Bruxelas quer que farmácias portuguesas também aviem receitas médicas estrangeiras

10/07/2014 - 11:44

A Comissão Europeia enviou hoje um pedido formal a Portugal para que notifique a plena aplicação da legislação comunitária que estabelece medidas para facilitar o reconhecimento de receitas médicas emitidas noutro Estado-Membro, ameaçando levar o caso a Tribunal, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

A directiva em causa tem por objectivo aumentar a capacidade de os farmacêuticos compreenderem e aviarem as receitas emitidas noutro país da UE aos doentes que exerçam o direito à prestação de cuidados de saúde transfronteiriços, e exige que os países assegurem que as receitas médicas a utilizar noutro Estado-Membro incluam um determinado número de elementos que figuram no anexo da directiva.

 

Segundo a Comissão, até à data, Portugal e três outros países, designadamente Bélgica, Irlanda e Luxemburgo, não transpuseram, ou ainda não transpuseram totalmente esta directiva para o direito nacional, não obstante estarem obrigados a fazê-lo até 25 de Outubro de 2013, pelo que lhes deu hoje um prazo de dois meses para informar Bruxelas das medidas tomadas para a efectiva aplicação da lei.

 

A não notificação de medidas adequadas pode levar a Comissão a submeter o assunto à apreciação do Tribunal de Justiça da União Europeia, adverte o executivo comunitário.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/bruxelas-insta-portugal-a-a...

Paulo Macedo: Greve resulta de "um conjunto de motivos políticos"

09/07/2014 - 07:17

 

No primeiro de dois dias de greve dos médicos em Portugal, o ministro da Saúde deu uma entrevista à SIC na qual afirmou que a paralisação [que decorreu ontem e continua hoje, quarta-feira] é levada a cabo por “um conjunto de motivos políticos”. Em declarações ao ‘Jornal da Noite’ da SIC, Paulo Macedo garantiu que o Ministério da Saúde está “em permanente trabalho com os sindicatos”, avança o Notícias ao Minuto.


No primeiro dia de greve dos médicos, Paulo Macedo voltou a destacar que a paralisação dos clínicos tem por base “um conjunto de motivos políticos” e está a ter “impacto na prestação dos cuidados de saúde”.

 

Em entrevista ao ‘Jornal da Noite’ da SIC, o ministro da Saúde garantiu que o seu gabinete se mantém em “permanente trabalho com os sindicatos”, entidades com as quais o ministério assinou um acordo vigente até ao final deste ano e que traz “benefícios” para os médicos.

 

Paulo Macedo disse que a greve desta terça e quarta-feira é injustificada, visto que, defendeu, o Ministério da Saúde “tem cumprido a parte com que se comprometeu e tem estado em permanente diálogo com os sindicatos”.

 

“O diálogo é muito visível e leva a concretizações. Temos concursos abertos para as zonas do interior e do Algarve a pedido dos sindicatos”, justificou.

 

Paulo Macedo reconheceu ainda que “o descontentamento dos médicos é idêntico ao dos outros sectores”, mas não deixou de criticar a postura da Ordem dos Médicos face a esta greve. “A ordem [dos médicos] teve uma postura de natureza sindical e não daquilo que deve ser uma ordem”, referindo-se aqui a “aspectos organizativos ligados a greve” e “apelos”.

 

No final da entrevista, o ministro revelou em primeira mão que o Governo assinou um acordo com a indústria farmacêutica no mês passado e amanha vai selar um acordo com associação das farmácias, com o objectivo de permitir às farmácias “participar directamente em programas de promoção e prevenção da saúde”.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Notícias ao Minuto
http://www.noticiasaominuto.com/pais/246410/greve-resulta-de-um-conjunto...
 

Médicos em greve voltam hoje de batas brancas à rua do Minsitério da Saúde

08/07/2014 - 07:08


Os médicos voltam hoje à rua do Ministério da Saúde para, vestidos com batas brancas, manifestarem a sua indignação contra algumas medidas que dizem ameaçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para cumprir dois dias de greve, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


O protesto, que começou às 00:00 de hoje e decorre até às 24:00 de quarta-feira, foi convocado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e conta com o apoio da Ordem, de várias associações do sector e também de pensionistas e doentes.

 

Para Mário Jorge Neves, dirigente da FNAM, “a política que tem vindo a ser desenvolvida de forma até encoberta, dissimulada, é uma política que visa desarticular e destruir os serviços públicos” de saúde.

 

O sindicalista afirmou que “os médicos sofrem hoje múltiplas restrições no seu desempenho profissional, estão confrontados com limitações ao exercício pleno das suas funções profissionais e sentem que cada dia que passa a qualidade assistencial se vai degradando e a capacidade de resposta dos serviços vai diminuindo”.

 

“Um dos objectivos que pretendemos atingir é forçar o Ministério da Saúde a um diálogo sério. Não é dialogar por dialogar. Queremos um diálogo sério e com pessoas que tenham uma postura política séria do outro lado”, disse.

 

Este é a segunda greve de médicos que Paulo Macedo enfrenta, tendo a primeira decorrido há dois anos.

 

Ao contrário da greve de 2012, esta greve não terá a participação do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) que, no dia em que foi anunciada esta forma de luta, explicou que não aderia.

 

Na altura, o secretário-geral do SIM disse que o sindicato não participaria na greve pois "não desiste de dialogar e negociar com o Ministério da Saúde, porque entende que esse é o caminho que melhor defende e serve os interesses dos médicos seus associados".

 

A greve acolhe o apoio de diversas associações de profissionais de saúde, como a Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN), que disse não poder “deixar de estar solidária com os portugueses, que necessitam cada vez mais de um SNS de proximidade e qualidade e que exprimem crescentes dificuldades em manterem um nível de vida digno”.

 

Também a Associação Portuguesa de Empresas de Segurança e Saúde no Trabalho (APEMT) anunciou que estará presente na concentração em frente ao Ministério da Saúde.

 

Igualmente do lado da greve está a Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, a Federação das Associações de Reformados, Pensionistas e Idosos do distrito do Porto e a associação de doentes SOS Hepatites.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=715663

Médicos denunciam falhas graves à Ordem

07/07/2014 - 06:50

Em menos de um mês chegaram às três secções regionais da Ordem dos Médicos (OM) mais de 200 denúncias de falhas de material e de médicos, consultas marcadas com cinco minutos de intervalo entre cada doente, problemas informáticos, desorganização dos serviços e que levou a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) a marcar a greve de amanhã e quarta-feira, a par da proposta do Código de Ética e da publicação da portaria da rede hospitalar. Ministério da Saúde diz que negociações se mantém, avança o Diário de Notícias.


"A desorganização dos serviços cria uma sobrecarga grande e uma incapacidade de resposta que não é forma de tratar ninguém. Os médicos de família estão obrigados a receber todos os doentes que aparecem nos centros de saúde, mas depois como não é possível dizem-lhes para desmarcar consultas que estavam marcadas. A greve tem cada vez mais motivos. São os cuidados de saúde que estão em causa", afirma Pilar Vicente, da FNAM. A greve de dois dias vai afectar sobretudo as consultas e as cirurgias programadas. O sindicato tem distribuído informação aos utentes alertando para que não se desloquem sem ser necessário.

 

 

Fonte: Diário de Notícias
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4011770

Plano Regional de Saúde do Norte define objectivos a atingir até 2016

04/07/2014 - 06:42

 

Os tumores malignos, as doenças cerebrovasculares, diabetes, depressão e doença crónica do fígado e cirrose são os cinco principais problemas de saúde identificados no Plano Regional de Saúde do Norte 2014-2016, que define as principais estratégias a implementar, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

O documento, a que a Lusa teve acesso, selecciona e hierarquiza as principais necessidades de saúde da população da região Norte, em termos de mortalidade, morbilidade e determinantes da saúde.

 

Optou-se por, para cada uma das três categorias, seleccionar e hierarquizar cinco necessidades de saúde, perfazendo um total de quinze.

 

Com base nas necessidades de saúde seleccionadas, na avaliação prognóstica dos respetivos indicadores de saúde, e nas prioridades de saúde nacionais conhecidas foram definidos os objectivos de saúde da população da região Norte a serem atingidos até 2016.

 

Entre esses objectivos destacam-se a diminuição da taxa bruta de mortalidade prematura das doenças cerebrovasculares em ambos os sexos, para os 7,8/100 mil habitantes (o último valor é de 9,8/100 mil habitantes) e atingir uma taxa de mortalidade prematura do tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões, em ambos os sexos, inferior a 16,4/100 mil habitantes.

 

Pretende-se também manter a taxa bruta de mortalidade prematura do tumor maligno do estômago, em ambos os sexos, em 9,5/100 mil habitantes, diminuir a taxa bruta de mortalidade do tumor maligno da mama feminina para 11,0/100 mil habitantes e atingir uma taxa bruta de mortalidade prematura do tumor maligno do cólon e recto, em ambos os sexos, inferior a 8,2/100 mil habitantes.

 

O plano visa ainda atingir uma proporção de inscritos nos agrupamentos de centros de saúde/unidades locais de saúde com diagnóstico de diabetes, em ambos os sexos, superior a 6,5% e inferior a 12,9% e com diagnóstico de perturbações depressivas, no sexo feminino, de 10%.

 

Diminuir as taxas de incidência de tuberculose, em ambos os sexos, de internamento por doença pulmonar obstrutiva crónica, de incidência da infecção VIH, em ambos os sexos, para 3/100 mil, diminuir a prevalência de HTA, em ambos os sexos, para 37%, diminuir a prevalência de consumo de tabaco, em meio escolar (3º ciclo) e diminuir a prevalência de obesidade nas crianças escolarizadas entre os 6 e os 8 anos para 14%, são outros objectivos.

 

Para a identificação e hierarquização das necessidades sentidas de saúde foram convidadas a participar cerca de 200 entidades diferentes, dentro e fora do sector da saúde, envolvendo os sectores público e privado da saúde, as autarquias, ordens profissionais relevantes, os meios académicos e científico, organizações sindicais, o sector social e a chamada sociedade civil.

 

Participaram cerca de 40 entidades, tendo sido obtido o consenso após duas rondas.

 

Num total de 86 municípios, com 3.666.234 residentes (estimativa anual da população residente, referente a 2012), a região Norte continua a representar cerca de 37% da população do continente.

 

Embora, no triénio 2008-2010, as doenças do aparelho circulatório continuassem a ser a principal causa de morte, o decréscimo dos óbitos foi acentuado, ao contrário dos óbitos por tumores malignos, que têm vindo a aumentar. Neste período, no grupo das causas específicas, as mortes por diabetes e pneumonia aumentaram.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/plano-regional-de-saude-do-...

Ordem apoia greve dos médicos

02/07/2014 - 07:06


A Ordem dos Médicos apoia a greve marcada pela Federação Nacional dos Médicos para os dias 8 e 9 deste mês. Em comunicado apelam à participação dos utentes na concentração marcada para a tarde à frente do Ministério no primeiro dia da paralisação, avança o Diário de Notícias.


"O SNS, que até aqui servia todos os portugueses com Qualidade, está a sofrer com as medidas de austeridade e a degradar-se muito mais do que outros sectores da governação, por mera opção política, pois este Governo impôs mais cortes à Saúde e aos Doentes do que aquilo a que foi forçado pela Troika", começa por dizer o comunicado da Ordem dos Médicos, que afirma que já não é possível ao Ministério da Saúde continuar a esconder a realidade do que se passa.

 

No documento, a Ordem lembra as horas de espera nas urgências, dificuldades na marcação de consultas e cirurgias e os problemas no acesso a medicamentos inovadores que o organismo tem denunciado em conferências de imprensa.

 

"Embora mantendo abertos todos os canais de diálogo, a Ordem dos Médicos, para além da manutenção das conferências de imprensa, irá dar sequência às medidas que já tinha anunciado, caso as negociações falhassem, nomeadamente: continuar a insistir junto de médicos e doentes para comunicarem todas as falhas do SNS à Ordem dos Médicos, apelar a todos os médicos que não aceitem negociar e renunciem a qualquer tipo de contratualização com o Ministério da Saúde de indicadores doentios e que prejudicam a humanização da medicina", acrescentam.

 

Confirmando que apoiam a greve marcada da Federação Nacional dos Médicos, a Ordem deixa dois apelos aos utentes: que participem na concentração em frente ao Ministério da Saúde marcada paras as 15.30 e que não se desloquem aos serviços de saúde a não ser que seja necessário para "evitar despesas e perdas de tempo desnecessárias".

 

Fonte: Diário de Notícias
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4002341&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DN-Portugal+(DN+-+Portugal)


 

Ministro considera que crítica de Observatório "é de rir"

01/07/2014 - 07:21

“Esconder é de rir”, foi desta forma que Paulo Macedo respondeu às questões dos jornalistas, relativamente às críticas do relatório do Observatório Português de Saúde, que acusa o Executivo de “silenciar” os efeitos da crise na saúde dos portugueses. O ministro da Saúde falava à saída de uma reunião no Infarmed, à margem do I Conselho Interministerial para os Problemas da Droga, das Toxicodependências e do Uso Nocivo do Álcool, avança o Notícias ao Minuto.


Recorde-se que esta segunda-feira foi avançado que o Observatório Português de Saúde acusa a tutela de Paulo Macedo de estar em "silêncio" e "negação" face aos efeitos negativos da crise na saúde dos portugueses, criticando a ausência de estudos que os monitorizem e de medidas que os minimizem.

 

Sobre estas críticas, Paulo Macedo acrescentou ainda que a saúde é uma área que tem um “escrutínio diário”. Na perspectiva do ministro, o Governo sempre reconheceu que “a crise tem consequências na saúde”, nomeadamente como efeito de um “menor rendimento disponível” e do desemprego.

 

Para Paulo Macedo “há um consenso: é preciso investir mais em saúde, não só em recursos, em infraestruturas mas também em comportamentos”, referindo-se ao consumo de álcool, drogas e tabaco – embora este último, explicou o próprio ministro, não tenha sido falado na reunião.

 

O ministro da Saúde adiantou ainda que o Executivo pediu estudos à Organização Mundial de Saúde e à OCDE no sentido de avaliar “o grau de realização do plano nacional de saúde e também da própria qualidade”.

 

 

Fonte: Notícias ao Minuto
http://www.noticiasaominuto.com/pais/242360/ministro-considera-que-criti...

Observatório da Saúde acusa Ministério de negar e silenciar os efeitos da crise no sector

30/06/2014 - 12:50

O Observatório Português de Saúde acusa o Ministério de estar em "silêncio" e "negação" face aos "evidentes" efeitos negativos da crise na saúde, criticando a ausência de estudos que os monitorizem e de medidas que os minimizem, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.

 

Perante este "estado de negação", o OPSS escolheu este ano o título 'Saúde - Síndroma de negação' para o Relatório de Primavera 2014, que será hoje apresentado em Lisboa.

 

A crítica do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) é extensível às autoridades europeias com responsabilidades nesta área, que acusam de se manter em "silêncio total", não obstante serem responsáveis por muitas das decisões que têm sido tomadas relativas à saúde.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=713257

Proposta de código de ética já permite a médicos receber presentes

27/06/2014 - 07:04

O ante-projecto de código de conduta ética dos serviços e organismos do Ministério da Saúde, publicado esta quinta-feira no Portal da Saúde, já permite aos médicos receber presentes "de cortesia" ou que "que tenham valor insignificante". E deixa cair várias das proibições dos profissionais prestarem declarações públicas, designadamente à comunicação social, o que ficou conhecido como "a lei da rolha", avança o Jornal de Notícias.


O documento, que segundo fonte oficial do Ministério da Saúde estará em discussão pública até ao dia 4 de Julho para ser posteriormente publicado e aplicado a todos os funcionários do Ministério, constitui um recuo face à versão inicialmente conhecida e que tem sido bastante contestada pela Ordem dos Médicos, sindicatos e partidos políticos.


O ponto 13 do código de ética, que agora é designado "dever de sigilo e confidencialidade e comunicação de irregularidades", passa a ter uma nova redacção, deixando cair um dos pontos mais polémicos (a contestada "lei da rolha) e acrescentando duas novas alíneas, entre as quais que prevalecem as regras deontológicas das várias profissões e acrescenta que os colaboradores devem "utilizar os meios internos institucionais", criados para o efeito para a comunicação de irregularidades.

 

Cai assim a anterior alínea b), bastante contestada, que impedia os colaboradores de emitirem declarações públicas, "por sua iniciativa ou mediante solicitação de terceiros, nomeadamente quando possam pôr em causa a imagem da instituição, em especial fazendo uso dos meios de comunicação social".

 

A alínea a) também é abundantemente reformulada, passando a ler-se que "os colaboradores devem observar sigilo, em relação ao exterior, de toda a informação considerada reservada de que tenham conhecimento no exercício das suas funções, e em especial quando aquela seja de carácter confidencial" quando, no documento anterior, era abrangida "toda a informação, nomeadamente de factos e decisões (...) que, pela sua natureza, possa afectar ou colocar em causa qualquer interesse da instituição, em especial quando aquela seja de carácter confidencial".

 

Outro dos pontos que é agora alterado, e que foi objecto de ridicularização no anterior documento, é o das "ofertas institucionais". Na nova versão, apesar de se manter a proibição de oferecer, solicitar ou aceitar benefícios, dádivas, gratificações, presentes ou ofertas em virtude do exercício das suas funções, é aberta uma excepção: os profissionais podem receber ofertas "que se fundamentem numa mera relação de cortesia ou que tenham valor insignificante".

 

Na versão anterior, lia-se que "todas as ofertas de bens recebidas em virtude das funções desempenhadas devem ser registadas, entregues à Secretaria-Geral do Ministério da Saúde, a qual deve manter um registo público e actualizado de todas as ofertas depositadas", que seriam posteriormente entregues a instituições de carácter social.

 

Com a nova versão do documento, agora publicada, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, tenta assim eliminar os principais pontos da discórdia em relação a este código de ética e recua numa das razões que motivou a greve dos médicos, decidida pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), e agendada para os dias 8 e 9 de Julho.

 

Ontem, no Parlamento, Paulo Macedo tinha garantido que seriam retiradas do documento todas as expressões que pudessem apontar para limitações à liberdade de expressão dos profissionais de saúde, garantindo que nunca houve qualquer intenção de censura.

 

 

Fonte: Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=...

Ministro tenta esvaziar greve dos médicos

26/06/2014 - 07:15


Foi com uma ameaça de greve dos médicos em cima da mesa que o ministro da Saúde esteve nesta quarta-feira no Parlamento, onde tentou esvaziar alguns dos principais motivos que estão na base da paralisação destes profissionais nos próximos dias 8 e 9 de Julho. Paulo Macedo garantiu aos deputados que o código de ética para as unidades de saúde, que ficou conhecido como “lei da rolha”, vai avançar “sem qualquer intenção implícita ou explícita de cortar a liberdade de expressão”. E prometeu também “clarificações” sobre o diploma que refere que os médicos de família vão passar a fazer consultas de medicina do trabalho, avança o jornal Público.

 

Para cancelar a greve, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) exigia, além da suspensão imediata do artigo da proposta de código de ética que estabelece a proibição de falar por exemplo com a comunicação social, também a revogação da portaria que classifica e reestrutura os hospitais do SNS, implicando o fecho de vários serviços, e do diploma que prevê que os médicos de família passem a fazer consultas de medicina do trabalho já a partir do fim deste mês.

 

Paralelamente, a FNAM reclama o regresso do anterior programa de prescrição manual de medicamentos, enquanto o novo sistema electrónico não estiver a funcionar em pleno, e quer ver clarificado o novo regime de formação médica e alterada a legislação que prevê que os podologistas possam desempenhar funções que consideram ser exclusivas da sua profissão.

 

O ministro, durante a comissão parlamentar de Saúde, garantiu que o polémico projecto do código de ética e conduta para as unidades de saúde avançará “sem qualquer tentativa de censura”. O projecto foi mal acolhido pelos profissionais de saúde e partidos, que o apelidaram de “lei da rolha” por conter referências a limitações sobre as declarações que podiam ser feitas sobre os problemas das unidades de saúde.

 

Limitações à liberdade de expressão ficam de fora

 

Paulo Macedo não disse directamente os termos em que pretende que o código avance, mas reforçou que o texto que foi conhecimento público era apenas uma versão inicial e que no documento final “não pode haver qualquer referência” a questões que “limitem a liberdade de expressão”. O ministro comprometeu-se também a manter “mecanismos de denúncia” de todos os casos que se justifiquem e avançou que a proposta estará em consulta pública durante mais alguns dias, querendo a tutela que o documento esteja pronto a tempo de ser publicado nos primeiros dias de Julho.

 

“Não constará do texto qualquer parte dada a interpretações que não são as que nós queremos”, reforçou no final, em declarações aos jornalistas.

 

A confusão instalou-se depois de o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) ter divulgado, em Maio, o parecer sobre um projecto de despacho, do gabinete do ministro da Saúde, que institui a obrigatoriedade de códigos de ética em todas as instituições do SNS e inclui uma proposta do modelo a seguir. O CNECV validou a proposta, apesar de ter sugerido algumas alterações.

 

O ponto que tem estado a desencadear maior controvérsia estipula que os funcionários do SNS “devem abster-se de emitir declarações públicas, por sua iniciativa ou mediante solicitação de terceiros, nomeadamente quando possam pôr em causa a imagem [do serviço ou organismo], em especial fazendo uso dos meios de comunicação social”. É o regresso da “lei da rolha”, classificaram vários responsáveis da Ordem dos Médicos, que se desmultiplicaram em críticas veementes ao projecto.

 

"Fomos surpreendidos com a ameaça de uma greve"

 

Já no que diz respeito à polémica sobre a Portaria 112/2014, que prevê uma “substituição dos médicos do trabalho por médicos de família”, foi o secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, a prometer “clarificações” para breve. A equipa ministerial não avançou os esclarecimentos concretos, mas a tutela já tinha emitido um comunicado em que garantia que a portaria apenas vem regulamentar o que já existia e que “os médicos de família apenas continuarão a fazer o que já fazem”. Explicações que não têm convencido a Ordem dos Médicos e os sindicatos, que apelaram a que os profissionais de saúde não acatem as mudanças.

 

Sobre a greve em concreto, Paulo Macedo, em resposta a uma intervenção do PSD, admitiu que perante as conversações que têm decorrido com os sindicatos foram “surpreendidos com a ameaça de uma greve”. O deputado social-democrata Nuno Reis referiu-se a uma “guerrilha artificial” no sector da saúde e pediu uma reacção ao ministro. Paulo Macedo reconheceu que os profissionais têm trabalhado em condições difíceis, mas garantiu que a tutela tem dado passos “sem precedentes”, nomeadamente no que diz respeito às carreiras médicas que estavam congeladas.

 

Na comissão, Paulo Macedo aproveitou, ainda, para anunciar alguns números relacionados com as fraudes na área da saúde. Desde o início do ano já foram concluídos 21 inquéritos, 85 estão em curso e há 40 arguidos.

 

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/codigo-de-etica-para-hospitais-s...

RCM Pharmagazine

PHARMAGAZINE

Edição 18 online

 

 

A Revista de Comunicação e Marketing

 
 
 

Partners
Developed by