Teste à urina prevê risco de rejeição de rim transplantado

É possível detectar, através de um exame à urina, a predisposição de um doente submetido a um transplante renal para desenvolver fibrose, revelaram cientistas brasileiros ao site do jornal Folha de São Paulo, noticia o site Saúde na Internet.
A fibrose é a formação ou desenvolvimento em excesso de um órgão ou tecido como resposta a um processo reparativo ou reactivo decorrente de uma lesão ou trauma. É também o principal factor que pode levar à rejeição crónica e à perda dos rins transplantados.
Um estudo realizado por cientistas brasileiros da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) avaliou 92 doentes e verificou que metade deles apresentava níveis elevados da proteína de ligação ao retinol (RBP), a qual indica a predisposição para desenvolver fibrose. Análises posteriores revelaram que muitos desses doentes apresentaram rejeição crónica.
No entanto, identificar o problema apenas não resolve em nada a condição do doente. Devido a este facto, num outro estudo, os investigadores da Unifesp seguiram durante um ano dois grupos de doentes transplantados. Verificaram que os doentes que receberam nova medicação apresentaram melhorias ao nível da proteína e da função renal. Por seu turno, o outro grupo, que manteve a mesma medicação, mostrou pioras da função renal e os níveis do marcador RBP mantiveram-se elevados.
Actualmente, só é possível identificar a ocorrência de fibrose através de biopsia, que é feita quando o órgão já está com a função comprometida, com poucas hipóteses de cura e com um risco elevado de perda do rim.
Este teste tornar-se-á extremamente útil para os médicos, dado que, ao saberem a predisposição para rejeição, podem direccionar o doente para o melhor tratamento.






