Líder do BE defende plano para recuperar o SNS

17/04/2012 - 12:37

O líder do BE, Francisco Louçã, defendeu esta terça-feira um plano para recuperar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), com investimento de qualidade, e que represente o contrário do que o Governo está a querer fazer, avança a agência Lusa.


"O que nós queremos trazer é um plano para o país para recuperar o SNS, para atender às pessoas, para que haja um médico de família que possa responder às dificuldades das famílias, para que haja um investimento de qualidade no SNS", afirmou Francisco Louçã, em declarações aos jornalistas junto ao centro de saúde de Carnaxide, no concelho de Oeiras, que visitou ao final da manhã.


Defendendo que é preciso fazer "tudo o contrário do que o Governo está a querer fazer", o líder do BE lembrou a hipótese de encerramento da "maior e melhor maternidade do país" e o aumento das taxas moderadoras.


"O Governo está a destruir um dos pilares da democracia", acusou Francisco Louçã, que visitou o centro de saúde de Carnaxide acompanhado pelo deputado João Semedo, que é também médico.


O líder do BE recusou ainda o "fanatismo do Governo para a destruição dos serviços públicos", insistindo na necessidade de "uma resposta de urgência à situação de urgência" que Portugal vive e preconizando "um SNS que seja capaz, que seja competente, que seja adequado, que seja digno para todas as pessoas".


Relativamente ao centro de saúde de Carnaxide, que serve as zonas de Carnaxide, Linda a Pastora, Outurela e Portela, Francisco Louçã precisou que os onze médicos que aí trabalham têm de atender quase 20 mil pessoas.


"Em todo o lado o que nós temos é um SNS esforçado de médicos, enfermeiras, trabalhadores, gente que se dedica à saúde neste país e esta é uma prioridade para Portugal", frisou, lamentando que o país esteja a desperdiçar recursos de uma "forma extraordinária".


"Nós queremos, pelo contrário, recuperar o que é essencial", reiterou, reforçando as críticas ao Governo por estar "a dar o sinal contrário" e recusando o favorecimento da desigualdade de "uns puderem ter uma medicina privada e outros terem que ter uma medicina empobrecida".


"Nós precisamos de todos os direitos fundamentais para todas as pessoas", reforçou, prometendo que "o BE vai lutar centro de saúde por centro de saúde, extensão por extensão, maternidade por maternidade, hospital por hospital para que haja uma lógica coerente dentro de um SNS adequado para as pessoas".


Questionado sobre a hipótese levantada segunda-feira pelo primeiro-ministro da base aérea do Montijo funcionar como "pista de apoio" à Portela, Francisco Louçã remeteu uma resposta para quando o Governo apresentar a sua proposta concreta.


Sobre a alteração ao Orçamento Rectificativo que o Diário Económico noticia esta terça-feira e que aponta para que o Estado pague as dívidas da Madeira e dos Açores à banca, o líder do BE disse não conhecer a proposta, mas defendeu a necessidade de "contas certas em todos os lados, em todo o país".

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