Director-geral de Saúde mantém que risco do ébola é baixo

16/10/2014 - 05:53


Perante a Comissão de Saúde na Assembleia da República, o director-geral da Saúde afirmou que a Ordem dos Médicos e os sindicatos deveriam ter consultado a "situação epidemiológica", antes de emitir o parecer, divulgado na terça-feira, que afirma que o país não está preparado para lidar com o vírus. O director-geral admitiu que, até ao fim do mês, Portugal "pode vir a ter 2, 3, 4 casos de ébola importados" e insistiu que o país está preparado para lidar com isso e que o desafio maior é evitar a contaminação, avança o Jornal de Notícias.


Recorde-se que a Ordem dos Médicos considerou que Portugal não está preparado para lidar com o ébola e afirmou que as autoridades de saúde têm "passado mensagens de enganosa tranquilidade" à população. As críticas surgem do colégio da especialidade de Saúde Pública que analisou a actividade da doença.

 

Assumindo a total responsabilidade do dispositivo actual do país para enfrentar o ébola, George afirmou, logo no início da reunião, que "se notar que o dispositivo montado não tem o apoio ou a simpatia dos membros do Governo e da Assembleia da República, mudam-se os dirigentes da DGS", já que considera não ser possível "caminhar sem ser em conjunto".

 

"Se isto correr mal, não é uma questão do Ministério da Saúde, do primeiro-ministro, do presidente da República ou dos deputados. A responsabilidade é nossa, de nós os 3", disse, referindo-se a si próprio e aos dois responsáveis que esta quarta-feira o acompanharam na audição e que integram a estrutura de comando, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e do Instituto Nacional de Saúde dr. Ricardo Jorge (INSA).

 

O director-geral de Saúde insiste que o cenário descrito pelo parecer "não existe hoje". "Nenhum país lusófono tem problemas de cadeias abertas de transmissão mas, se isso vier a acontecer, mudamos o nível de alerta", afirmou Francisco George, admitindo que, se a epidemia chegar à Guiné-Bissau, a situação será mais grave por ser um país com maior ligação a Portugal.

 

"Quanto mais resolvermos o problema na África Ocidental, mais seguros estaremos. Nunca o mundo teve uma situação com esta gravidade", assumiu.

 

Parecer polémico

 

No documento divulgado pela Ordem dos Médicos, assinado por Pedro Serrano, da direcção do colégio da especialidade de Saúde Pública, e noticiado esta quarta-feira, os especialistas consideram que "o risco teórico de virmos a ter casos de ébola em Portugal é alto" e que isso está "fortemente associado ao posicionamento de Portugal como país integrante daquilo que se convencionou chamar Países de Língua Oficial Portuguesa".

 

Os especialistas fazem ainda uma contextualização das relações, geográficas e humanas de vizinhança dos três países onde grassa a epidemia (Serra Leoa, Guiné-Conacri e Libéria) e os países lusófonos com permanente ligação a Portugal: Guiné-Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e, mais remotamente (em termos de risco de exportação), Moçambique.

 

"Dadas as antigas e fortíssimas relações de proximidade e de actual plataforma giratória entre este grupo de países, nenhum outro país europeu está tão em risco de ser contaminado do exterior, a partir dos grandes centros de foco da doença em África, como Portugal", refere o parecer publicado no site da Ordem dos Médicos.

 

O documento sublinha os sistemas da saúde frágeis destes países, considerando "praticamente inexistente" a vigilância epidemiológica" (particularmente a de nível local).

 

Os especialistas defender ainda que é "evidente e urgente que seja montada, implementada ou reforçada em Portugal uma apertada vigilância dos aeroportos e portos, o que incluiria uma presença permanente de estruturas de Saúde Pública e a formação em medidas de Saúde Pública do pessoal aeroportuário que controla a entrada de passageiros".

 

"Seria também importante criar uma base de dados com os portugueses que residem nestes e noutros países de África considerados de risco, de molde a conseguir monitorizar as deslocações entre zonas de risco e a fazer-lhes chegar informação sobre as medidas a adoptar para a sua segurança", acrescentam.

 

No parecer, os especialistas do colégio de saúde pública consideram ainda que Portugal não está preparado para lidar com o vírus do ébola e que as autoridades têm emitido "mensagens de enganosa tranquilidade".

 

Os mais recentes dados apontam para o registo de 8.917 casos, dos quais 4.447 se revelaram mortais, sendo a Libéria, Serra Leoa e a Guiné-Conacri os países mais afectados pelo pior surto de ébola.

 

 

Fonte: Gina Pereira/Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=...
 

Portugal "não está preparado para o ébola"

15/10/2014 - 06:30


Portugal "não está preparado para lidar com a possibilidade de importação de casos de ébola" e as autoridade de saúde portuguesas têm "passado mensagens de enganosa tranquilidade" à população. É desta forma contundente que a direcção do Colégio da Especialidade de Saúde Pública da Ordem dos Médicos analisa o modo como as autoridade de saúde portuguesas têm lidado com o problema da infecção pelo vírus de ébola, avança o Jornal de Notícias.


O parecer, ontem divulgado no site da Ordem dos Médicos (OM), e assinado por Pedro Serrano, que preside ao grupo de especialistas que analisou o assunto, sublinha que o país não está preparado para lidar com a possibilidade da chegada de casos de ébola provenientes do estrangeiro, "um risco que é alto, dadas as relações de proximidade com países africanos de língua oficial portuguesa", justifica.

 

Para o Colégio da Especialidade de Saúde Pública, "pôr a tónica na intervenção centrada nos serviços hospitalares (recorde-se que em Portugal estão referenciados para a função dois hospitais em Lisboa, Curry Cabral e Dona Estefânia, e um no Porto, o Hospital de S. João), é "uma estratégia errada".

 

Pedro Serrano vai mesmo mais a fundo na problemática e defende que se deve "montar ou reforçar uma apertada vigilância dos aeroportos e portos".

 

Recorrendo à ironia, o especialista lembra que "o tal caso de ébola não vai chegar com uma bandeirinha a assinalá-lo ao aeroporto da Portela, onde logo chegará uma ambulância do INEM, que o levará sem demora ao Curry Cabral, onde espera por ele um quarto isolado e apetrechado", e lembra que o que a realidade tem vindo a demonstrar nos últimos tempos é bem diferente".

 

Por tudo isto, acrescenta o documento, "é fundamental um plano de contingência nacional, que já deveria estar feito e ter sido posto à disposição da opinião pública e, simultaneamente, a ser testado".

 

O médico propõe mesmo que se crie uma base de dados com os portugueses que residem nos países considerados de risco para monitorizar as suas deslocações e para lhes fazer chegar informações sobre medidas a adoptar.

 

 

Fonte: Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=...
 

Dentro de mês e meio haverá entre 5000 e 10.000 novos casos de ébola por semana

15/10/2014 - 06:17


Os números são brutais, mostram a gravidade da doença e a rapidez com que se propaga. Segundo a Organização Mundial de Saúde, no início de Dezembro — ou seja, dentro de escasso mês e meio —, deverá haver entre 5000 e 10.000 novos casos de ébola por semana. A taxa de mortalidade, essa, estima-se que continue a ser muito elevada — 70% nos países mais afectados, a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné-Conacri, escreve a jornalista Ana Gomes Ferreira, no jornal Público.


Os novos números foram divulgados nesta terça-feira, horas antes de o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reunir de emergência para debater a doença e formas concertadas de combater a sua propagação. "No início de Dezembro, podemos ter entre 5000 e 10.000 novos casos por semana", disse em Nova Iorque o director adjunto da OMS, Bruce Aylward. Será um aumento substancial no número de pessoas infectadas, uma vez que, neste momento, estão a ser referenciados mil novos casos por semana.

 

A epidemia do ébola, doença que está a infectar e a matar sobretudo na África ocidental — mas já chegou aos EUA e à Europa —, matou até esta terça-feira 4447 pessoas em 8914 infectadas. Aylward explicou, porém, que estes números falham por defeito, uma vez que há uma grande quantidade de casos não registados. O número real de infectados nas capitais dos três países mais afectados deverá ser bastante maior — 1,5 maior na Guiné, duas vezes mais na Serra Leoa e 2,5 vezes mais na Libéria.

 

"Para este grupo de pessoas [da África Ocidental] que sabemos estarem doentes e cuja sorte conhecemos, a taxa de mortalidade é de 70%, sendo este número idêntico para os três países", disse o director adjunto da OMS, que é o responsável pela acção no terreno desta agência da ONU.

 

A avalanche de números terríveis foi usada por Bruce Aylward para explicar que o mundo tem de se concertar para combater, em bloco e de forma eficaz, esta epidemia. A comunidade internacional, disse em tom crítico, tem de "dar provas de maior determinação para responder de forma decisiva". Além da reunião no Conselho de Segurança, está prevista outra reunião de alto nível para debater formas de controlo e combate à doença — na quarta-feira, em Bruxelas, juntam-se os ministros da Saúde dos países da União Europeia e entre os temas em debate estarão o reforço dos controlos alfandegários (aeroportos, portos e rede ferroviária) e um maior esforço de coordenação na prevenção.

 

As Nações Unidas traçaram já um objectivo, ambicioso e que exige acções concertadas entre os países: travar a expansão da doença até 1 de Dezembro, a data em que o número de casos vai aumentar exponencialmente. Para isso, quer criar mecanismos de segurança para o enterro dos mortos e garantir o isolamento de pelo menos 70% dos casos suspeitos. "É um projecto muito ambicioso", disse Aylward, considerando que a "propagação geográfica é um dos maiores desafios".

 

O número de casos continua a aumentar nos países da África Ocidental, apesar de nesta terça-feira, um comunicado da OMS referir que no Senegal e na Nigéria não surgiram novos casos e que os países poderão ser considerados livres da epidemia. O último caso registado nestes países data de há 42 dias. "Se a vigilância continuar e se não for detectado outro caso, a OMS poderá declarar o fim da epidemia na Nigéria a 17 de Outubro e no Senegal a 22", diz o comunicado desta agência.

 

A Europa e os Estados Unidos já têm mortos — pessoas que contactaram com a doença em África ou que lidaram com doentes transferidos para hospitais europeus. Sabe-se que o doente que morreu nos EUA e a auxiliar de enfermagem infectada em Espanha — e cuja situação é "preocupante", mas que denotou melhoras — contraíram o vírus devido a falhas no protocolo de segurança. A mais recente vítima do ébola a morrer na Europa foi um sudanês, funcionário da ONU, que chegou a Leipzig (Alemanha) na semana passada, proveniente da Libéria.

 

 

Fonte: Público
http://www.publico.pt/mundo/noticia/dentro-mes-e-meio-havera-entre-cinco...

Campanha ensina a agir em caso de suspeita de ébola

14/10/2014 - 07:32


A Direcção-Geral da Saúde vai lançar uma campanha de informação sobre o ébola, para travar situações como a do Hospital de São João, em que a doente suspeita entrou pelo seu próprio pé na urgência, avança o Diário de Notícias.


O eixo de comunicação será apresentado numa reunião "em conselho nacional de saúde pública na quarta-feira", confirmou Francisco George.

 

Questionado sobre as formas de evitar a deslocação de doentes com sintomas suspeitos e que tenham estado nos países afectados para locais públicos, em que há maiores riscos de contágio, o Director-Geral da Saúde anunciou que ia "avançar uma campanha de informação para a população muito em breve.

 

O objectivo será "explicar como devem as pessoas actuar nestes casos, nomeadamente não se dirigindo às urgências e a outros serviços de saúde". Desde logo devem contactar a Linha Saúde 24, para ajudar a descartar e a encaminhar doentes para os locais certos. Se se estiver perante um caso suspeito de ébola, é chamada uma das três ambulâncias do INEM, que são destinadas para o efeito. A Direcção-Geral da Saúde é contactada.

 

Desta forma é possível garantir o acompanhamento nas unidades mais adequadas e pelos profissionais treinados para a triagem e acompanhamento dos casos.

 

 

Fonte: Diário de Notícias
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4177872

DGS: Ébola em Espanha não eleva alerta em Portugal

07/10/2014 - 07:45


A Direcção-Geral de Saúde está a acompanhar o primeiro caso de contágio do vírus Ébola em Espanha, mas garante que não vai elevar o nível de alerta em Portugal. "Ainda não sabemos exactamente qual foi a questão central que explica esta situação (contágio de assistente de enfermagem), que naturalmente é preocupante, mas que não faz elevar o nível de alerta em Portugal", explicou à TVI24 Francisco George, director-geral de Saúde (DGS).


Nesta segunda-feira, a DGS e vários membros de organismos públicos e hospitais de referência, estiveram reunidos para "rever, à luz dos novos conhecimentos, as normas que em Portugal estão em vigor". No entanto, segundo explicou Francisco George, esta reunião não foi marcada na sequência do caso espanhol, que só ficaram a saber posteriormente.

 

Madrid está em estado de alerta

 

A auxiliar de enfermaria que nesta segunda-feira acusou positivo em dois testes do vírus do Ébola chegou cerca das 23:40 (hora de Lisboa) ao Hospital Carlos II de Madrid, onde será tratada. A paciente estava numa outra unidade de saúde da capital espanhola, no Hospital de Alcorcón, e deslocou-se sob escolta de uma dezena de carros da polícia nacional, da guardia civil e por agentes em motociclos.

 

Apesar do enorme aparato, a comitiva abandonou as instalações hospitalares de Alcorcón pela porta traseira, descreve o site do jornal ABC, acompanhada por pessoal que vestia trajes especiais para evitar o contágio, segundo o protocolo.

 

A auxiliar de enfermagem atendeu o missionário Manuel Garcia Viejo, vítima mortal de Ébola no passado dia 25 de Setembro num hospital madrileno, e também Miguel Pajares, falecido a 12 de Agosto.

 

Os primeiros sintomas surgiram dia 30 de Setembro, quando se encontrava de férias, mas só nesta segunda-feira foi confirmado o contágio do vírus do Ébola. Cerca de 30 pessoas com quem contactou estão de quarentena.

 

Esta noite, a delegada do Governo espanhol apelou à calma e pediu para evitar o alarmismo perante o primeiro caso de infecção por ébola no país, considerando que deve ser revisto todo o protocolo para perceber o que falhou.

 

Numa entrevista ao programa 24 horas, da Televisão Espanhola (TVE), Cristina Cifuentes desejou uma recuperação rápida à auxiliar de enfermagem contagiada com ébola e defendeu que devem ser assumidas "responsabilidades políticas com carácter geral", já que é importante saber o que se passou.

 

Defendeu ainda a transparência, assim como a informação da população, de modo a que a "desinformação" não provoque alarme social, sublinhando que deve ser averiguado o que falhou para que não volte a acontecer.

 

Cristina Cifuentes pediu ainda aos espanhóis para que desconfiem dos rumores que "circulam pela Internet" depois de se saber deste caso de contágio em Espanha e assegurou que não se pode duvidar de que as autoridades sanitárias estejam a rever o protocolo.

 

Ébola transmite-se mais rapidamente do que se pensava

 

"O que sabemos é que o vírus, tudo indica, transmite-se mais facilmente do que se esperava no início, mas sobretudo quem está em risco é o pessoal da linha da frente. É sobretudo quem examina o doente antes de saber que ele está com ébola. É o caso de médicos, enfermeiros, pessoal de enfermaria", explicou o responsável pela DGS.

 

O director-geral de Saúde destaca que Portugal tem condições para lidar com o vírus caso este surja em solo português. "Temos uma equipa muito bem preparada no INEM, com ambulâncias e, se necessário, transporte aéreo, temos pessoal especializado de diagnóstico, em virologia, para este fim, no Instituto Ricardo Jorge, temos dois hospitais muito bem preparados", exemplificou.

 

Em Portugal já houve quatro casos suspeitos de Ébola, mas todos deram negativo. O vírus de Ébola - que já causou mais de 3.400 mortos desde que reapareceu em Março - tem um período de incubação de entre dois e 21 dias.

 

Na primeira fase da doença os sintomas incluem dor de cabeça, febre, dor de garganta, dor muscular e debilidade intensa. A segunda fase inclui sintomas como vómitos, disfunção hepática e renal, hemorragias internas e externas, diarreia.

 

A mortalidade do actual vírus é de cerca de 54%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)

 

O contágio entre humanos ocorre por contacto directo com órgãos, secreções ou sangue, com o vírus a entrar através de mucosas ou pequenas feridas na pele.

 

 

Fonte: TVI24
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/dgs/ebola-em-espanha-nao-causa-alerta-...
 

Cancros da pele e do cólon vão disparar até 2020

03/10/2014 - 06:49


Os casos de cancro de pele deverão quase triplicar e os de tumor do cólon duplicar na região sul de Portugal em 2020, comparando com o final da década de 1990, segundo projecções apresentadas esta quinta-feira em Lisboa, avança a agência Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto.


De acordo com a directora do Registo Oncológico Regional do Sul, Ana Miranda, em 2020 haverá mais de 600 novos casos por ano de melanoma, quando no princípio deste século se registavam cerca de 250 casos anuais.

 

A projecção indica que em 2020 haverá 635 novos casos de melanoma, quando em 2008 se registaram 395 casos diagnósticos.

 

Estes são dados e projecções do Registo Oncológico do Sul, mas Ana Miranda lembrou à Lusa que se trata de uma área geográfica que representa praticamente metade do país.

 

Também os novos casos de cancro do cólon vão registar um aumento significativo, passando em 2020 para mais de 1800 nos homens e cerca de 1200 nas mulheres, uma duplicação face ao que sucedia em 1998.

 

Ana Miranda, que participou esta quinta-feira no Congresso Nacional de Saúde Pública, explicou que o aumento de cancros do cólon tem muito a ver com o desenvolvimento dos rastreios e defende que esta é a melhor forma de detectar precocemente a doença, reduzir a sua gravidade e a mortalidade.

 

Só entre 1998 e 2009 o tumor do cólon aumentou 34% em pessoas a partir dos 45 anos, "muito provavelmente devido a um melhor diagnóstico e a uma melhor sensibilização da população para o problema".

 

Já em relação ao cancro da pele, no mesmo período, o aumento foi de 50% nos homens e de 35% nas mulheres.

 

Segundo Ana Miranda, a exposição intensa ao sol em idades jovens, a par de um melhor diagnóstico, estarão na base deste aumento.

 

A especialista considera que "campanhas bem organizadas" podem reverter esta situação, alertando que as campanhas de sensibilização devem ser "feitas nos locais e no momento certo", juntando várias entidades.

 

Embora o aumento de casos revelado pelas projecções seja significativo, Ana Miranda considera que os serviços de saúde em Portugal precisam de estar preparados não apenas para os novos casos, mas para a prevalência total, ou seja, para o número de pessoas que vão conviver com a doença oncológica, à medida que aumenta a sobrevivência neste tipo de patologia.

 

Os mais recentes dados do Registo Oncológico do Sul, de 2009, mostram que os tumores mais frequentes no homem são o da próstata, da traqueia, brônquios e pulmão, do cólon, da bexiga e do recto.

 

Na mulher, o cancro mais frequente é o da mama (quase um terço dos casos), o do cólon e o do colo do útero e útero.

 

 

Fonte: Lusa/Notícias ao Minuto
http://www.noticiasaominuto.com/pais/284578/cancros-da-pele-e-do-colon-v...

DGS: Portugal tem a melhor vacinação do mundo contra o HPV

02/10/2014 - 06:45


Portugal tem o melhor resultado do mundo em termos de vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), uma das causas do cancro do colo do útero, revelou a sub-directora-geral da Saúde Graça Freitas, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Em declarações à Lusa no primeiro dia do novo esquema de vacinação contra o HPV - que passa a ser administrada em duas doses, menos uma do que até agora - Graça Freitas elogiou o "papel extraordinário em defesa da sua saúde e da saúde pública" que as raparigas portuguesas desempenharam.

 

A alteração do esquema vacinal teve, segundo Graça Freitas, uma justificação simples: "Quando a vacina contra o cancro do colo do útero por HPV foi comercializada pensava-se que era preciso três doses.

 

Entretanto, as firmas produtoras fizeram estudos que evidenciam que apenas duas doses são necessárias".

 

 

Fonte: Lusa/Diário Digital
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=733717

Doenças cardiovasculares matam 40 mil por ano

29/09/2014 - 08:32


As doenças cardiovasculares – o conjunto de patologias que afectam o coração e os vasos sanguíneos – continuam a ser a principal causa de morte em Portugal. O estilo de vida actual, fortemente ligado ao sedentarismo e a uma alimentação repleta de gorduras saturadas e de açúcares, tem uma influência directa no surgimento de problemas cardíacos e vasculares, avança o Correio da Manhã.


"A nível mundial, as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 17 milhões de mortes por ano", disse ao CM Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC). A nível nacional, o impacto desta patologia continua a ser devastador: "Por ano, são cerca de 40 mil os portugueses que morrem de doenças cardiovasculares, o que representa praticamente um terço das mortes totais", sublinha Manuel Carrageta.

 

Do leque de doenças cardiovasculares, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a que mais mata: é responsável por cerca de 17 mil mortes ao ano. Apesar de ainda assumir um papel de destaque, "tem se verificado uma redução do AVC", refere o presidente da FPC, acrescentando que "esta diminuição se deve em parte ao melhor controlo da hipertensão arterial. As pessoas estão cada vez mais conscientes e tratam-se melhor."

 

Os maus hábitos alimentares, o stress excessivo e a idade assumem um grande peso no surgimento deste tipo de patologias, mas os mais novos começam também a revelar factores de risco crescentes.

 

"Os jovens portugueses estão a ter mais problemas cardiovasculares porque está a surgir um factor de risco isolado – a obesidade infantil", afirma Manuel Carrageta, que deixa um exemplo da importância da prevenção em todas as faixas etárias. "Morrem mais mulheres jovens de doenças do coração do que de cancro da mama", afirmou.

 

Fonte: Correio da Manhã
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/morrem_40_mil_por_a...

Qualidade da água acima de 98% teve impacto na descida de casos de hepatite

25/09/2014 - 06:13


A qualidade da água para consumo humano continuou acima de 98%, em 2013, uma situação que o presidente da entidade reguladora do sector relaciona com a descida do número de doenças contraídas por via hídrica, nos últimos anos, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.


O relatório anual sobre o "Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano" foi divulgado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), no âmbito do Congresso Mundial da Água, que decorre em Lisboa até sexta-feira, e revela que os portugueses podem recorrer à torneira "com confiança", ficando os poucos casos de incumprimento no interior.

 

O documento "vem confirmar o excelente nível de qualidade da água que temos no país, com valores médios acima de 98% o que é um excelente resultado, nomeadamente face aos países desenvolvidos da Europa", disse à Lusa o presidente da ERSAR.

 

Esta situação "tem um impacto na saúde pública e verificamos a evolução de doenças por via hídrica, como a hepatite, à medida que a curva da qualidade da água vai subindo, a curva dos eventos, por exemplo, da hepatite A vem descendo", realçou Jaime Melo Baptista.

 

Há 20 anos Portugal tinha 50% de água segura, hoje tem mais de 98%, há 20 anos registavam-se mais de 600 casos A por ano e hoje são menos de 10 casos, segundo os números avançados pelo responsável.

 

A garantia da qualidade da água da rede pública "em qualquer sítio" é igualmente relevante para o turismo, "valoriza a imagem do país, já que os visitantes procuram saber se é seguro beber água da torneira.

 

"Temos apenas pouco mais de 1% de situações de incumprimento de qualidade da água face aos padrões muito exigentes da legislação comunitária", salientou Jaime Melo Baptista.

 

A maioria dos casos de incumprimento "têm a ver com parâmetros que não põem em causa a saúde pública, como PH, o ferro ou o manganês, e os restantes, que podem afectar a saúde pública, verdadeiramente não a colocam em risco porque, por lei, são imediatamente detectados, é informada a entidade reguladora e a entidade de saúde e é resolvido o problema de imediato", garantiu o responsável.

 

O relatório da ERSAR acrescenta que "continua a ser no interior, com maiores carências de recursos humanos, técnicos e financeiros, que se concentram os incumprimentos ocorridos, essencialmente nas pequenas zonas de abastecimento, que servem menos de 5000 habitantes".

 

No cumprimento dos valores paramétricos, que em 2013 atingiu 98,27%, a ERSAR explica que, nos 1,73% restantes, os incumprimentos mais acentuadas registam-se nas bactérias coliformes e nos enterococos, por ineficiência da desinfecção, o pH, o ferro, o manganês, o alumínio e o arsénio, devido às características hidrogeológicas das origens de água.

 

A ERSAR continua a destacar, pela evolução positiva, o parâmetro Escherichia coli (E.coli), devido à "melhoria significativa materializada numa percentagem de cumprimento do valor paramétrico superior à média nacional e classificada pelo segundo ano consecutivo como excelente".

 

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/qualidade-da-agua-acima-de-...

Portugueses só têm seis anos com saúde após os 65, nórdicos têm 16

24/09/2014 - 06:09


O prognóstico para a Saúde é de grandes mudanças durante os próximos 25 anos e o tratamento possível começa fora do hospital, isto é, tem início em casa de cada um. Só assim será possível reduzir os 'ataques' das doenças crónicas que surgem no fim da vida e que em Portugal apenas permitem seis anos saudáveis após os 65, quando em países como a Noruega os idosos vivem mais 16 sem grandes maleitas. O diagnóstico é feito por uma comissão de peritos nacionais e estrangeiros, presidida pelo antigo director executivo do sistema público de saúde britânico Nigel Crisp, que sob a chancela da Fundação Calouste Gulbenkian traçou "Um futuro para a Saúde", avança o Expresso.


O caminho foi apresentado esta terça-feira, em Lisboa, e está orientado para necessidade de "uma mudança radical para melhorar a saúde e criar um sistema que seja sustentável no futuro". Como tal, é defendida uma "transição do sistema actual, centrado no hospital e na doença, para um sistema centrado nas pessoas e baseado na saúde".

 

Registos de saúde na posse do titular

 

Para os autores do documento, entre eles o neurocirurgião João Lobo Antunes e o economista de Saúde Pedro Pita Barros, "a saúde começa em casa". Quer isto dizer que, "as pessoas terão de intervir muito mais activamente na gestão da sua própria saúde e contribuir para modelar todo o sistema". Começando logo, por exemplo, por cada um estar "na posse dos seus registos de saúde, de dispor de informações sobre a qualidade e os custos dos serviços e participar nos processos de decisão".


Para colocar a saúde 'na mão' do doente, o país precisa no imediato de aumentar a literacia nesta área, com um programa intersectorial do Governo; de criar uma fonte única e credível de informação e um registo de saúde electrónico integrado e de grande qualidade, entre outros. A seu lado nesta missão, Portugal terá de ter todos os sectores da sociedade e "uma liderança visionária e corajosa".

 

SNS - Evidência

 

A união de todos em torno da mesma causa facilitará a concretização dos objectivos, desde logo a qualidade assistencial. No "Futuro para a Saúde" é defendida a criação de um novo serviço público. Um "SNS-evidência, para assegurar que as terapêuticas são avaliadas e que as evidências científicas estão disponíveis em todo o sistema". Ou seja, uma nova entidade capaz de assumir os papéis onde o regulador, Infarmed, tem falhado.

 

25% de organismos públicos a mais na Saúde

 

Com o trabalho em equipa será ainda possível, afirmam os autores, que as boas práticas passem a chegar a todos, permitindo "reduzir variações indesejáveis". Na prática, que o doente do interior do país seja, de facto, tratado da mesma maneira do que quem vive em Lisboa. E ser bem tratado - mesmo quando se é idoso, diabético e hipertenso, por exemplo - não implica ir sempre ao hospital. Todos "devem trabalhar para criar serviços de cuidados integrados, com especial ênfase nos que se destinam às doenças crónicas, à disponibilização de mais cuidados domiciliários e de proximidade e à criação de redes de especialidades associadas a centros de referência".

 

A ideia parece que levará ao aumento dos recursos necessários, mas só no essencial. "A enfermagem está subaproveitada relativamente ao que ocorre noutros países europeus, pelo que os profissionais de enfermagem poderão desempenhar funções mais amplas e mais proeminentes". Além disso, "é necessária uma análise sobre o número e as funções de muitos organismos públicos associados à saúde e respectivos cuidados, reduzindo esse número e custos em pelo menos 25%, libertando financiamento para investimentos noutras áreas".

 

Mais impostos para o faz mal

 

E o financiamento é um dos problemas centrais do sistema. Porquê? "Portugal tem escassa margem para aumentar a receita através do aumento dos co-pagamentos, pelo valor já elevado da despesa individual privada." Os peritos alertam ainda que, mesmo que fosse esta a opção, seria cientificamente reprovada. "Tais aumentos reduzem quer a utilização justificada quer aquela que é injustificada, e têm um efeito negativo na saúde dos mais pobres". A alternativa é só uma. "Haverá pouco margem para aumentar a receita sem ser através do aumento de impostos sobre produtos e serviços não saudáveis". Mas como os próprios especialistas afirmam: "A comissão reconhece que, em última análise, caberá ao país assumir tais decisões."

 

 

Fonte: Expresso
http://expresso.sapo.pt/portugueses-so-tem-seis-anos-com-saude-apos-os-6...

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