Faculdade de Medicina estuda perfil psicológico dos futuros médicos

10/09/2014 - 07:20

Ser estudante do ensino superior não é fácil. Sair de casa, criar uma nova rede de amigos e dar resposta a um nível de exigência académica elevado pode ser difícil de gerir. Ser estudante de Medicina pode ser ainda mais complicado, quer pelo esforço que permitiu ao estudante ter notas para ingressar neste curso, quer pelos desafios que se lhe vão apresentar nos anos subsequentes. Por isso, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) está a desenvolver um estudo que pretende avaliar o perfil psicológico dos estudantes de Medicina, intitulado "To be a doctor" (Medical education: a longitudinal study of students’ satisfaction, performance and psychosocial profile). O projecto vai seguir um grupo de estudantes desde o 1.º ano do curso até aos primeiros anos de vida profissional.

 

De acordo com Margarida Braga, professora da FMUP e investigadora responsável por este projecto, "o objectivo do estudo é avaliar a experiência que o curso de Medicina vai representar para os estudantes em função de características pessoais (género, personalidade, experiência pessoal, capacidade de comunicação, forma de lidar com o stress) e do contexto (exigências curriculares, actividades de lazer, relacionamentos afectivos e suporte social), a performance académica e a satisfação".

 

Para isso, a equipa vai avaliar os estudantes através de entrevistas e resposta a questionários, de modo regular, ao longo dos 6 anos de curso e nos 3 primeiros anos de prática clínica. A avaliação incluirá um estudo laboratorial com doseamento de substâncias que se sabe serem marcadores de níveis elevados de stress e sinalizará o risco para algumas doenças.

 

Neste momento, estão a ser seguidos os estudantes que transitaram para o 2.º e o 3.º anos do Mestrado Integrado em Medicina da FMUP. Mas vão ser recrutados, entre os dias 8 e 12 de Setembro, os "caloiros" da Faculdade.

 

Sabe-se que uma percentagem elevada de estudantes do ensino superior tem, por exemplo, níveis de ansiedade altos. Os investigadores do Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental da FMUP querem saber porquê, em que medida essa ansiedade está relacionada com as características pessoais de cada um e com a vida académica, e se há algum risco importante para a saúde dos estudantes. Pretendem ainda conhecer quais os factores que protegem os estudantes e contribuem para manter o seu bem-estar. Vai ser pedido aos estudantes que indiquem o seu grau de satisfação com o curso e com a sua vida pessoal e social ao longo dos anos.

 

Os resultados deste trabalho vão "contribuir para o conhecimento científico de modo a melhorar a compreensão da experiência académica e profissional dos estudantes de medicina, do impacto pessoal e profissional dessa experiência". Para se tornarem médicos, os estudantes terão de adquirir conhecimentos teóricos e práticos, e aprender a comunicar com os doentes de modo a construir com eles uma relação terapêutica. Sabe-se que a saúde dos estudantes de medicina tem impacto no seu desempenho escolar, e na qualidade da sua prática clínica. Em última análise, as conclusões deste estudo vão permitir intervir, minimizando o stress dos estudantes de Medicina e melhorando a sua qualidade de vida. "O bem-estar físico e psicológico dos estudantes é a nossa maior preocupação", frisa a investigadora, "por isso contamos com a sua adesão maciça".

 

Neste momento, o "To be a doctor" está a analisar apenas os estudantes da FMUP. Mas, em breve, os investigadores vão incluir estudantes de outras faculdades.

 

A equipa de investigação colabora com estudos que estão a ser desenvolvidos noutras universidades do país, do Reino Unido e do Brasil.

 

Em preparação está também a avaliação dos padrões do sono dos futuros médicos, que deverá ser realizada com a colaboração de uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro e de Braga.

 

 

Fonte: Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=728472

Cancro da próstata tem taxa de cura de 85% quando detectado precocemente

09/09/2014 - 07:22

A Associação Portuguesa de Urologia (APU) celebra a Semana das Doenças da Próstata - de 15 a 21 de Setembro - com uma mensagem de alerta para todos os homens acima dos 45 anos, avança o SAPO Saúde.

 

A vigilância médica periódica é essencial para despistar o cancro da próstata, uma vez que este não apresenta sintomas numa fase inicial. Apesar de ser a segunda causa de morte por cancro no homem nos países ocidentais, a sua possibilidade de cura é de 85% quando detectado precocemente.

 

Em Portugal, o cancro da próstata atinge anualmente 3.500 a 4 mil portugueses, sendo que 1800 acabam por morrer. Uma vez que a patologia é assintomática nos estádios iniciais, o homem não pode estar à espera que surjam sintomas para consultar o médico assistente ou urologista.

 

Arnaldo Figueiredo, Presidente da APU, sublinha que “o estigma e o medo associados aos exames realizados para despistar as doenças da próstata, após os 45 anos, deverão ser combatidos pois que, controvérsias à parte, só dessa forma é que se consegue combater este tipo de patologias e diminuir o número de mortes que elas provocam”.

 

Apesar das causas do cancro da próstata não serem conhecidas, sabe-se que o factor hereditariedade e idade têm um grande peso. A detecção pode ser feita com o doseamento do PSA (antigénio específico da próstata), uma análise ao sangue que doseia uma substância libertada pela próstata para a corrente sanguínea. A subida deste valor levanta a suspeita da doença, devendo ser complementada com o exame do toque rectal.

 

Prostatite, Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP) e Cancro da Próstata são os tipos de patologia da próstata mais frequentes, sendo que a incidência destas duas últimas doenças tem sido maior nas últimas décadas, devido não só ao aumento da esperança média de vida, mas porventura também com as alterações dos hábitos alimentares e pelos novos métodos de diagnóstico.

 

Embora o cancro da próstata seja usualmente a doença mais falada, a HBP é a patologia prostática mais frequente, dando origem a cerca de 10.000 cirurgias por ano e atingindo metade dos portugueses com 60 anos e 90% com 80 anos. Há homens que não dão muita importância aos sinais de HBP, embora eles estejam presentes. Até ao dia em que, subitamente, não conseguem urinar.

 

Esta patologia pode causar problemas maiores com o decorrer do tempo: a retenção urinária parcial com resíduo miccional progressivamente crescente pode levar a infecções urinárias, incontinência, cálculos na bexiga e mesmo insuficiência renal.

 

 

Fonte: SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/cancro-da-prostata-tem-uma-...

Menos de mil casos de doença dos legionários numa década

05/09/2014 - 07:34


Na última década foram notificados em Portugal 962 casos de doença dos legionários, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) que aponta para uma subnotificação da patologia, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

A doença dos legionários é uma pneumonia causada por bactérias do género legionela, que podem existir em reservatórios naturais, como lagos e rios, ou em reservatórios artificiais como ares condicionados, humidificadores, piscinas, jacuzzis ou instalações termais.

 

Numa análise aos 10 anos do programa de vigilância da doença dos legionários, a DGS assume que existem algumas lacunas, apontando para uma subnotificação dos casos, a par de uma baixa proporção de inquéritos epidemiológicos e ambientais quando há confirmação da doença.

 

Todos os casos da doença notificados devem dar origem a um inquérito epidemiológico e ambiental. Contudo, entre 2004 e 2010 verificou-se que só foram realizados inquéritos ambientais em 36% das notificações e investigação epidemiológica em 73% dos casos notificados.

 

Segundo o relatório da DGS, verificaram-se também “assimetrias muito importantes” nas notificações por distritos. Porto e Braga registaram mais de 40% do total de casos notificados, quando abrangem apenas 25% da população nacional.

 

Pelo contrário, nas regiões autónomas dos Açores e Madeira (com 4,83% da população) apenas foram notificados 0,1% de casos.

 

Nas regiões autónomas, uma das causas para esta reduzida notificação pode ser “um reduzido número de exames complementares de diagnóstico para pesquisar a presença de legionela em casos de pneumonia".

 

Na década analisada, o ano de 2012 foi o que registou maior número de notificações da doença, com um total de 140 casos.

 

O grupo etário com mais casos notificados foi o dos 50-59 anos, sendo a doença mais frequente nos homens e o tabagismo o factor de risco mais associado à doença.

 

Em Portugal, a mortalidade por doença dos legionários situa-se nos 5% dos casos notificados, abaixo dos 7% da média da União Europeia.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/menos-de-mil-casos-de-doenc...

Ébola: trabalhadores dos aeroportos portugueses sem formação ou informação

04/09/2014 - 07:05


Representantes dos trabalhadores dos aeroportos portugueses garantiram que falta informação e formação nesses locais, e que quem trabalha nos aeroportos desconhece o que fazer perante uma suspeita de vírus de ébola.

 

Numa altura em que se contabilizam já mais de 1.500 mortos com a doença, quatro sindicatos que representam trabalhadores dos aeroportos alertam, em comunicado, para “a ausência de informação/formação” e lembram que só os aeroportos explorados pela ANA (Aeroportos e Navegação Aérea) são utilizados por 32 milhões de passageiros por ano.

 

O comunicado surge depois de várias reuniões realizadas entre o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas e Sindicato de Hotelaria do Sul.

 

Aos trabalhadores que representam “é denominador comum” o “desconhecimento de qualquer procedimento operacional quando existe suspeita de um passageiro ou passageiros portadores de vírus“, como também desconhecem equipamentos de protecção individual adequados para eventuais situações suspeitas.

 

As organizações pediram uma reunião com o director-geral da Saúde, Francisco George, para tirar dúvidas, mas também para “reiterar a necessidade de implementação de um procedimento eficaz, que passe por acções de formação/informação aos trabalhadores nos aeroportos, assim como o acesso a equipamento de protecção individual que se considere necessário”, diz o comunicado.

 

Em Agosto, a Direcção-Geral da Saúde começou a promover sessões de esclarecimento aos funcionários do Serviço SEF sobre o vírus do Ébola, para os “habilitar a discutir e aconselhar” os viajantes sobre a matéria. As sessões tiveram início a 22 de Agosto, no aeroporto do Faro.

 

A 11 de Agosto começaram a ser colocados cartazes e folhetos dirigidos, principalmente, a viajantes que estiveram em países afectados pelo vírus Ébola, com os procedimentos que devem ser adoptados, poucos dias antes de o Instituto Nacional de Emergência Médica testar os procedimentos.

 

A DGS indicou ainda o número 800242424 para aconselhamento de cidadãos e disse ter aberto uma linha directa para médicos e funcionários do SEF, com o objectivo de agilizar a actuação em caso de suspeita, nomeadamente o transporte adequado para os hospitais de referência a nível nacional - São João (Porto), Estefânia e Curry Cabral - e condições de isolamento.

 

Na terça-feira, nas Nações Unidas, a presidente da organização humanitária internacional Médicos sem Fronteiras (MSF), Jeanne Liu, afirmou que o mundo está a “perder a batalha” contra a epidemia do vírus Ébola, que continua a progredir na África Ocidental.

 

“Em seis meses da pior epidemia de Ébola da história, o mundo está a perder a batalha. Os líderes não estão a conseguir travar esta ameaça transnacional”, disse Jeanne Liu.

 

O vírus do Ébola, para o qual não existe tratamento, nem vacina, causou mais de 1.550 mortos em 3.069 casos registados pela OMS, até 26 de Agosto.

 

Destes casos, a Libéria registou 694, a Guiné-Conacri 430, a Serra Leoa 422 e a Nigéria seis.

 

A OMS indicou esta quarta-feira que a epidemia já fez 31 vítimas mortais na República Democrática do Congo (RDC), esclarecendo ainda que a doença permanece circunscrita à região noroeste do país.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/ebola-trabalhadores-dos-aer...
 

Madeira sem registo de casos autóctones de dengue desde Março de 2013

01/08/2014 - 07:59

A Madeira, onde um surto de dengue afectou centenas de pessoas em 2012, não regista qualquer caso autóctone relacionado com esta doença desde o dia 3 de Março de 2013, segundo a autoridade regional de saúde, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.


"Quando digo que há suspeita é um caso que, efectivamente, apresenta febre e pelo menos dois sinais clínicos que se possam enquadrar no quadro de dengue e posso reafirmar que não há casos autóctones, não há casos de dengue com origem na região desde há 17 meses, desde 3 de Março de 2013", data em que o surto foi declarado controlado, afirmou à Lusa a vice-presidente do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais (Iasaude), Ana Clara Silva.

 

No período pós-surto apenas se confirmaram casos de dengue importados, quatro casos ainda em 2013 (dois de Angola e dois da Venezuela) e um caso em 2014 vindo da Venezuela.

 

Apesar do conhecimento da presença do mosquito Aedes aegytpi na Madeira desde 2005, os primeiros casos de febre da dengue foram registados laboratorialmente em 3 de Outubro de 2012. Na altura, acabaram por ser confirmados em laboratório 517 casos.

 

O período de maior intensidade da actividade do mosquito Aedes aegytpi situa-se entre Julho e Novembro.

 

Actualmente o Iasaude tem ainda um programa de monitorização de voos provenientes de vários locais. "Nós fazemos a monitorização dos voos que vêm directamente das Canárias e, neste caso concreto, voos directos estamos só a vivenciar os três voos semanais, à terça, à sexta e ao domingo", explicou.

 

A Venezuela é outro local que exige maior atenção devido ao elevado número de emigrantes madeirenses. "Foi remetida uma informação, através da direcção dos serviços das comunidades madeirenses, para toda a área de influência a nível da República da Venezuela", indicou.

 

Actualmente está em curso uma acção de introdução de sal nas sarjetas da via pública, locais identificados como de risco, em três freguesias da cidade do Funchal.

 

Esta acção é da responsabilidade da Câmara Municipal do Funchal, inserida no plano municipal, e decorre de vários trabalhos de ensaio prévio, realizados quer pelo Departamento de Ciência do município.

 

Estudos recentes levados a cabo pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical, baseados na prospecção feita pelo Iasaude, indicam que a introdução de sal parece sugerir que "a água salgada não é um meio favorável ao desenvolvimento e larvas de Aedes aegypt, uma vez que não se detectaram formas imaturas do mosquito em 60% das sarjetas intervencionadas".

 

A febre de dengue transmite-se aos humanos pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e apresenta como sintomas febre e dores de cabeça e nas articulações. Num estado mais avançado, a doença pode causar hemorragias e tornar-se mortal.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/madeira-sem-registo-de-caso...

Portugal está preparado para enfrentar Ébola mas risco é "muito baixo"

31/07/2014 - 07:58


A Direcção-Geral de Saúde garantiu esta quarta-feira que Portugal está preparado para detectar e enfrentar um eventual caso de vírus de Ébola, mas sublinhou que o risco de importação e propagação é “muito baixo”, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Portugal está preparado, tal “como os restantes países europeus, para detectar um eventual caso que possa ser importado”, disse à Lusa a directora-adjunta da Direcção-Geral de Saúde (DGS), Graça Freitas.

 

A epidemia, surgida no início do ano, foi declarada primeiro na Guiné-Conacri, antes de se estender à Libéria e depois à Serra Leoa, dois países vizinhos que, a 23 de Julho, totalizavam 1.201 casos e 672 mortes, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

 

“Neste momento estamos confortáveis com a situação, o risco de importação é muito baixo”, adiantou Graça Freitas, referindo que “o risco de propagação [do Ébola é] muito baixo nos países desenvolvidos”.

 

O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, com fluidos biológicos ou com tecidos de pessoas ou animais infectados.

 

A febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não é conhecida vacina contra a doença.

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/portugal-esta-preparado-par...

Hepatite mata quase tanto quanto a SIDA, alerta a OMS

28/07/2014 - 07:42

A hepatite é uma doença que mata quase tanto quanto a SIDA. Quase 1,4 milhões de pessoas morrem todos os anos por causa da hepatite, anunciaram na passada quinta-feira, em Genebra, vários especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), avança a AFP, citada pelo SAPO Saúde.

 

O alerta aconteceu a alguns dias do Dia Mundial contra a Hepatite, celebrado esta segunda-feira, 28 de Julho. Os especialistas afirmam que a doença, que pode causar cancro, deve ser combatida.

Um total de 1,5 milhão de pessoas morreram com SIDA em 2013.

 

Dos 1,4 milhões de pessoas mortas pela doença, 90% tinham contraído hepatite B e C, responsáveis por dois terços dos cancros de fígado no mundo.

 

"A melhor forma de prevenção contra o cancro de fígado ou contra as cirroses hepáticas é a prevenção e o tratamento da hepatite viral", declarou o professor Samuel So, cirurgião e professor da Universidade de Stanford, na Califórnia.

 

"Se agirem assim, vão salvar muitas vidas e, ao mesmo tempo, economizar custos sanitários", declarou à imprensa em Genebra.

 

Com este objectivo, Samuel So, acompanhado de especialistas da OMS, defendeu um reforço dos testes que detectam a doença, tendo em conta que se estima em 500 milhões o número de pessoas portadoras do vírus da hepatite.

 

Segundo Stefan Wiktor, encarregado do programa de luta contra a hepatite na OMS, há novos tratamentos contra a doença, com um índice de cura de 95%, o que representa uma "revolução terapêutica".

 

 

Fonte: AFP/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/hepatite-mata-quase-tanto-q...

Risco de morrer de doenças relacionadas com SIDA cai em países desenvolvidos

21/07/2014 - 07:14

As pessoas adultas que vivem com o VIH nos países desenvolvidos enfrentam risco substancialmente reduzido de morte por doenças relacionadas com a SIDA, comparativamente a há uma década, refere um estudo publicado na passada sexta-feira pela revista The Lancet, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


As pessoas infectadas com o vírus que causa a SIDA, residentes na Europa, Austrália e EUA, estão também em menor risco de morte por doenças cardiovasculares e hepáticas, refere a revista científica, que publicou uma edição especial com os resultados de um estudo internacional na véspera da Conferência internacional sobre a SIDA, que decorre este fim-de-semana em Melbourne, na Austrália.

 

Embora a maioria das mortes por essas causas tenha diminuído ao longo da última década, período em que decorreu a pesquisa, não houve registo de redução das taxas de mortalidades por cancros não relacionados com a SIDA.

 

Para o coordenador do estudo, Colette Smith, da Universidade de Londres, "estas reduções recentes nas taxas de mortes relacionadas com a SIDA prendem-se com a melhoria contínua na contagem de CD4 (usado para avaliar o progresso da doença) e fornecem mais evidências dos benefícios líquidos substanciais dos antirretrovirais".

 

"Mas, apesar destes resultados, a doença relacionada com a SIDA continua a ser a principal causa de morte nesta população. Esforços contínuos para garantir uma boa aderência aos antirretrovirais e para diagnosticar os indivíduos numa fase mais precoce, antes do desenvolvimento de imunodeficiência grave, são importantes", referiu Colette Smith.

 

Segundo o estudo, actualmente, o cancro é responsável por 23 por cento de todas as mortes nestas três regiões do globo, enquanto as mortes por SIDA mantiveram-se estáveis nos últimos 10 anos: de 1,6 mortes por 1000 anos, de 1999-2000, para 2,1 mortes por 1000 anos, em 2009-2011.

 

O estudo envolveu cerca de 50.000 adultos VIH-positivos que recebem cuidados e terapia antirretroviral em mais de 200 clínicas em toda a Europa, EUA e Austrália.

 

Este grupo descobriu que as taxas globais de mortalidade caíram quase para metade desde 1999, enquanto as mortes por causas relacionadas com a SIDA e doenças cardiovasculares diminuíram em cerca de 65 por cento e as mortes relacionadas com o fígado para mais de 50 por cento.

 

Também foram registadas reduções similares em mortes relacionadas com doença hepática (2,7 mortes por 1000 pessoas-ano para 0,9) e doença cardiovascular (1,8 mortes por 1000 pessoas-ano para 0,9).

 

A proporção de todas as mortes devido à SIDA também diminuiu ao longo da última década (de 34 para a 23 por cento) e doenças do fígado (de 16 para 10 por cento), enquanto a proporção de óbitos por doenças cardiovasculares permaneceu constante, neste período, na ordem dos 10 por cento.

 

Os pesquisadores observam que a redução substancial das taxas de mortalidade por fígado e doença cardiovasculares não pode ser completamente explicada por mudanças na demografia do paciente ou melhorias na supressão viral ou contagem de CD4.

 

Para os investigadores essa diminuição pode resultar de uma melhor gestão dos fautores de risco tradicionais, nomeadamente o consumo do tabagismo, o uso de álcool, ou então a utilização de antirretrovirais menos tóxicos.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=719211

Mais de 80% das mortes em Portugal são por doenças crónicas não transmissíveis

18/07/2014 - 11:19

Mais de 80% das mortes em Portugal resultam de doenças crónicas não transmissíveis, com as patologias cardiovasculares a surgirem como as principais responsáveis, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

 

Segundo o documento, datado de Julho e que analisou 178 países, em Portugal a probabilidade de morrer entre os 30 e os 70 anos de uma das quatro principais doenças crónicas não transmissíveis situa-se nos 12%.

 

Doenças cardiovasculares, diabetes, cancros e doenças crónicas respiratórias são consideradas as principais patologias crónicas não contagiosas.

 

De acordo com o documento, com dados de 2000 até 2012, as doenças cardiovasculares são responsáveis, em Portugal, por 32% da mortalidade, os tumores por 28%, as doenças crónicas respiratórias representam uma fatia de 6% e a diabetes de 5%.

 

Num total de 97 mil mortes, as doenças crónicas não transmissíveis representam 86%.

 

“A prevenção é a única forma de travarmos estas doenças crónicas não transmissíveis. Enquanto os nossos governantes não entenderem que a maior fatia do investimento em saúde deve ser feito na prevenção, e não no tratamento, nunca teremos, por um lado, a diminuição da doença e, por outro, a diminuição dos encargos na saúde”, refere hoje em comunicado a Ordem dos Nutricionistas, num comentário ao relatório da OMS.

 

Os nutricionistas lembram a “grande relação” entre a alimentação desadequada e o aparecimento de doenças como as cardiovasculares, frisando a necessidade de “uma política alimentar e nutricional que envolva todos os intervenientes”.

 

De acordo com o documento da OMS, todos os anos morrem 38 milhões de pessoas de doenças crónicas não contagiosas, 28 milhões deles nos países desenvolvidos.

 

Do total de mortes, 16 milhões são consideradas prematuras, ou seja, ocorrem antes dos 70 anos.

 

“O número de doenças crónicas não transmissíveis aumentou em todo o mundo desde 2000, sobretudo nas regiões do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental”, refere a OMS.

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde

http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/mais-de-80-das-mortes-em-po...

Portugal tem plano contra Ébola, mas sintomas podem iludir diagnóstico

15/07/2014 - 07:05

Portugal tem um plano de resposta às febres hemorrágicas, como as provocadas pelo Ébola, mas um doente que chegue às urgências apenas com febre tem 99 por cento de probabilidades de "passar por baixo do radar", segundo um infecciologista, avança a agência Lusa, citada pela RTP.


Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), disse à agência Lusa que "Portugal tem uma estrutura razoavelmente boa", lembrando que existe um plano de resposta há mais de dez anos.

 

Esse plano define o que se faz nas urgências, quais os critérios para definir um caso suspeito, se esse caso tem suspeitas consistentes ou quais os serviços para isolamento.

 

No caso de Lisboa, adiantou, o hospital de referência é o Curry Cabral e o Egas Moniz, no caso do pior dos cenários esgotar a capacidade do primeiro.

 

O laboratório de referência é o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), o qual fez até ao momento uma análise para despiste de caso suspeito, que se veio a revelar negativo, segundo disse à Lusa fonte do instituto.

 

Apesar de reconhecer a organização que Portugal dispõe, Jaime Nina faz uma ressalva: "No papel as coisas estão muito organizadas, mas se o doente aparecer nas urgências só com febre, tem 99 por cento de probabilidades de passar por baixo do radar".

 

Isto não acontecerá, contudo, se o doente apresentar manifestações hemorrágicas ou se disser que veio de um país onde existem surtos do vírus.

 

Pelo meio, disse, "há sempre o risco do doente passar horas numa sala de espera do serviço de urgência".

 

Jaime Nina sublinhou que este surto é "um bocadinho diferente" dos outros por vários motivos, como ter sido registado numa zona onde nunca houve casos, pela quantidade de infectados e pelo número de países afectados.

 

"O ébola tinha andado, até agora, na África central (Congo Kinshasa, Congo Brazzaville, Camarões, Gabão, Uganda, etc)", disse.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), foram notificados 844 casos, dos quais 518 resultaram em morte (taxa de letalidade de 61 por cento).

 

Os casos foram detectados na Guiné-Conacri (407 casos, dos quais 307 acabaram em morte), na Libéria (131 casos, 84 mortos) e Serra Leoa (305 casos, com 127 mortos).

 

Para Jaime Nina, o que assusta as autoridades é não verem "uma luz ao fundo do túnel", numa referência aos países afectados estarem na lista dos mais pobres do mundo e com conflitos armados em curso.

 

Sendo o sangue o meio mais comum de transmissão do vírus, já que o Ébola não tem tratamento específico, os doentes podem, contudo, ser tratados: "Se está desidratado, hidratar, se está com diarreia, tentar controlar a diarreia, se está com falta de ar, dar oxigénio, se está com hemorragias graves, dar transfusões".

 

"O objectivo é manter o doente vivo. Se o doente não morrer, sobrevive [à doença]".

 

 

Fonte: Lusa/RTP
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=752740&tm=8&layout=121&visu...

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