Portugal está preparado para enfrentar Ébola mas risco é "muito baixo"

31/07/2014 - 08:58


A Direcção-Geral de Saúde garantiu esta quarta-feira que Portugal está preparado para detectar e enfrentar um eventual caso de vírus de Ébola, mas sublinhou que o risco de importação e propagação é “muito baixo”, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Portugal está preparado, tal “como os restantes países europeus, para detectar um eventual caso que possa ser importado”, disse à Lusa a directora-adjunta da Direcção-Geral de Saúde (DGS), Graça Freitas.

 

A epidemia, surgida no início do ano, foi declarada primeiro na Guiné-Conacri, antes de se estender à Libéria e depois à Serra Leoa, dois países vizinhos que, a 23 de Julho, totalizavam 1.201 casos e 672 mortes, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

 

“Neste momento estamos confortáveis com a situação, o risco de importação é muito baixo”, adiantou Graça Freitas, referindo que “o risco de propagação [do Ébola é] muito baixo nos países desenvolvidos”.

 

O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, com fluidos biológicos ou com tecidos de pessoas ou animais infectados.

 

A febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não é conhecida vacina contra a doença.

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/portugal-esta-preparado-par...

Hepatite mata quase tanto quanto a SIDA, alerta a OMS

28/07/2014 - 08:42

A hepatite é uma doença que mata quase tanto quanto a SIDA. Quase 1,4 milhões de pessoas morrem todos os anos por causa da hepatite, anunciaram na passada quinta-feira, em Genebra, vários especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), avança a AFP, citada pelo SAPO Saúde.

 

O alerta aconteceu a alguns dias do Dia Mundial contra a Hepatite, celebrado esta segunda-feira, 28 de Julho. Os especialistas afirmam que a doença, que pode causar cancro, deve ser combatida.

Um total de 1,5 milhão de pessoas morreram com SIDA em 2013.

 

Dos 1,4 milhões de pessoas mortas pela doença, 90% tinham contraído hepatite B e C, responsáveis por dois terços dos cancros de fígado no mundo.

 

"A melhor forma de prevenção contra o cancro de fígado ou contra as cirroses hepáticas é a prevenção e o tratamento da hepatite viral", declarou o professor Samuel So, cirurgião e professor da Universidade de Stanford, na Califórnia.

 

"Se agirem assim, vão salvar muitas vidas e, ao mesmo tempo, economizar custos sanitários", declarou à imprensa em Genebra.

 

Com este objectivo, Samuel So, acompanhado de especialistas da OMS, defendeu um reforço dos testes que detectam a doença, tendo em conta que se estima em 500 milhões o número de pessoas portadoras do vírus da hepatite.

 

Segundo Stefan Wiktor, encarregado do programa de luta contra a hepatite na OMS, há novos tratamentos contra a doença, com um índice de cura de 95%, o que representa uma "revolução terapêutica".

 

 

Fonte: AFP/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/hepatite-mata-quase-tanto-q...

Risco de morrer de doenças relacionadas com SIDA cai em países desenvolvidos

21/07/2014 - 08:14

As pessoas adultas que vivem com o VIH nos países desenvolvidos enfrentam risco substancialmente reduzido de morte por doenças relacionadas com a SIDA, comparativamente a há uma década, refere um estudo publicado na passada sexta-feira pela revista The Lancet, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


As pessoas infectadas com o vírus que causa a SIDA, residentes na Europa, Austrália e EUA, estão também em menor risco de morte por doenças cardiovasculares e hepáticas, refere a revista científica, que publicou uma edição especial com os resultados de um estudo internacional na véspera da Conferência internacional sobre a SIDA, que decorre este fim-de-semana em Melbourne, na Austrália.

 

Embora a maioria das mortes por essas causas tenha diminuído ao longo da última década, período em que decorreu a pesquisa, não houve registo de redução das taxas de mortalidades por cancros não relacionados com a SIDA.

 

Para o coordenador do estudo, Colette Smith, da Universidade de Londres, "estas reduções recentes nas taxas de mortes relacionadas com a SIDA prendem-se com a melhoria contínua na contagem de CD4 (usado para avaliar o progresso da doença) e fornecem mais evidências dos benefícios líquidos substanciais dos antirretrovirais".

 

"Mas, apesar destes resultados, a doença relacionada com a SIDA continua a ser a principal causa de morte nesta população. Esforços contínuos para garantir uma boa aderência aos antirretrovirais e para diagnosticar os indivíduos numa fase mais precoce, antes do desenvolvimento de imunodeficiência grave, são importantes", referiu Colette Smith.

 

Segundo o estudo, actualmente, o cancro é responsável por 23 por cento de todas as mortes nestas três regiões do globo, enquanto as mortes por SIDA mantiveram-se estáveis nos últimos 10 anos: de 1,6 mortes por 1000 anos, de 1999-2000, para 2,1 mortes por 1000 anos, em 2009-2011.

 

O estudo envolveu cerca de 50.000 adultos VIH-positivos que recebem cuidados e terapia antirretroviral em mais de 200 clínicas em toda a Europa, EUA e Austrália.

 

Este grupo descobriu que as taxas globais de mortalidade caíram quase para metade desde 1999, enquanto as mortes por causas relacionadas com a SIDA e doenças cardiovasculares diminuíram em cerca de 65 por cento e as mortes relacionadas com o fígado para mais de 50 por cento.

 

Também foram registadas reduções similares em mortes relacionadas com doença hepática (2,7 mortes por 1000 pessoas-ano para 0,9) e doença cardiovascular (1,8 mortes por 1000 pessoas-ano para 0,9).

 

A proporção de todas as mortes devido à SIDA também diminuiu ao longo da última década (de 34 para a 23 por cento) e doenças do fígado (de 16 para 10 por cento), enquanto a proporção de óbitos por doenças cardiovasculares permaneceu constante, neste período, na ordem dos 10 por cento.

 

Os pesquisadores observam que a redução substancial das taxas de mortalidade por fígado e doença cardiovasculares não pode ser completamente explicada por mudanças na demografia do paciente ou melhorias na supressão viral ou contagem de CD4.

 

Para os investigadores essa diminuição pode resultar de uma melhor gestão dos fautores de risco tradicionais, nomeadamente o consumo do tabagismo, o uso de álcool, ou então a utilização de antirretrovirais menos tóxicos.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=719211

Mais de 80% das mortes em Portugal são por doenças crónicas não transmissíveis

18/07/2014 - 12:19

Mais de 80% das mortes em Portugal resultam de doenças crónicas não transmissíveis, com as patologias cardiovasculares a surgirem como as principais responsáveis, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Segundo o documento, datado de Julho e que analisou 178 países, em Portugal a probabilidade de morrer entre os 30 e os 70 anos de uma das quatro principais doenças crónicas não transmissíveis situa-se nos 12%.

 

Doenças cardiovasculares, diabetes, cancros e doenças crónicas respiratórias são consideradas as principais patologias crónicas não contagiosas.

 

De acordo com o documento, com dados de 2000 até 2012, as doenças cardiovasculares são responsáveis, em Portugal, por 32% da mortalidade, os tumores por 28%, as doenças crónicas respiratórias representam uma fatia de 6% e a diabetes de 5%.

 

Num total de 97 mil mortes, as doenças crónicas não transmissíveis representam 86%.

 

“A prevenção é a única forma de travarmos estas doenças crónicas não transmissíveis. Enquanto os nossos governantes não entenderem que a maior fatia do investimento em saúde deve ser feito na prevenção, e não no tratamento, nunca teremos, por um lado, a diminuição da doença e, por outro, a diminuição dos encargos na saúde”, refere hoje em comunicado a Ordem dos Nutricionistas, num comentário ao relatório da OMS.

 

Os nutricionistas lembram a “grande relação” entre a alimentação desadequada e o aparecimento de doenças como as cardiovasculares, frisando a necessidade de “uma política alimentar e nutricional que envolva todos os intervenientes”.

 

De acordo com o documento da OMS, todos os anos morrem 38 milhões de pessoas de doenças crónicas não contagiosas, 28 milhões deles nos países desenvolvidos.

 

Do total de mortes, 16 milhões são consideradas prematuras, ou seja, ocorrem antes dos 70 anos.

 

“O número de doenças crónicas não transmissíveis aumentou em todo o mundo desde 2000, sobretudo nas regiões do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental”, refere a OMS.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde

http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/mais-de-80-das-mortes-em-po...

Portugal tem plano contra Ébola, mas sintomas podem iludir diagnóstico

15/07/2014 - 08:05

Portugal tem um plano de resposta às febres hemorrágicas, como as provocadas pelo Ébola, mas um doente que chegue às urgências apenas com febre tem 99 por cento de probabilidades de "passar por baixo do radar", segundo um infecciologista, avança a agência Lusa, citada pela RTP.


Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), disse à agência Lusa que "Portugal tem uma estrutura razoavelmente boa", lembrando que existe um plano de resposta há mais de dez anos.

 

Esse plano define o que se faz nas urgências, quais os critérios para definir um caso suspeito, se esse caso tem suspeitas consistentes ou quais os serviços para isolamento.

 

No caso de Lisboa, adiantou, o hospital de referência é o Curry Cabral e o Egas Moniz, no caso do pior dos cenários esgotar a capacidade do primeiro.

 

O laboratório de referência é o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), o qual fez até ao momento uma análise para despiste de caso suspeito, que se veio a revelar negativo, segundo disse à Lusa fonte do instituto.

 

Apesar de reconhecer a organização que Portugal dispõe, Jaime Nina faz uma ressalva: "No papel as coisas estão muito organizadas, mas se o doente aparecer nas urgências só com febre, tem 99 por cento de probabilidades de passar por baixo do radar".

 

Isto não acontecerá, contudo, se o doente apresentar manifestações hemorrágicas ou se disser que veio de um país onde existem surtos do vírus.

 

Pelo meio, disse, "há sempre o risco do doente passar horas numa sala de espera do serviço de urgência".

 

Jaime Nina sublinhou que este surto é "um bocadinho diferente" dos outros por vários motivos, como ter sido registado numa zona onde nunca houve casos, pela quantidade de infectados e pelo número de países afectados.

 

"O ébola tinha andado, até agora, na África central (Congo Kinshasa, Congo Brazzaville, Camarões, Gabão, Uganda, etc)", disse.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), foram notificados 844 casos, dos quais 518 resultaram em morte (taxa de letalidade de 61 por cento).

 

Os casos foram detectados na Guiné-Conacri (407 casos, dos quais 307 acabaram em morte), na Libéria (131 casos, 84 mortos) e Serra Leoa (305 casos, com 127 mortos).

 

Para Jaime Nina, o que assusta as autoridades é não verem "uma luz ao fundo do túnel", numa referência aos países afectados estarem na lista dos mais pobres do mundo e com conflitos armados em curso.

 

Sendo o sangue o meio mais comum de transmissão do vírus, já que o Ébola não tem tratamento específico, os doentes podem, contudo, ser tratados: "Se está desidratado, hidratar, se está com diarreia, tentar controlar a diarreia, se está com falta de ar, dar oxigénio, se está com hemorragias graves, dar transfusões".

 

"O objectivo é manter o doente vivo. Se o doente não morrer, sobrevive [à doença]".

 

 

Fonte: Lusa/RTP
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=752740&tm=8&layout=121&visu...

Especialista estima 11 mil novos casos de cancros da pele em Portugal este ano

10/07/2014 - 08:18

O secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) estima que este ano deverão registar-se 11.000 novos casos de cancro da pele em Portugal, 1.000 dos quais serão melanomas, um dos mais agressivos, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Segundo Osvaldo Correia, os cancros da pele têm vindo a aumentar de "forma significativa" em Portugal, mas também noutros países, devido à maior exposição ao sol e à falta de cuidados adequados, que incluem não só o uso de protector solar e vestuário, como o evitar as horas do dia de maior risco.

 

Aquele e outros dermatologistas, juntamente com alguns atletas e figuras públicas, vão promover no sábado, na Praia da Falésia, em Vilamoura, uma acção de sensibilização que inclui demonstrações de como fazer o auto exame da pele e também a forma mais adequada de protecção nas crianças, adolescentes e adultos.

 

Osvaldo Correia dá o exemplo das pessoas que praticam desporto ao ar livre, em condições que são de aparente segurança, mas que podem representar um risco se os desportistas não usarem óculos escuros, chapéu, vestuário adequado e cremes com Factor de Protecção Solar (FPS) elevado (entre 30 e 50).

 

"Nos dias de vento, devido à sensação de frescura, as pessoas não se apercebem da temperatura e dos índices de ultravioletas, que aumentam com a altitude", exemplificou, sublinhando que desaconselha a prática desportiva ao ar livre entre as 11:00 e as 17:00 e que os desportistas devem renovar o protector com frequência, uma vez que tende a sair com o suor.

 

Segundo o dermatologista, se não for detectado precocemente, o melanoma, o mais grave dos cancros da pele, provoca elevadas taxas de mortalidade, pois apresenta um maior risco de propagação para outros órgãos.

 

Aquele especialista alertou ainda para a importância de a exposição solar ser feita de forma gradual, para que a pele se habitue, frisando que o facto de a pele não ficar vermelha, nas pessoas mais morenas, não significa que mais tarde não possam vir a desenvolver lesões.

 

Osvaldo Correia sublinhou ainda que desaconselha totalmente a ida a solários e que não se deve misturar autobronzeador com os cremes de protecção solar, que não devem ser invísiveis nem demasiado fluídos.

 

A acção de sensibilização tem início às 10h00 de sábado, na Praia da Rocha Baixinha, conhecida como Praia da Falésia, em Vilamoura, culminando às 18:30 com uma caminhada à beira mar.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/especialista-estima-11-mil-...

Metade dos europeus pode sofrer de alergia dentro de um a dois anos

08/07/2014 - 08:32

O alergologista Pedro Lopes da Mata acredita que metade dos europeus poderão vir a sofrer de alguma forma de alergia dentro de um a dois anos, avança a TSF.


Este especialista do Instituto Clínico de Alergia explicou que actualmente um terço das crianças europeias já sofre de alergias e que existe uma tendência para o aumento do número de casos.

 

"As doenças alérgicas, no conjunto de todas as idades, são a quinta doença crónica mais vulgar em todo o mundo e a terceira doença crónica mais vulgar em pessoas com menos de 18 anos", explicou.

 

Pedro Lopes da Mata entende ainda que é difícil explicar com exactidão as razões do aumento das alergias, mas lembra que as mudanças dos hábitos alimentares são um dos motivos que tem levado ao aumento dos casos.

 

Este especialista recordou ainda que a ausência de factores de protecção é outros dos factores que explica este aumento, já que "antigamente vivíamos mais no exterior e tínhamos mais contacto com a infecção e talvez isso nos defendesse da alergia".

 

 

Fonte: TSF
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4014093

OMS propõe a 33 países novo plano para erradicar tuberculose até 2050

04/07/2014 - 07:42

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou esta quinta-feira a 33 países com baixa incidência de tuberculose, entre os quais estão as maiores economias do mundo, para adoptarem um novo plano para a erradicação da doença até 2050, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Actualmente, nestes países e territórios, como a Alemanha, França, Itália, Canadá, EUA ou os Emirados Árabes Unidos, são registados em média menos de 100 novos casos de tuberculose por cada milhão de habitantes.

 

“Na maioria destes países, a opinião pública pensa que a doença não existe mais”, afirmou, em declarações aos jornalistas, Mario Raviglione, director do programa da OMS para a luta contra a tuberculose.

 

No entanto, segundo o representante da agência da ONU, 155 mil pessoas ainda contraem a doença e 10 mil morrem anualmente (cerca de 30 por dia) nestes 33 países e territórios. Além disso, milhões de pessoas são portadoras do bacilo da tuberculose sem o saberem e correm o risco de ficarem doentes.

 

O novo plano proposto pela OMS define uma fase inicial de “pré-eliminação”, que consiste na redução do número anual de novos casos de tuberculose, de menos 100 casos para menos de 10 casos por cada milhão de habitantes, até 2035. O objectivo final será a erradicação da doença em 2050, com o registo de menos de um caso anual por cada um milhão de habitantes.

 

“Os países com baixa incidência estão numa posição ideal para fazer descer as taxas a um nível nunca alcançado”, referiu Mario Raviglione.

 

O representante precisou que alguns países europeus, como Portugal e Espanha, não estão considerados neste plano porque "têm taxas tradicionalmente mais altas do que o resto da Europa ocidental", apesar de registarem igualmente uma redução.

 

Em Portugal, a incidência é de 340 novos casos anuais por milhão de habitantes e de 170 em Espanha.

 

O documento proposto pela OMS será discutido pelos representantes dos países durante uma reunião em Roma, agendada para sexta-feira e sábado.

 

“Espero que tenhamos no sábado à noite um acordo final”, afirmou o representante.

 

O plano da OMS pede às autoridades destes 33 países para assegurarem, entre outros aspectos, o financiamento dos programas de luta contra a tuberculose, a promoção da investigação e o reforço da identificação da doença entre os grupos considerados de risco, onde estão incluídos os imigrantes, os reclusos, os sem-abrigo, os toxicodependentes, as pessoas que tomam imunossupressores e as pessoas que sofrem de subnutrição ou de diabetes.

 

Para a eliminação da doença, a OMS apela ainda para um reforço significativo dos serviços de prevenção e de tratamento da tuberculose nos países mais pobres.

 

Em 2012, a tuberculose afectou 8,6 milhões de pessoas, incluindo 450 mil casos de tuberculose multirresistente. No mesmo ano, a doença provocou 1,3 milhões de vítimas mortais em todo o mundo. Mais de 95% dos casos e das mortes ocorreram em países em desenvolvimento e cerca de 60% dos novos casos, à escala mundial, foram registados na Ásia.

 

A tuberculose é a segunda principal causa de morte no mundo, depois do VIH/Sida (Vírus da Imunodeficiência Humana).

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/oms-propoe-a-33-paises-novo...

Sociedade Portuguesa de Pneumologia adverte: "A pneumonia não é sazonal"

02/07/2014 - 08:30


Apesar de ter maior incidência na época das gripes, a pneumonia não é sazonal. Segundo um estudo desenvolvido pela Comissão de Infecciologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, há mortes e internamentos durante os 12 meses do ano.

 

"Ao contrário do que se pensa, a pneumonia não é sazonal. Há internamentos e mortes por pneumonia ao longo de todo o ano", explica o Prof. Carlos Robalo Cordeiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. "A vacinação pneumocócica é a melhor forma de prevenir a pneumonia. Pode, e deve, ser feita em qualquer altura do ano", continua.

 

O pneumococo é o responsável por cerca de 3 milhões de mortes por ano, um pouco por todo o mundo. É uma das principais causas de morte preveníveis através de vacinação.

 

No caso da pneumonia, um estudo desenvolvido pela Comissão de Infecciologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, revela que esta doença é responsável pelo internamento de uma média de 81 adultos por dia, dos quais 16 acabam por morrer.

 

Prevenível através de vacinação, a infecção por Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é uma causa comum de morbilidade e mortalidade. As crianças e os adultos a partir dos 50 anos, são os mais afectados pela doença pneumocócica, bem como grupos de risco, que incluem pessoas com doenças crónicas associadas como a diabetes, doenças respiratórias ou cardíacas, e que tenham hábitos como o alcoolismo e ou o tabagismo.

 

"É fundamental que se faça a vacinação, independentemente do mês ou da estação em que nos encontramos", alerta a Sociedade Portuguesa de Pneumologia,

 

Recentemente, um estudo internacional que incluiu cerca de 85.000 adultos com 65 ou mais anos de idade, demonstrou a eficácia clínica da Vacina Pneumocócica Conjugada 13 – valente (VPC13) na prevenção da Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) em adultos. "Excelentes notícias" para a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, para quem este resultado se traduz num "avanço significativo no combate à pneumonia".

 

“Apesar dos esforços das sociedades científicas ao nível local, e das recomendações para a tomada de medidas preventivas, a pneumonia pneumocócica continua a ser um das principais causas de morbilidade e mortalidade nos adultos. Os resultados deste estudo e a consequente consciência do potencial da vacinação, vêm reforçar esta posição. Representam um enorme contributo para a melhoria da qualidade da saúde pública, não só em Portugal, como em todo o mundo", acrescenta Robalo Cordeiro.

 

Portugueses pouco esclarecidos relativamente a Pneumonia e Prevenção

 

A maioria dos Portugueses não conhece os sintomas da Pneumonia e poucos são os que sabem quais as formas de prevenção. Segundo os resultados de um questionário realizado pela SPP no final do ano passado, apenas 5,4% dos inquiridos estão vacinados contra a Pneumonia.

 

Os inquéritos foram realizados aos que se aconselharam no “Esquadrão da Pneumonia”, campanha de sensibilização e prevenção da SPP, que percorreu o País ao longo de duas semanas com o objectivo de alertar a população para a Pneumonia e para os problemas com ela relacionados.

 

"Os Portugueses ainda estão pouco esclarecidos relativamente à Pneumonia e às principais formas de prevenção", continua Robalo Cordeiro. "Os números são elucidativos: 96% dos inquiridos durante o Esquadrão da Pneumonia já tinha ouvido falar de Pneumonia, mas apenas 38,2% conhecia os sintomas. 71% afirmou não saber a diferença entre Gripe e Pneumonia e somente 25,5% sabia as suas formas de prevenção", acrescenta.

 

7,6% declarou já ter tido uma Pneumonia. De um total de 1021 participantes, apenas 55 (5,4%), estavam vacinados.

 

Sobre o Estudo

 

Desenvolvido entre 2000 e 2009, o estudo incidiu sobre os internados com 18 ou mais anos, com diagnóstico primário de pneumonia. Foram excluídos pacientes com sistema imunitário diminuído, como infectados com VIH, transplantados ou em processo de quimioterapia.

 

Trata-se de um estudo retrospectivo, com base nos dados da ACSS. Ao longo dos 10 anos de estudo, analisou um total de 8 milhões de internamentos.

 

Sobre o Inquérito

 

Realizado a 1021 indivíduos, 552 do sexo masculino e 469 do sexo feminino, entre os dias 12 e 26 de Novembro de 2014, nas cidades de Lisboa, Faro, Coimbra, Viseu e Matosinhos. Idades compreendidas entre os 16 e os 95 anos.


Todos os inquiridos foram abordados durante a acção Esquadrão da Pneumonia, campanha de sensibilização e prevenção da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, que percorreu o País o objectivo de sensibilizar a população para a Pneumonia e para os problemas com ela relacionados.

 

Sobre a Pneumonia

 

A pneumonia é uma infecção do pulmão que afecta sobretudo os alvéolos. Trata-se de uma doença com consequências graves para o doente, e elevados custos para a sociedade.

 

Pode afectar doentes de todas as idades, em especial os mais jovens e os mais idosos. São várias as formas de pneumonia, sendo a mais frequente a adquirida na comunidade.

 

Estima-se que nos países desenvolvidos ocorram 5 a 11 casos de pneumonia por ano, em cada 1000 habitantes adultos. Em Portugal, verificaram-se, entre 2000 e 2009, 294.027 internamentos de adultos por pneumonia, correspondentes a 3,7% do total de internados.

 

A pneumonia é responsável por óbitos em todos os grupos etários, mesmo em doentes jovens previamente saudáveis. Os últimos dados publicados no nosso país revelam uma taxa de letalidade intra-hospitalar nos adultos internados por pneumonia de 17,3%.

 

 

Fonte: comunicado de imprensa 

Mães depois dos 33 têm o dobro das probabilidades de viver até aos 95 anos

27/06/2014 - 08:39

As mulheres que têm filhos depois dos 33 anos sem tratamentos de fertilidade têm maiores probabilidade de viveram até mais tarde do que as que foram mães pela última vez antes dos 30, conclui um estudo divulgado esta quinta-feira, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

A investigação da Boston University School of Medicine, publicada na edição de junho da revista científica "Menopause", estima que os mesmos genes que permitem às mulheres ter filhos naturalmente em idades mais avançadas são os responsáveis por uma maior longevidade, que pode ir até aos 95 anos.

 

Os resultados do estudo da Boston University School of Medicine são consistentes com anteriores descobertas que estabelecem uma relação entre a idade maternal aquando do nascimento do último filho e a longevidade excepcional.

 

O estudo baseou-se na análise dos dados do "Long Life Family Study", um estudo genético de 551 famílias com vários membros que viveram até idades excepcionais, 95 ou mais anos.

 

Maior longevidade

 

Os investigadores determinaram a idade em que cada uma de 462 mulheres tiveram os últimos filhos e até que idade viveram e concluíram que as mulheres que tiveram o último filho depois dos 33 anos tinham o dobro das probabilidades de viver até aos 95 anos ou mais quando comparadas com as que tiveram o último filho aos 29 anos.

 

Das 462 mulheres, 274 tiveram o último filho depois dos 33 anos.

 

"Pensamos que os genes que permitem às mulheres ter filhos naturalmente numa idade mais avançada são os mesmos que têm um papel muito importante no retardar do envelhecimento e na descida do risco de doenças relacionadas com a idade, como as doenças de coração, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e cancro", explicou Thomas Perls, especialista em geriatria na Boston University Medical Center e principal investigador do estudo, citado pela imprensa norte-americana.

 

Em Portugal, a idade das mães ao nascimento do primeiro filho tem vindo a aumentar.

 

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2001, era-se mãe pela primeira vez aos 26,8 anos e em 2011 a maternidade surge só aos 29,2 anos.

 

As gravidezes após os 35 anos dispararam 47 por cento, na última década, enquanto a maternidade antes dos 20 caiu para metade.

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/maes-depois-dos-33-tem-o-do...

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