À espera de financiamento, a rede de cuidados continuados de Saúde Mental está parada, a coordenação foi extinta e não se sabe quando sairá do papel, avança a Rádio Renascença.
Há seis meses chegaram a ser publicamente anunciados 18 projectos-piloto, mas nenhum deles passou à prática. Os últimos doentes que saíram do Hospital Miguel Bombarda deveriam ter integrado uma das experiências piloto, refere a RR.
O último grupo de doentes, 24 pessoas, estão numa Instituição Particular de Solidariedade Social paga pelo Ministério da Saúde, explica o psiquiatra Álvaro de Carvalho, coordenador nacional para a Saúde Mental.
“Desde o início que essa residência é financiada pelo Ministério da Saúde, sem ser pelos cuidados continuados integrados de Saúde Mental. Manter-se-á assim até que os cuidados continuados sejam criados e depois haverá uma transição desta situação, que é transitória”, refere Álvaro de Carvalho à RR.
A rede continua a ser uma miragem. Com a mudança de Governo, as peças legais que faltavam não chegaram a ver a luz do dia e agora o problema invocado é a falta de financiamento.
Como diz o coordenador nacional, “dificuldades de natureza económico-financeira levaram a adiar a implementação dos projectos, portanto aguardamos que haja uma definição por parte da tutela de qual vai ser o valor disponível para o arranque dos cuidados continuados, que prevejo que já não será em 2011”.
A RR tentou saber junto do Ministério de Saúde se a rede vai ou não avançar, mas não obteve resposta.








