Lucro líquido da Bayer cai 51% no quarto trimestre de 2014

27/02/2015 - 10:11


A Bayer, grupo farmacêutico alemão, registou lucro líquido de 224 milhões de euros no quarto trimestre de 2014, uma queda de 51% na comparação com o apurado em igual período do ano anterior, quando a companhia apurou lucro de 455 milhões de euros. A empresa afirmou que o resultado foi afectado por maior despesa com investigação e desenvolvimento no período. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projectavam um incremento no lucro, para 483 milhões de euros, avança o Dow Jones Newswires, citado pelo Yahoo Notícias.


Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 4,4%, para 1,85 mil milhões de euros, impulsionado por maior volume de vendas em todas as divisões da Bayer. O resultado superou estimativas de analistas, que previam Ebitda de 1,94 mil milhões de euros.

 

A receita obtida no quarto trimestre de 2014 foi de 11,04 mil milhões de euros, uma subida de 12% na comparação anual. O incremento reflecte a desvalorização do euro e a consolidação dos negócios da Merck, empresa farmacêutica norte-americana adquirida pela Bayer no ano passado, por 14,2 mil milhões de dólares.

 

No ano acumulado do ano de 2014, a receita da Bayer totalizou 42,24 mil milhões de euros, em linha com a previsão da empresa. Para este ano, a companhia projecta um aumento da receita, para 46 mil milhões de euros.

 

 

Fonte: Dow Jones Newswires/Yahoo Notícias
https://br.noticias.yahoo.com/lucro-l%C3%ADquido-bayer-cai-51-4-tri-2014...
 

APED reúne sector para discutir livre acesso ao medicamento

26/02/2015 - 10:06


A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição – APED – reuniu esta quarta-feira as várias entidades do sector da saúde para debater a acessibilidade dos consumidores ao medicamento. Segurança, proximidade e acessibilidade foram as premissas focadas por todos os intervenientes ao longo deste seminário subordinado ao tema ‘Liberdade de Escolha no Acesso ao Medicamento’.


Ana Isabel Trigo Morais, directora-geral da APED, congratula-se “pelo facto de esta ser a primeira vez que se consegue juntar todos os representantes do sector para tratar e discutir o tema nas suas várias perspectivas”.

 

“Ao longo do dia, além da automedicação, do factor custo do medicamento e dos novos paradigmas da oferta em saúde e bem-estar, foram apresentadas várias realidades internacionais com valores seguros e que permitem analisar eventuais caminhos a seguir”, reforça Ana Isabel Trigo Morais.

 

Eurico Castro Alves, presidente da INFARMED, na sua intervenção na sessão de abertura felicita a APED pela iniciativa e confirma a relevância deste debate focado no medicamento e no próprio consumidor. De acordo com Eurico Castro Alves, “o consumidor deve cada vez mais estar informado e capacitado para tomar as suas próprias decisões”. Isto porque estas medidas são fundamentais para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, na medida em que “a automedicação permite libertar recursos humanos e económicos para a prevenção e promoção da saúde. Prova disso são os quase inexistentes registos de acontecimentos adversos”.

 

De acordo com o ex-ministro da saúde, António Correia de Campos, após dez anos de liberalização do medicamento esta é uma experiência bem-sucedida nos diversos aspetos: jurídicos, económicos e segurança. Para o ex-governante foi “sem dúvida uma medida revolucionária”. Contudo afirma, também, “que neste momento não há necessidade de se rever a lei mas há, sim, uma necessidade premente de se alargar o número de medicamentos à venda nas parafarmácias".

 

Em conclusão, a APED assegura que a tendência que sai deste seminário, à semelhança do que está a acontecer noutros países, é a de que em Portugal os consumidores, cada vez com maiores níveis de literacia em saúde, manifestam ampla confiança nos espaços de saúde da distribuição. Dados do INFARMED evidenciam o crescimento destes espaços ao longo dos últimos dez anos, bem como o aumento da venda dos MNSRM em volume e em valor, fora das farmácias.

 

O Seminário ‘Liberdade de Escolha no Acesso ao Medicamento”, com o Alto Patrocínio do Ministério da Saúde, teve lugar hoje, 25 de fevereiro, e contou com a participação do INFARMED, José Aranda da Silva, Direcção-Geral da Saúde, DECO, Ordem dos Farmacêuticos, Ordem dos Médicos, ANF, IMS Health, EY, António Correia de Campos, APOGEN, APIFARMA, Ricardo Baptista Leite, Jorge Soares, Auchan, Well’s, Jerónimo Martins e Farmácias Holon.

 

Fonte: comunciado de imprensa 

Novartis lança campanha ‘DPOC: Agarrar a Vida’

25/02/2015 - 10:22


A Novartis acaba de lançar a campanha “DPOC: Agarrar a Vida”, que pretende promover a interacção e partilha de experiências entre pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), para que estas possam inspirar-se mutuamente a superar os desafios diários e ajudá-las a ter um melhor diálogo com os seus médicos.


A página de Facebook da campanha ‘DPOC: Agarrar a Vida’, disponível em - https://www.facebook.com/DPOCAgarrarAVida - foi criada com o objectivo de gerar um espaço interactivo onde as pessoas com DPOC se podem apoiar mutuamente, evitando o isolamento social e disponibilizando um espaço onde se sintam parte de uma comunidade e onde possam partilhar as suas experiências.

 

A campanha tem ainda um website com informação sobre a doença, disponível em http://www.dpocagarraravida.pt/ - e que disponibiliza ainda um Guia para ajudar as pessoas com DPOC no diálogo com os seus médicos para que consigam gerir eficazmente a sua condição e procurar o apoio necessário.

 

Para os quase 800 mil portugueses com DPOC, o dia-a-dia pode ser muito complicado. Deslocar-se para o trabalho, subir escadas ou apenas vestir-se de manhã podem representar desafios consideráveis para uma pessoa com DPOC. Os sintomas da DPOC (como a falta de ar e esforço) podem conduzir ao medo e ao pânico para muitas pessoas, o que faz com que muitas evitem ou desistam mesmo de algumas actividades. 53% das pessoas com DPOC dizem reduzir significativamente as suas actividades físicas para evitar dificuldades respiratórias.

 

A prevenção e a redução das actividades pode ajudar a controlar os sintomas a curto prazo, porém existem consequências a longo prazo. As pessoas com DPOC podem entrar num ciclo vicioso, no qual a diminuição dos níveis de actividade pode conduzir a um aumento dos sintomas, ao ponto de ser difícil sair de casa e resultando consequentemente num isolamento social.

 

O sedentarismo também conduz a um risco maior de internamentos hospitalares e a um aumento do risco de morte. O aumento dos níveis de actividade física pode permitir que as pessoas com DPOC tenham uma vida mais saudável e agradável, permanecendo activos por mais tempo. Este ponto de vista também é apoiado pelo grupo de especialistas da Iniciativa Global para a Doença Obstrutiva Pulmonar (GOLD), que recomendam que todas as pessoas com DPOC façam exercício diariamente.

 

Fonte: comunicado de imprensa

Administrador da farmacêutica Octapharma constituído arguido

23/02/2015 - 09:32


O administrador da multinacional farmacêutica onde o ex-primeiro-ministro José Sócrates trabalhou como consultor ficou sujeito a termo de identidade e residência, avança a agência Lusa, citada pelo Diário de Notícias.


O administrador da farmacêutica Octapharma, Paulo Lalanda Castro, foi constituído arguido no âmbito da Operação Marquês, depois de ter sido ouvido, "a seu pedido", pelo procurador Rosário Teixeira, segundo o advogado do próprio, Ricardo Sá Fernandes.

 

O administrador da multinacional farmacêutica, onde o ex-primeiro-ministro José Sócrates trabalhou como consultor, ficou sujeito à medida de coação de "termo de identidade e residência, como é de lei", refere o advogado em comunicado.

 

Durante a audição com o procurador Jorge Rosário Teixeira, que lidera a investigação do processo Operação Marquês, Paulo Lalanda Castro reafirmou que "as relações com o consultor José Sócrates sempre se nortearam pela legalidade e regularidades administrativa e fiscal, como é demonstrável", adianta o comunicado.

 

O semanário Expresso avança na edição de sábado que Paulo Lalanda Castro está indiciado por fraude fiscal e branqueamento de capitais.

 

Sá Fernandes enumera no comunicado vários "equívocos sobre a posição de Paulo Lalanda Castro (PLC) na Operação Marquês".

 

"Em Novembro passado, enquanto decorria a detenção do Eng. José Sócrates e de outras pessoas no contexto da chamada 'Operação Marquês', a comunicação social noticiou também a sua detenção, o que depois desmentiu, mantendo-o, no entanto, como comparticipante das acções ilícitas que estariam em investigação, sublinha.

 

A partir dessa data e até agora, seguiu-se "nos mais variados órgãos de comunicação social, uma detalhada descrição do que alegadamente estaria indiciado" quanto à sua participação em acções de fraude fiscal e branqueamento de capitais que envolveriam igualmente José Sócrates e Carlos Santos Silva, outros arguidos neste processo.

 

Para o advogado, chegou "a altura de desfazer alguns equívocos que recorrentemente têm sido noticiados quanto à participação" de Paulo Lalanda e Castro nos factos em investigação.

 

Lembra que PLC se relacionou pessoalmente com José Sócrates a partir de meados de 2012, "quando o conheceu em Paris, cidade onde ambos tinham morada", não tendo tido qualquer relacionamento antes dessa data.

 

Foi nesse contexto que PLC entendeu que a contratação de José, como consultor de empresas que representa poderia "constituir uma mais-valia muito relevante em actividades económicas a desenvolver fora de Portugal".

 

Foi daí que nasceu "uma relação de prestação de serviços", primeiro com a Octapharma AG, em 2013, e depois com a DynamicsPharma, em meados de 2014.

 

"José Sócrates foi remunerado por ambas as empresas, tendo os pagamentos sido efectuados através de transferências bancárias para instituições portuguesas, emitindo sempre o ex-primeiro-ministro os respectivos recibos, num quadro adequadamente contratualizado", sublinha Sá Fernandes.

 

"Nunca, em situação alguma, o engenheiro José Sócrates reclamou de Paulo Lalanda Castro o que quer que seja fora do âmbito dessas relações contratuais, e nunca recebeu daquelas empresas, ou de outras delas associadas, qualquer pagamento para além do que estava contratualizado, estando tudo documentado", assegura.

 

Em Março de 2014, Sócrates apresentou a PLC o engenheiro Carlos Santos Silva, que lhe propôs uma prestação de serviços de revisão técnica de projectos relativos a hospitais a construir na Argélia, que veio dar lugar a um contrato celebrado entre a empresa Intelligent Life Solutions LLP, sediada no Reino Unido, e a XMI, do Grupo Lena, então representada por Santos Silva.

 

"Todo esse relacionamento está devidamente documentado, sendo falso que a ILS seja uma 'empresa fantasma' como tem sido noticiado, tratando-se de uma empresa com uma apreciável actividade económica, que paga os seus impostos regularmente", vinca.

 

Sá Fernandes adianta que "toda esta factualidade foi amplamente esclarecida" na inquirição de PLC e que foi entregue ao Ministério Público a "informação necessária para uma cabal elucidação acerca das relações" que PLC manteve com José Sócrates Santos Silva, "relativamente às quais nada tem a esconder".

 

Trata-se de "operações económicas legítimas, legais e, de resto, comuns na prática comercial".

 

 

Fonte: Lusa/Diário de Notícias
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4413403
 

Directora-geral da Novartis assume vice-presidência da APIFARMA

19/02/2015 - 10:07


Cristina Campos, directora-geral da Novartis Portugal, acaba de ser nomeada vice-presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) para o biénio 2015-2016.


Na Novartis desde 2004, altura em que assumiu funções de Direcção na área de General Medicines, Cristina Campos passou por várias funções de Direcção, ocupando em 2012 a direcção-geral da empresa em Portugal.

 

Cristina Campos, 43 anos, casada e com três filhos, acumula ainda a Presidência do Grupo Novartis em Portugal constituído por cinco divisões: Novartis Farma, medicamentos inovadores e de prescrição médica, Novartis Consumer Health, medicamentos não sujeitos a prescrição médica, Sandoz, com medicamentos genéricos, Vacinas e Alcon, especializada em medicamentos e dispositivos médicos na área da oftalmologia.

 

A vice-presidente da APIFARMA é licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e tem um MBA pela Católica | Nova.

 

Antes de entrar na Novartis, o percurso profissional de Cristina Campos passou pela gestão em outras empresas do sector farmacêutico e do grande consumo.

 

 

Fonte: comunicado de imprensa

Mylan é o parceiro da Associação Nacional das Farmácias

18/02/2015 - 09:51


A Mylan, uma das empresas líder da indústria farmacêutica, é o patrocinador exclusivo do inovador projecto da Receita Electrónica desenvolvido pela Associação Nacional das Farmácias (ANF) que permite aos portugueses aviar as suas receitas nas farmácias usando apenas o Cartão de Cidadão.


O projecto da Receita Electrónica arranca agora e estará implementado em todas as farmácias portuguesas até ao final do mês de Agosto, envolvendo quase 2400 farmácias.

 

“Com esta parceria, a Mylan mostra o seu compromisso com a inovação entre as empresas que comercializam medicamentos genéricos em Portugal. Com este apoio facilitamos a implementação de uma plataforma electrónica de dispensa de receita médica, que permite aumentar o acesso a medicamentos de elevada qualidade. Tendo as farmácias como um parceiro estratégico em Portugal, seria impensável não olhar para esta iniciativa estratégica da ANF e do Ministério da Saúde como um meio de promover a nossa diferenciação e reforçar a imagem de qualidade global dos produtos e serviços Mylan”, afirma o director geral da Mylan Portugal, João Madeira.

 

O projecto da Receita Electrónica é uma iniciativa estratégica do ministério da Saúde que permite a simplificação de processos na dispensa diária de medicamentos sujeitos a prescrição médica. Em Portugal são dispensadas mais de 300.000 receitas por dia. Além de mais seguro, mais amigo do utente este é um sistema mais eficiente para as farmácias. Mais informações em www.receitaeletronica.pt

 

A Mylan está em Portugal há mais de oito anos e é hoje reconhecida como líder global com enfoque nas necessidades locais e conta com mais de 50 profissionais no País.

 

A Mylan disponibiliza em Portugal medicamentos para as seguintes áreas terapêuticas: alergologia, antibioterapia, anti-inflamatória, cardiologia, dermatologia, diabetes / metabolismo, gastroenterologia, oftalmologia, osteoporose, psiquiatria/neurologia, urologia, disfunção eréctil e anticoncecional.

 

Fonte: comunicado de imprensa
 

António Portela "Em Portugal não há lucros excessivos no sector farmacêutico"

16/02/2015 - 10:01


O CEO da Bial, António Portela, falou ao Dinheiro Vivo sobre o actual momento da Saúde e em particular do sector farmacêutico em Portugal, avança o Notícias ao Minuto.


António Portela é bisneto do fundador da Bial e desde 2011 que é o CEO desta farmacêutica com origens portuguesas. Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o gestor falou sobre o actual momento da saúde em Portugal.

 

Sobre o sector farmacêutico em Portugal, António Portela não considera que tenha havido “lucros excessivos”. Na verdade, “houve uma contracção fortíssima do mercado nacional, que reduziu mais de 30% nos últimos quatro ou cinco anos”, alerta o gestor de uma empresa que em 2014 facturou cerca de 200 milhões e que vai manter a aposta na investigação e inovação, que ronda os 20% da facturação anual.

 

“Na indústria farmacêutica, em cada dez medicamentos alcançados no mercado, só quatro é que se conseguem pagar a si próprios”, razão pela qual alerta para o que considerou cortes a mais num sector onde não vê “rendas excessivas”.

 

Ainda assim, e comentando os casos recentes que envolveram pacientes de Hepatite C à espera que o Governo negociasse com outra farmacêutica, Portela para a importância de haver “bom senso e equilíbrio”, sem que tal deixe de pagar “a inovação e o risco” corrido pelas farmacêuticas na investigação.

 

Sobre o actual momento do Serviço Nacional de Saúde, o líder da Bial acredita que Paulo Macedo assumiu o cargo de forma meritória, e num momento difícil, em que houve uma “necessidade inevitável de fazer ajustes”. Na sua perspectiva, “é inevitável que tenhamos perdido alguma qualidade”. Mas não “alinha pelo exagero”: Portugal poderia “ter ido mais longe nas reformas”, considera.

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo/Notícias ao Minuto
http://www.noticiasaominuto.com/economia/347930/em-portugal-nao-ha-lucro...
 

Laboratório corta fornecimento de medicamento para doentes psiquiátricos

12/02/2015 - 10:19


Os doentes psiquiátricos urgentes vão deixar de ter acesso a uma injecção utilizado em episódios de crise, porque o laboratório solicitou um aumento de 348 por cento no preço. O Infarmed não aceita esta subida e por isso o laboratório revela que vai retirar o medicamento do mercado português, avança a Renascença.


O medicamento em causa é uma injecção intramuscular dada a doentes esquizofrénicos e bipolares quando estão descompensados.

 

De acordo com o Jornal de Notícias (JN), o laboratório que produz a injecção, a Lilly Portugal, propôs um aumento de preço passando dos actuais 4 euros e 82 cêntimos para 21 euros e 60 cêntimos.

 

A Lilly Portugal justifica o pedido com os custos de produção e refere que a revisão de preço iria traduzir-se num aumento de encargos para o Serviço Nacional de Saúde de dez mil euros anuais.

 

Por outro lado, o Infarmed, que não aceita este aumento, garante que existem alternativas no mercado e informa que a mesma substância mantém-se disponível em comprimidos.

 

Apesar das alternativas existentes, os médicos dizem que elas têm mais efeitos secundários. Os clínicos escutados pelo JN dizem que este "corte" representa um retrocesso de 30 anos na psiquiatria de urgência já que esta injecção é um medicamento considerado precioso e usado em doentes agitados, seja nas urgências ou em internamento.

 

Fonte: José Milheiro/TSF
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=4391924

Laboratórios doaram 75 milhões a profissionais e organizações desde 2013

10/02/2015 - 10:13


No ano passado, a indústria farmacêutica concedeu apoios e subsídios de mais de 60 milhões de euros a profissionais e organizações do sector da saúde, mas estes apenas declararam ter recebido cerca de 21 milhões de euros. Agravou-se, assim, o fosso entre os valores doados e notificados pelos laboratórios e recebidos e declarados pelos profissionais e sociedades de saúde no portal da “transparência” da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), indicam as contas efectuadas por uma empresa especializada no processamento de dados provenientes da Internet, a Interrrelate, avança o jornal Público.


Em 2013, ano em que começou a funcionar esta plataforma informática, as doações declaradas da indústria farmacêutica tinha ascendido já a 14,9 milhões de euros, segundo as contas da Interrelate. Em menos de dois anos, portanto, os laboratórios farmacêuticos reportaram patrocínios de quase 75 milhões de euros, de acordo com este estudo feito no início de Janeiro.

 

Os números de 2014 não batem completamente certo com os dados fornecidos ao Público pelo Infarmed. Segundo a Autoridade do Medicamento, os dados registados na Plataforma de Comunicações – Transparência e Publicidade referentes ao ano passado apontam para um total de 60, 7 milhões de euros em declarações de doações e patrocínios.

 

Quanto aos benefícios recebidos e declarados, estes totalizam 18,6 milhões de euros, dos quais um terço (37%) foram comunicados por profissionais de saúde, e 35% por sociedades médicas e sociedades de estudos clínicos, revela o Infarmed.

 

O portal foi criado com o objectivo de divulgar os apoios da indústria farmacêutica a profissionais e organizações do sector, associações de doentes e sociedades médicas, de maneira a permitir detectar eventuais conflitos de interesses e a tornar transparentes eventuais "relações perigosas" neste sector tão sensível. Mas a ferramenta parece não continuar a contar com a adesão de muitos profissionais e de sociedades médicas e científicas. No início deste ano, a plataforma albergava cerca de 73.669 mil declarações de doações, mas apenas 12.840 mil comunicações de aceitação. E apenas em cerca de um milhar de declarações era possível encontrar compatibilidades entre o doado e o recebido, segundo o estudo da Interrrelate.

 

Em vigor desde Fevereiro de 2013, a lei que tornou obrigatórias as declarações dos apoios superiores a 25 euros concedidos pelos laboratórios farmacêuticos a todos os intervenientes no circuito do medicamento continua, pois, a ser ignorada por uma parte substancial das entidades e profissionais de saúde. No ano passado, na sequência de muitas críticas, o valor mínimo que obriga a reportar ao Infarmed foi aumentado para 60 euros, mas essa alteração não conduziu a uma hipotética variação do diferencial.

 

Para o Infarmed, esta alteração de valores é uma das justificações para a discrepância encontrada entre os totais declarados pela indústria farmacêutica e os que foram notificados pelos profissionais e pelas organizações e sociedades do sector.

 

Há também um prazo de 30 dias para efectuar as declarações que poderá a ajudar a explicar a discrepância, mas, no entender de Álvaro Figueira, que coordenou o trabalho de investigação da Interrelate, mesmo que não sejam exactamente coincidentes, os montantes deveriam pelo menos ser aproximados. Não é razoável esperar que seja possível anular os 38 milhões do diferencial em 30 dias, até porque correspondem a mais de 60 mil declarações em falta, admite. Mas o facto é que apenas é possível encontrar cerca de mil “emparelhamentos” correctos entre declarações de doação e aceitação.

 

Na prática, o portal consiste em milhares de declarações e centenas de páginas e é de difícil consulta. A situação piorou de 2013 para 2014, porque, se se considerarem apenas os valores do primeiro ano, o desfasamento entre os montantes concedidos (cerca de 15 milhões) e os recebidos (13,4 milhões) era então muito inferior: 1,6 milhões de euros no total.

 

No estudo, a Interrelate até fez uma previsão para 2015. Usando um modelo baseado no comportamento verificado em 2014, é possível prever o que acontecerá este ano. As estimativas apontam para um total de 43 milhões de euros de doações, no primeiro trimestre, 50, no segundo, 58, no terceiro, e 66, no quarto.

 

Depois de ter proposto organizar a plataforma de forma a permitir detectar os “emparelhamentos” existentes e os que estavam em falta, e a facilitar o preenchimento do formulário para evitar erros (que surgem com frequência) e a garantir a segurança de dados privados, o Infarmed, nem a Ordem dos Médicos (OM) nem o Ministério da Saúde, demonstrou interesse nesse controlo. O bastonário da OM, José Manuel Silva, defendeu que esta declaração é “uma burocracia” que “não faz sentido”, e que bastaria, para se atingirem os objectivos de transparência em causa, que a indústria farmacêutica declarasse os respectivos donativos. “A indústria tem um secretariado para tratar disto, agora os médicos por vezes esquecem-se, têm muito que fazer, não é por mal, e muitos deixaram de notificar, porque pensam que não faz sentido”, alegou.

 

A Interrelate propôs, entretanto, uma solução que facilitaria a vida aos profissionais: com os formulários preenchidos pelo secretariado da indústria, os médicos somente teriam de confirmar ou infirmar esses dados, usando a sua assinatura digital.

 

Por enquanto, porém, só a indústria farmacêutica manifestou interesse em conhecer os dados trabalhados, sobretudo por áreas terapêuticas. E por este tipo de áreas, a diabetes, que tem uma enorme prevalência em Portugal, surge em primeiro lugar, com 3,3 milhões de euros em 2014, seguida da psiquiatria, com 1,3 milhões.

 

Já a hepatite, que tem estado em foco nos últimos dias devido à aprovação de um plano que prevê a disponibilização de dois medicamentos inovadores a milhares de doentes com hepatite C, totaliza pouco mais de 200 mil euros.

 

Por entidades, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia surge em primeiro lugar. Para congressos e reuniões foram doados cerca de 27 milhões de euros e para formação e cursos 5,5 milhões.

 

Fonte: Alexandra Campos/Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/laboratorios-doaram-75-milhoes-d...
 

Pfizer acorda compra da Hospira

06/02/2015 - 10:21


A Pfizer acordou a compra da Hospira, por um montante estimado ('enterprise value') de aproximadamente 17 mil milhões de dólares (cerca de 14,85 mil M€), foi anunciado nesta quinta-feira, avança o Diário Digital.


Com base na transacção que tem o acordo unânime dos conselhos de administração das duas empresas norte-americanas, os accionistas da Hospira – especialista em injectáveis genéricos e tecnologias de infusão – receberão o equivalente a 90 dólares por título, em dinheiro, uma contrapartida que supõe um prémio de 39% sobre o preço de fecho em bolsa, na quarta-feira.

 

Para pagar a transacção, a Pfizer recorrerá a dinheiro disponível, mas uma terça parte do negócio será financiada com recurso a endividamento.

 

Segundo refere um comunicado da Hospira, que emprega 19 mil pessoas em vários países, a combinação com a Pfizer proporciona excelente adequação estratégica para um mercado (injectáveis genéricos) que deverá atingir os 70 mil milhões de dólares em 2020.

 

Contando que obtenha as autorizações regulatórias necessárias, o negócio estará fechado na segunda metade de 2015. De acordo com a Pfizer a combinação das duas empresas vai gerar sinergias de 800 milhões de dólares por ano, já a partir de 2018.

 

Recorde-se que, no ano passado, a Pfizer fracassou uma tentativa de adquirir a AstraZeneca por mais de 100 mil milhões.

 

 

Fonte: Dinheiro Digital
http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=226587 

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