Vírus da Hepatite C atinge mais de 35 mil portugueses

19/09/2014 - 08:17


Em Portugal, estima-se que o vírus da Hepatite C atinja 38.620 indivíduos, sendo que destes, 30.896 deverão apresentar infecção activa, potencialmente com necessidade de tratamento. Estes são os resultados preliminares dos estudos E-Cor Fígado e do Estudo Epidemiológico das Hepatites Víricas (EEPV), conduzidos sob orientação da Associação Portuguesa de Estudo do Fígado (APEF), avança o SAPO Saúde.


Avaliando o conjunto de dados, numa amostra com 2.336 indivíduos, com 10 indivíduos com anticorpos VHC (Ac VHC) positivo, oito (80%) do sexo masculino, resulta numa prevalência da Hepatite C na população geral de 0,42%. Um terceiro estudo foi recentemente realizado na população prisional portuguesa, tendo-se verificado uma prevalência de 18,8% de Ac VHC positivo, numa amostra de 784 indivíduos.

 

“A APEF tem procurado avaliar a real dimensão da Hepatite B e C em Portugal. A hepatite crónica B e C são, actualmente, um problema de saúde pública, pelo risco que têm de progressão para cirrose e cancro do fígado, e também pelos sintomas e complicações que frequentemente lhe estão associadas”, refere Helena Cortez Pinto, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado.

 

O estudo E-Cor, da responsabilidade do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), debruçou-se sobre as regiões de Lisboa, Coimbra, Porto e Alentejo. Neste estudo foram, até à data, estudados os marcadores do vírus C em 1.296 indivíduos adultos, identificando-se seis indivíduos com anticorpos VHC positivo, o que resulta numa prevalência de 0,46%. No entanto, apenas dois indivíduos (33%) apresentavam carga viral positiva. A idade média da população estudada foi de 50,1 anos, sendo 51% do sexo masculino. Os indivíduos Ac VHC positivo tinham idade média de 41,3 anos.

 

O estudo epidemiológico das Hepatites Víricas (EEHV) avaliou indivíduos das zonas Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, com idade média de 52 anos, sendo 35% do sexo masculino. Até ao momento, foram estudados 1.040 adultos, identificando-se quatro com anticorpos VHC positivo, correspondendo a uma prevalência de 0,38%.

 

No que respeita à Hepatite B, no estudo E-Cor, os dados preliminares revelaram uma prevalência de Antigénio de Superfície (AgHBs) de 18/1291 (1,4%). A prevalência de AcHBs foi de 394/1301 (30%) e a prevalência de AcHBc foi de 126/1290 (9,7%). O Antigénio de Superfície é o 1º marcador a surgir, entre os sete e os 20 dias antes da sintomatologia e a sua presença traduz sempre a presença de infecção.

 

No caso de persistir positivo por um período superior a seis meses, define uma infecção crónica.

 

No grupo de indivíduos com menos de 30 anos, a frequência de AcHbs isolado é de 131/226 (58%), e no grupo com menos de 25 anos é de 73/116 (62%). “Esta população corresponde à população vacinada e os resultados demonstram a eficácia do programa de vacinação da hepatite B, implementado nos últimos anos em Portugal”, sublinha Helena Cortez Pinto.

 

 

Fonte: SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/virus-da-hepatite-c-atinge-...

Ministro: Portugal “não está num impasse” no tratamento da hepatite C

19/09/2014 - 08:13

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, garantiu esta quinta-feira que Portugal "não está num impasse" no que respeita ao tratamento da hepatite C e defendeu que o preço dos medicamentos deve ter "uma base europeia", avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

"Nós num impasse não estamos porque conseguimos tratar os doentes e temos esta posição já muito forte que é a de que o preço devia ter uma base europeia. Cada país a negociar é muito mais fraco", disse Paulo Macedo comentando assim a notícia de que o Governo português se prepara para apresentar aos restantes países da União Europeia uma proposta sobre a compra de fármacos para a hepatite C.

 

O ministro da Saúde aproveitou para reiterar que considera "importante ter um racional de preço", lembrando que "este preço [o que consta da proposta portuguesa] pelo menos tem um racional face aquilo que foi estabelecido para outros países".

 

"O que pretendemos é haver uma discussão em termos europeus pela ameaça que é este tipo de preço ao serviço nacional de saúde de cada país. Os países não conseguem suportar", disse, referindo-se a reacções negativas de países como EUA, da Inglaterra e da França.

 

Questionado sobre as informações de que algumas famílias de doentes com esta patologia ameaçam instaurar processos na justiça devido à espera por tratamento, Paulo Macedo sublinhou que Portugal tem "critérios que definem quais os doentes prioritários": "E esses, a nossa informação é que os conseguiremos tratar atempadamente. Já temos várias dezenas de doentes em tratamento. Passamos de ter zero pessoas tratadas para várias dezenas de pessoas tratadas", disse.

 

"Volto a lembrar um aspecto: os doentes são tratados de várias formas, de acordo com o seu genótipo, e não apenas por este medicamento. Conseguimos tratar um conjunto maior de doentes porque há a possibilidade de concorrência a curto prazo e não ficarmos completamente capturados pela indústria farmacêutica", acrescentou.

 

O ministro da Saúde falava à margem da 47.ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Nefrologia Pediátrica que reúne no Porto cerca de oito centenas de especialistas da área.

 

Ministro quer medicamento para hepatite C 90% mais barato

 

Portugal apresentou uma proposta à Europa para conseguir baixar de 48 mil para 4000 euros o preço de cada tratamento do Sofosbuvir, o novo medicamento para a hepatite C que tem taxas de cura a rondar os 90%. O objectivo é que o preço fosse idêntico para todos os países e assim tratar todos os doentes. O apoio à proposta deve ser conhecido na próxima semana, avança o Diário de Notícias.


Em Portugal estão registados nos hospitais 13 mil doentes, mas as estimativas apontam para 40 mil infectados. De acordo com os últimos dados da Associação Europeia para o Estudo do Fígado, na União Europeia podem existir quase 9000 pessoas com a doença.

 

A proposta já foi apresentada aos 13 países europeus que com Portugal já se tinham unido para fazer uma negociação conjunta de forma a baixar o preço do medicamento. Para chegar ao valor, Portugal pegou no preço que o Egipto vai pagar pelo Sofosbuvir - cerca de 700 euros por tratamento - e que é substancialmente inferior ao pedido pela Gilead aos países europeus.

 

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/portugal-nao-esta-num-impas...

 

Fonte: Diário de Notícias
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4130922

OCDE critica grande oferta de cuidados de saúde desnecessários em Portugal

17/09/2014 - 08:42


Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) revela que existe mais oferta de cuidados de saúde desnecessários nas regiões de Portugal onde há mais oferta e subprestação de cuidados onde há menos serviços, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Intitulado “Variações Geográficas nos Cuidados de Saúde – O que sabemos e o que pode ser feito para melhorar o desempenho do sistema de saúde?”, o relatório tem um capítulo dedicado a Portugal, que levanta questões sobre a eficiência e a equidade na prestação de cuidados de saúde.

 

O relatório, que foi lançado esta terça-feira, em Berlim, indica que a grande variação das taxas de actividade de cuidados de saúde é “motivo de preocupação”, sugerindo que aceder a um tratamento específico depende, em grande medida, da região onde se mora, de acordo com uma nota da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), cujos docentes participaram na elaboração do documento.

 

“O número de procedimentos cardíacos, intervenções ao joelho e histerectomias é, pelo menos, duas vezes mais alto nas regiões onde há mais actividade, quando comparadas com localidades com menor actividade”, indica a mesma nota, referindo-se à situação sobre Portugal.

 

As variações apresentadas no relatório sugerem que, “ou estão a ser prestados cuidados de saúde desnecessários nas localidades onde existe maior actividade, ou verificam-se necessidades não satisfeitas nas regiões com menor actividade”.

 

Assimetrias

 

Céu Mateus, investigadora da ENSP, disse à Lusa que nas regiões onde a oferta de cuidados é maior, haverá mais prestação de cuidados desnecessários.

 

Por outro lado, adiantou, onde se regista mais carência de serviços, existem populações que recebem menos cuidados do que os necessários.

 

Um dos exemplos apontados na investigação é a região do Alto Alentejo, onde existe “sete vezes maior probabilidade de fazer uma cirurgia de substituição total do joelho, do que os residentes do Pinhal Interior Norte, por exemplo”.

 

“Contudo, a taxa média de substituições do joelho em Portugal (74 por 100 mil) é inferior à verificada noutros países, como Austrália, Suíça, Finlândia, Canadá ou Alemanha”, prossegue a nota.

 

O relatório refere ainda que, “a par das necessidades e preferências do doente, o status socioeconómico e a prática médica, são factores que influenciam as taxas de cirurgia de substituição total do joelho”.

 

As recomendações existentes em Portugal para reduzir o número de cesarianas desnecessárias - através da disponibilização de orientações, auditorias, campanhas de comunicação dirigidas à população, implementação de registos, etc - são referidas no documento como “exemplo de boas-práticas”.

 

Os especialistas apontam algumas “medidas que consideram ser promotoras da prestação de cuidados de saúde mais adequados, como a publicação de dados sobre os procedimentos mais caros ou de maior volume, maior segmentação dos públicos-alvo em campanhas de sensibilização e maior envolvimento dos doentes através da decisão partilhada sobre o processo de tratamento e medição dos resultados em saúde após intervenções cirúrgicas”.

 

Para Céu Mateus, os resultados do estudo podem “ajudar a reafectar os recursos para tentar prestar menos cuidados desnecessários e reorientar os recursos para os cuidados necessários”.

 

O relatório apresenta resultados de mais 12 países: Áustria, Bélgica, Canadá, Finlândia, França, Alemanha, Israel, Itália, Suíça, República Checa, Espanha e Reino Unido.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/ocde-critica-grande-oferta-...
 

Passos diz que Governo esteve ao lado do SNS “no seu momento mais difícil”

16/09/2014 - 08:21


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enalteceu esta segunda-feira o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como "instituição basilar" de uma "sociedade próspera", advogando que o Governo esteve ao lado do SNS "no seu momento mais difícil", avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.


"Este Governo esteve ao lado do SNS ao preparar o seu futuro. E foi por isso que assumimos a responsabilidade pela sua reforma e pela sua continuidade. Por vezes existe a ideia errada de que a introdução de reformas indica uma ruptura com a instituição e com a sua vocação. Mas é exactamente o contrário", declarou Pedro Passos Coelho, em Lisboa, na abertura da sessão comemorativa do 35.º aniversário do SNS.

 

No seu discurso na cerimónia que decorreu esta segunda-feira no pólo de Campolide da Universidade Nova, Passos Coelho sustentou que o Governo tem vindo a "trabalhar intensamente" para que o SNS "possa servir não só os portugueses de hoje, mas os portugueses de amanhã".

 

"Com a pré-bancarrota de 2011, o SNS sofreu a maior ameaça de toda a sua história. É preciso termos consciência deste facto indiscutível (...). Ora, este Governo agiu", declarou o primeiro-ministro.

 

Para o chefe de Governo, os "maiores depreciadores do consenso nacional em torno do SNS são aqueles que são indiferentes à sua sustentabilidade", sendo que a valorização do Serviço de Saúde "não se mede com palavras inconsequentes", mas antes com "compromissos políticos e com escolhas públicas".

 

"Recebemos dos portugueses a responsabilidade de salvar o SNS e de o transmitir mais forte, mais eficiente e mais transparente às gerações seguintes. Foi o que fizemos. É o que continuaremos a fazer", sustentou.

 

Passos Coelho falou também daquilo a que chamou a "recuperação financeira" da saúde pública: a redução dos custos, advogou, "foi feita de forma assimétrica, com ênfase nos agentes com mais poder e que conservavam maiores margens de lucro".

 

No que refere ao défice global do sistema, agrupando os hospitais EPE e o SNS, o valor, disse o primeiro-ministro, era de mais de 830 milhões de euros em 2010, sendo que em 2013 "esse défice global estava reduzido a 150 milhões de euros e o défice do SNS já tinha desaparecido".

 

"Para este ano, contamos com um equilíbrio financeiro global, estancando-se a acumulação de novos pagamentos em atraso", ressalvou o primeiro-ministro.

 

Os três anos de "intensa actividade" do Governo foram destacados numa intervenção de cerca de 20 minutos, na qual foram abordadas decisões tomadas em áreas como a vacinação, consultas, médico de família e taxas moderadoras, por exemplo.

 

A "determinante resposta" dos profissionais de saúde foi também enaltecida por Pedro Passos Coelho, que elogiou a "dedicação e o profissionalismo que revelam todos aqueles que em cada dia trabalham para proporcionar aos utentes o melhor serviço a que têm direito".

 

"Não exagero quando digo que todos os portugueses depositam uma confiança fundamental em todos eles. São eles a quem recorremos em momentos de maior vulnerabilidade. É do seu julgamento profissional que dependemos. É com a sua competência e dedicação que contamos nessas horas de inquietação natural", declarou.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/passos-diz-que-governo-este...

Famílias gastaram menos com a saúde em 2013

15/09/2014 - 07:58


As famílias terão gasto em 2013 menos com a saúde, ao contrário do Serviço Nacional de Saúde (SNS), cuja despesa aumentou, de acordo com as Conta Satélite da Saúde (CSS), divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Estes resultados referem que, no ano passado, a despesa corrente em saúde continuou a diminuir (menos 2,1%), mas de forma menos acentuada que em 2012 (menos 5,2%) e 2012 (menos 6,6%).

 

“Entre 2010 e 2012, o peso da despesa corrente das famílias aumentou sucessivamente (24,8% em 2010, 26,7% em 2011 e 28,8% em 2012), enquanto a despesa financiada pelo SNS foi proporcionalmente menor (59,5% em 2010, 57,3% em 2011 e 56,5% em 2012)”, lê-se no documento.

 

Na CSS estima-se que, para 2013, se registe “uma inversão desta tendência, observando-se o decréscimo da proporção do financiamento das famílias e o aumento da importância relativa da despesa do SNS".

 

O mesmo documento indica que, em 2011 e 2012, a despesa corrente em saúde decresceu 5,2% e 6,6%, respectivamente, atingindo a despesa corrente, em 2012, os 15.607 milhões de euros (9,2% do Produto Interno Bruto e uma despesa per capita de 1.484,28 euros).

 

“Em 2013, estima-se que a despesa corrente tenha voltado a diminuir, com menor intensidade que nos dois anos anteriores (menos 2,1%), atingindo 15.284 milhões de euros, o equivalente a 8,9% do PIB”.

 

O peso relativo da despesa corrente financiada pelos agentes financiadores públicos diminuiu entre 2010 e 2012: de 70% para 65,4% da despesa corrente total.

 

Os resultados preliminares para 2013 apontam para um ligeiro aumento da importância relativa da despesa corrente pública face à despesa corrente privada, atingindo os 66 por cento.

 

Em 2011 e 2012, “a despesa corrente pública com saúde diminuiu significativamente (menos 8,2% em 2011 e menos 9,9%, em 2012), traduzindo o impacto de medidas políticas gerais de contenção da despesa pública, adoptadas nesses anos, nomeadamente a redução dos custos com o pessoal, e de medidas sectoriais, como a política do medicamento”.

 

Por sua vez, prossegue o documento, a despesa corrente privada registou aumentos moderados: de 1,8% em 2011 e 0,5% em 2012, estimando-se para 2013 que a despesa corrente pública e privada tenham decrescido 1,1% e 3,9%, respectivamente.

 

Os hospitais, os prestadores de cuidados de saúde em ambulatório e as farmácias, em conjunto, representaram, em média, 91,1% da despesa corrente em saúde.

 

Nos anos de 2011 e 2012, a despesa corrente dos principais prestadores “diminuiu significativamente”.

 

O documento indica que “o decréscimo da despesa em hospitais (menos 4,8% em 2011 e menos 4,6% em 2012) deveu-se à redução da despesa em hospitais públicos (menos 7,7% em 2011 e menos 8,2% em 2012), uma vez que a despesa em hospitais privados aumentou nesses anos (mais 7,8% em 2011 e mais 9,4% em 2012)”.

 

“O aumento da despesa em hospitais privados é justificado, principalmente, pelo incremento da actividade destas unidades hospitalares e pela criação de novas unidades hospitalares, nomeadamente unidades com contrato de Parceria Público-Privada (a transferência de gestão do Hospital de Reynaldo dos Santos de Vila Franca de Xira, em Junho de 2011, e a abertura do Hospital Beatriz Ângelo (Loures), em Janeiro de 2012)”.

 

Segundo as CSS, entre 2010 e 2013, “o SNS foi o principal agente financiador da despesa corrente em saúde, suportando, em média, 57,8% do total”.

 

Nesse período, “as famílias constituíram o segundo agente financiador mais importante do sistema de saúde português, financiando, em média, 27,1% da despesa”.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/familias-gastaram-menos-com...

Ébola: UE reúne ministros e especialistas na segunda-feira em Bruxelas

12/09/2014 - 08:25


A Comissão Europeia organiza na segunda-feira uma reunião com vários ministros e especialistas para coordenar a ajuda que a União Europeia (UE) pode dar aos países africanos afectados pela epidemia do Ébola, informou um porta-voz, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


O encontro é co-organizado pelos comissários europeus da Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva, do Desenvolvimento, Andris Piebalgs, e da Saúde, Tonio Borg.

 

"Trata-se de coordenar a ajuda no terreno e, em termos mais vastos, a resposta que a UE pode dar" à epidemia, precisou uma fonte europeia.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=728828

Progressos "assinaláveis" e "assimetrias territoriais" em 35 anos de SNS

11/09/2014 - 08:20

Trinta e cinco anos após a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e apesar dos “progressos assinaláveis em todos os indicadores de saúde dos portugueses”, ainda persistem assimetrias territoriais que, em alguns casos, se agravaram, indica um estudo, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

O estudo “Evolução dos indicadores de saúde ao longo dos 35 anos do SNS”, realizado pela geografa Paula Santana, da Universidade de Coimbra, vai ser apresentado esta quinta-feira no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, numa cerimónia para assinalar a efeméride.

 

De acordo com esta investigação sobre a saúde dos portugueses, “a transição epidemiológica não aconteceu da mesma forma em todo o país”, registando-se “alguns contrastes inter-regionais e intra-regionais, bem como as oposições norte-interior/norte-litoral, sul-interior/sul-litoral”.

 

“A análise regional e distrital da evolução, entre 1974 e 2012, das taxas de mortalidade infantil, neonatal, perinatal e específica de um a quatro anos demonstra ganhos em todo o território, embora a ritmos ainda diferentes, em função da evolução da demografia, das acessibilidades e das condições económicas e sociais dos distritos”, lê-se no estudo.

 

Em declarações à agência Lusa, Paula Santana disse que estas assimetrias persistem 35 anos depois da criação do SNS e, “em alguns casos, agravaram-se”.

 

“Apesar dos progressos assinaláveis em todos os indicadores de saúde dos portugueses, existirão sempre assimetrias em alguns indicadores, independentemente das medidas que possam ser tomadas”, refere.

 

Para Paula Santana, “tais assimetrias podem resultar, por exemplo, da composição etária das populações - populações mais envelhecidas apresentam piores de resultados em saúde do que populações mais jovens - ou de problemas de escala e acesso, já que pequenas povoações tendem a ser menos dotadas com equipamentos de saúde ou apoio social do que grandes aglomerações populacionais”.

 

“O que importa é que a variação dos indicadores seja cada vez mais explicada por este tipo de causas e menos por efectivos problemas de acesso a cuidados de saúde e existência de condições habitacionais degradadas”, prosseguiu.

 

A autora ressalva que “muito foi feito pelo poder local após o 25 de Abril de 1974 e muitas das melhorias estão associadas à melhoria das condições de saneamento e fornecimento de água potável e electricidade, por exemplo, e, ainda, aos cuidados de saúde de proximidade (cuidados de saúde primários”).

 

Questionada sobre o impacto no SNS dos constrangimentos associados ao ajustamento financeiro que Portugal sofre, Paula Santana considera que “ainda não se pode identificar, com exactidão, o impacte da crise financeira e dos ajustamentos que Portugal sofreu na saúde das populações”.

 

“O que se sabe é que esse impacto tem sentido diverso, com alguns indicadores podendo melhorar por causa da crise e outros podendo piorar”, indicou, exemplificando: “A redução de circulação rodoviária ou a redução do consumo de calorias (dentro de certos limites, claro) podem ter efeitos benéficos sobre a mortalidade rodoviária ou sobre as doenças cardiovasculares”.

 

“Já o desemprego está claramente associado a piores estados de saúde e é crível que o seu aumento determine a deterioração do estado de saúde dos cidadãos”, adiantou.

 

A propósito do aumento de emigrantes portugueses, a autora prevê que “o estado geral de saúde dos portugueses residentes piore, uma vez que aumenta a proporção de idosos na população total”, isto tendo em conta que “os efectivos populacionais que têm emigrado mais são os jovens”.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/progressos-assinalaveis-e-a...

Ministério quer "plataforma de compromisso" para evitar greve de enfermeiros

08/09/2014 - 08:07

O Ministério da Saúde quer encontrar “uma plataforma de compromisso” com os enfermeiros para evitar a realização da greve nacional marcada para dias 24 e 25 deste mês, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

“Vamos ouvir com atenção o que são os desejos dos enfermeiros, com certeza conseguiremos encontrar uma plataforma de compromisso. É nosso desejo que a greve não aconteça”, afirmou na passada sexta-feira aos jornalistas o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, à margem de uma cerimónia no Instituto Português do Sangue e da Transplantação, em Lisboa.

 

Contudo, o governante avisou que é necessário “perceber se algumas das exigências são compagináveis com as possibilidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) neste momento”.

 

“Entendemos que as greves são sempre um prejuízo grande para os utentes e são sempre os mais desfavorecidos que mais sofrem, porque são esses que não têm alternativa que não seja vir ao SNS”, acrescentou.

 

A paralisação convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses tem como objectivos centrais lutar contra a exaustão dos profissionais e exigir a contratação de mais profissionais, entre outras reivindicações ligadas ao número de horas de trabalho e à carreira de enfermagem.

 

Sobre o recrutamento, Leal da Costa afirmou que o Ministério está disposto a “continuar a contratar”, lembrando que o processo de contratação tem questões burocráticas que atrasam por vezes a entrada de profissionais.

 

“Vamos ter de avaliar junto de cada hospital quais as necessidades e contrataremos todos os que foram necessários para que o SNS tenha um desempenho óptimo”, declarou, lembrando que está já a decorrer um concurso para mais de 400 enfermeiros.

 

Na quinta-feira, em conferência de imprensa, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) apontou para uma “grave carência de profissionais”, que provoca processos de exaustão.

 

Para exigir ainda uma valorização da profissão, as 35 horas semanais de trabalho para todos, a progressão na carreira e a reposição do valor das horas suplementares e nocturnas, o sindicato decidiu agendar dois dias de greve nacional que, no dia 25, coincidirá com uma concentração junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa.

 

O presidente do SEP, José Carlos Martins, admitiu, contudo, que a paralisação pode ser desconvocada se, na reunião de dia 17 de Setembro, o Ministério da Saúde responder positivamente à globalidade das exigências.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/ministerio-da-saude-quer-pl...

Enfermeiros anunciam greve nacional para 24 e 25 de Setembro

05/09/2014 - 08:53


O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou esta quinta-feira uma greve nacional para os dias 24 e 25 deste mês, contra a exaustão dos profissionais e pela contratação de mais colegas, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

“Os enfermeiros portugueses estão actualmente confrontados com inúmeros problemas”, como a “grave carência de profissionais”, que provoca processos de exaustão, declarou esta quinta-feira, em conferência de imprensa, o presidente do SEP, José Carlos Martins.

 

Para exigir uma valorização da profissão, as 35 horas semanais de trabalho para todos, a progressão na carreira e a reposição do valor das horas suplementares e nocturnas, o sindicato decidiu agendar esta greve nacional que, no dia 25, coincidirá com uma concentração junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa.

 

José Carlos Martins admitiu, contudo, que a paralisação pode ser desconvocada se, na reunião de dia 17 de Setembro, o Ministério da Saúde responder positivamente à globalidade das exigências.

 

O SEP exige ainda, ao Ministério, o reposicionamento salarial dos enfermeiros tendo em conta o seu percurso profissional.

 

"A degradação acentuada das condições de trabalho inerente à grave carência de enfermeiros atingiu níveis de insuportabilidade para a generalidade dos profissionais", refere o sindicato.

 

Neste "quadro de carência" há enfermeiros a trabalhar 10 a 15 horas por dia e muitos dias seguidos sem descanso.

 

Nas contas dos sindicalistas, para as necessidades do país, seriam precisos mais 25 mil enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde, que se juntariam aos cerca de 39 mil existentes nos serviços públicos.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/enfermeiros-anunciam-greve-...

Médicos do Centro celebram 35 anos do Serviço Nacional de Saúde

04/09/2014 - 08:04


A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) vai celebrar os 35 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com dezenas de iniciativas públicas em diferentes cidades, entre sexta-feira e 15 de Setembro, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.


“Vamos para a rua comemorar com os utentes do SNS”, disse esta quarta-feira à Lusa o presidente da SRCOM, Carlos Cortes.

 

Estes debates, exposições, actividades culturais, desportivas e de lazer visam demonstrar que a Ordem dos Médicos “defende a saúde e está do lado dos doentes”, num momento em que o SNS “está a atravessar muitas dificuldades”.

 

A qualidade deste serviço público, criado em 1979 por iniciativa do socialista António Arnaut, antigo ministro dos Assuntos Sociais, “está a ser posta em causa por via de opções e decisões políticas erradas”, afirmou António Cortes.

 

“As pessoas também têm de saber defender o Serviço Nacional de Saúde, que é um marco importante da sociedade portuguesa”, acrescentou.

 

O programa comemorativo começa na sexta-feira, às 18:30, com a inauguração de uma exposição da responsabilidade da escola universitária Associação Recreativa de Coimbra Artística (ARCA), no café Santa Cruz, na Baixa de Coimbra.

 

Data oficial da criação do SNS, em 1979, o dia 15 será assinalado, às 12:30, com a “rega da oliveira do Serviço Nacional de Saúde”, junto ao Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra, onde aquela árvore foi plantada há alguns anos, na presença de António Arnaut, por iniciativa da Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (LAHUC).

 

“Reconhecido como uma das principais conquistas da sociedade portuguesa, o SNS tem sido um instrumento determinante para a melhoria da qualidade de saúde”, segundo uma nota da estrutura regional da Ordem dos Médicos.

 

O SNS “vive momentos difíceis, de cortes nos seus recursos e capacidades”, acentua, indicando que ao programa se associam “entidades da sociedade civil, nomeadamente associações de doentes e a comunidade académica e empresarial”.

 

Ao comemorar os 35 anos do SNS, a SRCOM pretende “dar a conhecer os seus bons exemplos e os profissionais de saúde que lhe dão rosto” em todo o país.

 

A sessão inaugural das comemorações realiza-se na segunda-feira, às 11:30, em Coimbra, na sede da Secção Regional da Ordem dos Médicos, com a presença do reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, e do presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado.

 

No entanto, o programa inclui eventos diversos nas restantes capitais de distrito do Centro: Aveiro, Castelo Branco, Guarda, Leiria e Viseu.

 

As comemorações terminam no dia 15, às 21:00, com a Gala do SNS, no Pavilhão Centro de Portugal, no Parque Verde do Mondego, em Coimbra, com a actuação da Orquestra Clássica do Centro e de um grupo de música de Coimbra, que integra Rui Pato e amigos.

 

Estão também previstas intervenções de Carlos Cortes, António Arnaut e José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, entre outros.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/medicos-do-centro-celebram-...

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