Ordem dos Médicos denuncia: ARS não cumprem a lei

17/06/2014 - 06:56

A secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (OM) acusou esta segunda-feira as administrações regionais de saúde de não cumprirem a lei por “nada ter sido feito” para a abertura de concursos para medicina geral e familiar, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Em causa está o despacho 700-A/2014, publicado em Diário da República no dia 28 de Maio, que aponta um prazo máximo de cinco dias úteis a contar daquela data para que as ARS procedessem “à abertura do respectivo procedimento de recrutamento para a totalidade dos serviços e estabelecimentos de saúde situados na respectiva área geográfica de influência”.

 

“Até agora nada foi feito”, apesar do prazo ter sido ultrapassado, criticou o presidente da OM/Norte, Miguel Guimarães, acrescentando que as ARS, “incluindo a do Norte, não cumpriram a legislação e continuam sem cumprir a legislação”, sem que tenha havido “qualquer tipo de consequência”.

 

O despacho fixa em 250 as vagas para medicina geral e familiar, 83 das quais na região Norte.

 

“No entanto, existem 83 médicos internos que terminaram o respectivo internato em Março e que podiam e podem concorrer a esse concurso”, salientou Miguel Guimarães.

 

O médico adiantou que “muitos destes” médicos que “estão à espera de lugar para exercer” já rescindiram contrato com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou já “pediram declarações à OM no sentido de considerar a hipótese de emigrar”.

 

“Assim vai o nosso SNS”, afirmou, lamentando que a situação e criticando a contratação de médicos estrangeiros.

 

“Andamos nós a contratar médicos estrangeiros, por valores mais elevados, quando vamos empatando concursos, quando não há qualquer estímulo para as pessoas”, sublinhou.

 

Miguel Guimarães falava no âmbito de uma conferência de imprensa para apresentar publicamente um conjunto de denúncias relativas à prestação de cuidados de saúde no distrito de Bragança.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/administracoes-regionais-de...
 

Bastonário diz que tutela deve substituir farmacêuticas no apoio aos médicos

12/06/2014 - 06:47

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, defendeu esta quarta-feira que o Ministério da Saúde, "em vez de criticar", deveria substituir a indústria farmacêutica e apoiar a formação e a investigação científica dos clínicos, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

José Manuel Silva reagia assim, em declarações à Lusa, à notícia divulgada no jornal Público, segundo a qual a indústria farmacêutica declarou apoios e subsídios muito superiores aos efectuados pelos profissionais de saúde, explicando tratarem-se de donativos para formação e investigação dos médicos pela indústria farmacêutica.

 

"No sentido de estimular a transparência e aumentar a separação entre clínica e indústria farmacêutica, o ministério deve substituir a indústria no apoio à formação contínua dos médicos, porque se não o fizer, corremos o risco de serem afectadas. Infelizmente, o ministério não assume as suas obrigações e é, por isso, que o apoio da indústria farmacêutica é insubstituível", argumentou.

 

O jornal Público adianta esta quarta-feira que a indústria farmacêutica concedeu apoios e subsídios no valor de mais de 28,6 milhões de euros a profissionais e organizações do sector da saúde, entre Janeiro e Junho deste anos, mas que estes profissionais comunicaram que neste período receberam apenas 8,4 milhões de euros dos laboratórios.

 

Os dados usados pelo Público estão disponibilizados na plataforma informática da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), criada para divulgar apoios da indústria farmacêutica a profissionais e organizações do setor, associações de doentes e sociedades médicas incluídas.

 

Em declarações à Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos disse que, por lei, desde Fevereiro de 2013, os médicos têm de notificar o Infarmed de que receberam apoios concedidos pelos laboratórios farmacêuticos superiores a 25 euros.

 

“Os apoios não são só a médicos. Há apoios a instituições, sociedades científicas, associações de doentes, enfermeiros. Não sei qual é a discrepância entre o apoio recebido e o declarado pelos clínicos ao Infarmed”, disse, acrescentando que a Ordem vai divulgar em breve um parecer jurídico que esclarece que os médicos têm que comunicar donativos.

 

José Manuel Silva sublinhou que a Ordem defende “acima de tudo a transparência”, mas considerou ser um absurdo da lei que os médicos tenham de reportar apoios à investigação e a congressos, quando a indústria já o faz.

 

“Não faz sentido os médicos também o fazerem, está lá tudo, mas obriga à duplicação de procedimentos sem necessidade. A indústria já faz essa notificação ao Infarmed. É obrigar os médicos a ter mais trabalho, mas enfim, cumpre-se, não há aqui nenhuma fuga à transparência. Está lá tudo”, salientou.

 

Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Saúde referiu que os dados referidos são públicos, resultam da lei, e remeteu mais comentários para o Infarmed, cujo contacto com a Lusa ainda não foi possível.

 

Ao jornal Público, o Infarmed, responsável pela plataforma informática e a sua monitorização, garantiu que tem vindo a “monitorizar esta ferramenta, prosseguindo com as alterações necessárias com vista à melhoria do seu funcionamento”.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/bastonario-diz-que-tutela-d...

Médicos avançam para dois dias de greve em Julho

11/06/2014 - 07:38


A presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) revelou no passado sábado à agência Lusa ter comunicado ao ministro da Saúde a convocação de uma greve para 8 e 9 de Julho, avança o Diário Digital.


A decisão foi tomada após uma reunião conjunta da Ordem dos Médicos (OM), da FNAM e do SIM com o ministro Paulo Macedo, que teve início às 17h de sexta-feira.

 

A reunião foi solicitada com carácter de urgência pelas entidades, para exigir a correcção das "gravosas medidas que têm vindo a fragmentar e desqualificar a prestação de cuidados médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

 

"A FNAM anunciou ao senhor ministro o propósito de fazer greve nos próximos dias 8 e 9 de Julho", disse à Lusa Merlinde Madureira.

 

Sobre as razões para a convocação desta greve, a presidente da FNAM remeteu os esclarecimentos para um comunicado posterior, adiantando apenas: "Nós considerámos não terem sido suficientes as respostas dadas [pelo ministro]".

 

O que preocupa os sindicatos do sector e a Ordem dos Médicos é a "grave e preocupante situação em que se encontram as instituições do SNS, quer do ponto de vista das condições de trabalho dos médicos, quer da qualidade dos cuidados prestados aos cidadãos, decorrente da política que tem vindo a ser implementada pelo Ministério da Saúde", sublinhou a FNAM em comunicado divulgado quando foi pedida a reunião ao ministro.

 

Já a 30 de Maio a Ordem dos Médicos tinha exigido ao Ministério da Saúde que recuasse quanto à aplicação de um conjunto de medidas em curso, como o Código de Ética e a classificação dos hospitais, advertindo que, caso tal não se verificasse, apoiaria as ações sindicais, como a greve.

 

A Lusa tentou contactar o bastonário da Ordem, José Manuel Silva, sem sucesso.

 

Sindicato Independente dos Médicos fora da greve de 8 e 9 de Julho

 

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) informou que não vai aderir à greve convocada pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) para 08 e 09 de Julho, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.

 

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque Cunha, afirmou que o sindicato não vai aderir à greve e, em comunicado, a estrutura sindical afirma que "não desiste de dialogar e negociar com o Ministério da Saúde porque entende que esse é o caminho que melhor defende e serve os interesses dos médicos seus associados".

 

A presidente da Federação Nacional dos Médicos já tinha afirmado à Lusa que comunicou ao ministro da Saúde a convocação de uma greve para 08 e 09 de Julho e explicou que a decisão foi tomada após uma reunião conjunta da Ordem dos Médicos (OM), da FNAM e do SIM com o ministro Paulo Macedo realizada na sexta-feira à tarde.

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=707601
Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=707591
 

IPSS podem voltar a ser donas de farmácias

06/06/2014 - 07:18


O Governo aprovou esta quinta-feira uma nova alteração ao regime jurídico das farmácias de venda ao público, para que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) possam voltar a ser proprietárias dos estabelecimentos sem terem que constituir sociedades comerciais, avança a agência Lusa, citada pelo jornal i.


O regime que vigora, desde 2007, obriga as IPSS a criarem sociedades comerciais, e a sujeitarem-se ao regime fiscal aplicável, para serem donas de farmácias.

 

Em comunicado, o Conselho de Ministros justificou a alteração legislativa com a Lei de Bases da Economia Social, que "constitui um quadro jurídico específico que promove e estimula o desenvolvimento da economia social".

 

A nota sublinha que "as entidades do sector social da economia poderão manter-se proprietárias de farmácias de venda ao público, abertas ao abrigo do anterior regime jurídico, sem necessidade de se constituírem sob a forma de sociedades comerciais e de se sujeitarem ao mesmo regime fiscal".

 

 

Fonte: Lusa/i
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/ipss-podem-voltar-ser-donas-farma...

Ministro da Saúde espera que chumbo do TC não leve a cortes adicionais no sector

05/06/2014 - 07:18

O ministro da Saúde espera que o chumbo do Tribunal Constitucional a três medidas do Orçamento do Estado para 2014 não implique cortes adicionais no sector, mas Paulo Macedo admite que ainda é prematuro adiantar cenários, avança a Antena 1.


Em relação ao código de ética dos médicos, Paulo Macedo afirma que não entende tanta contestação e recusa que haja uma tentativa de implementação de uma lei da rolha. O governante tem uma reunião com os médicos na sexta-feira a propósito do tema.

 

Oiça a notícia aqui.

 

 

Fonte: Antena 1
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=742630&tm=2&layout=123&visu...

Ministro diz que Saúde não deve ter mais reduções orçamentais

04/06/2014 - 13:57


O ministro da Saúde considerou hoje que a sua área não deve ter mais reduções a nível orçamental como consequência do chumbo do Tribunal Constitucional a três medidas do Orçamento do Estado, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Questionado sobre o alegado impacto deste chumbo no sector da Saúde, Paulo Macedo disse que ainda é prematuro adiantar cenários.

 

“Vamos analisar. Está pendente a especificação de alguns aspectos do acórdão [do Tribunal Constitucional]. Só depois de sabermos os impactos para este ano e o próximo é que o Governo tomará medidas”, afirmou o ministro da Saúde.

 

O ministro recordou que “todos os portugueses têm feito sacrifícios e todos os sectores têm tido bastantes exigências e de viver com orçamentos menores”.

 

“Não desejo que a saúde nem acho que a saúde deva ter reduções”, afirmou, à margem da cerimónia que assinala o 100.º transplante pulmonar no hospital de Santa Marta, em Lisboa.´

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/ministro-diz-que-saude-nao-...
 

Câmara de Sintra quer reunião urgente com ministro da Saúde

04/06/2014 - 07:21

A Câmara de Sintra vai pedir uma reunião com carácter de urgência ao ministro da Saúde para falar sobre a situação “preocupante” em que se encontram as unidades de saúde no concelho e o eventual fecho de duas delas. O encerramento de serviços no Hospital Amadora-Sintra também estará em cima da mesa, avança o jornal Público.

 

“Temos cinco centros de saúde em situação de quase indignidade para quem os utiliza”, afirmou o presidente da câmara, Basílio Horta (PS), em declarações ao Público após a reunião privada do executivo desta terça-feira de manhã.

 

Segundo o autarca, o encontro com o ministro Paulo Macedo servirá para discutir a falta de resposta do Governo à disponibilidade manifestada pela câmara para construir cinco novos centros de saúde. “A Câmara de Sintra cede as instalações e paga 30% das obras. Estamos disponíveis e temos dinheiro para fazer o protocolo, até já foram visitados alguns locais, só que não há decisão do ministério da Saúde”, lamentou Basílio Horta.

 

O município está disposto a apoiar a construção dos centros de saúde de Sintra, Algueirão-Mem Martins, Agualva, Queluz e Almargem do Bispo. “Não sabemos o valor global das obras mas temos o dinheiro, podemos investir a nossa parte, o que for necessário”, garantiu, acrescentando que a câmara tem orçamentado 2,2 milhões de euros para solidariedade social. “Temos é que ter uma decisão do ministério”, ressalvou.

 

A autarquia está contra o eventual encerramento das extensões de saúde de Sabugo e Dona Maria, que a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo “não confirma nem desmente”, afirmou o autarca. “Temos 410 mil utentes no concelho, precisamos de um olhar mais cauteloso para as nossas necessidades”, declarou, lembrando que o município vai disponibilizar três funcionários para evitar o encerramento da unidade de saúde de São João das Lampas durante o Verão, devido à falta de pessoal administrativo.

 

“Se isso [o encerramento] acontece vamos ter aqui um problema social e a câmara ficará solidária com a população”, sublinhou. O Público questionou a ARS mas ainda aguarda uma resposta.

Segundo Basílio Horta, a reunião com o ministro servirá também para avaliar o impacto que a portaria nº 82/2014, publicada em Abril, tem no Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra). Esta portaria classifica o hospital no grupo I, que deixa de prestar cuidados de genética médica, farmacologia clínica, cardiologia pediátrica, cirurgia vascular, neurocirurgia, cirurgia plástica, reconstrutiva e estética, cirurgia cardiotorácica, cirurgia maxilofacial, cirurgia pediátrica e neurorradiologia.

 

"Queremos saber o que se passa", explicou o presidente da câmara. "Não temos um hospital em Sintra. Eu acho que devíamos ter um hospital mas percebo as dificuldades do momento, mas não tirem valências ao hospital que nos serve para depois concentrar tudo em Cascais", declarou.

 

A decisão de pedir uma reunião com Paulo Macedo foi aprovada por unanimidade na reunião desta terça-feira. Do lado da oposição, os vereadores do movimento independente Sintrenses com Marco Almeida (SMA) sublinharam a preocupação com o "anunciado encerramento dos serviços de obstetrícia" no hospital Amadora-Sintra. "Para um município que apresenta o saldo natural mais alto, ou seja um saldo demográfico positivo, já que nele ainda se nasce mais do que se morre - com os nascimentos em 2013 a superar em mais de 1000 os óbitos -, esta notícia só pode suscitar surpresa e incredulidade", escreve o movimento numa nota enviada às redacções.

 

A vereadora Paula Borges, da CDU, defendeu que a câmara deve exigir ao ministério a "imediata criação de um calendário de investimentos" em Sintra. "Sabemos que os equipamentos de prestação de cuidados de saúde primários existentes no concelho, além de serem em número insuficiente, apresentam também características físicas muito débeis, são na sua maioria prédios de habitação de difícil acesso aos idosos e a pessoas de mobilidade reduzida, apresentando, nalgumas situações dimensões reduzidas para a realidade em que se inserem", lê-se num comunicado do partido.

 

A CDU defende a construção de um hospital público no concelho, uma exigência com mais de 20 anos, mas avisa que a remodelação da rede "terá que passar pela construção de novas unidades médicas em freguesias com carências e pela remodelação dos equipamentos existentes".

 

Segundo a Lusa, o vereador Luís Patrício (PSD) confirmou ver "com preocupação os problemas da saúde no concelho, porque prejudica os munícipes", embora confiando que "ainda se vá a tempo de corrigir as situações" mais urgentes.

 

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/local/noticia/camara-de-sintra-quer-reuniao-urgent...

Para onde vão os melhores médicos em Portugal?

03/06/2014 - 07:24

A escolha da especialidade. A escolha do melhor hospital de formação. A dificuldade em escolher. Os jovens médicos deparam-se com mil dúvidas quando chega o momento de escolherem o local onde fazerem a sua formação (especialidade). Os dados sobre as escolhas dos estudantes de medicina são pela primeira vez analisados em Portugal pelo “Exame da Especialidade”, uma projecto independente destinado a apoiar os médicos durante todo este processo. De acordo com Tiago Reis Marques, um dos seus responsáveis, “pela primeira vez somos capazes de perceber quais os hospitais preferidos pelos melhores médicos do País. Apesar de a escolha poder também envolver outras variáveis, como as saídas profissionais existentes ou mesmo preferências geográficas, é inegável que a qualidade da formação é fundamental e os jovens médicos escolhem aqueles hospitais que lhes permitem crescer mais como profissionais”.

 

O médico acrescenta que “num momento em que os Hospitais, públicos e privados, competem pelos melhores profissionais de saúde, este tipo de dados torna-se informativo para os médicos e para a população em geral, criando um espírito de salutar competição, elevando a qualidade de formação e o tipo de serviços prestado”.


CH São João é a primeira escolha

 

Para a maioria das especialidades, os números mostram que o Hospital São João é a primeira escolha entre as especialidades hospitalares e o hospital capaz de captar os melhores jovens médicos de Portugal.

 

Segundo os dados, os 2º, 3º, 4º e 5º melhores alunos no exame da especialidade, o exame que dá acesso à escolha da especialidade, optaram pelo São João para a sua formação.

 

Também os melhores alunos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e da Universidade da Beira Interior escolheram o São João.

 

Para a médica Mariana Rei (a aluna da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra) com melhor nota no exame Faculdade , a escolha do Centro Hospitalar São João teve a ver com “o Centro Hospitalar de São João foi o local que me proporcionou a melhor oportunidade de formação e desenvolvimento profissional, aliando a uma prática clínica de excelência um salutar incentivo à investigação e rigor científico. Após a árdua caminhada que me trouxe à especialidade que ambicionei, este Hospital trouxe novos e mais exigentes desafios, permitindo um crescimento contínuo”.

 

Quando analisámos as colocações do São João comparativamente com os outros dois grandes Hospitais Universitários Portugueses (CHUC - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e CH Lisboa Norte –que inclui o Hospital Santa Maria), o CH São João é de longe o hospital de primeira escolha entre os Hospitais Portugueses.

 

Das 34 especialidades em que o Centro Hospitalar de São João abriu vagas:
• Em 14 especialidades foi a vaga escolhida em primeiro lugar (versus CHUC: 3 e CH Lisboa Norte: 4)
• Fechou com nota mais alta (comparativamente com os HUC e CH Lisboa Norte) em 26 das 33 especialidades em que estes 3 hospitais estavam a competir.
• 8 especialidades fecharam com notas superiores a 90% (versus CHUC: 1 e CH Lisboa Norte: 1)

 

Saliente-se também a entrada dos Hospitais Privados na corrida pelos melhores médicos. Na especialidade de Medicina Interna, o Hospital da Luz conseguiu captar para a sua vaga o segundo médico a escolher esta especialidade, ficando à frente de muitos outros hospitais de maior dimensão da rede pública.

 

Por fim, nos Cuidados de Saúde Primários, as Unidades de Saúde Familiar (USF) Conde de Oeiras na região Sul e a USF Atlântico em Viana do Castelo na região Norte, foram aquelas que conseguiram captar os melhores médicos.

 

Sobre o Projecto “Exame da Especialidade”

 

Criado em 2008, com o objectivo de apoiar os médicos na preparação para o “Exame da Especialidade”, é hoje em dia a maior plataforma de formação de médicos em Portugal. Através de uma plataforma online, que foi apoiada pela Lilly Portugal, consegue-se ter acesso às vagas, notas e informação sobre os serviços, permitindo que os médicos escolham o seu local de formação de forma informada.

 


Fonte: comunicado de imprensa
 

Ordem dos Médicos impõe recuo ao Ministério ou apoiará greves e mais denúncias

02/06/2014 - 07:45


A Ordem dos Médicos exigiu na passada sexta-feira ao Ministério da Saúde um recuo num conjunto de medidas em curso, como o código de ética ou a classificação dos hospitais, caso contrário apoiará as intervenções sindicais, como a greve, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Lembrando que há mais de dois anos que a Ordem dos Médicos aguarda um “diálogo consequente” com o Ministério da Saúde, o bastonário José Manuel Silva disse, em conferência de imprensa, que “é tempo de dizer basta”.

 

Para o bastonário, a qualidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) “está a ser posta em causa, não por imposição da 'troika', mas por estratégia do Ministério da Saúde”.

 

A Ordem está preocupada com os cortes no sector e reclama, por isso, “o financiamento adequado de todas as unidades de saúde, para que seja possível continuar a oferecer a todos os doentes cuidados de saúde qualificados”.

 

Segundo José Manuel Silva, as administrações hospitalares estão “permanentemente a pressionar as equipas” para estas trabalharem “abaixo dos limites mínimos de segurança”.

 

Este cenário tem contribuído, segundo o bastonário, para o “estado de exaustão” em que os médicos se encontram, o que levou a Ordem a promover um estudo sobre esta matéria.

 

“Os médicos estão hoje a trabalhar no limite” e, além disso, estão “fartos de ser vilipendiados e desconsiderados pelo Ministério da Saúde”.

 

A Ordem anunciou que, a partir da próxima semana, serão realizadas conferências de imprensa semanais para denunciar “as situações de deficiência ou insuficiência que possam pôr em risco a saúde dos doentes”.

 

Apelou ainda aos médicos para que não aceitem negociar, e renunciem a qualquer tio de contratualização.

 

Neste Memorando de Exigências, a Ordem reclama o fim das barreiras artificiais no acesso do doente à verdadeira inovação terapêutica.

 

“O atraso do tratamento dos doentes mais urgentes com hepatite C é um exemplo de desumanidade e falta de ética”, o que, “além das questões humanas, causará no futuro mais despesa ao SNS”.

 

Presente em toda a conferência esteve a crítica ao Código de Ética, que consta de uma proposta de despacho do Ministério da Saúde e que os clínicos apelidam de “lei da rolha”.

 

A Ordem quer ser ouvida antes da publicação de legislação com impacto directo ou indirecto nos médicos, na medicina e na saúde e exige a publicação de todos os relatórios da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS).

 

“Não é tolerável que o Ministério da Saúde divulgue selectivamente os relatórios da IGAS”, disse, deixando o bastonário implícita a ideia de que os que são conhecidos visam prejudicar a imagem dos médicos e revelando que existem alguns que são desfavoráveis à tutela e que não são por isso divulgados.

 

A fusão das Administrações Regionais de Saúde (ARS) e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) é uma medida defendida pela Ordem com vista a “reformar a pesada e burocrática estrutura do Ministério da Saúde e reduzir aos respetivos administrativos, libertando financiamento para a inovação terapêutica”.

 

Entre a legislação que a Ordem quer ver alterada está ainda o diploma que regula a profissão de podologista (proposta de lei 203/II/Gov), a portaria que classifica os serviços e unidades de saúde (Portaria 82/2014) e a portaria 112/2014, sobre a prestação de cuidados de medicina do trabalho.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/ordem-dos-medicos-impoe-rec...
 

Médicos vão pedir reunião de "extrema urgência" ao ministro Paulo Macedo

30/05/2014 - 07:28


A Federação Nacional dos Médicos, o Sindicato Independente dos Médicos e a Ordem dos Médicos vão solicitar uma reunião conjunta ao ministro da Saúde com “extrema urgência”, para falar sobre o momento actual do Serviço Nacional de Saúde, avança a agência Lusa, citada pelo jornal i.


Os três organismos estiveram esta quinta-feira reunidos na Ordem dos Médicos para analisar “a grave e preocupante situação em que se encontram as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

 

A ser analisadas estiveram tanto as condições de trabalho dos médicos, como a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, ambas sob o ponto de vista da política que tem vindo a ser implementada pelo Ministério da Saúde, adiantaram.

 

Na sequência da reunião, os três organismos decidiram solicitar a Paulo Macedo uma reunião conjunta “com carácter de urgência”.

 

O objectivo é transmitir ao ministro da Saúde “a leitura que fazem do momento presente, bem como dar conta da exigência em ver corrigidas as gravosas medidas que objectivamente têm vindo a fragmentar e desqualificar a prestação de cuidados médicos do SNS”.

 

Fonte: Lusa/i
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/medicos-vao-pedir-reuniao-extrema...

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