Legionella: OMS considera surto em Portugal como "grande emergência de saúde pública"

12/11/2014 - 06:59


A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou como "uma grande emergência de saúde pública" o surto da doença do legionário em Portugal que já matou cinco pessoas e afectou 235 em menos de uma semana, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


“Este é o maior surto de doença do legionário em Portugal e é considerado uma grande emergência de saúde pública”, afirmou Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, citado pela agência France Presse.

 

A OMS indica ainda que a origem do surto não foi por enquanto detectada lembrando que, como medida de precaução, foram encerradas as torres de refrigeração da área afectada.

 

"A água municipal foi verificada e considerada segura", acrescentou o mesmo porta-voz, adiantando que não há risco na água potável da zona afectada.

 

A legionella, que provoca pneumonias graves e pode ser mortal, foi detectada na sexta-feira no concelho de Vila Franca de Xira, tendo provocado a infecção em mais de 230 pessoas e a morte de cinco.

 

Todos os casos, de acordo com a Direcção-geral da Saúde, "têm ligação epidemiológica ao surto que decorre em Vila Franca de Xira".

 

A doença do legionário transmite-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

 

No sábado, o Ministério da Saúde anunciou um plano de contingência para lidar com o surto e iniciou-se um inquérito epidemiológico.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=744217

Legionella: cinco mortos e 233 infectados

11/11/2014 - 08:13


A Direcção-Geral da Saúde (DGS) revelou que até às 15:00 de segunda-feira já tinham morrido cinco pessoas vítimas de legionella, havendo 233 casos registados, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Em comunicado, a DGS adianta ainda que se encontram internadas nos cuidados intensivos 38 pessoas.


Do total de 233 casos, 228 são na região de Lisboa e Vale do Tejo, três na região Centro e dois na região Norte.

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=744027

Legionella: director-geral da Saúde admite que surto esteja "próximo do máximo"

10/11/2014 - 08:31

O director-geral da Saúde, Francisco George, admitiu este domingo que o surto de legionella, que já causou 160 infecções e quatro mortes confirmadas, possa estar "próximo do máximo", explicando que só uma pequena percentagem das pessoas expostas ficarão doentes, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Em declarações aos jornalistas, o responsável afirmou este domingo ao início da noite que "do primeiro dia para o segundo dia há uma triplicação [do número de casos], e deste último dia para este domingo há uma duplicação".

 

"O que quer dizer que poderemos estar - não quer dizer que estejamos - poderemos estar próximo do máximo, do pico deste processo. Mas não sabemos ainda", referiu Francisco George, que falava aos jornalistas no final de uma reunião de emergência de quase cinco horas de diversas entidades para analisar o surto provocado pela infecção por legionella, bactéria que causa pneumonias graves.

 

O director-geral da Saúde explicou que noutros surtos registados na Europa, "muitas vezes, torres de refrigeração de unidades fabris ou de grandes espaços, nomeadamente comerciais, podem emitir gotículas que, desde que estejam contaminadas, podem ser inaladas e provocar uma infecção na árvore respiratória que está na origem da pneumonia".

 

As autoridades esperam que surjam mais casos nas próximas semanas, mas o responsável sublinhou que "há milhares de pessoas expostas a este risco, mas só muito poucas ficarão doentes", algo que é próprio desta doença.

 

Francisco George salientou que "o que é preciso é selar as fontes que podem representar mais risco" e, nesse sentido, "as principais torres de arrefecimento das unidades fabris da região [Vila Franca de Xira] foram seladas", como anunciara minutos antes o ministro da Saúde, Paulo Macedo.

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=743777

Há 400 mil portugueses que têm diabetes e não sabem

06/11/2014 - 11:41


Todos os dias há 160 pessoas em Portugal que ficam a saber que têm diabetes. Ao todo, 13% dos portugueses com idades entre os 20 e os 79 anos têm esta doença que anda de mãos dadas com o sedentarismo e a obesidade, mas 5,7% ainda não sabem – o que significa que há mais de 400 mil pessoas que desconhecem o diagnóstico. “É claramente um problema de saúde pública”, resume o coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes. José Manuel Boavida adianta que 25% das pessoas que morreram em 2013 nos hospitais tinham diabetes.

 

Em muitos dos casos deram entrada nos serviços de saúde com outros problemas, mas o especialista lembra que “a diabetes constitui um factor de risco para a mortalidade” por doenças como os acidentes vasculares cerebrais ou os enfartes agudos do miocárdio, avança o jornal Público.


Os dados referidos por José Manuel Boavida fazem parte do Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes, apresentado nesta terça-feira em Lisboa, e que aponta para que mais de um milhão de portugueses tenha diabetes. Em 2009 correspondiam a 11,7% da população e agora a 13%. Os dados indicam que 40% da população já tem a doença ou esteja em risco de a desenvolver, situação a que se chama pré-diabetes. Os mais afectados são os homens e é nesta camada da população que o subdiagnóstico é mais frequente. “Falar-se que quase metade da população tem diabetes ou está em risco não é um problema que possa ser negligenciado. É claramente um grande desafio para as estruturas de saúde e as autoridades de saúde, até porque a diabetes não é um mal por si mas pelo impacto que tem na vida das pessoas”, afirma o coordenador do programa nacional.

 

José Manuel Boavida reforça que “ter ou não ter diabetes corresponde a uma diferença de risco que corresponde ao dobro” em termos de mortalidade de doenças como as cardiovasculares e cerebrovasculares, sendo também das principais causas de cegueira e insuficiência renal. Por isso, apesar de o número de óbitos nos hospitais directamente atribuíveis à diabetes estar a cair, registando-se uma quebra de 36% em dez anos, pelo contrário os casos em que o óbito por outra doença aconteceu em alguém com diabetes cresceu 46% no mesmo período.

 

Um dos dados que mais preocupa o presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal e coordenador do Observatório Nacional da Diabetes, Luís Gardete Correia, diz precisamente respeito às complicações provocadas por esta doença. Em 2013 o número de utentes internados nos hospitais pelo chamado “pé diabético” voltou a subir, de 1849 casos em 2012 para 2004 no ano passado.

 

Também as amputações de membros inferiores atribuíveis à doença passaram de 1493 para 1556. Ainda assim, neste campo é positivo o facto de se estarem a fazer mais das chamadas amputações “minor” (apenas parte do pé) do que as chamadas “major” (todo o pé ou membro inferior). “Aqui na associação temos uma consulta do pé diabético e temos cerca 150 a 200 doentes todos os dias que passam por aqui e não me lembro de uma amputação nos últimos anos. É a prova de que com cuidados frequentes podemos poupar os pés e os dedos”, ilustrou Gardete Correia.
Também o secretário de Estado Adjunto da Saúde, presente na apresentação do relatório, reconheceu que “na área

 

da alimentação e do desporto ainda temos muito a fazer” para reduzir o número de novos casos de diabetes, mas congratulou-se com o caminho que tem sido trilhado pelos cuidados de saúde primários e pelo coordenador do programa nacional que se prepara para lançar iniciativas com os municípios. Ainda assim, Fernando Leal da Costa assumiu que falta aumentar a cobertura da população portuguesa no que diz respeito aos médicos de família, pois a “franja da população sem médico tem um risco maior de ter uma doença não diagnosticada”. “Não é só numa lógica curativa, é essencialmente numa lógica preventiva”, reforçou.

 

Os dados mais positivos do relatório dizem precisamente respeito aos cuidados primários, que em 2013 registaram mais 8,8% de doentes (62 mil pessoas). Ao mesmo tempo que este acompanhamento de proximidade aumentou, os internamentos de pessoas com diabetes nos hospitais são cada vez mais curtos e, pela primeira vez, mais de metade dos doentes controlados nos centros de saúde tinham as análises ao sangue para controlo da diabetes dentro dos níveis ideais.

 

O relatório apresenta também os custos para o Estado desta doença e que ascenderam em 2013 a 1% do produto interno bruto, representado 10% do total de toda a factura na saúde. Ao todo, a diabetes tem custos directos anuais para o país de 1250 a 1500 milhões de euros. A despesa só com medicamentos nas farmácias chegou no ano passado aos 226 milhões de euros, 18 milhões dos quais foram pagos directamente pelos utentes. Em 2012 os doentes pagaram 17 milhões e o Serviço Nacional de Saúde 191,8 milhões. “Só podemos reduzir os custos se conseguirmos reduzir o número de novos casos da diabetes, o que não se tem verificado nem em Portugal nem em lado nenhum o mundo”, comentou Leal da Costa.

 

“O custo médio das embalagens de medicamentos da diabetes mais que duplicou o seu valor nos últimos dez anos”, salienta o documento, já que apesar de estarem a ser consumidos mais genéricos também surgiram no mercado muitos dos chamados medicamentos inovadores, que são mais caros. Em 2004 uma embalagem custava em média 10,8 euros e agora custa 23,6.


Na maior parte dos países desenvolvidos, a diabetes já é a quarta principal causa de morte e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, poderá conduzir a uma redução da esperança média de vida, pela primeira vez em 200 anos. Em 2013 a diabetes provocou a morte de 5,1 milhões de pessoas, o que significa que a cada seis segundos morre uma pessoa por diabetes. Em Portugal, em 2012, último ano com dados disponíveis, foi responsável pela morte de 4867 pessoas.

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ha-400-mil-portugueses-que-tem-d...
 

Site com informações sobre o ébola já disponível

28/10/2014 - 08:15

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) disponibilizou um site com informação sobre o vírus do Ébola e que permite o esclarecimento de dúvidas, além de facultar material que pode ser impresso para ser exposto, avança o Jornal de Notícias.


A apresentação do site foi realizada durante uma reunião do dispositivo de Coordenação da Plataforma de Resposta à Doença por Vírus Ébola, que analisou as várias iniciativas em curso com vista à prevenção e resposta a eventuais casos em Portugal.

 

A informação disponibilizada neste site engloba algumas dúvidas sobre a doença, como as formas de contágio, os tratamentos e a protecção.

 

Os cibernautas podem ainda aceder a dados sobre os riscos em viagem, qual o plano de resposta português, a situação em Portugal e os países afectados.

 

É disponibilizada ainda uma secção onde podem ser enviadas perguntas que serão respondidas por elementos da DGS, bem como material - folhetos e pósteres - para eventual impressão e exposição.

 

 

Fonte: Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=...

Ordem dos Médicos afirma que Portugal está "razoavelmente melhor preparado" contra o ébola

27/10/2014 - 08:01


São os dois pareceres técnicos que faltavam à Ordem dos Médicos para poder avaliar a resposta portuguesa contra o vírus de ébola. "O sistema de saúde português está agora um pouco mais 'razoavelmente' preparado para fazer face à ameaça do ébola. O risco de casos é alto, como a própria Direcção-Geral da Saúde anunciou, mas o risco de epidemia é baixo, dois conceitos completamente distintos e suplementares e que não devem ser confundidos", afirma o bastonário José Manuel Silva, numa nota enviada aos jornalistas, avança o semanário Expresso.


O plano está, para já, bem desenhado. No entanto continua a ter falhas: no treino. "Quem está no terreno, como a Ordem dos Médicos, percebe o quanto ainda está por fazer, tanto a nível hospitalar como nos cuidados de saúde primários", acrescenta.

 

José Manuel Silva recorre a algumas das conclusões dos especialistas em Medicina Tropical que assinam o documento, Jaime Nina e Abílio Antunes, para exemplificar o que quer dizer quando fala em falhas. "Se no papel Portugal está preparado, a realidade do terreno nem sempre mostra o mesmo. Falta ainda algum equipamento de segurança, particularmente importante nos Serviços de Urgência de Lisboa e Porto. E falta treino, treino e mais treino", criticam os médicos. E acrescentam: "O problema maior é se a entrada for de um infectado em período de incubação, que só adoeça e procure ajude médica alguns dias depois, inclusive podendo dirigir-se a um qualquer serviço de saúde, público ou privado, preparado ou não para receber casos de ébola, em qualquer ponto do país".

 

Para já, o risco está na importação de casos e não na propagação do vírus já em Portugal. "O risco de disseminação epidémica no nosso país parece-nos muito baixo, tendo em conta os modos conhecidos de transmissão da doença, o facto de se transmitir apenas após o início dos sintomas e de dispormos de infraestruturas de saúde que podem garantir o isolamento dos doentes", justifica Fernando Maltez, presidente do Colégio de Doenças Infecciosas. Ainda assim, reconhece que a realidade pode mudar a qualquer momento.

 

Estes dois pareceres surgem dias depois de o Colégio de Saúde Pública ter afirmado que o país não está preparado para conter o ébola e que o risco é muito elevado, ao invés do que tem sido o discurso das entidades responsáveis.

 

Na passada quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Governo criou uma comissão interministerial para coordenar a resposta. É presidida pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, e só vai reunir em caso de necessidade.

 

Fonte: Expresso
http://expresso.sapo.pt/ordem-dos-medicos-afirma-que-portugal-esta-razoa...

Tuberculose matou 1,5 milhões de pessoas em 2013

24/10/2014 - 07:31


A tuberculose fez 1,5 milhões de vítimas entre os 9 milhões de pessoas que contraíram a doença em 2013, um número superior às estimativas iniciais, revelou esta quarta-feira em Genebra a Organização Mundial de Saúde (OMS), avança o Correio da Manhã.


Aqueles valores constam do relatório anual sobre a tuberculose, apresentado esta quarta-feira em conferência de imprnesa, que acrescenta que entre os 1,5 milhões de vítimas mortais, 360 mil eram doentes infectados com VIH/Sida.

 

Segundo o director do programa da OMS de combate à tuberculose, Mario Raviglione, o aumento de mortes face à estimativa inicial deve-se "aos investimentos nos sistemas de monitoração e vigilância (...) que proporcionam mais e melhores dados" sublinhando que "a tuberculose é a segunda doença infecciosa que mata mais, situando-se perto do VIH".

 

 

Fonte: Correio da Manhã
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/tuberculose_matou_1...

OMS: milhares de pessoas devem ser vacinadas contra ébola a partir de Janeiro

22/10/2014 - 07:28


Dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental devem começar a receber vacinas experimentais do ébola a partir de Janeiro, mas uma imunização da população em geral ainda está distante, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) esta terça-feira, avança a agência Reuters.


Testes clínicos iniciais de vacinas das farmacêuticas GlaxoSmithKline e NewLink Genetics já estão em andamento. Cerca de 500 voluntários devem participar em países como EUA, Grã-Bretanha, Alemanha, Suíça, Mali, Gabão e Quénia.

 

Os testes irão gerar dados sobre segurança e resposta imunológica até Dezembro. As vacinas poderão, então, ser enviadas no começo do ano que vem para alguns grupos, como agentes de saúde no fronte do combate à doença, declarou a directora-geral-assistente da OMS para sistemas de saúde e inovação, Marie-Paule Kieny.

 

“Estes dados são absolutamente cruciais para permitir a tomada de decisões sobre a dosagem que deve ser usada nos testes de eficácia em África”, disse Kieny numa entrevista colectiva de imprensa.

 

Determinar a dosagem irá ditar a produção, ou a quantidade total, de vacinas disponíveis para os grandes testes clínicos na África, informou.

 

“Ainda existe a possibilidade de que não dê certo, mas todos estão a organizar-se para poderem ir para o Oeste da África em Janeiro”, acrescentou Kieny.

 

“Quando falo em mobilização, não falo de vacinação colectiva, mas da utilização de doses em dezenas de milhares de pessoas nos primeiros meses do ano".

 

O surto de ébola no oeste africano já matou 4.546 pessoas dentre 9.191 casos conhecidos desde Março na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, de acordo com a OMS, que declarou que as epidemias no Senegal e na Nigéria terminaram.

 

Surgiram alguns casos na Espanha e nos EUA, que na segunda-feira emitiram novos e rígidos protocolos para os agentes de saúde que tratam de vítimas do vírus mortal.

 

Produção de vacinas

 

Os fabricantes de vacinas e autoridades regulatórias estão agindo rápido e acelerando os testes e aprovação das vacinas, disse Kieny, e os doadores estão prontos para financiar a sua distribuição, que deve custar centenas de milhões de dólares.

 

A aliança GAVI, sediada em Genebra, oferece vacinas a preços acessíveis para uso em países em desenvolvimento. Embora as vacinas da GSK e da NewLink sejam vistas como “principais candidatas”, há outras sendo desenvolvidas.

 

A Johnson&Johnson tem uma vacina em potencial que deve começar a ser usada em testes clínicos em Janeiro, declarou Kieny.

 

A Inovio Pharmaceuticals está desenvolvendo uma vacina de ADN que também entra na fase de testes no início de 2015, e a Protein Sciences prepara uma vacina que deve ser testada no primeiro trimestre do próximo ano, disse.

 

Entre as drogas experimentais contra o ébola está o remédio para gripe Avigan®, ou favipiravir, da Fujifilm, cujas segurança e eficácia o governo francês irá avaliar em um teste clínico na Guiné, relatou a directora da OMS.

 

A droga Zmapp®, da Mapp Biopharmaceutical, foi ministrada a alguns agentes de saúde retirados da região africana afectada, mas isso foi feito de maneira pontual, esclareceu ela.

 

 

Fonte: Reuters
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKCN0IA26N20141021

Doenças relacionadas com o tabaco causam 6 milhões de mortes por ano

20/10/2014 - 05:59


As doenças relacionadas com o tabaco causam 6 milhões de mortes por ano em todo o mundo. A informação foi fornecida pela consultora da Organização Mundial da Saúde, OMS, Stella Bialous, avança o Diário Digital.


A especialista falou à Rádio ONU, de Moscovo, onde decorreu até sábado a 6ª Sessão da Conferência das Partes para a Convenção-Quadro para o Controlo do Tabaco. O tratado foi adoptado em 2003 e entrou em vigor em 2005.

 

"Foi o primeiro tratado das Nações Unidas negociado pela Organização Mundial da Saúde. [A adopção] foi motivada por um aumento muito significativo, muito grande, no número de mortes no mundo por doenças relacionadas com o tabaco. Hoje em dia são 6 milhões de mortes por ano ao redor do mundo e um aumento muito grande da penetração da indústria do tabaco em países subdesenvolvidos. Então, chegou-se à conclusão que com a globalização precisava-se também de uma medida globalizada para combater essa epidemia".

 

Segundo a especialista, desde a sua implementação, há quase dez anos, houve "avanços profundos" na área. Stella Bialous afirmou que esta é "uma Convenção das Nações Unidas com número maior e mais rápido de adesões, com quase 180 países".

 

 

Fonte: Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=738120

Director-geral de Saúde mantém que risco do ébola é baixo

16/10/2014 - 05:53


Perante a Comissão de Saúde na Assembleia da República, o director-geral da Saúde afirmou que a Ordem dos Médicos e os sindicatos deveriam ter consultado a "situação epidemiológica", antes de emitir o parecer, divulgado na terça-feira, que afirma que o país não está preparado para lidar com o vírus. O director-geral admitiu que, até ao fim do mês, Portugal "pode vir a ter 2, 3, 4 casos de ébola importados" e insistiu que o país está preparado para lidar com isso e que o desafio maior é evitar a contaminação, avança o Jornal de Notícias.


Recorde-se que a Ordem dos Médicos considerou que Portugal não está preparado para lidar com o ébola e afirmou que as autoridades de saúde têm "passado mensagens de enganosa tranquilidade" à população. As críticas surgem do colégio da especialidade de Saúde Pública que analisou a actividade da doença.

 

Assumindo a total responsabilidade do dispositivo actual do país para enfrentar o ébola, George afirmou, logo no início da reunião, que "se notar que o dispositivo montado não tem o apoio ou a simpatia dos membros do Governo e da Assembleia da República, mudam-se os dirigentes da DGS", já que considera não ser possível "caminhar sem ser em conjunto".

 

"Se isto correr mal, não é uma questão do Ministério da Saúde, do primeiro-ministro, do presidente da República ou dos deputados. A responsabilidade é nossa, de nós os 3", disse, referindo-se a si próprio e aos dois responsáveis que esta quarta-feira o acompanharam na audição e que integram a estrutura de comando, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e do Instituto Nacional de Saúde dr. Ricardo Jorge (INSA).

 

O director-geral de Saúde insiste que o cenário descrito pelo parecer "não existe hoje". "Nenhum país lusófono tem problemas de cadeias abertas de transmissão mas, se isso vier a acontecer, mudamos o nível de alerta", afirmou Francisco George, admitindo que, se a epidemia chegar à Guiné-Bissau, a situação será mais grave por ser um país com maior ligação a Portugal.

 

"Quanto mais resolvermos o problema na África Ocidental, mais seguros estaremos. Nunca o mundo teve uma situação com esta gravidade", assumiu.

 

Parecer polémico

 

No documento divulgado pela Ordem dos Médicos, assinado por Pedro Serrano, da direcção do colégio da especialidade de Saúde Pública, e noticiado esta quarta-feira, os especialistas consideram que "o risco teórico de virmos a ter casos de ébola em Portugal é alto" e que isso está "fortemente associado ao posicionamento de Portugal como país integrante daquilo que se convencionou chamar Países de Língua Oficial Portuguesa".

 

Os especialistas fazem ainda uma contextualização das relações, geográficas e humanas de vizinhança dos três países onde grassa a epidemia (Serra Leoa, Guiné-Conacri e Libéria) e os países lusófonos com permanente ligação a Portugal: Guiné-Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e, mais remotamente (em termos de risco de exportação), Moçambique.

 

"Dadas as antigas e fortíssimas relações de proximidade e de actual plataforma giratória entre este grupo de países, nenhum outro país europeu está tão em risco de ser contaminado do exterior, a partir dos grandes centros de foco da doença em África, como Portugal", refere o parecer publicado no site da Ordem dos Médicos.

 

O documento sublinha os sistemas da saúde frágeis destes países, considerando "praticamente inexistente" a vigilância epidemiológica" (particularmente a de nível local).

 

Os especialistas defender ainda que é "evidente e urgente que seja montada, implementada ou reforçada em Portugal uma apertada vigilância dos aeroportos e portos, o que incluiria uma presença permanente de estruturas de Saúde Pública e a formação em medidas de Saúde Pública do pessoal aeroportuário que controla a entrada de passageiros".

 

"Seria também importante criar uma base de dados com os portugueses que residem nestes e noutros países de África considerados de risco, de molde a conseguir monitorizar as deslocações entre zonas de risco e a fazer-lhes chegar informação sobre as medidas a adoptar para a sua segurança", acrescentam.

 

No parecer, os especialistas do colégio de saúde pública consideram ainda que Portugal não está preparado para lidar com o vírus do ébola e que as autoridades têm emitido "mensagens de enganosa tranquilidade".

 

Os mais recentes dados apontam para o registo de 8.917 casos, dos quais 4.447 se revelaram mortais, sendo a Libéria, Serra Leoa e a Guiné-Conacri os países mais afectados pelo pior surto de ébola.

 

 

Fonte: Gina Pereira/Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=...
 

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