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Bristol-Myers Squibb corta 25% das equipas de vendas do Abilify®


A Bristol-Myers Squibb (BMS) decidiu cortar na força de vendas do seu segundo fármaco mais vendido, o antipsicótico Abilify®, seis meses depois de ter alargado o contrato para comercializar o fármaco com a japonesa Otsuka, avança a agência Bloomberg.

O porta-voz da empresa norte-americana, Brian Henry, adiantou numa entrevista telefónica à Bloomberg que na semana passada foram eliminados cerca de 25% dos postos de trabalho nesta área, apesar de não ter revelado o número de colaboradores despedidos. A BMS contava com mais de 35 mil empregados no final do ano passado.

"Estamos a avaliar os nossos recursos e a estrutura mais adequada para a nossa força de vendas", explicou, acrescentando que se trata de um produto importante para ambas as companhias.

A empresa comercializa o antipsicótico nos EUA e em vários países europeus em conjunto com a Otsuka, responsável pela descoberta do fármaco. A BMS concordou em Abril deste ano em estender o contrato com a companhia japonesa até Abril de 2015.

O Abilify®, indicado para o tratamento da doença bipolar e esquizofrenia, gerou vendas na ordem dos 643 milhões de dólares no segundo trimestre, mais 22% face ao mesmo período do ano anterior. Os lucros do Plavix®, o medicamento mais vendido da BMS, aumentaram 11% no mesmo período, para 1,54 mil milhões de dólares. Ambos os fármacos irão enfrentar a concorrência dos genéricos em 2012.

2009-10-19 | 09:37

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