19 doentes epilépticos operados em 2009

O Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) operou no ano passado 19 doentes com epilepsia, mas há 2500 candidatos a aguardar uma solução cirúrgica, revelou ontem o coordenador do serviço que realiza estas operações, avança o Diário de Notícias.
Segundo Pedro Cabral, coordenador do Grupo de Cirurgia de Epilepsia do CHLO, há epilepsias que só se conseguem minorar por via cirúrgica, mas nem todos os candidatos podem ser operados. "Apenas cerca de 20% de todas as epilepsias refractárias podem ser tratadas por cirurgia e o processo de selecção do doente é muito importante", disse ao DN.
O neurologista destaca que a operação tem riscos, porque toca em áreas sensíveis do cérebro e pode deixar uma criança ou mesmo um adulto com sequelas. "É preciso avaliar o risco com base nas possibilidades de ganho, porque, se não for operada, uma criança destas pode representar um adulto sem autonomia, que gasta em média cerca de 2000 euros por mês em medicamentos."
No ano passado, este centro hospitalar operou 19 pessoas, 10 adultos e nove crianças. Segundo o especialista, calcula-se que actualmente existam cerca de 2500 candidatos a aguardar por uma solução cirúrgica, que, quanto mais cedo for realizada, melhores resultados pode obter para o paciente. "Não nos podemos é dar ao luxo de ter dois anos de espera", disse o coordenador, salientando que no CHLO "não faltam meios de diagnóstico, mas meios humanos".
A alta comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, considerou este programa exemplar, salientando que até há poucos anos estes doentes eram operados fora de Portugal. "É necessário fazer mais e penso que o CHLO tem condições para aumentar o programa em 2010", referiu ao DN.






