresa detida em parte pela ANF é suspeita de exportação ilegal de medicamentos para vários países europeus, originando falhas no abastecimento às farmácias em Portugal.


Confrontado pela jornalista da Antena1 Arlinda Brandão com a notícia do Correio da Manhã, João Cordeiro limitou-se a desmentir a situação e recusou avançar mais pormenores.


Segundo o Correio da Manhã, a Alliance Healthcare, sociedade detida em 49% pela ANF, está no centro da investigação judicial a um alegado esquema de exportação ilegal de medicamentos. O esquema, descrito num despacho do juiz Carlos Alexandre, era muito simples: uma rede de 29 farmácias, que está na origem da investigação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), terá comprado fármacos a vários fornecedores, devolvendo-os de seguida à Alliance Healthcare, que, por sua vez, os terá exportado para países terceiros com margens de lucro que podiam chegar a 50%.


O esquema de devolução de medicamentos a distribuidoras, com vista à sua eventual exportação ilegal, foi detectado no âmbito da investigação à rede de 29 farmácias detidas por Nuno Alcântara Guerreiro e sua mulher, que já estão constituídos arguidos no processo. Como a lei apenas permite que uma pessoa ou sociedade possa ser proprietária de quatro farmácias, o casal Alcântara Guerreiro terá adquirido os vários estabelecimentos através de testas-de-ferro, escreve o CM.


No essencial, segundo apurou o CM, o esquema passava pelo envio de um e-mail, originário do escritório da Alguer (sociedade detida por Nuno e Ana Alcântara Guerreiro), com duas listas de medicamentos, designadas ‘Rucas’ ou ‘Noddys’, que deveriam ser encomendados a vários fornecedores, como a Udifar e a Botelho e Rodrigues, e depois devolvidos à Alliance Healthcare.


Com base nos indícios recolhidos, os investigadores suspeitam de que o esquema tinha em vista esgotar a quota de mercado atribuída pelos laboratórios aos fornecedores e dirigir depois esses medicamentos para a Alliance Healthcare. A empresa enviava os remédios para a Alemanha, Noruega e Holanda, onde eram vendidos, pondo em risco o abastecimento em Portugal e ameaçando de ruptura os stocks de alguns remédios.


A maior parte dos medicamentos traficados para fora do País eram fármacos utilizados em doentes que tinham sido submetidos a transplantes, vários tipos de antidepressivos e também remédios para o tratamento da impotência. As margens de lucro variavam entre os 35 e os 50%, de acordo com o valor dos medicamentos, revela o CM.

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