Associação responde: Tafamidis é eficaz em 60% dos doentes

27/01/2012 - 11:04


O Tafamadis é eficaz em “60% dos doentes”, garantiu esta sexta-feira à agência Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Paramiloidose (APP).


Carlos Figueiras reagiu desta forma às declarações do presidente do Infarmed que afirmou que este medicamento “não tem efeito em cerca de 80% dos doentes com paramiloidose e, nos restantes, atrasa apenas em dezoito meses o processo para transplante hepático”.


Carlos Figueiras considera esta revelação de Jorge Torgal “completamente falsa” e sustenta que o fármaco já foi aprovado, em 2011, pela “Agência Europeia de Medicamentos e também pela Comissão Europeia e de Portugal”.


O também enfermeiro não reconhece ainda capacidade ao presidente do Infarmed para fazer este tipo de afirmações, porque “não é cientista, nem esteve envolvido no processo de criação do Tafamidis”.


Hoje, uma petição pública e vários projectos de resolução da oposição e do CDS-PP vão ser debatidos no Parlamento, recomendando a inclusão deste medicamento no Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Carlos Figueiras acredita que “todos os partidos vão votar favoravelmente” as propostas e que no próximo mês o Tafamidis “será disponibilizado aos 180 doentes que precisam do fármaco”.
O presidente da APP considera que a verba necessária para a aquisição deste fármaco é uma “gota no oceano” do Orçamento relativo à Saúde.


Mas, e mesmo que não fosse, o preço do fármaco não poderá ser um entrave à sua disponibilização, porque “se está a falar da vida das pessoas”, concluiu.


A paramiloidose é uma doença neurológica, rara e sem cura, que se manifesta entre os 25 e 35 anos e é transmitida geneticamente, tendo como principais sintomas grande perda de peso, sensibilidade e estímulos.


Em Portugal existem cerca de duas mil pessoas com esta patologia, mas há mais seis mil casos assintomáticos, ou seja, têm o gene mutante, mas sem manifestações clínicas da doença.
 

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