Bial entra no Brasil e México

29/10/2014 - 08:59


A Bial vai lançar em breve o primeiro medicamento exclusivamente português no Brasil e México, reforçando a presença da farmacêutica nacional naquele continente, avança o Diário Económico.
A Bial já tem acordo com a multinacional americana moksha8 para a comercialização do seu fármaco Zebinix® - usado no tratamento da epilepsia e que custou aproximadamente 300 milhões de euros -, naqueles dois mercados da América Latina.


Contactada pelo Económico, a companhia portuguesa com sede na Maia não quis adiantar pormenores sobre este acordo, assinado em Julho, que reforça o contributo internacional na facturação de cerca de 220 milhões prevista para este ano.

 

A expansão para a América Latina, onde se espera que mercado farmacêutico a retalho venha a crescer 12% ao ano até aos 110 mil milhões de dólares em 2017, surge poucos meses depois de a Bial ter recebido luz verde para iniciar a comercialização do Zebinix®nos EUA, em Abril deste ano.

 

Quando completa 90 anos de existência, a empresa liderada por António Portela deverá anunciar mais novidades nos próximos meses. Na calha deverá estar um novo medicamento para o tratamento de Parkinson, cujo pedido para comercialização junto das autoridades europeias deverá ser feito até final do ano.

 

 


Fonte: Diário Económico
http://economico.sapo.pt/noticias/bial-entra-no-brasil-e-mexico_204730.html

Lucro da MSD recua 20,4% no terceiro trimestre

28/10/2014 - 08:27


Com queda nas vendas e perda de patentes, a farmacêutica MSD (conhecida nos EUA e Canadá como Merck & Co.) registou lucro líquido de 895 milhões de dólares no terceiro trimestre deste ano, pelo padrão contábil US GAAP, avança o Valor OnLine, citado pelo G1, o site noticioso da rede Globo.


O montante representou uma queda de 20,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Já o lucro ajustado da companhia de Julho a Setembro foi de 2,73 mil milhões de dólares em 2013 para 2,62 mil milhões de dólares neste ano, uma queda de 4%.

 

As vendas da companhia passaram de 11,03 mil milhões de dólares de Julho a Setembro de 2013 para 10,56 mil milhões de dólares neste ano - queda de 4,3%.

 

O desempenho da empresa sofreu impacto da expiração de patentes de medicamentos e queda na venda de produtos para tratamento de hepatite C.

 

As vendas do Singulair®, medicamento usado no tratamento de asma, recuaram 20%, para 218 milhões de dólares, por causa da perda do mercado exclusivo. O medicamento Nasonex®, utilizado por pacientes que sofrem de rinite alérgica, também registou queda expressiva nas vendas, de 12%, para 261 milhões de dólares.

 

 

Fonte: Valor OnLine/G1
http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/10/lucro-da-merck-rec...

AstraZeneca doa £250.00 ao apelo da Cruz Vermelha britânica

27/10/2014 - 07:58


A AstraZeneca doou £ 250.000 através da Cruz Vermelha Britânica, ao apelo para o combate ao surto do ébola, para apoiar o trabalho das agências locais da Cruz Vermelha, no sentido de conter e prevenir novos surtos nos países mais afectados pelo vírus Ébola, nomeadamente a Guiné, a Libéria, a Nigéria, a Serra Leoa, com a Libéria particularmente atingida.


O número de doentes com de Ébola na Guiné, Libéria e Serra Leoa já ultrapassou os 6.500, com a ocorrência de mais de 3.000 mortes. No entanto, com uma taxa de mortalidade superior a 60%, a menos que sejam reforçadas rapidamente medidas de controle do Ébola na África Ocidental , os especialistas prevêem que os números continuem a subir exponencialmente, e que mais de 20.000 pessoas tenham sido infectadas no início de Novembro.

 

Há desafios nesta região que agravam a luta para conter o vírus rapidamente. Acima de tudo, os sistemas de saúde em todos os três países foram destruídos após anos de conflito e houve uma significativa escassez de profissionais de saúde, deixando o sistema mais fraco do que noutros países com surtos de ébola. A agravar este desafio pre-existente, de 375 profissionais de saúde infectados, 211 morreram.

 

Além disso, algumas características da população pode ter levado à rápida propagação da doença, por exemplo, as populações da Guiné, Libéria e Serra Leoa estão altamente interligadas, com um tráfego transfronteiriço extenso no epicentro e conexões relativamente fáceis por estrada entre as cidades e vilas rurais e as capitais densamente povoadas. Num trabalho com outros órgãos, como os Médicos Sem Fronteiras, equipes de voluntários da Cruz Vermelha estão a educar o público sobre como responder ao surto e prevenir novas infecções nas suas comunidades, bem como a gestão da eliminação segura dos corpos daqueles que morreram, que continuam a ser altamente infecciosos.

 

A Cruz Vermelha Britânica enviou um número de trabalhadores especializados para a África Ocidental para apoiar a equipa local da Cruz Vermelha e voluntários que trabalham, dia e noite, para controlar o surto.

 

 

Fonte: comunicado de imprensa 

Farmacêuticas unem forças para produzir doses de vacina contra ébola

23/10/2014 - 07:49


As principais farmacêuticas planeiam trabalhar juntas para acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra o ébola e produzir milhões de doses do produto experimental mais eficiente para ser utilizado já no próximo ano, avança a agência Reuters.


A Johnson & Johnson (J&J) disse esta quarta-feira que está a acelerar os trabalhos para a sua vacina experimental contra o ébola e tem como objectivo produzir 1 milhão de doses no próximo ano, 250 mil das quais espera estarem disponíveis até Maio.

 

Segundo a companhia norte-americana, já foi discutida uma colaboração com a britânica GlaxoSMithKline (GSK), que trabalha numa vacina concorrente.

 

O chefe de pesquisa do grupo, Paul Stoffels, disse que ambas as companhias apoiariam o trabalha uma da outra e combinariam as suas vacinas caso isso fizesse sentido, ao passo que outras companhias sem tratamento para o ébola estão prontas para fornecer capacidade de produção.

 

Actualmente, não há vacina comprovada contra a doença mortal, mas várias empresas estão a esforçar-se para desenvolver produtos. Os testes clínicos da vacina da GSK e outra da NewLink Genetics estão em andamento, ao passo que os testes da vacina da J&J em humanos começará em Janeiro.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental, incluindo profissionais de saúde da linha de frente com alto risco de infecção, comecem a receber as vacinas contra o ébola a partir de Janeiro, como parte de testes clínicos em larga escala.

 

“Eu falei com (o presidente-executivo da GSK) Andrew Witty várias vezes nos últimos dias sobre, como colegas, vamos conseguir resolver isso”, disse Stoffels a repórteres. “Pode até ser que combinemos a vacina deles com a nossa”.

 

A J&J disse esta quarta-feira que vai testar a sua vacina em voluntários saudáveis na Europa, EUA e África a partir do início de Janeiro, acrescentando que vai investir até 200 milhões de dólares para acelerar o programa.

 

A vacina da J&J foi descoberta em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA e inclui a tecnologia da empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, que irá agora receber uma injecção de recursos da empresa norte-americana.

 

O surto de ébola no oeste da África começou em Março e matou mais de 4.500 pessoas, a maioria delas na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, de acordo com a OMS. Surtos no Senegal e na Nigéria foram declarados contidos pela OMS e alguns poucos casos foram relatados em Espanha e nos EUA.

 

A J&J simplificou e acelerou o seu programa de vacina à luz do pior surto de ébola do mundo.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKCN0IB1EH20141022

NewLink fecha acordo de mil milhões de dólares com a Roche

22/10/2014 - 07:35


A NewLink Genetics disse que fechou um acordo com a Roche para desenvolver a imunoterapia contra o cancro da NewLink, deixando a investigadora de vacina contra o ébola apta a receber mais de mil milhões de dólares em pagamentos de etapas, avança a agência Reuters.


Imunoterapias são uma classe de medicamentos desenvolvidos para ajudar o sistema imunológico do próprio corpo a combater doenças.

 

A NewLink, que detém a licença comercial para uma vacina contra ébola projectada pelo governo do Canadá, receberá um pagamento de entrada de 150 milhões de dólares sob o acordo de licenciamento mundial acertado com a Genentech, unidade da Roche.

 

Sob o acordo, as companhias vão desenvolver um inibidor da NewLink, o NLG919, que é projectado para agir sobre o mecanismo pelo qual tumores se esquivam do sistema imunológico de pacientes.

 

A Genentech vai financiar os custos futuros de pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização relacionados à droga, disse a NewLink.

 

O NLG919 actualmente está em testes de fase inicial para uso em tumores sólidos. A companhia está a estar hoje um inibidor similar, o indoximod, em estudos de fases intermediárias com pacientes com cancro da mama e pacientes com cancro da próstata.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0I91IX20141020

Roche e MSD aumentam esforços de imunoterapia contra cancro da mama

20/10/2014 - 06:27


A farmacêutica suíça Roche e a farmacêutica norte-americana MSD (conhecida nos EUA e Canadá como Merck & Co.) devem apresentar em Dezembro dados sobre medicamentos rivais de imunoterapia contra o cancro da mama, estendendo a nova abordagem para combater o tumor para outro tipo de cancro, avança a agência Reuters.


Resultados clínicos iniciais com o medicamento da Roche, conhecido como MPDL3280A, no cancro da mama chamado triplo negativo (TNBC), serão revelados entre 9 e 13 de Dezembro, no San Antonio Breast Cancer Symposium, disse a empresa depois de anunciar os resultados do terceiro trimestre.

 

A MSD confirmou mais tarde que também iria apresentar dados sobre o TNBC com o seu medicamento concorrente Keytruda na mesma conferência sobre cancro da mama.

 

Ambas as drogas pertencem a uma classe concebida para ajudar o próprio sistema imunológico do corpo a afastar o cancro, bloqueando uma proteína conhecida como receptor de morte programada (PD-1), ou um alvo relacionado ao PD-L1, usado por tumores para evitar as células de combate à doença.

 

Desenvolvido pela primeira vez para o melanoma, estes medicamentos estão também mostrando-se promissores contra uma variedade de outros tipos de tumores.

 

O MPDL3280A da Roche, que ainda não está aprovado para qualquer tipo de cancro, já está a ser testado em pacientes com melanoma, assim como do pulmão, bexiga, rim, intestino e cancro do sangue.

 

O Keytruda® da Merck tornou-se o primeiro na nova onda de medicamentos que aumentam a imunidade a ser aprovado para o tratamento de melanoma nos EUA no mês passado e também está a ser testado numa variedade de tipos de tumores.

 

Alguns analistas acreditam que a nova classe de medicamentos de imunoterapia poderia gerar mais de 30 mil milhões de dólares em vendas anuais para a indústria até 2025, refletindo tanto a ampla gama de pacientes que poderiam beneficiar e o alto custo dos medicamentos.

 

Os outros dois principais rivais no sector são a Bristol-Myers Squibb e a AstraZeneca.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0I61T820141017

Farmacêuticas dizem que sobretaxa é “quebra de acordo”

15/10/2014 - 06:20


A sobretaxa sobre as vendas da indústria farmacêutica está a gerar perplexidade e preocupação nas empresas do sector, que há menos de um mês assinaram com o Ministério da Saúde um protocolo que prevê uma redução da despesa com medicamentos em 160 milhões de euros em 2014.


Há quem fale "de quebra de acordo".

 

[Leia a notícia completa no Diário Económico]

 

 

Fonte: Diário Económico
http://economico.sapo.pt/noticias/farmaceuticas-dizem-que-sobretaxa-e-qu...

OE2015: indústria farmacêutica vai pagar taxa

10/10/2014 - 06:32


O Governo prevê, para 2015, aplicar uma "contribuição sobre a indústria farmacêutica", a incidir sobre o total de vendas mensais de fármacos, medida que visa "a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na vertente dos gastos com medicamentos", avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Esta informação consta de uma versão preliminar do Orçamento do Estado para 2015, anterior ao Conselho de Ministros desta quinta-feira.

 

No documento, a que a Lusa teve acesso, refere-se que "estão sujeitas à contribuição as entidades que procedam à primeira alienação a título oneroso, em território nacional, de medicamentos de uso humano".

 

São abrangidos por esta contribuição os medicamentos comparticipados pelo Estado, os sujeitos a receita médica restrita, os que disponham de autorização de utilização excepcional ou de autorização excepcional e os gases medicinais e derivados do sangue e do plasma humanos.

 

Igualmente abrangidos serão os outros medicamentos cujas embalagens se destinem ao consumo em meio hospitalar e os medicamentos órfãos.

 

Estas taxas serão definidas por portaria do membro do Governo responsável pela área da saúde.

 

O documento indica, no entanto, que os valores poderão variar entre 0,5 por cento e um máximo de cinco por cento nos medicamentos comparticipados incluídos em grupos homogéneos e os não incluídos em grupos homogéneos, com autorização de introdução no mercado concedida há 15 ou mais anos, e cujo preço seja inferior a dez euros.

 

No restantes casos de medicamentos comparticipados, o valor da taxa deverá ter um mínimo de sete por cento e um máximo de 12 por cento.

 

Para os medicamentos sujeitos a receita médica restrita, assim como aqueles que disponham de autorização de utilização excepcional ou de autorização excepcional ou sejam destinados a consumo em meio hospitalar, o valor da comparticipação deverá situar-se entre os dez e os 15 por cento.

 

Para os gases medicinais e derivados do sangue e do plasma humanos, está prevista uma comparticipação entre os 0,5 por cento e os cinco por cento.

 

O valor da taxa para os medicamentos órfãos dever-se-á situar entre os 0,5 por cento e os cinco por cento.

 

Esta legislação deverá entrar em vigor a 01 de Janeiro de 2015 e, até lá, a taxa da contribuição sobre a indústria farmacêutica é de 2,5 por cento para os medicamentos comparticipados incluídos em grupos homogéneos e os não incluídos em grupos homogéneos com autorização de introdução no mercado, concedida há 15 ou mais anos, e cujo preço seja inferior a dez euros.

 

Para os restantes casos dos medicamentos comparticipados, a taxa é de 8,6 por cento.

 

O valor da comparticipação dos medicamentos sujeitos a receita médica restrita, assim como aqueles que disponham de autorização de utilização excepcional ou de autorização excepcional ou sejam destinados a consumo em meio hospitalar é de 12,4 por cento.

 

A comparticipação para os gases medicinais e derivados do sangue e do plasma humanos é de 2,5 por cento, tal como para os medicamentos órfãos.

 

A partir de 2015, no caso em que o pagamento não seja efectuado "até ao termo do respectivo prazo, começam a correr imediatamente juros de mora e a cobrança da dívida é promovida pela Autoridade Tributária e Aduaneira.

 

O documento refere ainda que, "ao incumprimento das obrigações tributárias previstas nesta lei, é aplicável o regime geral das infracções tributárias".

 

No sábado vai realizar-se um Conselho de Ministros extraordinário para discutir a proposta de Orçamento do Estado para 2015, que poderá vir a ser aprovada nessa reunião.

 

 

Fonte: Lusa/Dinheiro Digital
http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=220966

Laboratório Militar faz 78 remédios que a indústria não quer

09/10/2014 - 06:29


O Laboratório Militar está a produzir 78 tipos de medicamentos para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde, avança o Diário de Notícias.

 


Remédios que deixaram de estar disponíveis porque perderam o interesse comercial por causa dos baixos preços e que representam 90% da produção da instituição.

 

Analgésicos, anti-inflamatórios, expectorantes, remédios para a tuberculose, vaselina esterilizada para queimados, metadona para o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e 13 soluções orais pediátricas a pedido da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) para responder a falhas que existem nos hospitais.

 

Médicos olham para esta como uma boa solução que deve ser dinamizada. "O uso do Laboratório Militar deve ser potenciado da máxima forma possível na produção de medicamentos a nível nacional. Não só para responder às falhas, como também para produzir medicamentos mais baratos que sejam importantes para Portugal", afirma o bastonário dos Médicos, José Manuel Silva.

 

 

Fonte: Diário de Notícias
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4167068

Peter Gøtzsche: "Os preços da medicação inovadora são uma tentativa de extorsão"

07/10/2014 - 07:37


Peter C. Gøtzsche dedicou os últimos anos a estudar o modus operandi da indústria farmacêutica, onde começou a carreira como delegado de propaganda.

 

O trabalho resultou num livro nas bancas há um ano, este Verão publicado em Espanha e prestes a sair em Itália, Alemanha, Rússia ou Coreia.

 

O jornal i conversou com o médico dinamarquês que em Setembro apareceu no programa de Jon Stewart, "The Daily Show", a comparar a indústria com os cartéis de droga.

 

Gøtzsche afirma que o sector do medicamento é um sistema corrupto que contribui com as suas omissões e marketing para a morte de milhares de pessoas.

 

No caso da nova medicação da hepatite C, vê um problema recorrente: explorar ao máximo um monopólio saqueando o erário público.

 


Leia a entrevista de Peter Gøtzsche ao jornal i aqui.

 


Fonte: i
http://www.ionline.pt/artigos/mundo/peter-gtzscheos-preos-da-medica-inov...

RCM Pharmagazine

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