Mortalidade continua a baixar, diz ministro

22/03/2012 - 08:55

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, revelou esta quarta-feira que “a mortalidade continua a baixar”, à semelhança do que tem vindo a acontecer nas últimas semanas, avança a agência Lusa.


Paulo Macedo, que falava aos jornalistas à margem de uma visita que efectuou esta quarta-feira de manhã ao Centro de Conferência de facturas (CCF), na Maia, disse que os dados que o Instituto Ricardo Jorge divulgará na quinta-feira “vão no sentido de que a mortalidade continua a baixar, obviamente pela melhoria do tempo, mais seco, e por um menor efeito da gripe”.


Na semana passada, o Instituto Ricardo Jorge revelou que infecção da gripe continuava alta, com tendência para baixar, assim como a mortalidade "por todas as causas", que se mantinha elevada, mas a diminuir.


Quanto à denuncia efectuada na quarta-feira pelo Sindicato dos Enfermeiros, que adiantou que já há hospitais com doentes internados nos refeitórios (como no Hospital de Évora), macas nos corredores, enfermarias com mais camas do que aquelas que estavam preparadas ou menos enfermeiros por turno, o ministro disse não ter qualquer dado sobre o assunto.


O sindicato referiu que estes casos proporcionam maiores riscos para os doentes, nomeadamente ao nível das infecções hospitalares, mas também afectam os cuidados, como o tratamento de escaras, para o qual já “não existem enfermeiros em número suficiente”.


O sindicalista José Carlos Martins alertou para o aumento do internamento de doentes institucionalizados que chegam aos hospitais com escaras não tratadas.


O ministro salientou que os dados de que dispõe indicam que, “ano após ano, na altura da gripe, as urgências estão cheias”, considerando que a única alteração agora registada é que a gripe “aconteceu não em Janeiro mas em Fevereiro”.


“Importante é que há um bom atendimento generalizado, que é positivo contra tudo o que se diz”, acrescentou.

 

Mortalidade está "neste momento" no "limite inferior" ao esperado para a época, diz secretário de Estado


O secretário de Estado da Saúde afirmou esta quarta-feira que é “falacioso” relacionar um aumento da mortalidade com medidas de austeridade já que os números mais recentes revelam que as mortes estão “no limite inferior” do esperado para a época.


“Depois de tanto ter sido dito sobre a eventual e falaciosa relação entre medidas de impacto económico e um acréscimo de mortalidade, é importante que os portugueses saibam, e vamos ter disso notícia muito brevemente, mas eu estou ciente porque conheço os dados, que neste momento estamos com uma mortalidade global que está no limite inferior daquilo que é o esperado para a época”, afirmou Fernando Leal da Costa, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, no final de uma interpelação ao Governo sobre o acordo da ajuda externa pedida pelo PCP.


“Ou seja, das duas uma, ou as condições económicas se alteraram substancialmente na última semana ou então, o que terá acontecido, ou aconteceu de facto, foi que a epidemia de gripe está a passar e o Serviço Nacional de Saúde, como lhe compete, deu uma resposta magnífica a este problema”, acrescentou o secretário de Estado, garantindo que “o problema está contido” e continuará a haver “respostas para quem delas precise porque isso nunca esteve nem nunca estará em risco”.


No final da interpelação de esta quarta-feira ao Governo, o PCP insistiu em ligar o aumento “anormal da mortalidade” com as políticas de austeridade.


“O aumento anormal da mortalidade assustadoramente encaixa como uma luva nas políticas do Governo”, afirmou o deputado João Oliveira, acrescentando que os reformados deixaram de comprar medicamentos e que há doentes que esperam curar-se das doenças em casa por não terem possibilidade de pagar o transporte para os tratamentos.

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