OMS apela a todos os adultos para medirem tensão arterial

04/04/2013 - 07:59

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou esta quarta-feira a todos os adultos para medirem a tensão arterial a propósito do Dia Mundial da Saúde, que se comemora no domingo e que este ano tem como tema a hipertensão, avança a agência Lusa.

 

Num comunicado intitulado “Dia Mundial da Saúde 2013: medir a pressão arterial, reduzir o risco”, a OMS assinala que se calcula que a hipertensão afecte em todo o mundo cerca de mil milhões de pessoas (mais de um em cada três adultos com 25 anos e mais) e defende a detecção da pressão alta, como um primeiro passo para a prevenir e controlar.

 

“A hipertensão é uma das principais causas das doenças cardíacas e dos acidentes vasculares cerebrais – que em conjunto constituem a primeira causa de morte prematura e incapacidade”, indica o comunicado.

 

Segundo os investigadores, a hipertensão contribui para perto de 9,4 milhões de mortes por doenças cardiovasculares anualmente e aumenta o risco de insuficiência renal e de cegueira.

 

“O nosso objectivo é consciencializar as pessoas para a necessidade de conhecerem a sua pressão arterial, de levarem a sério a hipertensão e de assumirem o seu controlo”, disse Margaret Chan, directora-geral da OMS, citada no comunicado.

 

Consumir pouco sal, ter uma alimentação equilibrada, praticar exercício físico regularmente, evitar o tabaco e o excesso de álcool diminui o risco de hipertensão.

 

O Dia Mundial da Saúde é comemorado a nível mundial no dia 07 de Abril para assinalar o aniversário da fundação da OMS em 1948.

600 mil portugueses são incontinentes e a grande maioria sofre em silêncio

01/04/2013 - 08:20

A Associação Portuguesa de Urologia (APU) e a Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uro-Ginecologia (APNUG) alertam: a procura de ajuda é fundamental para a resolução de um problema que, apesar de ainda ser um tabu, tem uma taxa de cura de quase 90%. Para assinalar a Semana da Incontinência Urinária, que este ano ocorre de 01 a 07 de Abril, no próximo dia 06 de Abril, entre as 9.30 e as 17.30, a APU e a APNUG vão apoiar uma acção de sensibilização, no Rossio, em Lisboa. Uma instalação artística feita a partir de chapéus-de-chuva, símbolo de protecção e impermeabilidade, e um gabinete de apoio estarão à disposição do público para tirar dúvidas a todos os que ali se deslocarem.

 

Em todo o mundo, há mais de 60 milhões de pessoas a sofrer de incontinência urinária. Só em Portugal, são estimadas 600 mil e a curva de envelhecimento da população não deixa margem de dúvidas: este número vai continuar a crescer.

 

Segundo um estudo epidemiológico da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, a incontinência urinária afecta 20% da população com mais de 40 anos. Ou seja, um em cada cinco portugueses acima dos 40 anos sofre desse problema.

 

As mulheres são quem mais sofre: entre os 45 e os 65 anos, a proporção de casos de incontinência urinária é de 3 mulheres para cada homem.

 

Caracterizada por perdas de urina involuntárias, que podem variar entre o muito ligeiras e ocasionais, e perdas mais graves e regulares, a incontinência urinária é, para muitos, encarada como um tabu, e acaba por condicionar o doente nas várias vertentes do seu quotidiano. Da vida pessoal à familiar, passando pela social, e mesmo pela laboral, todas saem afectadas.

 

Em casos extremos, a incontinência urinária pode levar ao isolamento de quem dela sofre. A fuga ao contacto social torna-se um escape, principalmente por causa do medo e da vergonha inerentes a uma preocupação principal: que os outros percebam.

 

 “A Incontinência Urinária reduz drasticamente a qualidade de vida de quem dela sofre”, explica Luís Abranches Monteiro, Presidente da Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uro-Ginecologia. Para o especialista, “Mesmo as mais pequenas perdas de urina têm implicações graves no quotidiano, e podem, inclusivamente, afectar a relação conjugal”.

 

Procurar ajuda é fundamental

 

Foram vários os avanços científicos nesta área nos últimos anos, pelo que actualmente existem armas terapêuticas capazes de curar ou controlar a maior parte das situações. Algumas formas de Incontinência Urinária são, inclusivamente, tratadas com medicamentos ou técnicas de reabilitação, e a maioria das cirurgias quase não implicam internamento.

 

Para quem não tem, ainda, o seu problema resolvido, são muitos os materiais de apoio ao alcance do incontinente. Das fraldas para adultos a pensos de várias dimensões, passando por roupa interior especialmente desenhada para o efeito, há várias soluções disponíveis.

Portugal é o 6.º país europeu que mais gasta com AVC

27/03/2013 - 09:46


Portugal é o sexto país da Europa que mais gasta com os Acidentes Vasculares Cerebrais, responsáveis por cerca de 2,5 mil milhões de euros em custos anuais, revela um relatório do grupo de trabalho para a prevenção do AVC, avança a agência Lusa.


Divulgado no âmbito do Dia Nacional do Doente com AVC, que se assinala no domingo, o relatório refere que um em cada cinco acidentes vasculares cerebrais está associado à fibrilhação auricular (FA), uma arritmia cardíaca que se estima afectar 140 mil portugueses com 40 ou mais anos.


“Sabendo-se que a FA aumenta em cinco vezes o risco de AVC e é responsável por 15 a 20% dos acidentes vasculares cerebrais, este aumento de incidência aponta igualmente para um agravamento dos números de AVC”, que são a segunda causa de morte por doença cardíaca na Europa e a primeira em Portugal, em pessoas com 65 ou mais anos.


Os custos anuais associados ao AVC na Europa, que vitima cerca de 1,3 milhões de europeus anualmente, somam cerca de 64 mil milhões de euros.


“Portugal é sexto país da Europa que mais gasta com o AVC em termos absolutos (cerca de 2,5 mil milhões de euros) e o segundo com custos per capita mais elevados (cerca de 240 euros)”, adianta o Grupo de Trabalho para a Prevenção do AVC, por FA.


Os doentes com FA têm uma probabilidade 50% mais elevada de morrer durante o ano seguinte (face a 27% dos doentes sem esta arritmia) e de ficar com incapacidade permanente.
Estes doentes constituem “um dos mais importantes grupos para reduzir o peso global, humano e económico dos AVC”.


Frequentemente a FA não apresente sintomas claros para um rápido diagnóstico, estimando-se que um terço dos doentes desconheça a sua condição, o que os afasta de qualquer terapêutica preventiva.


A verificação da pulsação irregular e um electrocardiograma podem ter um “papel crucial na melhoria da detecção de FA”. Já a terapia anticoagulante pode diminuir o risco de AVC, em cerca de dois terços destes doentes.


“Mesmo quando o diagnóstico existe, muitas vezes falha a prevenção ou a forma como é feita”. Estudos realizados em Itália, Alemanha e Espanha referem que apenas entre 25% a 57% destes doentes estavam sob terapêutica anticoagulante.


O cardiologista João Morais disse à Lusa que estes dados “não surpreendem”, espelhando uma realidade conhecida, principalmente dos médicos que lidam com as doenças cerebrovasculares, que “têm um peso brutal nas doenças do aparelho circulatório”.


João Morais salientou a importância da prevenção e do tratamento, para “minimizar os danos” desta doença.


“Na fase da prevenção, temos dois problemas centrais em Portugal que condicionam os elevadíssimos números que temos de AVC, a hipertensão arterial e a FA”, frisou.


João Morais adiantou que “é fundamental” que o doente que sofre um AVC ou que tem a percepção de que está a sofrer um ataque contacte rapidamente o 112.


Isto deve ser feito quando a pessoa sentir subitamente uma perda de força num braço ou numa mão, ter alterações de sensibilidade, ou os familiares referirem ter a boca ao lado, explicou.


O relatório define “nove linhas de acção indispensáveis” para evitar que “o AVC se transforme numa ainda mais alarmante crise de saúde”, entre as quais uma “maior e melhor informação” sobre a FA e o seu impacto na doença, a educação dos doentes, a sensibilização e educação dos médicos e o desenvolvimento de estratégias coordenadas para o diagnóstico precoce da doença.


O grupo de trabalho europeu é constituído por mais de três dezenas de académicos, clínicos e associações de doentes.

Portugal registou 2.480 casos de tuberculose em 2012

26/03/2013 - 09:07


Portugal diagnosticou, em 2012, 2.480 casos de tuberculose, incluindo casos novos e retratamentos, segundo o relatório do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose, avança a agência Lusa.


Os dados provisórios da Direcção-geral da saúde (DGS) referem que a incidência de tuberculose foi de 2.286, ou seja, 21,6 casos por 100 mil habitantes, dos quais 1.901 são nacionais e 385 estrangeiros.


“Estes dados representam um decréscimo relativamente à taxa de incidência definitiva em 2011 (23100.000 habitantes) de 6,1%”, sublinha, acrescentando que, “apesar de se continuar a assistir a uma diminuição constante da taxa de incidência, Portugal continua a ser um país de incidência intermédia – o único da Europa Ocidental”.


Na grande maioria, os casos de doença foram detectados por rastreio passivo (88,64%).


Segundo o relatório, publicado no site da DGS, ao longo dos últimos anos, tem vindo a assistir-se ao desaparecimento das regiões de alta incidência (cerca de 50 casos100 000 habitantes).


Contudo, Viana do Castelo, Porto, Lisboa e Setúbal apresentam uma incidência intermédia de tuberculose (mais de 20 casos/100.000 e menos de 50 casos/100.000 habitantes).


Dos 2.480 casos de tuberculose registados, 1.613 (65%) eram homens, e o grupo etário mais atingido situa-se entre os 35-44 anos.


A tuberculose em estrangeiros representou cerca de 15,6% do total de casos em Portugal, uma proporção que se tem mantido constante.


A infecção por vírus de imunodeficiência humana é um factor de risco conhecido para tuberculose activa, preconizando-se que todo os doentes com tuberculose seja testados para o VIH.


Em 2010, o teste foi efectuado em 85% dos doentes com tuberculose e em 2011 em 81,44%. “Ainda não é possível ter os dados definitivos de 2012, mas parece haver uma tendência para diminuir a cobertura do teste VIH nestes doentes”, adverte o documento.


“A prevalência de infecção VIH entre os doentes com tuberculose tem sido das mais altas da União Europeia, tendo contudo vindo a registar-se uma diminuição constante ao longo dos anos”, refere.


Em 2011, conhecia-se a serologia para o VIH em 81,44% dos doentes, sendo positiva em 14,55% dos casos.


Em 2012, 11,11% dos doentes falecidos durante o tratamento por tuberculose estavam infectados por VIH.


No ano passado, foram notificados 65 casos de tuberculose em reclusos, o que traduz “uma subida acentuada relativamente aos anos anteriores”.


Já a proporção de utilizadores de drogas entre os doentes com tuberculose tem vindo a diminuir nos últimos anos.


Em Portugal, o número de novos casos de tuberculose multirresistente tem vindo a diminuir e, em Dezembro de 2012, a sua incidência era de 14 casos, 20% dos quais com critérios de XDR (tuberculose extensivamente resistente), representando 0,56% dos casos, “o que traduz uma diminuição significativa relativamente aos anos anteriores”.


“É uma proporção inferior à média na União Europeia e encontra-se praticamente circunscrita às áreas metropolitanas do Porto e, principalmente, de Lisboa (cerca de 65% são residentes na área de Lisboa e Vale do Tejo)”, acrescenta.


No ano passado, 117 pessoas morreram durante o tratamento de tuberculose, correspondendo a 4,72% dos doentes notificados, com uma idade média de 66 anos.


Cerca de 20,5% dos doentes falecidos tinham dependência de álcool, 16,2% eram utilizadores de drogas e 11,1% estavam infectados por VIH.

Incidência da tuberculose em Portugal baixou 6,1% em 2012 relativamente a 2011

25/03/2013 - 09:17

A tuberculose baixou cerca de seis por cento em 2012, comparativamente ao ano anterior, mas Portugal ainda não é considerado um país com baixa incidência, segundo dados provisórios da Direcção-geral da Saúde avançados à agência Lusa.


“Os dados provisórios de 2012 parecem apontar para uma redução de cerca de 6,1%, relativamente à taxa de incidência definitiva de 2011”, disse Raquel Bessa de Melo, numa resposta escrita enviada à Lusa, a propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinalou no domingo.


Segundo a especialista, Portugal ainda continua acima da fasquia da baixa incidência (20 casos por 100 mil habitantes), “apesar de se aproximar dela a cada ano que passa”.


Em Portugal, em 2011, as autoridades apontavam que o país se situava nos 21 casos por 100 mil habitantes, embora sublinhassem que o país tem vindo a descer a um ritmo mais acelerado do que a União Europeia, prevendo-se o alcance rápido dos níveis europeus.


Também a incidência de “tuberculose susceptível e multirresistente tem diminuído de forma consistente ao longo dos anos”.


No entanto, advertiu, “a taxa de confirmação e a taxa de sucesso têm vindo a diminuir nos últimos anos, podendo pôr em causa, nos próximos anos, os bons resultados a que temos vindo a assistir até à data”.


Segundo Raquel Melo, a incidência de tuberculose multirresistente (TBMR) no país tem vindo “a diminuir de forma consistente nos últimos anos, mais evidente desde 2008, apresentando Portugal valores sobreponíveis aos outros países da Europa ocidental”.


“Apesar disso, continua a haver uma proporção preocupante de casos extremamente resistentes entre as formas multirresistentes”, observou.


Para a resolução deste problema, foram criados, em 2008, os centros de referência regionais de TBMR que, exceptuando em Lisboa estão em funcionamento desde essa altura.


A médica avançou que o Centro de Referência de TBMR em Lisboa “está em fase de arranque”.


Salientou ainda que “Portugal continua a apresentar uma taxa de co-infecção TB/VIH das mais altas da Europa Ocidental”.


Para reverter esta situação, Raquel Melo defendeu uma abordagem conjunta destas duas patologias e o rastreio de tuberculose nos doentes infectados por VIH, com tratamento preventivo dos infectados, assim como o rastreio de infecção com VIH na população doente com tuberculose, com a respectiva orientação.


Para Raquel Melo, uma “redução mais eficaz” da tuberculose na comunidade exige uma “detecção precoce” do caso e do diagnóstico e o tratamento célere do doente, “cortando a transmissão da doença na comunidade”.


Exige ainda o rastreio das populações de risco para prevenir futuros casos de tuberculose.


Segundo a especialista, as grandes cidades continuam a ser os locais de maior incidência da doença e os adultos jovens o grupo etário mais afectado nos últimos anos.


“A maior incidência neste grupo etário traduz infecção recente na comunidade”, explicou.


Questionada pela Lusa, sobre se a situação de crise que o país atravessa pode agravar o número de casos em Portugal, a médica afirmou que “é reconhecido o papel que as conturbações sociais têm na tuberculose”.


“Situações de desemprego, pobreza e sobrepopulação têm estado, no passado, associados a um aumento da tuberculose na comunidade”, sustentou.

 

Em 2011, os distritos do Porto, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro eram aqueles que apresentavam maior incidência, sendo então os responsáveis pela colocação de Portugal perto dos 21 casos por 100 mil habitantes, como foi indicado na altura pela DGS.
 

ERS registou 8.000 reclamações de utentes em 2011

25/03/2013 - 08:54

 

Quase 8.000 reclamações de utentes dos serviços de saúde foram registadas pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) no ano passado, com a qualidade da assistência administrativa a liderar as queixas.

 

De acordo com os dados divulgados na passada sexta-feira pelo presidente da ERS, durante a Reunião Nacional de Comissões de Ética, que decorre no Hospital da Luz, em Lisboa, foram registadas 7.909 reclamações, avança a agência Lusa.

 

A qualidade da assistência administrativa lidera as reclamações (19.939), reunindo um quarto das queixas, seguindo-se a qualidade da assistência de cuidados de saúde (1.504) e os tempos de espera superiores a uma hora (1.503).

 

As questões financeiras motivaram 725 queixas, 684 referem-se a folhas de reclamação anuladas e 466 estão relacionadas com questões de acesso.

 

A qualidade de assistência humana foi o motivo de 448 reclamações, 236 devem-se a instalações e 216 a tempos de espera inferiores a uma hora.

 

As questões legais estiveram na origem de 93 queixas, e a discriminação, de 17. Outros motivos foram responsáveis por 78 reclamações.

 

Em 2011, registaram-se 8.191 reclamações e, em 2010, 7.909.

Exposição ao fumo do tabaco aumenta risco de tuberculose

22/03/2013 - 09:40


A Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias e a Fundação Portuguesa do Pulmão alertam que a exposição ao fumo do tabaco aumenta o risco de tuberculose, uma doença que atinge cerca de duas mil pessoas por ano em Portugal, avança a agência Lusa.


As duas organizações realizam esta sexta-feira em Lisboa um encontro, com o tema “O papel da sociedade civil – Acabar com a Tuberculose na nossa geração”, para domingo assinalar o Dia Mundial da Tuberculose.


No encontro será debatida “a grande doença que ainda é a tuberculose no nosso país e no mundo, associada a outras comorbilidades”, disse à agência Lusa a presidente da Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias (ANTDR).


“O tabaco é um factor que poderá levar a um aumento da incidência da tuberculose”, advertiu Maria da Conceição Gomes, adiantando que a doença é mais prevalente em pessoas com idades entre os 45 e os 54 anos, em que geralmente há um maior consumo do tabaco.


Segundo a responsável, "cerca de 50 estudos foram alvo de revisão por entidades internacionais com objectivos comuns na luta contra a tuberculose e concluiu-se que a exposição passiva ou activa ao fumo do tabaco aumenta o risco de tuberculose.


Defendeu ainda que “para um programa de controlo da tuberculose ser ainda mais eficaz, a sociedade não pode ser indiferente às medidas para o controlo do tabagismo, daí a importância da sensibilização para a desabituação tabágica, quer nos hospitais, nos centros de diagnóstico pneumológico, nos centros de saúde, nos consultórios, quer fora do ambiente clínico”.


Maria da Conceição Gomes alertou para a importância de um diagnóstico precoce da tuberculose, mas também para a necessidade de se estar alerta para “outros factores que rodeiam a doença e podem levar a ter números ainda significativamente elevados”.


Entre esses factores, apontou a toxicodependência, a emigração, o VIH e as “condições sociais e económicas que têm altos e baixos no país”.


A presidente da associação adiantou que é preciso alertar a população para ir ao médico quando tiverem sintomas da doença, como tosse arrastada, falta de apetite, cansaço, porque “o diagnóstico ainda é tardio”.


“Algumas pessoas vão directamente ao hospital, mas já numa fase muito avançada da doença e, entretanto, já contagiaram muitas pessoas que estão debilitadas imunologicamente”, comentou.


“Daí que também queiramos alertar para a necessidade de rastrear doentes com outras patologias”, como os diabéticos, doentes oncológicos, imunodeprimidos, doentes reumáticos para “tratar as pessoas quando ainda não estão doentes (tuberculose latente)”, explicou.


A tuberculose é uma doença infecciosa, grave e potencialmente mortal, se não for tratada, sendo transmitida pelo ar e pode atingir todos os órgãos do corpo, mas especialmente os pulmões.


Em Portugal a incidência da tuberculose é ainda de cerca de 20 novos casos por 10 mil habitantes, superior à maioria dos países com o desenvolvimento económico idêntico a Portugal.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda morrem 4.000 pessoas por dia em todo o mundo devido à doença.

DGS recomenda profilaxia adequada contra a raiva

18/03/2013 - 08:57


A Direcção-geral da Saúde (DGS) alertou no sábado para a possibilidade da raiva ser importada para Portugal, como aconteceu em 2011 e 2012 quando foram notificados dois óbitos, recomendando por isso as adequadas medidas de profilaxia, avança a agência Lusa.


“A ocorrência destes dois casos, num curto espaço de tempo, veio evidenciar a possibilidade de importação de casos no contexto da mobilidade de pessoas oriundas de países onde a epizootia tem progredido nos últimos anos”, lê-se na circular disponibilizada no site deste organismo do Ministério da Saúde.


No documento, dirigido a “todos os médicos e enfermeiros do sistema de saúde (serviços públicos e privados)”, lê-se que “Portugal é um país livre de raiva animal e sem ocorrência de casos humanos autóctones desde 1952, tendo o certificado de eliminação sido emitido em 1960”.


No entanto, perante a “progressão da epizootia e do aumento da mobilidade de pessoas a nível mundial”, as autoridades consideram “pertinente” que Portugal mantenha o estatuto de país livre de raiva, tendo em conta “a possível importação de casos de áreas geográficas onde a raiva é uma enzootia e/ou epizootia, nomeadamente de países de língua oficial portuguesa”.


Para a DGS, justifica-se “a avaliação sistemática da necessidade de profilaxia pré e/ou pós-exposição em pessoas eventualmente em risco ou expostos à infecção”. A vacina contra a raiva utiliza-se em duas situações: pré-exposição e pós-exposição.


A raiva humana é uma doença aguda, causada pelo vírus da raiva que pertence ao género Lyssavirus, da família Rhabdoviridae. É uma zoonose presente em mais de 100 países, que tem como reservatórios mais comuns o cão, o gato e o morcego.

Prevalência da DPOC em Portugal atinge valores de 14,2%

14/03/2013 - 09:25

Teve início em Fevereiro, nas farmácias portuguesas, uma campanha que tem como objectivo estimular o tratamento precoce e dar a conhecer a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), uma doença crónica debilitante ainda subdiagnosticada em Portugal, avança comunicado de imprensa.

 

“A DPOC é a 6ª causa de morte no mundo e a 5ª na Europa, prevendo-se que em 2020 seja a terceira causa de morte a nível Mundial. Hoje em dia estima-se que a DPOC afecte cerca de 600 milhões de pessoas, apesar de a maioria desconhecer que vive com esta doença” destaca Reis Ferreira, pneumologista do Hospital das Forças Armadas.

 

“DPOC é um termo utilizado para descrever doenças pulmonares crónicas que causam limitação de passagem de ar nos pulmões que, quando não são tratadas, impedem as pessoas de executar tarefas do dia-a-dia”, acrescenta o especialista.

 

A campanha tem como principal objectivo alertar a população para a doença que atinge maioritariamente pessoas com mais de 40 anos que apresentem um dos seguintes sintomas ou factores de risco: falta de ar, tosse constante ou expectoração, que tenham exposição a tabaco e/ou a níveis de poluentes ambientais, ou que tenham casos de DPOC na família.

 

“O diagnóstico da DPOC é muito simples, basta realizar uma espirometria, um teste simples que deve ser considerado por qualquer pessoa que apresente um dos sintomas da doença”, explica o pneumologista Reis Ferreira.

 

Veja o cartaz e a brochura da campanha aqui.

Dengue: DGS dá por controlado surto na Madeira

13/03/2013 - 09:18


O número de casos de febre de dengue, detectados na ilha da Madeira, diminuiu para valores residuais, anunciou esta terça-feira a Direcção-geral da Saúde (DGS), que considera o surto controlado, avança a agência Lusa.


Na actualização mensal ao surto de dengue, disponibilizada no sítio da Internet da DGS, lê-se que a monitorização semanal da infecção pelo vírus dengue, na ilha da Madeira, permite verificar que, desde meados de Novembro, o número de casos tem vindo a diminuir “para valores residuais”, assinalando que, desde 04 de Fevereiro último, não existe “nenhum caso confirmado laboratorialmente”.


Segundo a DGS, desde o início do surto, a 03 de Outubro de 2012, foram notificados 2.168 casos de febre de dengue na Madeira – mais quatro do que na informação disponibilizada o mês passado –, “a partir dos registos hospitalares e dos cuidados de saúde primários”.


A DGS adianta, na mesma nota, relativa à situação a 03 de Março, que “outros casos foram reportados, 11 no Continente e 70 em 13 países europeus, todos em viajantes regressados” da ilha, realçando que “não se registaram óbitos”.


“A vigilância entomológica, utilizando armadilhas para ovos e formas adultas colocadas de forma dispersa na ilha, com ênfase na vertente sul, continua a revelar uma acentuada e progressiva diminuição da actividade vectorial”, explica a DGS, sustentando que, “nesta data, de acordo com os dados disponíveis, tendo também em consideração a actividade vectorial actual, considera-se que o surto se encontra controlado”.


Ainda assim, a DGS refere que se mantêm “todas as medidas de vigilância, controlo e resposta consideradas adequadas”, assim como “as recomendações para protecção individual, através da prevenção das picadas de mosquitos”.


A chefe da Unidade de Apoio às Emergências de Saúde Pública da Direcção-geral da Saúde, Cristina Santos, disse à agência Lusa que, “com os dados actuais, não é expectável o ressurgimento do surto a curto prazo”.


“Embora o surto seja considerado controlado, mantêm-se no terreno todas as actividades de monitorização clínica e vectorial, de vigilância e controlo”, reiterou, frisando que a DGS “continua a recomendar todas as medidas de protecção individual, nomeadamente o uso de repelente para prevenção das picadas de mosquito”.


A DGS confirmou também que se encontra, desde segunda-feira, na Madeira, uma equipa do Centro Europeu de Prevenção e de Controlo das Doenças (CEPCD), numa segunda visita programada para colaborar na avaliação do trabalho desenvolvido no combate ao surto e na definição de prioridades a médio prazo.


O comissário europeu da Saúde e Defesa do Consumidor, Tonio Borg, respondeu, na semana passada, ao eurodeputado comunista João Ferreira, que questionou a Comissão sobre a situação do dengue na ilha, que a agência descentralizada da União Europeia para reforço dos meios de defesa perante as doenças infecciosas – o CEPCD – iria realizar uma segunda missão este mês, na ilha, que começou na segunda-feira, dia 11.


A 03 de Outubro, o Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais da Madeira tornou pública a existência de dois casos confirmados de febre de dengue, cuja transmissão ocorre através da picada dos mosquitos “Aedes aegypti”, quando infectados com o vírus, mosquitos que foram detectados na Madeira em 2005.
 

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