Maus hábitos alimentares são o principal factor para anos de vida saudáveis perdidos

19/12/2014 - 10:32


Os maus hábitos alimentares são o principal factor de risco responsável pelos anos de vida saudáveis perdidos em Portugal, segundo um relatório apresentado esta quinta-feira pela Direcção-geral da Saúde, que mantém que quase metade dos portugueses tem excesso de peso, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


"Os hábitos alimentares inadequados em Portugal foram responsáveis por 11,96% do total de anos de vida prematuramente perdidos, ajustados pela incapacidade, no sexo feminino, e por 15,27% no sexo masculino", refere o relatório, citando dados compilados no ano passado, mas recolhidos em Portugal em 2010.


No caso das mulheres, logo depois dos maus hábitos alimentares surgem como principais causas para anos de vida saudáveis perdidos a hipertensão, o índice de massa corporal elevado e a inactividade física.

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=752182
 

SNS realizou mais 1,6% de cirurgias no primeiro semestre

18/12/2014 - 10:10


O Serviço Nacional de Saúde realizou no primeiro semestre deste ano mais 1,6% de cirurgias face ao mesmo período de 2013, mas a mediana do tempo de espera também cresceu 3,4%, o que equivale a mais três dias, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Segundo o relatório da actividade cirúrgica programada do 1.º semestre de 2014, havia mais de 179 mil utentes à espera de uma operação a 30 de Junho deste ano, com uma mediana de tempo de espera de três meses.

 

O número de utentes a aguardar cirurgia aumentou 6,7% face ao período homólogo, mas em comparação com o final do ano de 2013 deu-se uma subida de apenas 1,9%.

 

O número de operados nos primeiros seis meses de 2014 foi de 286.426, mais 1,6%, o que leva a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) a destacar que se registou "um aumento no acesso à actividade cirúrgica".

 

"O aumento do número de inscritos é um indicador da resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aos doentes que procuram cuidados. A região Norte foi a que mais cresceu em número de entradas. A especialidade de oftalmologia foi a que registou o maior número de entradas", resume a ACSS.

 

Quanto aos doentes em lista de espera que ultrapassaram o tempo máximo de resposta garantido para a operação situam-se, neste primeiro semestre em análise, nos 11,7%, a menor percentagem desde 2006.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=751990

Surto de legionella fez 12 mortos e 375 doentes

16/12/2014 - 10:05


O surto de legionella, registado a partir de 07 de Novembro no concelho de Vila Franca de Xira, causou 12 mortos e 375 doentes, encontrando-se ainda esta segunda-feira hospitalizadas oito pessoas, segundo o relatório final do surto, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


O documento divulgado esta segunda-feira, subscrito pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), refere que estão ainda "sujeitos a investigação epidemiológica ou laboratorial 40 casos adicionais", na sequência do surto da doença do legionário (legionella).

 

Segundo o mesmo texto, a idade média dos doentes foi de 58 anos e, dos 375 casos, 251 (67 por cento) são do sexo masculino e 124 (33 por cento) do sexo feminino. A maioria dos doentes, 78 por cento, residem em Vila Franca de Xira, 11 por cento no concelho de Loures e 11 por cento habitam em outras freguesias. Oito doentes ainda se encontram hospitalizados, embora nenhum em cuidados intensivos.

 

"Todos os casos identificados tiveram ligação epidemiológica (residência, trabalho, permanência ou deslocação) ao concelho de Vila Franca de Xira ou freguesias limítrofes de outros municípios", afirmam os autores do relatório.

 

"Ficou demonstrada a correspondência da estirpe de bactérias isoladas numa das torres de arrefecimento de uma unidade fabril local, com a estirpe identificada em secreções brônquicas de doentes", lê-se no documento.

 

O surto de 'legionella' foi identificado a 7 de Novembro passado em freguesias do concelho de Vila Franca de Xira e controlado em duas semanas, por especialistas da DGS, do INSA e da ARSLVT.

 

A 21 de Novembro, no final da última reunião do grupo de trabalho constituído pelo Ministério da Saúde para acompanhar o surto, o director-geral da Saúde disse que as bactérias encontradas em doentes com legionella são semelhantes às detectadas numa torre de refrigeração da empresa Adubos de Portugal.

 

Fonte: Diário Digital com Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=751548
 

Em 35 anos, "superbactérias" poderão estar a matar mais do que cancro

12/12/2014 - 10:34


Bactérias resistentes a antibióticos matarão pelo menos 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, mais do que o número actual de mortes provocadas por cancro, se providências não forem tomadas por autoridades médicas ao redor do mundo. É o que afirma um estudo encomendado pelo governo britânico, avança o Diário Digital.


Coordenado pelo economista Jim O'Neill, mais conhecido por ter criado o termo Bric - para juntar as economias emergentes Brasil, Rússia, Índia e China -, o estudo levou em conta projecções do instituto de pesquisas Rand Europe e da empresa de consultoria KPMG para calcular não apenas taxas de mortalidade provocadas pelas chamadas "superbactérias", como também o seu impacto económico nos sistemas de saúde.

 

Segundo O'Neill, os custos de tratamento de infecções causadas por essas superbactérias chegarão a 100 biliões de dólares nas próximas décadas.

 

"Para se ter uma ideia (do impacto económico), o PIB da Grã-Bretanha é de cerca de 3 biliões de dólares, então esse custo equivaleria a 35 anos de contribuição britânica para a economia mundial", disse O'Neill à BBC.

 

Mas são justamente os países emergentes que poderão ser os mais atingidos pelo aumento no número de casos.

 

Actualmente, as infecções de superbactérias, associadas a doenças como a e. coli e a tuberculose, matam cerca de 700 mil pessoas por ano ao redor do mundo, ao passo que o cancro mata 8,2 milhões. De acordo com as projecções do estudo de O'Neill, as mortes anuais relacionadas com casos de doenças resistentes a antibióticos poderão chegar em 2050 a 4,7 milhões na Ásia, 4,1 em África e 392 mil na América Latina.

 

"Na Nigéria, por exemplo, uma em cada quatro mortes a partir de 2050 poderá ser atribuída a infecções resistentes a antibióticos, ao passo que a Índia teria dois milhões de mortes adicionais por ano", acrescentou o economista.

 

A escalada prevista pelo estudo poderia provocar uma redução de entre 2% a 3% no crescimento económico global.

 

Os pesquisadores envolvidos no estudo alertam para o que chamam de subestimação do impacto potencial das falhas no combate às superbactérias por parte de autoridades de saúde ao redor do mundo, já que infecções mais resistentes causarão problemas generalizados na área de saúde.

 

Procedimentos como cesarianas, operações a articulações, quimioterapia e transplantes estão entre muitos tratamentos médicos que dependem do uso de antibióticos para prevenir infecções.

 

O estudo coordenado por O'Neill, por exemplo, estima que actualmente as cesarianas contribuem para 2% do PIB mundial. Sem antibióticos eficazes, os procedimentos não apenas ficariam mais arriscados como teriam mais possibilidades de insucesso.

 

O economista e a sua equipa debruçar-se-ão agora sobre possíveis soluções para a crise, como foco em sugestões para políticas de desenvolvimento de novos medicamentos, na acção mundial coordenada relacionada a testes em animais e humanos, e em mudanças no uso de drogas que poderiam contribuir para reduzir a resistência bacteriana.

 

O'Neill disse que o apoio dos países emergentes será fundamental e sublinhou a importância do facto de que a Turquia e a China ocuparão a presidência do G20 em 2015 e 2016.

 

Fonte: Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=750911
 

Ébola e 'legionella' dominaram a atenção da saúde em 2014

11/12/2014 - 10:11


O vírus do Ébola e a bactéria "legionella" colocaram a Saúde no centro das atenções mediáticas, com os constrangimentos financeiros, as reivindicações dos profissionais e o combate à fraude a marcarem a restante agenda do sector em 2014, avança a agência Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto.


O actual surto de Ébola começou em fevereiro na África Ocidental, tendo causado desde então mais de 5.000 mortos na Serra Leoa, Guiné-Conacri e Libéria, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretar o estado de emergência de Saúde Pública de âmbito internacional.

 

No seguimento desta posição da OMS, Portugal criou, em Outubro deste ano, a Plataforma de Resposta à Doença por Vírus Ébola, com o objectivo de "detectar precocemente casos importados, impedir ou minimizar a ocorrência de casos secundários e de cadeias de transmissão da doença, bem como definir, divulgar e operacionalizar um plano de resposta, com orientações e protocolos de actuação".

 

Sem casos de Ébola em Portugal, foi a bactéria ´legionella´ que obrigou a saúde pública a intervir, num surto que começou a 07 de Novembro numa torre de arrefecimento da empresa Adubos de Portugal, no concelho de Vila Franca de Xira.

 

O surto fez quase 350 doentes, dos quais dez acabaram por morrer com a doença dos legionários.

 

Para este ano, o orçamento da saúde diminuiu 9,4% face a 2013, tendo ficado determinado no orçamento do Estado que a despesa total consolidada do Programa da Saúde em 2014 seria de 8.203,9 milhões de euros.

 

No final de 2013, segundo anunciou o Ministério da Saúde no início deste ano, a dívida total do SNS era de 1,6 mil milhões de euros, enquanto a dívida vencida (a mais de 90 dias) ascendia a 620 milhões de euros.

 

O ministro Paulo Macedo voltou a insistir no rigor orçamental, tendo conseguido um novo acordo com a indústria farmacêutica, para 2015, que permitirá uma poupança de 180 milhões de euros com medicamentos.

 

Contra os cortes no sector, entre outras situações, os médicos voltaram a vestir a bata branca em protesto, com uma greve de dois dias - a 08 e 09 de Julho - convocada por um sindicato (Federação Nacional dos Médicos - FNAM) e apoiada pela Ordem.

 

Os enfermeiros realizaram este ano duas greves, a última das quais, a 13 e 14 de Novembro, bastante criticada por Paulo Macedo, uma vez que o ministério tinha pedido para adiarem o protesto, tendo em conta o elevado número de doentes internados por causa do surto de 'legionella'.

 

Este foi um protesto contra cortes salariais nas horas extraordinárias, exigindo a progressão na carreira e a reposição das 35 horas de trabalho semanais.

 

Estes profissionais tinham realizado uma greve de dois dias, a 24 e 25 de Setembro, desta vez contra a "grave carência" de profissionais nas unidades públicas de saúde e pela dignificação da profissão e da carreira de enfermagem.

 

 

Fonte: Lusa/Notícias ao Minuto
http://www.noticiasaominuto.com/pais/318906/ebola-e-legionella-dominaram...
 

Portugueses vão menos às urgências

09/12/2014 - 09:52


Um dirigente da Ordem dos Enfermeiros afirmou na passada sexta-feira que os portugueses vão cada vez menos às urgências, mas com situações clínicas mais graves, por causa dos custos associados a uma ida aos serviços de saúde, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


A denúncia partiu do presidente da secção regional do sul da Ordem dos Farmacêuticos, Alexandre Tomás, com base num levantamento efectuado por este organismo no passado mês de Setembro, que analisou dados desse mês nos últimos quatro anos.

 

Este estudo, que será divulgado em Janeiro, analisou as situações em nove unidades de saúde, das quais seis são hospitais.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=749946

Famílias gastam cada vez mais dinheiro do seu bolso com a saúde

04/12/2014 - 09:52


Os portugueses estão a gastar cada vez mais dinheiro do seu bolso com a saúde, avança o jornal Público. Nos últimos anos, a despesa global com cuidados médicos diminuiu em Portugal e de tal forma que a percentagem que representa no Produto Interno Bruto (PIB) baixou para 9,5% em 2012, recuando para níveis inferiores aos de 2005, apesar de continuar acima da média da União Europeia (UE). Ao mesmo tempo, porém, entre 2007 e 2012, os gastos directos das famílias com a saúde registaram das maiores subidas observadas no contexto europeu, e neste último ano equivaliam já a 4,7% da factura global do consumo de bens e serviços dos cidadãos, quase o dobro da média da União Europeia (2,9%).


Estes dados, que permitem perceber o impacto da crise na carteira dos portugueses, são escalpelizados no último relatório Health at a Glance – Europe 2014, em que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) compara o panorama da saúde em 35 países europeus. Elaborado em colaboração com a Comissão Europeia, o documento foi divulgado esta quarta-feira e conclui que, apesar dos “ganhos significativos” no sector da saúde observados nos últimos anos, continuam a observar-se “grandes desigualdades” entre os países e, dentro destes, entre vários grupos populacionais.

 

Voltando aos dados financeiros do sector em Portugal, em números absolutos, em 2012 cada cidadão gastou 1854 euros com cuidados de saúde, uma quebra de 3,3% face a 2009, o que equivale à quinta maior redução da factura total com cuidados médicos nos países em análise. Uma parte desta descida é explicada pela diminuição acentuada nos gastos com medicamentos. Mesmo assim, a percentagem da despesa suportada pelas famílias aumentou, representando então quase um terço do total, o que coloca Portugal no grupo dos países em que os cidadãos mais gastam com cuidados de saúde, em percentagem do valor global do seu consumo, e que é liderado pelo Chipre, Bulgária e Malta.

 

Analisando o acesso aos cuidados médicos, a má notícia para Portugal é a de que os tempos de espera para algumas cirurgias não urgentes começaram a aumentar desde 2010, depois de terem vindo a diminuir gradualmente nos anos anteriores. Os tempos de espera para cirurgias de cataratas, próteses da anca e do joelho (as intervenções cirúrgicas analisadas) agravaram-se a partir dessa data, refere o documento. Por exemplo, nas cirurgias para colocação de próteses no joelho, o tempo de espera médio era de 186 dias, o que deixa Portugal na lista dos que apresentam piores desempenhos a este nível. O lado bom é que o número de cirurgias às cataratas cresceu de forma acentuada ao longo dos últimos anos.

 

Em indicadores como o da esperança de vida à nascença e o da mortalidade em geral, Portugal surge também em boa posição, acima mesmo das médias da União Europeia. Na taxa de mortalidade infantil, continuamos a ocupar o topo da tabela, ainda que agora apenas no 11.º lugar, com 3,4%, e atrás de países como a Eslovénia (que ocupa a primeira posição, com uma impressionante taxa de 1,6%) , a República Checa e a Grécia.

 

O reverso da medalha é a percentagem de crianças nascidas com baixo peso (menos de 2,5 quilogramas) que não tem parado de aumentar nos últimos anos no país, representando já 8,5% do total dos nascimentos em 2012. Com piores resultados a este nível surgem apenas apenas a Hungria, a Grécia e o Chipre. Nas determinantes de saúde, Portugal destaca-se pela positiva no consumo de tabaco (sexta melhor posição), e pela negativa no consumo de álcool, continuando acima da média da UE, no 11.º pior lugar.

 

Os maiores consumidores de antidepressivos

 

Nas doenças, ficamos mal na fotografia devido à elevada prevalência de diabetes (Portugal está em primeiro lugar,com 9,6% na população entre os 20 e os 79 anos em 2013 a sofrer desta patologia) e, nos medicamentos, ocupamos também o topo da lista no uso de antidepressivos, seguidos pela Dinamarca e a Suécia. Entre 2007 e 2012, o consumo de antidepressivos aumentou 30%, mas os autores do relatório sublinham que o fenómeno não está relacionado com a crise económica, uma vez que nos anos anteriores (entre 2002 e 2007) o crescimento foi muito superior (60%). Já no consumo de antidiabéticos e medicamentos para a hipertensão e o colesterol ficamos abaixo da média europeia.

 

Os portugueses são ainda dos que mais se queixam de necessidades de cuidados dentários não satisfeitas, em conjunto com os romenos, os búlgaros e os italianos. Na auto-percepção do estado de saúde, continuamos igualmente nos piores lugares, com menos de metade das pessoas a considerarem boa ou muito boa a sua situação clínica. Pior do que Portugal só a Letónia, a Croácia e a Lituânia.

 

Apesar disto, em 2012 diminuiu a percentagem dos cidadãos nacionais que justificaram com motivos financeiros o facto de não terem cuidados médicos satisfeitos, em comparação com outro inquérito feito em 2007. Segundo os autores do relatório, este resultado poderá explicar-se com o memorando de entendimento assinado entre a troika e o Governo em 2011 que, apesar de ter provocado uma redução dos gastos com a saúde, incluiu medidas para proteger o acesso dos mais desfavorecidos, nomeadamente aumentando a isenção dos pagamentos de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde.

 

Nas complicações no pós-operatório, Portugal aparece também a liderar o grupo de 13 países da União Europeia para o qual existem dados sobre o esquecimento de "corpos estranhos" nos pacientes na sequência de intervenções cirúrgicas, com uma taxa de 6,5% por 100 mil cirurgias. No entanto, é suplantado pela Suiça, com quase o dobro desta taxa. Os autores do relatório pedem, a propósito, alguma cautela na análise destes dados.

 

Nos recursos médicos, merece de novo destaque o baixo número de enfermeiros face ao total de médicos em Portugal, apesar do aumento observado no número dos primeiros profissionais que se verificou ao longo dos últimos anos. No ratio entre enfermeiros e médicos, continuamos, aliás, no terceiro pior lugar da União Europeia, em conjunto com a Espanha.

 

Em síntese, sublinhando que os países europeus alcançaram “ganhos significativos” na saúde, os autores do relatório lembram, porém, que ainda são “grandes as desigualdades neste sector”. Um exemplo: apesar de a esperança média de vida ter aumentado, em média, mais de cinco anos desde 1990, “a diferença entre os países com taxas de esperança de vida mais altas e os países com taxas mais reduzidas mantém-se em cerca de oito anos”.

 

Quanto à a crise económica, esta tem tido “um impacto heterogéneo na saúde e na mortalidade da população”, sustentam. Basta ver que, apesar de terem subido ligeiramente no início da crise, as taxas de suicídio parecem ter voltado aos valores anteriores, enquanto a mortalidade devido a acidentes de transportes diminuiu com maior rapidez nos últimos anos. O reverso da medalha é que a crise económica poderá ter contribuído para o aumento, a longo prazo, da obesidade. Nos Estados-membros da UE, em 2012, em média, um em cada seis adultos era obeso. A este nível, acentua-se que quem passa por períodos financeiros difíceis está “sob risco acrescido”.

 

Fonte: Alexandra Campos/Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/familias-gastam-cada-vez-dinheir...

Cancro e ébola são as doenças que mais preocupam os portugueses

04/12/2014 - 09:37


O Ébola é a doença que mais preocupa os portugueses a seguir ao cancro, ficando à frente das cardiovasculares, que são as que mais matam em Portugal, segundo um estudo divulgado esta quarta-feira no âmbito do Think Tank Inovar Saúde, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Com base num inquérito realizado em Outubro junto de mais de mil portugueses, o estudo pretendeu avaliar as percepções da população sobre o cancro e o investimento no seu tratamento.

 

À pergunta "qual a doença que mais o preocupa nos dias de hoje", a maioria respondeu que era o cancro, mas no segundo lugar da lista de preocupações vem o Ébola e só depois doenças como as cardíacas, o VIH/Sida ou o AVC (acidente vascular cerebral).

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=749446

Anemia em Portugal é maior do que esperava a OMS

02/12/2014 - 09:06


A prevalência da anemia em Portugal é de 20,4%, uma percentagem superior à estimada pela Organização Mundial de Saúde para o nosso país (15%). A conclusão é de um estudo agora divulgado, chamado EMPIRE, apresentado na segunda reunião do Anemia Working Group - Associação Portuguesa para o Estudo da Anemia, que revela ainda outros dados: apenas 10% dos participantes no EMPIRE referiram um diagnóstico anterior da doença, sendo a maioria mulheres (15,1%). Dos homens, apenas 4,6% referiram ter-lhes sido diagnosticada previamente a doença, avança o SOL.


Deste grupo, a maioria situa-se em Lisboa e no Vale do Tejo e a anemia que se verifica em maior percentagem é a por défice de ferro – 52,7%. O estudo debruçou-se também na percepção da anemia entre os participantes, sendo maior naqueles que referem dor crónica, uma história de tratamento oncológico e cirurgia recente e entre os vegetarianos.

 

Outros dados são mais alarmantes – apenas 53% dos participantes reportaram ter realizado tratamento (o mais comum é a toma de suplementos de ferro) mas, aquando do estudo, apenas 1,9% dos indivíduos com anemia estavam medicados. A maior parte dos casos não estão diagnosticados e, evidentemente, também não estão tratados.

 

 

Fonte: Ricardo Nabais/SOL
http://sol.pt/noticia/119328 

Cardiologistas europeus alertam para atraso no diagnóstico de fibrilhação atrial não-valvular

28/11/2014 - 10:21


A Daiichi Sankyo e a Heart Rhythm Society anunciaram os resultados da análise europeia de um inquérito global de cardiologia, que destaca que, apesar de um aumento no número de pacientes com fibrilhação atrial não-valvular (FANV) em comparação com cinco anos atrás (reconhecido por 76% dos cardiologistas), quase todos os cardiologistas (97%) acreditam que há um atraso no diagnóstico dos pacientes.


Os resultados da pesquisa, divulgados durante a AF Week Aware (24-30 Novembro de 2014), revelam a importância dos pacientes que reconhecem os sinais e sintomas de acidente vascular cerebral (AVC).

 

Um AVC agudo é um primeiro sinal comum de fibrilhação atrial, e mais de metade dos cardiologistas europeus (56%) acredita que a educação é o tipo mais importante de apoio que um paciente com FANV pode receber.

 

Conduzida on-line pela Harris Poll, em Julho e Agosto de 2014, em nome da Heart Rhythm Society e da Daiichi Sankyo, a pesquisa envolveu 1.100 cardiologistas de sete países europeus, incluindo França, Alemanha, Espanha e Reino Unido. Os resultados globais foram anunciados pela primeira vez no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2014, e agora os dados dos quatro países europeus foram publicados.

 

O principal motivo identificado pelos cardiologistas para o possível atraso no diagnóstico foi de que os pacientes não procuram tratamento porque são assintomáticos (citado por 83% dos cardiologistas na Europa). Pouca conciência do paciente e médico sobre FANV e confusão sobre os diferentes tipos de FANV (paroxística, persistente, de longa data persistente e permanente) e como eles podem ser diagnosticados, também foram motivos atribuídos para o atraso.

 

Pacientes com fibrilhação atrial têm cinco vezes mais risco de AVC em comparação com a população em geral. AVC relacionados com fibrilhação atrial foram considerados terem quase duas vezes mais probabilidade de serem fatais como AVC em pacientes sem fibrilhação atrial. Há também um pior prognóstico, com um aumento de quase 50% na probabilidade de ficar encapacitado.
"É importante notar que, enquanto os cardiologistas estão a reconhecer a natureza individual dos pacientes e a definir planos de tratamento sob medida de acordo com as suas necessidades, também está a demorar muito para os pacientes chegarem a este diagnóstico", disse o Professor A. John Camm, Professor de Cardiologia Clínica na St Georges Universidade de Londres e membro da Heart Rhythm Society. "Isso significa que os pacientes não estão a receber tratamento importante com brevidade e estão a ser colocados num risco aumentado de outras complicações como AVC, com implicações potencialmente fatais".

 

Identificando o amplo espectro de pessoas diagnosticados e tratados para FANV, a pesquisa revela que metade dos cardiologistas europeus (50%) acredita que não há tal coisa como um típico paciente FANV. Mais de três quartos dos entrevistados (86%) reconhece a diversidade dos pacientes, reforçando a necessidade de se concentrar nas características individuais do paciente e suas co-morbidades para fornecer a gestão adequada da doença. Em média, os cardiologistas na Europa relataram que os pacientes FANV têm cerca de três condições co-mórbidas. Uma dessas co-morbilidades, o AVC, é uma preocupação significativa e um em cinco é em resultado da fibrihlação atrial.

 

Foi revelado que ao escolher um tratamento para a prevenção de AVC, vários factores são importantes ou muito importantes para os cardiologistas, incluindo o risco do paciente de hemorragia (95%), a adesão dos pacientes (90%), condições co-mórbidas relevantes do paciente (85%) e preferências dos pacientes (52%). É significativo que mais de dois terços dos cardiologistas (68%) observou que um alto risco de hemorragia é uma razão por que alguns pacientes não recebem qualquer terapia anticoagulante oral para prevenção de AVC.

 

Quase nove em cada dez cardiologistas (87%) concordaram que os pacientes precisam de uma melhor educação sobre os riscos de AVC associados à FANV. A maioria dos cardiologistas declarou que, além de gerir os aspectos médicos da doença dos seus pacientes com FANV, também garantem que os seus pacientes entendem o seu diagnóstico (81%) e a importância de tomar a medicação regularmente (89%).

 

"FANV é uma preocupação crescente, não apenas na Europa, mas em todo o mundo", disse o Professor A. John Camm. "Os resultados deste inquérito revelam que, apesar dos avanços feitos e uma abordagem mais personalizada na gestão da doença, ainda existem atrasos no diagnóstico que podem ter um impacto de longo alcance e muito mais deve ser feito para resolver esta questão".

 

 

Fonte: PR Newswire
http://www.prnewswire.co.uk/news-releases/european-cardiologists-highlig...

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