MAC: maioria PSD/CDS chumba propostas da oposição para não encerramento

04/05/2012 - 13:45


A maioria PSD/CDS rejeitou esta sexta-feira quatro iniciativas da oposição que pediam ao Governo o não encerramento da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, como foi recentemente anunciado pelo Ministério da Saúde, avança a agência Lusa.


PCP, Verdes, PS e Bloco de Esquerda levaram ao plenário dos deputados projectos de resolução que recomendavam ao Governo o não encerramento da Maternidade Alfredo da Costa. Foram todos chumbados com os votos contra do PSD e do CDS.


A oposição votou unanimemente a favor do projecto apresentado pelo BE, que defendia "a manutenção em funcionamento da Maternidade Alfredo da Costa na instalações actuais, a salvaguarda da estabilidade e integridade das suas equipas e a sua transferência para o novo Hospital de Lisboa".


O PS absteve-se em relação ao projecto dos Verdes e do PCP. Os dois deputados do Partido Ecologista Os Verdes também optaram pela abstenção em relação à iniciativa socialista.


PSD, CDS, PS e BE votaram ainda contra um quinto projecto de resolução apresentado pelo PCP que pedia a "cessação de vigência" do decreto do Governo que integra a Maternidade Alfredo da Costa e o Hospital Curry Cabral no Centro Hospitalar de Lisboa Central.


O grupo parlamentar do PSD anunciou que apresentará uma declaração de voto relativamente a estas cinco iniciativas.


No dia do debate destes projectos, na quarta-feira, os deputados da maioria e da oposição concordaram com as virtudes da Maternidade Alfredo da Costa, mas dividiram-se em relação ao seu destino, com PSD e CDS-PP a justificarem a reorganização e os restantes partidos a reclamarem a continuidade daquela unidade.


Os deputados da oposição alegaram as qualidades “únicas” da maternidade em áreas como a neonatalogia ou a procriação medicamente assistida, defendendo que a instituição fique como e onde está até ser transferida para o futuro hospital na zona oriental de Lisboa.


Em defesa da reorganização já anunciada pelo Governo, os partidos da maioria alegaram o desperdício de existirem unidades de saúde com capacidades não estão a ser totalmente utilizadas.

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