Hospitais com mais 450 milhões de euros

22/12/2014 - 08:07


O ministro da Saúde defendeu este domingo que os hospitais públicos vão conhecer ainda este ano uma "mudança radical" com um aumento de capital, já concretizado e superior a 450 milhões de euros, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


É "uma mudança radical na Saúde em termos de equilíbrio destes hospitais e da possibilidade de fazerem novas encomendas, de fazer face à lei dos compromissos e da sua postura perante os fornecedores. Isto é uma mudança muito significativa", disse Paulo Macedo.

 

O ministro comentava assim à Lusa o despacho assinado na sexta-feira pelos Ministérios da Saúde e das Finanças, de aumento de capital dos hospitais públicos "de norte a sul" do país e que envolve mais de 450 milhões de euros (não relacionados com as verbas do Orçamento do Estado). As verbas começam a ser disponibilizadas ainda este ano.

 

Paulo Macedo referiu que há hospitais em situações muito difíceis, "designadamente em termos de falência técnica" e que este dinheiro vai permitir a regularização de dívidas, a diminuição do passivo e o equilíbrio da situação financeira.

 

"É o maior esforço que o Estado faz na área social, em termos da Saúde", afirmou Paulo Macedo, acrescentando que através dele os hospitais "conseguirão apresentar contas mais equilibradas, a gestão poderá ser feita numa base mais sã e sobretudo permite regularizar dívidas a fornecedores, algumas com alguns anos".

 

O responsável lembrou que os hospitais tinham "um legado bastante negativo", acumulando prejuízos anualmente, que os levou à falência técnica, pelo que "resolver esse legado" faz com que haja uma grande mudança.

 

Paulo Macedo falava à Lusa depois de participar na festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, que este ano, como em anos anteriores, juntou em Lisboa centenas de sem-abrigo e famílias carenciadas.

 

Nuno Fraga, um dos coordenadores da iniciativa, disse à Lusa que o número de participantes foi idêntico ao do ano passado, com mais gente no primeiro dia mas menos hoje, dia em que terminou a iniciativa, depois de uma missa celebrada pelo cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

 

Até meio da tarde de hoje tinham entrado no recinto da festa mais de 600 pessoas, segundo os números da organização.

 

Além da parte festiva e de distribuição de alimentos a iniciativa tem outras valências. Segundo os números oficiais no sábado entraram no local 952 pessoas (sem-abrigo e famílias carenciadas), tendo sido a área da saúde a mais procurada.

 

Fizeram-se 102 rastreios, administraram-se 117 vacinas, realizaram-se 45 consultas e mais de 60 pessoas passaram pela medicina dentária.

 

"Destaca-se ainda o apoio da Segurança Social e do Instituto de Registo e Notariado que disponibilizaram serviços para a emissão da declaração de insuficiência económica e cartão do cidadão, desbloqueando assim as dificuldades de acesso à cidadania", segundo a Comunidade Vida e Paz, uma organização que começou em 1988 a apoiar os sem-abrigo e que vai na 26.ª festa de Natal.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=752610

Paulo Macedo faz "aposta clara" na Medicina Interna

19/12/2014 - 09:54


O ministro da Saúde enalteceu esta quinta-feira o papel dos médicos de medicina interna no sistema nacional de saúde, considerando a especialidade como uma em que se deve de fazer "uma aposta clara" em vagas e em formação, avança a agência Lusa, citada pela tvi24.

 

Paulo Macedo falava na sessão de inauguração do novo centro de formação da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), criado a pensar nos 902 internos em formação actualmente.

Pelo que estes profissionais fazem no dia-a-dia, nos hospitais, junto dos idosos, nas urgências e nas emergências, o Serviço Nacional de Saúde "está grato e incentiva", disse o ministro, que salientou nomeadamente o papel dos médicos de medicina interna nas urgências (mais de cinco milhões de urgências por ano) e nas emergências, como no recente caso de um surto de legionella.

 

"A medicina interna é estrutural na urgência e na emergência médica", disse Paulo Macedo, acrescentando que o centro que hoje inaugurou poderá também contribuir para a formação de profissionais de países africanos de língua portuguesa, através de formação à distância. 

 

Em resposta a outras intervenções o ministro defendeu que se deve de aumentar o número de nascimentos em hospital mas que esse mesmo hospital "não pode ser o local social onde se vai morrer", e lembrou que já no início do ano começam as obras nos hospitais da Caldas da Rainha e do Barreiro.

 

Luís Campos, vice-presidente da SPMI, falou do papel da medicina interna, centrando-se no envelhecimento da população, no uso das urgências e no desenvolvimento do conhecimento. "Na medicina, em cada 10 anos 50 por cento do que pensávamos que era verdade é mentira", o que induz a hiperespecialização, disse.

 

De acordo com o especialista "os melhores internos estão a fugir da medicina interna, que dá muito trabalho e é muito mal paga". Ainda assim é uma especialidade "que tem futuro", disse o presidente da SPMI, Manuel Teixeira Veríssimo.

 

Aos jornalistas o ministro lembrou que muitas doenças estão relacionadas com maus hábitos alimentares, lembrando o relatório que dá conta que quase metade dos portugueses tem excesso de peso.

 

Muitas das doenças dos idosos podem ser "severamente diminuídas se os hábitos alimentares forem melhorados", salientou Paulo Macedo, acrescentando que é um "assunto importante e que tem um efeito decisivo no que é a carga de doença a prazo", sendo decisivos também os hábitos alimentares durante a fase do pré-escolar.

 

Paulo Macedo explicou ainda que este ano o Ministério da Saúde desencadeou mais cedo procedimentos adicionais para hospitais e centros de saúde, para prevenir um excesso de casos de gripe, já que por norma os hospitais têm dificuldade em dar resposta em termos de tempo, devido ao grande afluxo no inverno.

 

Essa articulação entre hospitais e centros de saúde, explicou, pode levar estes a alargar horários de atendimento ou deslocarem-se a lares e apoiar a vacinação de pessoas com mais de 65 anos. Porque ainda há lares em que a taxa de vacinação é "perto de zero", cita a Lusa.

 

Fonte: Lusa/tvi24
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/sns/paulo-macedo-faz-aposta-clara-na-m...

Ministério da Saúde prorrogou prazo para médicos escolherem especialidade

17/12/2014 - 08:58


O Ministério da Saúde prorrogou, até segunda-feira, o prazo para os jovens médicos escolherem o local da sua especialidade médica, segundo informação da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), avança a agÊncia Lusa, citada pelo jornal i.

 

O processo de escolha das 1.548 vagas por parte dos candidatos teve início esta terça-feira, às 14:30, e estava previsto terminar até sexta-feira, com representantes dos médicos a reclamarem o adiamento desta data.

 

A Ordem dos Médicos do Norte sugeriu mesmo a possibilidade de prorrogar o início de funções por 15 dias de forma automática para quem o solicitar.

 

A ACSS divulgou, na segunda-feira à noite, o mapa de vagas para ingresso no primeiro ano da especialidade do Internato Médico, a ter início a 02 de Janeiro de 2015.

 

“Foi cumprido o objectivo de atribuir uma vaga para cada candidato”, afirma a ACSS em comunicado enviado à Lusa, sublinhando que o mapa divulgado “contempla vagas para todos os candidatos que se apresentaram à área profissional de especialização, num total de 1.548, número que representa um acréscimo de mais 71 vagas relativamente ao ano passado (1.477)”.

 

Em comunicado divulgado ao início da noite, a ACSS anunciou que foi prorrogado o prazo para a escolha de especialidade médica, que assim passou a ter como data limite a próxima segunda-feira.

 

Este adiamento levou em conta “a evolução do processo de escolhas durante o dia de hoje”, lê-se no comunicado.

 

 

Fonte: i
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/ministerio-da-saude-prorrogou-pra...

Médicos do hospital de Gaia deixam de fazer trabalho extraordinário

16/12/2014 - 09:28


Alguns médicos do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho deixaram de se voluntariar para fazer trabalho extraordinário além do que é exigido legalmente (200 horas anuais) para reivindicar a integração de suplementos remuneratórios no vencimento mensal, avança a agência Lusa, citada pelo jornal Público.


O médico Fernando Viveiros, um dos mais de 80 signatários do pedido de integração dos prémios de produtividade/assiduidade na remuneração base divulgado esta segunda-feira, explicou que os profissionais apenas pretendem que se faça no hospital de Gaia o que já foi feito no Centro Hospitalar do Porto e no Centro Hospitalar de S.João.


“São suplementos que temos, é um prémio que é contemplado no nosso contrato, que representa cerca de um quinto do nosso vencimento base e que é integrado nesse mesmo vencimento mensal.

 

Esses contratos foram elaborados à semelhança dos de médicos em situações idênticas nos outros dois grandes hospitais da região Porto”, disse.

 

“Quando saíram notícias de que esses prémios poderiam ser perdidos no próximo ano, os outros centros hospitalares resolveram voluntariamente fazer a integração desse suplemento remuneratório no vencimento, porque consideraram que, ao abrigo da lei, já faziam parte do vencimento. Sendo assim, não contraria o Orçamento do Estado que não permite o incremento remuneratório”, acentuou.

 

“Aqui no hospital de Gaia nada foi feito. Desde Maio que temos vindo a pedir ao Conselho de Administração que resolva a situação, à semelhança do que fizeram esses dois outros hospitais. Uma vez que nada se resolveu e como estamos em risco de, efectivamente, perder esse suplemento remuneratório, optamos por, para já, não nos voluntariarmos para efectuar o trabalho extraordinário”, sustentou.

 

A partir desta segunda-feira, “vão notar-se no Hospital de Gaia algumas falhas em vários serviços, nomeadamente no serviço de urgência”, frisou.

 

Inicialmente, o requerimento ao Conselho de Administração contava “83 signatários”, mas “esse número tem vindo a aumentar". "Muitos médicos têm vindo a juntar-se a esta causa e neste momento se não estão todos, estão praticamente todos os médicos em contrato individual de trabalho”, afirmou Fernando Viveiros.

 

O clínico disse que “semanalmente faz 12 horas de trabalho extraordinário”, porque “o hospital não tem médicos suficientes para fazer essas horas em trabalho ordinário”, o que corresponde a uma carga horária de 52 horas semanais. “Vou passar a fazer as 40 horas semanais, que é o que está estipulado no meu contrato”, disse, considerando que “existe, neste caso, uma grande desequidade e de falta de equilíbrio em relação aos colegas que estão em situação exactamente idêntica à nossa e que simplesmente trabalham noutras instituições”.

 

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho disse à Lusa ter solicitado à tutela esclarecimentos "sobre o assunto em questão”, mas ainda não obteve resposta. “Naturalmente, o Conselho de Administração veria com bons olhos a solução que permitisse ir de encontro aos interesses dos profissionais; todavia, isso sempre a coberto das normas legais aplicáveis, a cujo cumprimento o Conselho de Administração está vinculado”, acrescenta.

 

Fonte: Lusa/Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/medicos-do-hospital-de-gaia-deix...

Médicos sem vaga: Ministério em conversações com Ordem

15/12/2014 - 09:18


Os hospitais estão cada vez mais cheios de jovens estagiários, correndo-se o risco de não existirem profissionais suficientes para os supervisionar de forma adequada. “As unidades de saúde estão saturadas de internos, pois fecharam-se estabelecimentos e fundiram-se serviços, mas ao mesmo tempo há mais jovens licenciados em Medicina pois aumentaram os números clausus nas faculdades” - alerta ao semanário SOL o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, explicando que a situação leva a que este ano, “pela primeira vez” , o número de jovens médicos candidatos à especialidade seja muito superior às vagas existentes nos hospitais autorizadas pela OM.


No início da semana, havia 1.562 candidatos e apenas 1.515 lugares no concurso para os licenciados poderem entrar numa especialidade médica - cujo mapa de vagas estava previsto ficar concluído na sexta-feira, apurou o SOL. “Pela primeira vez não há lugar para todos. O ano passado correu-se o risco de isso suceder, mas mais de 200 desistiram e isso permitiu que todos os candidatos conseguissem um lugar”, recorda o bastonário. Agora, “existe a possibilidade de entre 20 a 40 colegas não terem vagas disponíveis”.

 

Mas fonte oficial da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) - entidade do Ministério da Saúde responsável por estes concursos nos hospitais - garantiu ao SOL que “estão a ser feitos todos os esforços” no sentido de encontrar as vagas necessárias. Além disso, nota a mesma fonte, muitos dos candidatos podem desistir.

 

Para que possam ser abertos lugares, a OM tem de atribuir idoneidades científicas aos serviços hospitalares, definindo quantos jovens têm capacidade para formar.

 

Faltam 600 anestesistas

 

Com base nestes dados, a ACSS elabora depois um mapa de vagas às quais os licenciados que acabaram o primeiro ano de estágio podem candidatar-se para tirar uma especialidade médica. Até agora, todos os que concorriam entravam. “Mas isso acabou”, garante José Manuel Silva, acrescentando que a ACSS já foi informada de que no próximo ano o cenário corre o risco de ser ainda pior. Até porque, nota, este ano a Ordem fez já um “esforço muito grande” para conseguir autorizar 1.515 vagas, “o valor mais elevado dos últimos anos”. Isso foi possível, segundo José Manuel Silva, devido “à área da medicina geral e familiar, onde este ano há mais 50 lugares do que em 2013”.

 

Já nas especialidades hospitalares a situação é diferente, existindo casos em que o número de candidatos ainda é reduzido, comparando com as necessidades reais.

 

Um dos maiores problemas é na anestesia. A falta destes profissionais tem obrigado a que muitos hospitais do país adiem sucessivamente cirurgias. Apesar disso, apenas serão abertas este ano 68 lugares para novos anestesistas, uma vez que não há médicos para os formar.

 

Segundo Rosário Órfão, presidente da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (SPA), faltam cerca de 600 anestesistas no país, mas os hospitais não têm actualmente capacidade para formar muito para além daqueles 68 que vão entrar. “As vagas abertas são as que a Ordem considerou, e bem, corresponderam à capacidade formativa dos serviços. E não vale a pena ter mais se não há garantias de que depois serão anestesistas de qualidade” - explicou ao SOL Rosário Órfão, acrescentando que, além de existirem nos hospitais poucos médicos para formar, muitos dos que lá trabalham pertencem a empresas externas, sendo contratados ao dia, não tendo capacidade para ensinar.

 

“Não basta aumentar as vagas. É preciso também lançar políticas para captar os jovens que estão a ir para o estrangeiro, onde têm melhores condições financeiras e de progressão na carreira”, conta a presidente da SPA, que dá o seu exemplo: está a 10 anos no mesmo escalão.

 

O recurso ao sector privado é uma das formas de resolver o problema. Pela primeira vez, a Ordem deu autorização para um estabelecimento privado dar formação aos jovens anestesistas: segundo dados da SPA, duas das 68 vagas vão ser abertas no Hospital da Luz, em Lisboa.

 

Nova lei muda internato

 

Nos últimos dias, a ACSS e a OM estiveram em conversações para tentar arranjar soluções para o problema - que se agrava por aqueles que ficarem agora de fora do sistema de saúde não poderem depois exercer medicina (como não especialistas) durante o tempo que esperarem para se recandidatarem outra vez.

 

“É urgente publicar o novo decreto-lei sobre o internato médico, que reivindicamos há três anos, que irá permitir que os jovens que não entrem na especialidade possam exercer como não especialistas, trabalhando numa empresa ou nas urgências” - explica o bastonário. Em causa está um novo diploma, que deverá ser publicado no início do próximo ano, que prevê que os licenciados em Medicina possam ter autonomia para exercer ao fim de um ano de prática e não de dois anos, como obriga a legislação actual.

 

Quando concluem o 6.º ano do curso, os recém-licenciados têm de fazer um ano de estágio (ano comum) e depois candidatam-se a uma especialidade. “Com a lei actual, só quem entra na especialidade consegue atingir os dois anos de treino. Os que não arranjam vagas ficam proibidos de exercer, mesmo como não especialistas, sendo obrigados a ficar parados”, sublinha o bastonário, adiantando que o novo decreto-lei irá permitir que com apenas um ano se possa ter autonomia.

 

A Ordem aguarda uma resposta do Ministério da Saúde à proposta que fez de criação de uma comissão que garanta que o 6.º ano do curso seja mais profissionalizante.

 

Este diploma visa introduzir outras alterações no internato médico. A prova nacional de seriação, feita no 6.º ano, será alterada e, nestes concursos de acesso à especialidade, terá um peso de 80% (e não de 100% como actualmente), sendo os restantes 20% relativos à média do curso.

 

 

 

Fonte: Catarina Guerreiro/SOL
http://sol.pt/noticia/120344 

Ordem dos Médicos: racionar a saúde é violar os direitos humanos

11/12/2014 - 09:06


O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, disse esta quarta-feira em Coimbra que o racionamento da saúde leva à violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


"Se aceitarmos o racionamento da saúde, estamos a aceitar a violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos", afirmou José Manuel Silva, considerando que a Ordem dos Médicos está disponível para colaborar em medidas de racionalização no sector da saúde, mas nunca para "medidas de racionamento".

 

No Dia Mundial dos Direitos Humanos, o bastonário referiu que em Portugal "a saúde é cada vez mais um processo a duas velocidades: uma saúde para os que mais podem e outra para os que menos podem".

 

Portugal está longe de "cumprir os desideratos nobres da declaração universal", afirmou, durante a sessão de abertura das II Jornadas de Criminologia "O direito aos Direitos Humanos", que decorrem no anfiteatro do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

 

"Temos de combater a desigualdade de oportunidades e não permitir qualquer discriminação na relação terapêutica com os doentes", defendeu.

 

Com a consolidação de "tendências da década de 1970", como o neoliberalismo, as pessoas não são encaradas como sujeitos, "mas como efeitos colaterais", criticou o co-coordenador do programa de Doutoramento em Direito, Justiça e Cidadania no Século XXI da Universidade de Coimbra, António Casimiro Ferreira, também presente na sessão de abertura.

 

A resposta "à grande complexidade das crises financeiras" tende "a esquecer a justiça social e o respeito pela dignidade das pessoas", salientou, considerando que os direitos humanos carecem "de uma certa militância".

 

O director do Centro de Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Jónatas Machado, sublinhou a violação de direitos humanos que se sucedeu depois dos ataques de 11 de Setembro de 2001.

 

Dois exemplos que o jurista apontou foram o relatório das técnicas de interrogatório usadas pela CIA, divulgado na quarta-feira e que denuncia medidas ineficazes e brutais, e as denúncias de Edward Snowden em 2013 da existência nos serviços secretos norte-americanos de programas de vigilância em massa de comunicações.

 

"Se com o 11 de Setembro surgiram alterações significativas aos direitos humanos, se houver um ataque químico ou nuclear e morram 30 mil ou 300 mil pessoas em Londres, Nova Iorque ou Paris, podemos assistir a uma mudança de paradigma que nem nos passa pela cabeça", frisou.

 

Caso haja um ataque de maiores dimensões, há "o risco muito real" de os direitos humanos e as garantias serem postas de lado, concluiu.

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=750627
 

Melhores hospitais do país estão no Norte e no Alentejo

10/12/2014 - 09:12


Os hospitais de Santa Maria Maior (Barcelos) e Espírito Santo (Évora), os centros hospitalares de Entre o Douro e Vouga e do Porto e a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano obtiveram o melhor desempenho em 2013, avança a agência Lusa, citada pelo jornal SOL.


A escolha foi feita pela IASIST, uma empresa multinacional de origem espanhola que se dedica a estudos de "benchmarking" para organizações de saúde e que realizou uma avaliação global e integrada por hospital, não distinguindo serviços ou especialidades.

 

O "top" 5, revelado esta terça-feira numa cerimónia em que participa o ministro da Saúde, começou por nomear três unidades por grupo, das quais saiu o vencedor.

 

Os hospitais nomeados foram o de Santa Maria Maior (Barcelos), o Distrital da Figueira da Foz, os centros hospitalares da Póvoa de Varzim/Vila do Conde e de Entre o Douro e Vouga, o Hospital Beatriz Ângelo, o Centro Hospitalar de Tâmega e Sousa.

 

Igualmente nomeados foram os hospitais do Espírito Santo (Évora), de Braga, Garcia de Orta (Almada) e os centros hospitalares do Porto, de São João (Porto) e de Lisboa Central.

 

Também as Unidades Locais de Saúde (ULS) do Litoral Alentejano, do Alto Minho e de Matosinhos foram nomeados para o TOP 5.

 

O estudo envolveu os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) do Continente, incluindo as Parcerias Público Privadas (PPP).

 

Para chegar a estes resultados, os hospitais foram agrupados em "clusters" definidos pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), havendo quatro níveis, de acordo com critérios em que pesaram a dimensão, a variedade e a complexidade dos casos atendidos.

 

Os hospitais de nível "B" são o de Santa Maria Maior (Barcelos), os centros hospitalares de Médio Ave e da Póvoa do Varzim/Vila do Conde, o Hospital Distrital da Figueira da Foz, o Reynaldo dos Santos (Vila Franca de Xira), da Prelada e o Centro Hospitalar do Oeste.

 

As unidades de nível "C" são os centros hospitalares do Alto Ave, de Entre Douro e Vouga, Tâmega e Sousa, do Baixo Vouga, de Leiria-Pombal, Cova da Beira, Barreiro\Montijo, do Médio Tejo, de Setúbal, os hospitais de Cascais, Beatriz Ângelo (Loures) e o distrital de Santarém.

 

Com o nível "D" foram agrupados os hospitais de Braga, os centros hospitalares de Vila Nova de Gaia/Espinho, de Trás-os-Montes e Alto Douro, Tondela-Viseu, e do Algarve, os hospitais Garcia de Orta (Almada), Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra) e do Espírito Santo (Évora).

 

No nível "E" encontram-se os centros hospitalares do Porto, de São João, Lisboa Central, Lisboa Norte, Lisboa Ocidental e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

 

A IASIST criou um "cluster" próprio para os hospitais inseridos em ULS, justificando a medida com o facto de estas estruturas integradas poderem, "em tese, ter um funcionamento diferente que se venha a reflectir nalguns dos indicadores de referência".

 

Com a classificação de Hospitais Nível "ULS" estão as ULS Nordeste, do Baixo Alentejo, do Norte Alentejano, do Litoral Alentejano, de Matosinhos, do Alto Minho, de Castelo Branco e da Guarda.

 

Para o Top 5 - 2014 foi avaliado o desempenho de 2013, razão por que "não são adequadas análises de sustentabilidade ou de desempenho de médio e longo prazos", segundo a empresa.

 

A recolha da informação dos hospitais só foi possível com a autorização das instituições.

 

A IASIST garante que todos os hospitais aceitaram a sua inclusão nesta iniciativa, uma vez que a participação dos hospitais é voluntária.

 

 

Fonte: Lusa/SOL
http://www.sol.pt/noticia/120032

Portugal é o segundo país da UE onde as doenças respiratórias mais matam

10/12/2014 - 08:41


Portugal é o segundo país da União Europeia onde as doenças do aparelho respiratório mais matam, a seguir ao Reino Unido, e o que tem a mais alta taxa de mortalidade por pneumonia, revela um relatório que foi esta terça-feira apresentado, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


De acordo com o documento "Portugal - Doenças Respiratórias em Números 2014", do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, da Direcção-Geral da Saúde, em 2012, estas patologias foram responsáveis por 102,1 mortes por cada 100 mil habitantes.

 

Apenas o Reino Unido se posiciona à frente de Portugal neste “ranking”, com 104,9 mortos por 100 mil habitantes.

 

Em 2013, dados ainda provisórios indicam que estas doenças causaram 12.605 mortos, o que representou 11,83 por cento de todas as causas de morte.

 

No ano anterior (2012), as doenças respiratórias tinham provocado 13.893 óbitos.

 

Em Portugal, as mortes causadas por estas doenças têm vindo a crescer nos últimos anos: 98,2 óbitos por 100 mil habitantes em 2008 para 102,1 mortes por cada 100 mil habitantes em 2012.

 

As Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores apresentaram, em 2012, os valores mais elevados e a região de Lisboa os mais baixos.

 

“A Região Autónoma da Madeira é a que apresenta taxas mais elevadas, tendo a mortalidade por doenças respiratórias correspondido a 18,5% da totalidade dos óbitos, contrastando com a percentagem nacional de 12,9%”, lê-se no documento.

 

Nas mortes causadas por pneumonia, Portugal está à frente dos países da União Europeia (UE), com 49,9 óbitos por 100 mil habitantes em 2012 (44 em 2008).

 

Os autores do documento reconhecem que “Portugal encontra-se numa situação desfavorável quanto à mortalidade por doenças respiratórias, quando comparado com outros países da UE.

 

A explicação avançada pelos autores é a “elevada mortalidade por pneumonia em Portugal (49,9 mortos por 100 mil habitantes), a mais elevada no conjunto dos países europeus analisados”.

 

“A mortalidade por doença respiratória, e por pneumonia em particular, tem a particularidade de afectar as faixas etárias a partir dos 65 anos”, lê-se na síntese do relatório.

 

Entre 2009 e 2012 observou-se “um aumento da mortalidade na população com 65 e mais anos e um decréscimo da mortalidade abaixo dos 65 anos”.

 

“A mortalidade por doença respiratória não corresponde, portanto, a mortalidade prematura, dado que se constatam ganhos em saúde evidenciados por uma diminuição dos anos potenciais de vida perdidos e respetiva taxa por 100 mil habitantes”, explicam os autores.

 

O documento refere que “a ocorrência de doença respiratória está relacionada com a faixa etária, mas também com as condições atmosféricas e com a virulência do vírus da gripe (razões pelas quais a doença apresenta um padrão sazonal)”.

 

Em 2012, aliás, registou-se “um aumento dos óbitos e internamentos hospitalares atribuíveis à epidemia e virulência do vírus influenza A(H3), associada a uma baixa cobertura vacinal”.

 

Os autores do relatório, que será hoje apresentado em Lisboa, referem que, “devido ao aumento da esperança média de vida e aos efeitos do tabagismo a nível respiratório, Portugal tem vindo a confrontar-se nos últimos anos com um incremento de doenças respiratórias crónicas, que impõem uma elevada carga no sistema de saúde, quer no que diz respeito a mortalidade, quer no que se refere à morbilidade”.

 

As doenças respiratórias, excluindo o cancro do pulmão, são a terceira principal causa de morte em Portugal e no mundo e a primeira causa de letalidade intra-hospitalar nacional.

 

Estas patologias são ainda a terceira mais importante causa de custos diretos relacionados com os internamentos hospitalares, a seguir aos das doenças cardiovasculares e do sistema nervoso.
No ano passado, os internamentos por doença respiratória corresponderam a 11% da totalidade dos doentes internados.

 

O documento aponta para uma diminuição do número de utentes saídos de internamento por doenças respiratórias: 117.110 em 2012 e 110.028 em 2013 (menos seis por cento).

 

No ano passado, da globalidade dos internamentos de causa respiratória (com exclusão das neoplasias respiratórias e dos internamentos por síndrome de apneia do sono), 65,3% corresponderam a internamentos por pneumonias (bacterianas ou virais), 13,5% por Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), 5,7% por fibrose pulmonar e 4,3% por asma brônquica.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=750432 

Nova tabela para enfermeiros define tempos de vacinação, curativos ou consultas

09/12/2014 - 09:04


Há tarefas destinadas aos enfermeiros que vão passar a ter um tempo definido, incluindo coisas tão simples como dar vacinas, mudar um penso ou fazer um curativo, avança a RTP.


Segundo o Sindicato de Enfermeiros, essa tabela vai permitir determinar quantos enfermeiros estão em falta nos centros de saúde e hospitais e definir o número de contratações necessárias. Os responsáveis das unidades de saúde têm de garantir o cumprimento destas regras.

 

Veja o vídeo aqui.

 

 

Fonte: RTP
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=788263&tm=8&layout=122&visu...

Enfermeiros portugueses no Reino Unido aumentaram 500 por cento em quatro anos

05/12/2014 - 08:54


O número de enfermeiros portugueses que está a emigrar para o Reino Unido aumentou 500 por cento em quatro anos, entre 2009 e 2013, disse à agência Lusa a investigadora Cláudia Pereira, numa conferência em Lisboa. À margem da conferência “Vidas em movimento: migrações, mobilidades e turismo”, organizada pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, a investigadora considerou que esse aumento “é imenso”, avança o Diário Digital.

 

Em 2010, registaram-se na Ordem dos Enfermeiros em Inglaterra 250 enfermeiros portugueses para trabalhar, número que aumentou para 1.211 em 2013.

 

Cláudia Pereira apresentou a comunicação “Portugueses qualificados em Londres: o caso dos enfermeiros”, reconhecendo que estes profissionais “são um caso muito específico”.

 

Os enfermeiros “são o único caso” em que as pessoas partem “com todo o processo já tratado desde Portugal, a selecção, a candidatura, a equivalência, o alojamento”, referiu.

 

Mas e emigração portuguesa no Reino Unido continua a ser “muito binária”, frisou.

 

“A maior parte da emigração que vai para o Reino Unido ainda é pouco qualificada (…) ou com menos qualificações, pessoas que têm como nível máximo o 12.º ano”, disse.

 

“Mas depois também há uma parte significativa de pessoas muito qualificadas”, acrescentou, confirmando que “muitas” delas começam a trabalhar em restaurantes, em Londres, ou na agricultura e na pecuária, fora de Londres.

 

Em geral, “os emigrantes portugueses vão para Londres, onde passam invisíveis” entre os dez milhões de habitantes da capital britânica.

 

Os portugueses qualificados que têm chegado a Londres desde 2010 tendem a alojar-se em diferentes zonas da cidade. “Vivem dispersos, não estão concentrados, optam por ter uma casa perto do trabalho”, observou Cláudia Pereira.

 

Por outro lado, persiste outro perfil de emigração no Reino Unido: do português que vive fora de Londres, partiu nos anos 1980/90 e trabalha em restaurantes e limpezas.

 

Ao contrário, essa comunidade é “muito visível”, atribui nomes portugueses aos seus estabelecimentos e fala português nas ruas, distinguiu a investigadora.

 

Como fora de Londres, onde se concentra metade da população estrangeira, “os estrangeiros são muito mais visíveis, porque são muito menos”, Cláudia Pereira não estranha ter ouvido queixas de discriminação por parte dos portugueses qualificados que vivem e trabalham fora da capital.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=749750

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