Lisboa consome mais de 50% do financiamento extraordinário da Saúde

29/01/2015 - 09:34


A área de Lisboa e Vale do Tejo consome mais de 50% do financiamento extraordinário do Serviço Nacional de Saúde, ultrapassando o montante global das regiões Norte e Centro (37,9%), mostram diplomas legais publicados em Diário da República. Os dados, citados pela agência Lusa, são relativos ao período entre 2012 e 2014 e mostram que apenas três dos 15 hospitais de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) consumiram 784 milhões de euros, mais 121 milhões de euros de financiamento extraordinário do Estado do que o total das 17 unidades hospitalares da região Norte, escreve o Jornal de Notícias.


Em causa estão injecções excepcionais de dinheiro para os hospitais pagarem dívidas a fornecedores, que totalizaram naqueles dois anos 1.490 milhões de euros em LVT (50,8%), 663 milhões euros no Norte (22,6%) e 450 milhões euros no Centro (15,3%), descreve-se nos documentos citados pela Lusa.
Juntando a região Norte à região Centro, o financiamento extraordinário estatal foi de 1.113 milhões de euros, o equivalente a 37,9% do total nacional e a menos 376 milhões de euros do que a região de LVT.

 

O Norte e o Centro tem uma população de 5.349.624 pessoas, ao passo que LVT tem 3.383.242, de acordo com os documentos a que a Lusa teve acesso.

 

No Norte investiu-se 182 euros per capita, no Centro 264 e em LVT 441 euros per capita.

 

O Centro Hospitalar de S. João aparece em sétimo lugar da lista dos 10 hospitais com maior financiamento extraordinário, com um montante de 131 milhões de euros, 4,5% do total nacional de 2,9 milhões de euros.

 

A Norte, apenas a Administração Regional de Saúde figura no top dez, com 106,9 milhões de euros.

 

As unidades onde o investimento é maior são o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (300 milhões de euros, 10,2% do total), o Centro Hospitalar de Lisboa Central (288 milhões de euros, 9,8% do total) e o Centro Hospitalar de Setúbal (196,9 milhões de euros, 6,7% do total).

 

O hospital Garcia da Orta, onde os sete chefes do serviço de urgência se demitiram na segunda-feira (e mantiveram a decisão apesar do anúncio de um conjunto de medidas para melhorar o atendimento nas urgências da unidade de Almada), recebeu entre 2012 e 2014 144 milhões de euros de financiamento extraordinário.

 

O Centro Hospitalar do Algarve está em quinto lugar neste ranking, tendo obtido 176,7 milhões de euros do Estado.

 

Em quarto lugar situa-se o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, com 196,3 milhões de euros (6,7% do total).

 

O Centro Hospitalar do Barreiro, no Montijo, e o Centro Hospitalar de Lisboa -- zona ocidental, receberam 95 e 91 milhões de euros.

 

No Algarve, o investimento foi de 6,1% do total e no Alentejo de 5,2%.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=...


 

Serviço Nacional de Saúde reduz pagamentos em atraso

26/01/2015 - 09:14


Os pagamentos em atraso no Serviço Nacional de Saúde (SNS) diminuíram em 60 milhões de euros no fim de 2014, comparando com o ano anterior, e fixaram-se em 562 milhões de euros, divulgou na passada sexta-feira à agência Lusa fonte oficial, avança o Diário Digital.


Segundo números tornados públicos pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) desde 2011 e até agora os pagamentos em atraso reduziram-se mais de 300 por cento. No fim de 2011 eram superiores a 1.800 milhões de euros, passando para 738 no ano seguinte e descendo para 621 milhões em 2013.

 

“Em termos de evolução global, a dívida regista um decréscimo de 271 milhões de euros de 2013 para 2014”, diz um comunicado da ACSS no qual se explica que essa evolução “reflecte a implementação de diversas políticas do Ministério da Saúde, designadamente o reforço dos contratos-programa de hospitais e a implementação do acordo entre o Ministério e a APIFARMA para 2014” (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica).

 

Através desse acordo os hospitais do SNS receberam 95 milhões de euros em contribuições das empresas farmacêuticas. Ainda antes de 2015 houve hospitais que já fizeram aumentos de capital, conforme foi anunciado em Dezembro. Segundo a ACSS hospitais que apresentavam fundos próprios negativos já receberam 151 milhões de euros no final do ano passado e está previsto pagar mais 300 milhões este ano.

 

Ainda de acordo com a ACSS, o SNS apresentou em Dezembro passado um saldo provisório positivo de 64,2 milhões de euros (no ano anterior tinha sido de 43,5 milhões).

 

Citando o relatório de execução financeira de Dezembro de 2014 a ACSS afirma que o financiamento total do SNS “atingiu 8.449 milhões de euros, mais 96 milhões de euros que em 2013”, e que a despesa foi de 8.385 milhões de euros, um crescimento de 0,6% (52 milhões de euros) face a 2013.

 

Esse crescimento da despesa do SNS, de acordo com o relatório consultado pela Lusa, ficou cerca de 11 milhões de euros acima do objectivo, o que não teve impacto porque a receita cobrada também excedeu o objectivo.

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=757010

Pressão nas urgências obriga Ministério da Saúde a reabrir 569 camas

21/01/2015 - 09:05


Planeamento. O secretário de Estado Adjunto da Saúde repetiu várias vezes a palavra nesta terça-feira e assegurou que o planeamento foi a chave para dar resposta ao surto de gripe neste Inverno, avança o jornal PÚBLICO. Aposta na vacinação, reforço dos horários dos centros de saúde, contratação de mais profissionais e libertação de camas ocupadas por casos sociais foram alguns dos exemplos repetidos por Fernando Leal da Costa, que anunciou que foram reabertas 569 camas nas últimas semanas para responder à procura. O que falhou então e como se justifica o caos nas urgências? “Aquilo que parece evidente é que tudo aquilo que tem sido feito – e que foi muito – ainda não foi suficiente, relativamente a dois ou três hospitais identificados, para resolver a situação. E isso não vale a pena escamotear”, reconheceu.


Leal da Costa, que respondia a uma pergunta do PÚBLICO durante uma conferência de balanço sobre o combate à gripe neste Inverno, que decorreu na Direcção-Geral da Saúde, admitiu que ainda há trabalho a fazer, mas rejeitou que as falhas e problemas no atendimento derivem de “cortes, não contratações ou despedimentos”, criticando quem diz que “isto é deliberado pelo Ministério da Saúde para acabar com o Serviço Nacional de Saúde e ressuscitar os privados”. O também médico recusou, ainda, falar num “período de emergência ou caos generalizado” nos serviços de saúde e deu exemplos de picos de gripe mais elevados no passado, como nos governos de António Guterres.

 

Dados que também foram mostrados pelo director-geral da Saúde, Francisco George, e pela subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, a mostrarem outras épocas com mais casos e mais mortalidade e a salientarem que as doenças respiratórias afectam sobretudo as pessoas com mais de 75 e de 85 anos, sublinhando que é nessas camadas que se têm registado mais casos graves até pelo “frio anormal” que se tem feito sentir e que coincide com a circulação do vírus da gripe. Nas últimas semanas, os dados das autoridades apontam para um excesso de mortalidade de quase 2000 pessoas desde o início de Janeiro, sendo esta a ferramenta normalmente utilizada para perceber quem morre de gripe no Inverno ou nas ondas de calor no Verão.

 

Apesar de refutar a palavra emergência, no seu discurso, Leal da Costa referiu-se algumas vezes à “crise a que assistimos”, falando do futuro como “quando esta crise passar” ou adiantando que “temos tido reuniões semanais desde que começou esta crise”. O governante informou que, além das 569 camas reabertas, há mais 471 prontas. O problema está na localização das vagas. “Nem todas estas camas que podemos abrir são exactamente onde gostaríamos que elas estivessem”, disse, falando numa “disposição assimétrica” dos hospitais perante as necessidades do país. Por isso, assumiu que recorrer pontualmente à oferta privada pode ser uma solução.

 

Sobre os casos que têm sido relatados de doentes que morreram nas urgências de hospitais após tempos de espera acima do recomendado, Leal da Costa apelou a que se aguardem os resultados das investigações. “Lamentamos todas as mortes e não deixaremos de encontrar eventuais falhas sistémicas ou pessoais que serão devidamente corrigidas”, garantiu, mas afirmou que “convirá não gerar alarmismos” – referindo-se a um caso noticiado nesta terça-feira de um doente que teria morrido no hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, após uma longa espera quando a pulseira laranja que recebeu corresponderia a um máximo de dez minutos.

 

O secretário de Estado reforçou o que já antes o ministro da Saúde tinha vindo dizer. O doente de 92 anos foi atendido nove minutos depois de dar entrada na unidade, com Paulo Macedo a criticar o “alarmismo” e “falsidade” com que o caso foi divulgado. “Estar a somar casos que não têm nada uma coisa a ver com outra é, de facto, lançar alarmismo e falsidade”, disse o ministro da Saúde, citado pela Lusa durante uma visita a Leiria, reforçando que “há um conjunto de óbitos muito significativo em qualquer serviço de urgência durante todo o ano em todos os hospitais e, ainda mais, há um número muito significativo (...) de óbitos por pessoas que entram na urgência” e separando os óbitos da “falta de assistência”.

 

10 mil mortes por ano nas urgências

 

“Não vale a pena fazer um exercício alarmista de que estão sempre a morrer pessoas na urgência. Não vamos atrás da procura mórbida de cada morte que acontece”, completou Leal da Costa, reconhecendo ainda assim que as denúncias são importantes para o sistema de saúde melhorar. A este propósito, Leal da Costa avançou alguns dados, dizendo que do total anual de cerca de 105 mil mortes em Portugal, há 50 a 60 mil que ocorrem nos hospitais. “Todos os anos nas urgências morrem cerca de 10 mil portugueses (…). Isso tem de acontecer assim, pela maior gravidade das pessoas que normalmente acorrem a um serviço de urgência”, acrescentou, defendendo que perante os cinco milhões de episódios de urgência que os hospitais públicos recebem todos os anos a “mortalidade é relativamente baixa”.

 

Mesmo assim, um dos planos da tutela passa por rever alguns dos procedimentos de trabalho nas urgências. Fazer uma nova triagem aos doentes que esperam há demasiado tempo é uma das medidas, já antes anunciada, à qual o Governo quer juntar até ao final do ano uma melhoria informática que permitirá acompanhar a triagem de Manchester de outra forma. Até agora o sistema permite saber os tempos médios de espera para cada cor de urgência (vermelha, laranja, amarela, verde e azul) e a ideia é que, a partir do final de 2015, permita acompanhar o tempo de espera de cada doente isolado. O objectivo é fazer agir mais cedo, mas também permitirá extrair outras análises, como relacionar o tempo de espera com o desfecho do caso do doente.

 

As declarações de Leal da Costa foram feitas no mesmo dia em que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) avançou, em comunicado, que neste ano já foram autorizadas 130 contratações de profissionais de saúde. Em 22 dos casos as novas entradas são de médicos especialistas, sendo que quatro vão para o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e quatro para o Centro Hospitalar de Leiria. As restantes 108 contratações são de enfermeiros, com 55 a irem reforçar o Centro Hospitalar de Lisboa Central e sete para o Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra).

 

Fonte: Romana Borja-Santos/Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/pressao-nas-urgencias-obriga-min...
 

Ministério da Saúde quer apurar responsabilidades nas mortes nas urgências

20/01/2015 - 09:15


O Ministério da Saúde revelou esta segunda-feira que estão a ser avaliadas as mortes que ocorreram em urgências hospitalares, para perceber se estão relacionadas com o tempo de atendimento, e garantiu que, se for o caso, serão apuradas as responsabilidades, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


A informação foi dada aos jornalistas pelo secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, à margem da apresentação do relatório sobre a evolução das taxas de cesariana em Portugal.

 

"Estamos a avaliar em relação a este número de mortos, as circunstâncias em que ocorreram", para perceber se foram "mortes indevidas relativamente ao contexto de saúde e ao local onde se encontravam, disse, lembrando que "não há sistemas perfeitos" e que, por isso, importa "perceber de forma clara se estão relacionadas com falhas do sistema".

 

Fernando Leal da Costa indicou que, após essa "análise aturada" para verificar se em termos estatísticos o que está a ocorrer em termos de mortes é acima do esperado e o que correu mal, as responsabilidades serão apuradas.

 

O responsável sublinhou, contudo, que afirmar à partida que a existência de mais casos tem a ver com o tempo de atendimento é prematuro.

 

Segundo o governante, os "indicadores mostram que o tempo médio este ano até é mais baixo do que em anos anteriores" e "a mortalidade é inferior a 2011 e muitíssimo inferior a 1999, ano de mortalidade excessiva".

 

Leal da Costa lembrou ainda que todos os anos ocorrem mortes em serviços de urgência, o segundo serviço com maior número de mortes nos hospitais, a seguir às unidades de cuidados intensivos.

 

O secretário de Estado considera que os serviços "estão a funcionar bem e a dar resposta ao excesso de procura que se relaciona com a diminuição súbita da temperatura" e lembra que este Inverno é o mais frio dos últimos 90 anos, a que acresce a circulação do vírus da gripe.

 

Neste Inverno já morreram sete pessoas em urgências hospitalares.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=756288

Governo quer municípios a gerir horário de centros de saúde

19/01/2015 - 08:57


O alargamento do horário dos centros de saúde, em função das necessidades locais, está previsto no regime de delegação de competências nos municípios e entidades municipais aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Segundo um documento do Governo sobre as competências a descentralizar na área da saúde, os municípios podem participar na "definição dos períodos de funcionamento e cobertura assistencial, incluindo o alargamento dos horários de funcionamento das unidades funcionais dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES)".

 

A delegação de competências nos municípios será desenvolvida através de "contratos interadministrativos" nas áreas da educação, saúde, segurança social e cultura, mas o ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, explicou que médicos e enfermeiros, à semelhança de professores, não serão abrangidos pelo novo regime.

 

Nos recursos humanos da saúde, os municípios poderão assumir o "recrutamento, gestão, alocação, formação e a avaliação do desempenho" de técnicos superiores, técnicos superiores de saúde, técnicos de diagnóstico e terapêutica e assistentes técnicos e assistentes operacionais, segundo o documento a que a Lusa teve acesso.

 

Além da articulação com os ACES na adaptação ou alargamento do horário dos centros de saúde, "em função das necessidades locais", respeitando os períodos mínimos previstos na lei, os municípios devem promover "intervenções de apoio domiciliário" e de "apoio social a dependentes".

 

A definição de uma estratégia municipal enquadrada no Plano Nacional de Saúde deve servir para adequar os programas nacionais à realidade local, nomeadamente na prevenção e controlo do tabagismo e da promoção da alimentação saudável, aponta o Governo.

 

O regime de delegação de competências admite, ainda, que os municípios assegurem a gestão do transporte de utentes, por exemplo na definição de uma "política articulada de transportes, designadamente o serviço de transportes a classes vulneráveis e sem acesso a transportes públicos".

 

A construção, manutenção de edifícios e equipamentos, arranjos exteriores, serviços de limpeza, segurança e vigilância das infraestruturas dos ACES são outras competências a gerir pelas autarquias ou comunidades municipais que decidam aderir ao novo regime.

 

O ministro Miguel Poiares Maduro esclareceu, na quinta-feira, após a aprovação do diploma em Conselho de Ministros, que já houve "manifestação de interesse" de alguns municípios ou comunidades intermunicipais nos projectos-piloto da área da saúde.

 

"Não nos queremos vincular a um prazo. Trabalhamos há vários meses nesta matéria, que é muito complexa, e os projectos-piloto vão sendo encontrados", disse Poiares Maduro.
A delegação de competências na área da saúde está mais atrasada do que na educação, sector em que o Governo assumiu haver "um acordo base" com dez municípios que vão participar em projectos-piloto, para vigorar nos próximos quatro anos lectivos.

 

"Até hoje o PS e os seus responsáveis também defenderam a descentralização. Se defendem a descentralização, a medida é para continuar e não para se pôr em causa", disse António Leitão Amaro, secretário de Estado da Administração Local, que espera que o processo prossiga nas próximas legislaturas.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=755967

Médicos rejeitam alargamento “inútil e prejudicial” das funções dos enfermeiros

16/01/2015 - 08:57


A proposta do Ministério da Saúde de alargar as funções dos enfermeiros nas urgências dos hospitais públicos, para colmatar as horas de espera sentidas nas últimas semanas, é considerada “demagógica, inútil e prejudicial” pela Ordem dos Médicos, que rejeita por isso a solução. No parecer negativo, assinado pelo bastonário José Manuel Silva, é argumentado que os doentes urgentes “não são meros protocolos” e que a requisição de exames por profissionais de enfermagem representaria apenas uma “falsa solução”, avança o Público.

 

Em síntese, o bastonário resume que a proposta da tutela “mistura e baralha conceitos, irá aumentar a despesa em exames complementares, vai atrasar a aplicação da triagem dos doentes e vai obrigar os doentes a serem submetidos a exames complementares em dois tempos, nada beneficiando de forma substantiva o processo de avaliação e encaminhamento do doente no serviço de urgência”, reiterando que “a única forma de acelerar a observação dos doentes num serviço de urgência é dotando os serviços de urgência dos recursos técnicos e humanos que necessitam, nomeadamente médicos”.

 

A posição de José Manuel Silva já tinha sido avançada ao PÚBLICO aquando do anúncio da proposta do Ministério da Saúde. Na altura, o bastonário, ainda sem avançar as conclusões do parecer final, já alertava que tinha “sérias reservas” sobre a sua eficácia. “Querem pedir análises e RX para todos os doentes que entram na urgência? Peçam. Mas isso terá custos, alguém vai ter de pagar, e não resolve o problema do doente. Só serve para lhe dar a sensação de que fez alguma coisa enquanto espera horas. É um remendo. O essencial para resolver os problemas das urgências é que o doente seja visto por um médico atempadamente, nos tempos definidos”, dizia.

 

Agora, no parecer sobre a proposta de despacho que o ministério de Paulo Macedo fez chegar à Ordem dos Médicos, começa por considerar “particularmente grave” a ideia de que os enfermeiros venham a poder “implementar protocolos de analgesia”, isto é, controlar as dores dos doentes que chegam às urgências, antes de serem vistos pelos médicos. “Fazer analgesia antes de observação clínica representa um enorme risco para os doentes, podendo mascarar algumas situações potencialmente graves”, explica José Manuel Silva.

 

A Ordem dos Médicos defende que a Triagem de Manchester, em que os enfermeiros classificam os doentes que chegam aos hospitais de acordo com a urgência dos casos, atribuindo uma pulseira com a cor correspondente (vermelha, laranja, amarela, verde e azul), consiste em aplicar um protocolo elaborado por médicos e que resulta de algoritmos.

 

Uma forma de trabalhar que consideram que não se pode estender ao pedido de exames complementares de diagnóstico. “É que o pedido de realização de exames complementares de diagnóstico no contexto geral da Triagem de Manchester deverá ser enformado por uma presunção clínica de diagnóstico até porque, estando em causa exames que importam a ofensa à integridade física do doente e que, em alguns casos, importam riscos para essa integridade, os mesmos só devem ser prescritos/utilizados na medida do estritamente necessário e em face de uma hipótese científica e clinicamente fundamentada de diagnóstico”, lê-se no parecer, que questiona ainda se os doentes vão pagar taxas moderadoras destes exames que podem ser desnecessários e qual o impacto na factura do Serviço Nacional de Saúde.

 

“Aparência de que o utente está a ser atendido”

 

Para os clínicos, o verdadeiro problema das urgências continua a ser a falta de profissionais e de meios, referindo ainda casos de “classificação errada de alguns doentes, com sérios prejuízos para os mesmos”. Por isso, insistem que os pedidos de exames por parte dos enfermeiros poderão atrasar o trabalho dos próprios profissionais de enfermagem nas triagens, sem resolver o diagnóstico.

 

O parecer afirma que se estará perante uma “aparência de que o utente está a ser atendido e a aceder aos cuidados de saúde, quando a observação por um médico continuará a depender dos recursos médicos existentes”. “Verdadeiramente, o que adianta ao doente fazer alguns exames se, durante horas, nenhum médico puder observar o doente e analisar esses exames?”, questiona o bastonário.

 

A Ordem argumenta que a medicina não pode ser “normalizada” e que, “na esmagadora maioria dos doentes, o que vai acontecer é que, quando por fim tiverem a sorte de chegar a sua vez de serem sujeitos a observação médica, caso não seja já tarde demais, o doente vai ter de repetir a realização de exames complementares, agora adequados aos diagnósticos diferenciais finalmente colocados na sequência da realização da competente história clínica”.

 

Como medidas, o parecer propõe o reforço dos cuidados de saúde primários, para que os centros de saúde consigam responder a “situações clínicas agudas que sobrecarregam” as urgências, e o reforço de camas hospitalares para descongestionar as das urgências e não esgotar macas, descrevendo uma visita a um hospital em que José Manuel Silva encontrou 52 macas em salas para 17.

 

Apela-se, ainda, a auditorias externas ao funcionamento dos serviços.

 

 

Fonte: Romana Borja-Santos/Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/medicos-rejeitam-alargamento-inu...
 

Hospitais podem contratar médicos e enfermeiros para urgências

15/01/2015 - 09:08


As instituições de saúde podem, a partir desta quarta-feira, contratar médicos e enfermeiros para os serviços de urgência, bem como profissionais para substituir trabalhadores temporariamente ausentes, de acordo com um despacho do secretário de Estado da Saúde, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


O documento, publicado em Diário da República, refere que apesar da "conjuntura de forte contenção de despesa pública, que se mantém", o Orçamento do Estado para este ano admite, "em situações excepcionais", a "celebração ou renovação de contratos de trabalho, desde que demonstrados os requisitos cumulativos enunciados na lei, de entre os quais a sua imprescindibilidade".

 

O Ministério da Saúde - levando em conta "os riscos decorrentes da não obtenção imediata dos recursos humanos tidos por indispensáveis à inadiável prestação de cuidados de saúde" - permite, através deste despacho e "a título excepcional, a celebração de contratos de trabalho a termo resolutivo para acorrer a situações de ausência temporária de trabalhadores".

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=755557

Mais 169 médicos de família foram recrutados

14/01/2015 - 09:24


A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) contratou mais 169 médicos de família, concluindo o concurso que terminou em Dezembro do ano passado, avança o Jornal de Notícias.
Os clínicos admitidos foram colocados em unidades de cuidados de saúde primários do Norte (83), do Centro (33), de Lisboa e Vale do Tejo (45), do Alentejo (4) e do Algarve (4).


Segundo a ACSS, o reforço de mais 169 médicos de família no Serviço Nacional de Saúde (SNS) permitirá dar cobertura médica a mais de 321 mil utentes.

 

Em Dezembro, foi igualmente autorizada a contratação individual de 39 médicos especialistas e 132 enfermeiros para os hospitais do SNS, além dos 1941 internos que iniciaram o ano comum do internato médico a 2 de Janeiro de 2015 e de 14 médicos para área de medicina intensiva.

 

 

Fonte: Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=...

SNS perdeu quase três mil médicos desde 2010

13/01/2015 - 09:07


Quase três mil médicos deixaram o Sistema Nacional de Saúde (SNS), desde 2010, para passarem à reforma, surgindo 2011, com 690 clínicos, como o ano em que mais especialistas colocaram um ponto final na relação com o Estado. Ainda assim, e ao contrário do que seria de esperar, acrescenta o Jornal de Notícias, o número de médicos no sector público continua a crescer, avança o Diário Digital.


Segundo o matutino, que cita dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em 2014, existiam 25.862 médicos no SNS, ou seja, mais 2.371 do que em 2010.

 

Quanto às saídas, um total de 2.720 desde 2010, foram em menor número em 2012 e 2013, com apenas 412 e 384 abandonos, respectivamente. Ainda que e segundo a Ordem dos Médicos, muitos deles fruto de reforma antecipada, para irem trabalhar no sector privado, onde as condições são melhores.

 

No entanto, nem só as reformas antecipadas, que a ACSS fixa , em 2013, numa percentagem entre os 50 e 60%, tirou médicos aos SNS, com o diário que citar também a emigração, opção seguida por 900 clínicos, apenas durante os primeiros nove meses dos ano.

 

 

Fonte: Jornal de Notícias/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=755179

Ministro garante que nenhum centro de saúde encerrará serviços

09/01/2015 - 09:07


O ministro da Saúde garantiu esta quinta-feira que nenhum centro de saúde vai reduzir horários ou encerrar serviços, pelo menos até final de Março, e que podem até estender os horários sempre que necessário, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Paulo Macedo falava aos jornalistas no final de um debate agendado pelo PS sobre as situações vividas em alguns serviços hospitalares, com longas horas de espera, desmentindo assim uma notícia sobre o alegado encerramento de serviços em centros de saúde na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.

 

"Não vai haver qualquer encerramento de nenhuma área de cuidados de saúde primários nos meses de Janeiro, fevereiro e Março", disse o ministro que durante mais de uma hora esteve debaixo do fogo da oposição que o acusou de ser responsável pelo caos nas urgências que se registou nos últimos dias em algumas instituições.

 

Segundo Paulo Macedo, os centros de saúde já receberam, ou vão receber, instruções para alargarem os seus horários, sempre que de tal se justifique.

 

Sobre a falta de profissionais nos serviços, o ministro reiterou o investimento que o seu Governo tem feito nesta área, recordando que desde 31 de Dezembro de 2010 foram contratados cerca de 2.500 médicos e que mais 1.840 clínicos foram recentemente recrutados.

 

A este propósito, o governante anunciou que será ainda este mês aberto um novo concurso para 200 médicos de medicina geral e familiar, também aberto a médicos que exercem no sector privado.

 

No último concurso para esta especialização, que decorreu em 2014, cerca de 50 profissionais que trabalhavam em unidades do sector privado optaram por ir trabalhar no SNS, disse.

 

O alargamento das 35 para as 40 horas de trabalho também deverão ajudar a suprimir a falta de médicos, adiantou o ministro.

 

 

Fonte: Diário Digital com Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=754793

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