Perto de dois mil especialistas vão debater no 1º Congresso Nacional da Ordem dos Psicólogos, que arranca na quarta-feira, soluções que permitam encontrar “um novo rumo para o país”, numa altura de “crise e grande incerteza”, avança a agência Lusa.
Especialistas estrangeiros irão apresentar casos de sucesso do contributo dos psicólogos noutros países que podem ser aplicados a Portugal nas áreas da saúde, educação e empresas, segundo a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).
"É o primeiro congresso da Ordem dos Psicólogos e, como tal, vai ser o primeiro momento de juntar a classe profissional” e “mostrar o que os psicólogos têm para oferecer à comunidade como forma de ajudar a resolver problemas”, disse esta terça-feira à Lusa o bastonário da OPP, Telmo Mourinho Baptista, adiantando que as inscrições já ultrapassam as 1.800.
Para o bastonário, os psicólogos têm um papel fundamental no contexto actual, porque são “quem melhor entende o comportamento humano”. Além disso, são também os “melhores posicionados para lidar com situações de incerteza como a que se vive actualmente no país”, porque “lidam diariamente com todo o tipo de cenários de crise”.
No congresso, que decorre até sábado no Centro Cultural de Belém (CCB), os profissionais vão ter oportunidade de abordar quase todas as áreas da psicologia e mostrar os contributos que podem dar à comunidade, nomeadamente “como é que se pode promover o acesso das pessoas a melhores cuidados em termos de saúde mental e de consultas”, adiantou Telmo Mourinho Baptista.
Outros caminhos apontados pelos psicólogos vão no sentido de, numa época de crise, ajudar as organizações a promoverem o trabalho das pessoas para que este permaneça com qualidade, exemplificou.
“O que vai acontecer no congresso é os psicólogos terem a oportunidade de trocar experiências”, disse o bastonário, adiantando que irão haver mais de 450 comunicações, dez conferências, com especialistas portugueses e estrangeiros, e vários ‘workshops’.
Para Telmo Mourinho Baptista, este congresso tem “uma característica” que o diferencia das outras conferências científicas: os participantes são “os profissionais que estão no terreno, que fazem investigação, que fazem projectos”.
“Nós vamos ter a oportunidade de ver trabalhos que espelham o que todos os dias se faz nas várias instituições”, sublinhou o bastonário, considerando que “esta troca de ideias será extremamente importante para o desenvolvimento da profissão e dos contributos, porque é destas trocas que nascem outros projectos".







