Morte súbita cardíaca mata mais que sida

Em antecipação ao Dia Europeu do Doente Coronário, que se celebra a 14 de Fevereiro, a Fundação Portuguesa de Cardiologia vai promover uma sessão de divulgação e sensibilização para a morte súbita cardíaca, no dia 10 de Fevereiro, quarta-feira, às 15h, na sala Corgo, do Hotel Porto Palácio, avança a fundação, em comunicado.
"A morte súbita cardíaca constitui a principal causa de morte nos países desenvolvidos. Mata 450 mil pessoas por ano, há 1 morte em cada 2 minutos e provoca uma mortalidade superior à da sida, cancros da mama e do pulmão e AVC, no seu conjunto. Para combater a morte súbita é necessário reconhecer a importância do suporte básico de vida e da criação de programas de acesso à desfibrilhação precoce em todos os locais frequentados por multidões, como os estádios de futebol", explica o Dr. Hipólito Reis.
Esta iniciativa vai focar a relação entre a morte súbita e o desporto e conta com a presença de Prof. Doutor João Lopes Gomes, cardiologista e presidente da Delegação Norte da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC); Dr. Hipólito Reis, cardiologista e vice-presidente da FPC; Dr. Pimenta Marinho, vice-presidente da ARS Norte; Dr. Domingos Gomes, membro do comité médico da UEFA e Vítor Baía, Director das Relações Externas do Futebol Clube do Porto, estádio português que possui 8 equipamentos para prevenir a morte súbita.
De destacar também a presença de Javier Garcia Menendez, paramédico espanhol, que irá fazer um mini curso de suporte básico de vida e desfibrilhação onde estará incluída uma simulação de uma ressuscitação com um manequim.
A doença coronária é a patologia mais comum nos países desenvolvidos. Em 2007 verificaram-se 141.300 internamentos por doenças do aparelho circulatório, tendo-se verificado 36.723 óbitos, o que corresponde a uma percentagem de 34 por cento do total de mortes ocorridas em Portugal.
A morte súbita cardíaca define-se como morte de causa natural, devida a doença cardíaca, caracterizada por uma perda súbita de conhecimento. Continua a ser uma forma de apresentação da doença coronária, sendo a primeira manifestação, e última, em cerca de 25% dos enfartes do miocárdio.






