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Hospital de Braga garante que não recusou medicamentos a doentes com esclerose múltipla


O Hospital de Braga não recusou medicamentos a qualquer utente, nomeadamente a doentes com esclerose múltipla, e vai manter, na íntegra, as obrigações decorrentes da sua integração no Serviço Nacional de Saúde, disse à agência Lusa fonte da administração.

O presidente do Conselho Executivo do Hospital de Braga, Hugo Meireles, considerou "inexactas" as informações divulgadas pelo PCP de Braga e pela associação TEM - Todos com a Esclorose Múltipla segundo as quais a farmácia hospitalar teria recusado medicamentos a doentes crónicos.

"Houve dois doentes a quem o médico retirou a medicação, por razões estritamente clínicas e, por isso, não lhes foi dado o medicamento", garantiu.

Hugo Meireles disse à agência Lusa que o Hospital instituiu, também, uma regra clínica que determina que os doentes crónicos sejam observados, pelo menos, de quatro em quatro meses: "Não faz sentido dar medicamentos para um ano a um doente sem que ele seja acompanhado pelo médico", sustentou.

Nesse sentido - frisou -, o médico acompanhará o doente regularmente, dando-lhe, se for caso disso, a medicação para o período de quatro meses e nunca de um ano.

O gestor hospitalar diz que a racionalização da gestão da farmácia e de outros serviços clínicos nada tem a ver com recusa de entrega de medicamentos ou de qualquer consulta e exame médico: "Integramos o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como qualquer outro hospital e estamos ao serviço dos doentes", acentuou.

O Hospital Central de São Marcos está a ser gerido por uma empresa do Grupo Mello desde há um mês, na sequência de um contrato de "parceria-público-privada" assinado com o Governo para a construção de um novo hospital.

O PCP anunciou quinta-feira que vai questionar o Governo sobre uma alegada recusa do Hospital em fornecer medicamentos a doentes.

O deputado Agostinho Lopes adiantou, num encontro com a associação TEM, que a recusa é "um sinal esclarecedor de que a parceria, que os Governos do PSD e do PS concretizaram, é prejudicial à população".

No encontro participaram, ainda, António Rodrigues Dias, médico e candidato da CDU à Câmara de Braga, e Jorge Matos, da Direcção Regional do PCP.

Agostinho Lopes assinalou que, nos últimos dias, dezenas de doentes com esclerose múltipla, cujo tratamento - consultas e fornecimento de medicamentos - é da responsabilidade do Hospital, viram recusada a medicação que sempre lhes fora fornecida.

Para os comunistas, "tratando-se de doentes em estado mais grave, a recusa pode acarretar consequências sérias na evolução da sua situação".

2009-10-09 | 10:53

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