Maioria e oposição aplaudem consenso na prescrição por DCI

27/01/2012 - 09:11


Todas as bancadas parlamentares congratularam-se esta quinta-feira pelo consenso alcançado sobre o diploma que determina a prescrição de medicamentos por princípio activo, mas a oposição lamentou que não tivesse sido possível "ir mais longe", avança a agência Lusa.


O tema foi levado ao plenário da Assembleia da República pelo CDS-PP, com a deputada Teresa Caeiro a assinalar a aprovação em comissão do texto final do diploma do Governo que generaliza a prescrição de medicamentos por Denominação Comum Internacional (DCI), ou seja, pelo princípio activo e não pela marca comercial.


"A esmagadora maioria dos artigos foi aprovada por unanimidade", salientou a deputada do CDS-PP, considerando que este é um exemplo de é que possível "encontrar consensos" e "um exemplo de enorme de maturidade democrática, que permitiu ultrapassar disputas partidárias a bem da população".


Assinalando os benefícios que a prescrição por princípio activo trará para os utentes, Teresa Caeiro sublinhou ainda a possibilidade de reforçar o aumento da quota de mercado dos genéricos, que actualmente ronda os 20 por cento.


Na resposta à declaração política da deputada democrata-cristã, as bancadas parlamentares da oposição juntaram-se aos aplausos à aprovação do texto final do diploma que determina a prescrição de medicamentos por princípio activo, com o deputado do BE João Semedo a falar "no grande resultado alcançado".


Contudo, tanto o BE, como o PS e o PCP lamentaram que não tenha sido possível ir mais longe.

 


"Esta é uma peninha no chapéu da política de saúde do Governo", considerou o deputado do BE João Semedo.


Corroborando a bancada do BE, a deputada do PCP Paula Santos admitiu igualmente que o texto aprovado na comissão parlamentar de saúde constitui "um avanço", embora se pudesse ter "ido muito mais além".


"Gostaríamos de ter ido mais além, mas foi o trabalho possível", acrescentou o deputado socialista António Serrano, destacando também "o esforço meritório" de todos os partidos, que permitiu que a democracia saísse reforçada.


Pelo PSD, o deputado Miguel Santos assinalou ainda a "significativa poupança" que os utentes poderão vir a sentir com a prescrição de medicamentos por princípio activo.

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