Mais de 100 mil portugueses infectados com hepatite C

11/02/2014 - 09:36

Apesar de mortal, esta é uma doença com cura


Em Portugal mais de 100 mil pessoas estão infectadas com o vírus da hepatite C, a maioria sem o saber. Apesar de mortal, esta é uma doença com cura, avança o Correio da Manhã.

 

A ausência de sintomas faz com que a doença só seja descoberta em estados muito avançados, com quadros clínicos de cirrose e cancro de fígado.

 

 

Fonte: Correio da Manhã
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/mais-de-100-mil-portugueses-infetados-com-hepatite-c175447453


 

Coimbra destrona S. João e é o melhor hospital do país

10/02/2014 - 09:33


O Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) ascendeu, pela primeira vez, em 2012, ao 1.º lugar no ranking dos 10 melhores hospitais. Destronou o S. João, no Porto, que estava no topo da tabela há três anos, avança o Jornal de Notícias.


Um pior desempenho em termos de mortalidade global (embora continue no topo da tabela) e piores resultados em 10 dos 17 agrupamentos de doenças analisados - passando a liderar apenas nas doenças cardíacas e vasculares, pediátricas e doenças do sangue e órgãos linfáticos, em vez dos sete agrupamentos que liderava em 2011 - terão levado o distinguido Centro Hospitalar de S. João, no Porto, a ser destronado pelo Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) no ranking dos 10 melhores hospitais de 2012, passando a ocupar o segundo lugar da tabela.

 

Há quatro anos que o CHUC ocupava sempre um dos três primeiros lugares no pódio e, em 2012, ascendeu ao 1.o lugar. Carlos Costa, um dos coordenadores do estudo "Avaliação de desempenho dos hospitais públicos (internamento)" - que a Escola Nacional de Saúde Pública publica desde 2005 e que sempre suscita polémica -, avança uma explicação: em 2012 o CHUC foi o segundo melhor hospital em termos de evolução da mortalidade e o melhor nas complicações de cuidados. Conquistou também a 1.ª posição em cinco dos 17 agrupamentos de doenças e está entre as cinco primeiras posições noutros cinco agrupamentos.

 

O CHUC conquistou ao S. João a liderança nas doenças digestivas e endócrinas e nas metabólicas, manteve a liderança nas ginecológicas e obstétricas, nas neoplásicas e respiratórias e perdeu as doenças de ouvidos, nariz e garganta para o IPO Coimbra. Carlos Costa explica que cerca de 60% dos óbitos nestas doenças são de cancro, "onde o IPO Coimbra é melhor que os restantes hospitais".

 

O ranking parece confirmar que os grandes hospitais são os que dão mais garantias de qualidade aos doentes: nas cinco primeiras posições estão hospitais de Coimbra, Lisboa, Porto. A seguir ao CHUC e ao São João, no terceiro lugar está o Centro Hospitalar Lisboa Norte (Santa Maria), o Centro Hospitalar Lisboa Central e o Centro Hospitalar do Porto. Só em 7.o lugar aparece um hospital do interior, o Centro Hospitalar Tondela Viseu, que já chegou a ocupar o 2.o lugar do ranking em 2010.

 

Outras novidades são a entrada do CH do Porto, ausente do ranking há pelo menos três anos, para o 5.o lugar da tabela, tendo sido, juntamente com o CHUC, o hospital com melhor evolução no top 10. O factor "mais decisivo" para o regresso do CH do Porto ao top 5 foi a melhoria da mortalidade e das readmissões, bem como um conjunto de "melhorias relevantes" em nove agrupamentos de doenças, com destaque para as doenças infecciosas, renais, neurológicas, respiratórias e oftalmológicas. Outra novidade foi a subida do CH Lisboa Ocidental do 10.o para o 6.o lugar; e o "tropeção" dos hospitais de Tondela-Viseu e Leiria-Pombal que passam, respectivamente, das posições 4 e 5 em 2011 para 7.o e 10.oº em 2012.

 

Alexandra Guedes, assessora da direcção clínica do hospital Tondela-Viseu, desvaloriza a queda de três posições. "Os nossos serviços não pioraram de certeza. Espero que a descida seja apenas porque os outros hospitais melhoraram bastante", disse, ao JN, reconhecendo, contudo, a dificuldade na contratação de pessoal. "Os nossos recursos são finitos, mas fazemos com que não se reflictam nos cuidados aos doentes, motivando e envolvendo os profissionais que estão a fazer mais com menos", assegura.

 

O ranking da Escola Nacional de Saúde Pública avalia a qualidade dos hospitais com base apenas nos resultados e tem em conta os episódios de internamento. O cálculo é feito com base na média ponderada da mortalidade (que vale 75%) e na média ponderada das complicações e readmissões (que valem 12,5% cada). É avaliado o desempenho global dos hospitais e o seu desempenho em 17 agrupamentos de doenças.

 

Para o ranking de 2012, foram analisados 870.631 episódios de internamento, num total de 542 doenças e 44 hospitais.

 

Ao JN, Carlos Costa explicou que esta metodologia "identifica e mede os indicadores de resultados de saúde e a qualidade dos cuidados prestados, não pretendendo identificar as causas que os originaram", o que é considerado pouco por alguns dos críticos do ranking, que apontam como fragilidades o facto de o estudo não ter em conta as transferências de doentes entre hospitais e as diferenças entre hospitais de fim de linha e hospitais com pouca diferenciação.

 

No entender do professor da ENSP, compete aos hospitais, órgãos regionais e ao Ministério da Saúde investigar se o desempenho identificado se deve a problemas de qualidade de informação (que admite existir), a problemas de estrutura (designadamente à quantidade e experiência dos recursos humanos e à tecnologia) ou a questões associadas ao processo de tratamento dos doentes. No limite, defende que se os maus resultados destes serviços persistirem, e não houver planos de melhoria que resultem, a tutela e os hospitais devem equacionar fundir ou fechar esses serviços.

 

 

Fonte: Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3675344
 

Quinze novos casos de gripe em unidades de cuidados intensivos

07/02/2014 - 10:23


Quinze novos casos de gripe foram admitidos em unidades de cuidados intensivos, na primeira semana de Fevereiro, mais quatro casos do que na semana anterior, segundo o Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe, avança a agência Lusa, citada pelo jornal Público.


De acordo com o boletim, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, regista-se uma actividade gripal moderada, com uma taxa de incidência da gripe de 68,8 casos por cada cem mil habitantes, menor do que na última semana de Janeiro (80,7 casos).

 

O documento diz que os vírus detectados são semelhantes às estirpes que integram a vacina antigripal deste inverno e diz também que não foram detectados vírus influenza resistentes aos antivirais.

 

“Os 15 laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe notificaram, até à data, 515 casos positivos para o vírus influenza”, segundo o boletim, o vírus predominante, ainda que haja, acrescenta, “um aumento do número de vírus detectados”.

 

Até agora, no total, foram notificados pela rede de laboratórios 1920 casos de síndrome gripal.

 

Dos 15 novos casos nas unidades de cuidados intensivos (UCI) a maioria não tinha sido vacinada contra a gripe.

 

“Desde o início da época (Outubro de 2013) foram reportados 78 casos de gripe nos doentes admitidos nas UCI de vários hospitais. Verificou-se que apenas 2% desses doentes tinham sido vacinados contra a gripe e 74% apresentavam doença crónica subjacente”, diz o boletim divulgado esta quinta-feira.

 

 

Fonte: Lusa/Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/quinze-novos-casos-de-gripe-em-unidades-de-cuidados-intensivos-1622718
 

85% da população corre risco de AVC ou enfarte

06/02/2014 - 09:09


A maioria dos portugueses está em risco de sofrer doenças vasculares, como o AVC e o enfarte agudo do miocárdio. Um estudo revela que no Norte há menos colesterol elevado, apesar da alimentação ser pior, avança o Jornal de Notícias.


Apenas 15% da população adulta escapam a todos estes factores de risco: diabetes, hipertensão, colesterol elevado, tabagismo e excesso de peso. Mais de 60% dos portugueses têm um e dois factores de risco e 20% têm três, o que significa risco acrescido de virem a sofrer de doenças do sistema vascular (incluem as cárdio e as cerebrovasculares e a doença arterial periférica), que são a principal causa de morte em Portugal.

 

A prevalência dos factores de risco para a doença vascular na população está a ser estudada pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). Os resultados ainda são preliminares – falta analisar as regiões do Algarve e Alentejo – mas já "preocupantes", constata a coordenadora do estudo, Mafalda Bourbon, que conta ter o trabalho concluído no primeiro semestre de 2015.

 

 

Fonte: Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3671125

Casos de cancro aumentarão 50% até 2030

04/02/2014 - 09:08


Um estudo publicado esta segunda-feira alerta que os casos de cancro aumentarão 50% até 2030, quando serão diagnosticados em todo o mundo quase 22 milhões de casos de cancro em comparação com os 14 milhões em 2012, devido a um forte aumento da doença nos países em desenvolvimento, avança o Diário Digital.


Ao mesmo tempo, as mortes por cancro passarão de 8,2 milhões para 13 milhões por ano.

 

Essas tendências são acompanhadas pelo aumento e o envelhecimento da população e pela adopção de hábitos de risco, como fumar, indica o relatório da Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro (IARC) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

“O maior impacto será registado nos países com menores recursos, muitos dos quais mal equipados para enfrentar este aumento dos casos de cancro, declarou a directora da OMS, Margaret Chan.

 

Os países em desenvolvimento não só padecem dos casos de cancro associados com a pobreza, mas também dos resultados de hábitos adquiridos após conquistar melhores condições de vida, como um maior consumo de álcool e tabaco, o consumo de alimentos processados e falta de exercício físico.

 

“É necessário um maior compromisso com a prevenção e detecção precoce para lidar com o aumento alarmante na incidência de cancro a nível mundial”, indicou o director da IARC, Christopher Wild.

 

O cancro substituiu as doenças cardíacas como a principal causa de morte a partir de 2011 e o número anual de diagnósticos aumentou de 12,7 milhões em 2008 para 14,1 milhões em 2012.

 

O relatório destaca a diferença entre os sexos: cerca de 53% dos casos diagnosticados e 57% das mortes ocorrem em homens.

 

Os tipos de cancro também diferem em função do sexo.

 

Entre os homens, o mais comum foi nos pulmões (16,7% do total de casos entre o sexo masculino); seguido pelo da próstata (15%), colo-rectal (10%), estômago (8,5%) e fígado (7,5%).

 

Entre as mulheres, o mais frequente é o da mama (25,2%), seguido pelo colo-rectal (9,2%), de pulmões (8,7%), útero (7,9%) e estômago (4,8%).

 

Há também diferenças regionais: mais de 60% dos casos de cancro e 70% das mortes ocorreram em África, Ásia, América Central e América do Sul, segundo o relatório global.

 

 

 

Fonte: Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=683045

Saúde 24 lança serviço de apoio à gripe

28/01/2014 - 09:16

A LCS – Linha de Cuidados de Saúde activou esta segunda-feira um plano para fazer face ao pico da gripe, que se deverá começar a fazer sentir de forma mais evidente nos próximos dias, avança o jornal Público.

 

Desde as 8h desta segunda-feira, já é possível a todas as pessoas que liguem para o 808 24 24 24, optarem por um atendimento específico e personalizado apenas dedicado à gripe. Esta alteração ao modelo de atendimento está suportado numa tecnologia de Interactive Voice Response e permite incrementar de forma significativa a capacidade de atendimento da Linha Saúde 24.

 

"Independentemente de todos os mecanismos que a LCS possa por ao serviço dos cidadãos, importa reforçar a necessidade de utilização racional e não abusiva da linha", realça o Ministério da Saúde, em comunicado.

 

A Linha de Saúde 24 está disponível 24 horas por dia, todos os dias, através do número 808 24 24 24.

 

Esta linha tem registado alguns constrangimentos nos últimos dias devido aos protestos dos trabalhadores contra os despedimentos e cortes salariais. A Ordem dos Enfermeiros (OE) reagiu esta segunda-feira, em comunicado, pedindo a intervenção “imediata” do Ministério da Saúde. “Verificando-se perturbação na resposta e na qualidade do serviço prestado, deve o Ministério da Saúde intervir de imediato. Até porque o facto do serviço se encontrar adjudicado não diminui em nada a responsabilidade do Ministério da Saúde”, lê-se na nota, assinada pelo bastonário Germano Couto.

 

Reagindo às declarações da administração da empresa que gere a linha, que fala em alegadas situações de falta de ética de alguns enfermeiros, a OE alerta “para a necessidade de não misturar questões laborais e contratuais, com questões do foro deontológico e de regulação da profissão”.

 

A Ordem dos Enfermeiros defende que “as condições de subcontratação dos serviços da Linha Saúde 24 por parte do Ministério da Saúde, determinadas por critérios economicistas, não podem colocar em causa nem a acessibilidade ao serviço por parte dos cidadãos, nem a qualidade da resposta, nem mesmo as condições de exercício dos profissionais”.

 

A OE considera muito preocupante que o Ministério da Saúde não tenha salvaguardado no contrato realizado situações de instabilidade da equipa de enfermagem, a ausência de hierarquia e a maturidade profissional necessárias à segurança dos serviços prestados à população. Por isso, sublinha que “a Linha de Saúde 24 é um dos meios privilegiados de acessibilidade e proximidade ao Serviço Nacional de Saúde que assegura o contacto imediato entre o cidadão e um profissional de saúde (enfermeiro) permitindo por esta via o adequado encaminhamento para os serviços de saúde hospitalares ou de cuidados de saúde primários”.

 

A Ordem lamenta que na área da saúde se façam outsourcings que implicam a contratação de profissionais de saúde “muitas vezes a um custo que pode colocar em causa a diferenciação profissional indispensável e necessária para dar resposta aos problemas dos cidadãos”. A Ordem dos Enfermeiros garante que “não deixará, em momento algum, que os cidadãos sejam impedidos de receber cuidados seguros e ao enquadramento legalmente instituído para o exercício da profissão de enfermagem, bem como não permitirá que se violem os princípios consagrados no que se refere aos direitos dos enfermeiros de usufruírem de condições de trabalho que garantam o respeito pela deontologia da profissão e pelo direito do cidadão a cuidados de enfermagem de qualidade”.

 

A Ordem dos Enfermeiros vai pedir esclarecimentos ao Ministro da Saúde e diz-se disponível para reunir com a administração da linha, caso a mesma assim o solicite formalmente.

 

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/saude-24-disponibiliza-servico-de-apoio-a-gripe-1621310
 

Queixas de negligência médica quintuplicaram desde 2001

27/01/2014 - 09:09


Uma pinça com 18 centímetros esquecida no interior do abdómen de uma doente durante uma cirurgia, uma criança a quem os médicos não diagnosticaram uma apendicite e que acabou por morrer, um homem com suspeita de enfarte agudo que foi transferido de um hospital central para um distrital e também não sobreviveu. São três histórias entre as centenas que têm chegado aos tribunais portugueses nos últimos anos, conta o jornal Público.


Em apenas 13 anos, o número de queixas por alegada negligência grave contra médicos e outros profissionais de saúde mais do que quintuplicou. O Conselho Médico-Legal do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), órgão ao qual os magistrados recorrem em situações complexas e graves para pedir pareceres técnicos, passou de apenas 33 processos analisados em 2001 para 184 no ano passado.


O pico de processos avaliados por estes peritos registou-se em 2008. Mas, depois de uma quebra do número de casos nos anos seguintes (ver gráfico), estes voltaram a aumentar em 2012 e 2013, adianta o médico Gonçalo Castanheira, que dedicou a sua tese de mestrado à responsabilidade profissional dos prestadores de cuidados de saúde.
Estes números podem, mesmo assim, ser apenas a “ponta do iceberg”, a “parte visível de uma responsabilidade desconhecida”, avisa o especialista, porque “há cada vez mais actos médicos”. O Conselho Médico-Legal é normalmente chamado a dar parecer, a avaliar se houve ou não violação da leges artis (das regras da profissão médica) em casos mais graves que normalmente resultam em morte ou em incapacidade permanente. A esmagadora maioria destes casos são histórias de alegada má prática de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, avança o Público.

 

Demora nos tribunais

 

O número de processos que chega ao Conselho Médico-Legal apenas dá uma ideia aproximada da dimensão do fenómeno, porque em Portugal é impossível contabilizar com rigor todas as queixas enviadas para os tribunais, para as ordens profissionais e para organismos como a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde. Grande parte acaba arquivada e as condenações são a excepção.
“O sistema não beneficia nem o doente nem o médico. O doente tem que provar que houve culpa com dolo, o que quase nunca acontece. Deveria ser ressarcido sem ter que provar a culpa”, defende Gonçalo Castanheira. Também André Dias Pereira – que este mês se doutorou com uma tese sobre responsabilidade médica na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – reclama um "novo paradigma".


Um dos problemas do sistema que vigora em Portugal prende-se com o tempo que os processos demoram a ser apreciados nos tribunais. A família da menina a quem não foi diagnosticada uma apendicite no Hospital Pediátrico de Coimbra só conheceu a sentença da primeira instância em Novembro do ano passado, mais de nove anos após a sua morte. Passado todo este tempo, os dois médicos acusados foram absolvidos, devendo o caso arrastar-se agora pelos tribunais superiores.

 

A justiça portuguesa demora cerca de oito anos, em média, até chegar a uma sentença neste tipo de queixas, concluiu a farmacêutica Lígia Ernesto, depois de analisar 210 casos relativos a erros, negligência médica e outros eventos adversos noticiados nos meios de comunicação social entre 1974 e Junho de 2011. Em quatro casos, vítimas e acusados tiveram de aguardar mais de 12 anos pela decisão judicial.

 

Também o valor das indemnizações varia substancialmente. No caso do esquecimento da pinça no abdómen da doente, um cirurgião e duas enfermeiras foram condenados a pagar 14 400 e de 10 600 euros, respectivamente. Já a cardiologista do homem que morreu na sequência de um enfarte agudo de miocárdio não diagnosticado foi multada em 8 400 euros.

 

Mas há sentenças que impõem indemnizações elevadas. E acordos extrajudiciais, como o que levou o Estado a pagar um total de 597 mil euros aos seis doentes que cegaram no Hospital de Santa Maria, na sequência de uma troca de medicamentos na farmácia da unidade de saúde. O doente que ficou sem ver dos dois olhos recebeu 246 mil euros, valor que foi definido por uma comissão arbitral.

 

“Na medicina legal há tabelas, mas nesta matéria ainda não existe jurisprudência. A responsabilidade profissional em saúde é recente”, observa Gonçalo Castanheira, que analisou em detalhe 66 processos de unidades de saúde do concelho de Coimbra entre 2001 e 2010. Em quase um quinto dos casos (18,18%) os pareceres do conselho médico-legal concluíam que a actuação dos profissionais de saúde não tinha sido a mais adequada.

 

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/queixas-de-negligencia-medica-quintuplicaram-desde-2001-1621197
 

Sociedade Portuguesa de Hipertensão lança campanha “Eu Escolho”

24/01/2014 - 09:12


O 8.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, a decorrer entre 20 e 23 de Fevereiro, em Vilamoura, vai marcar o arranque da campanha institucional “Eu Escolho”. Com o carimbo científico da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, a acção visa informar o grande público sobre a importância e necessidade de controlar a tensão arterial e prevenir a hipertensão, avança comunicado de imprensa.


“Cerca de 42% da população portuguesa sofre de hipertensão arterial (isto é, pressão arterial acima de 140/ 90 mm Hg). Trata-se do maior factor de risco para o acidente vascular cerebral (AVC), que é, por sua vez, a principal causa de morte em Portugal, e um importante factor de risco para doença cardíaca e insuficiência renal. Importa, por isso, controlar a pressão arterial, mantendo a sistólica (chamada de “máxima”) inferior a 140 mmHg, e a diastólica (“mínima”) inferior a 90 mmHg”, esclarece Fernando Pinto, presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH).

 

“A detecção precoce de uma pressão arterial elevada e o seu controlo adequado podem reduzir o risco de incidência de doença cerebrocardiovascular, e, assim, os números de incapacidade e mortalidade”, refere o especialista, justificando a campanha informativa “Eu Escolho”, lançada em breve pela SPH.

 

A acção de awareness é apadrinhada por dez embaixadores conhecidos dos portugueses – o escritor José Luís Peixoto, as apresentadoras Leonor Poeiras, Cláudia Borges e Ana Rita Clara, os actores Pedro Lima, José Wallenstein, Delfina Cruz e Andreia Diniz, a jornalista Maria Elisa e o cantor Carlos do Carmo.


A campanha "Eu Escolho" é uma campanha multimeios. Será veiculada online, nas redes sociais, em televisão, imprensa e outdoor. É composta pelo site www.euescolho.pt que disponibilizará informação sobre como se pode controlar melhor a tensão arterial, causas, tratamento, e pelo kit digital com o filme e o cartaz da campanha para ser divulgado pelos internautas, pela página de Facebook, e pelas restantes redes sociais Instagram, Youtube, Google +, contando ainda com anúncios de imprensa e outdoor e com o spot oficial da campanha.


A Campanha conta com o patrocínio do Laboratório Abbott e da marca de medidores de pressão arterial PIC Solution, é activada pela empresa de comunicação para a saúde S Consulting e vai para o ar no dia 17 de Maio, Dia Mundial da Hipertensão.

 

 

Fonte: comunicado de imprensa

DGS: gripe já provocou duas vítimas mortais em Portugal

23/01/2014 - 09:30


Duas pessoas morreram e 43 estão internadas nos cuidados intensivos por causa da gripe. Segundo a Direcção-geral da Saúde, a maioria dos doentes graves não está vacinada, tem factores de risco associados como obesidade e doenças crónicas graves, e menos de 65 anos. Os dados referem-se à semana entre os dias 13 e 19 deste mês, avança o Diário de Notícias.


"Ocorreram duas mortes em pessoas com mais de 60 anos e ambos tinham factores de risco. Aparentemente não estavam vacinadas", disse ao DN Graça Freitas, subdirectora-geral da Saúde.

 

Os dados reportados pelos hospitais que fazem parte da rede sentinela, 19 ao todo – embora nem sempre todos reportem –, indicam que desde o início da actividade gripal 43 pessoas foram internadas nos cuidados intensivos. Na semana passada o acumulado era de 20.

 

 

Fonte: Diário de Notícias
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3646752

INEM atendeu 1,2 milhões de chamadas em 2013

20/01/2014 - 10:01


O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) atendeu no ano passado 1,2 milhões de chamadas, mais 50 mil do que no ano anterior, para prestação de socorro a vítimas de acidente ou morte súbita, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


De acordo com uma nota do INEM, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) atenderam em 2013 um total de 1.201.105 chamadas de emergência, que significaram mais 50.998 chamadas atendidas do que em 2012.

 

O atendimento destas chamadas deu origem à activação de 1.071.736 meios de emergência, entre os diversos tipos de ambulância (emergência médica, suporte imediato de vida ou transporte inter-hospitalar pediátrico), motas de emergência, viaturas médicas de emergência e reanimação e helicópteros.

 

O número de chamadas atendidas pelo INEM tem vindo a diminuir desde 2007 até 2012.

 

No ano passado registou-se um ligeiro aumento do número de chamadas, superior a 2012, mas ainda inferior ao de 2011 (1.363.129).

 

As chamadas efectuadas para o número europeu de emergência – 112 – são atendidas primeiro pela Polícia de Segurança Pública, que encaminha para o CODU do INEM todas as situações referentes a casos de urgência ou emergência médica.

 

Os CODU são as centrais de emergência médica associadas ao número 112, competindo-lhes avaliar os pedidos de socorro recebidos, para determinar os recursos necessários e adequados a cada ocorrência.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=680255

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