A Illumina Inc., empresa americana de biotecnologia, accionou um plano de direitos de accionistas, com um gatilho de 15%, na tentativa de se proteger de uma aquisição hostil por parte da gigante farmacêutica suíça Roche, avança o Wall Street Journal.
A oferta da Roche, feita na passada terça-feira, dá à Illumina um valor de mercado de 5,7 mil milhões de dólares. A Roche está a oferecer 44,50 dólares por acção em dinheiro pela empresa, o que representa um ágio de cerca de 18% sobre o preço da acção da Illumina no fecho de terça-feira.
A Illumina produz máquinas que utilizam amostras de sangue ou tecido para descodificar toda a composição genética de uma pessoa em cerca de uma semana, num processo conhecido como sequenciação do ADN. A Roche disse que a compra da empresa a ajudaria a reforçar a sua presença no mercado de soluções genéticas e de diagnósticos.
Na sua resposta imediata à oferta, a Illumina tinha informado que o seu conselho de administração iria rever a proposta da Roche antes de emitir uma recomendação aos accionistas.
O plano de direitos do accionista, também conhecido em inglês como "poison pill", tem o objectivo de impedir tácticas coercitivas de aquisição. De acordo com o plano, o direito de compra de acções preferenciais será distribuído como dividendo para cada acção ordinária da empresa detida no fecho dos negócios em 6 de Fevereiro.
"Coerente com os seus deveres fiduciários, o conselho da Illumina tomou esta acção para garantir que os nossos accionistas recebam um tratamento justo e sejam protegidos em qualquer proposta ou oferta para adquirir a empresa, incluindo a proposta anunciada pela Roche, e para fornecer aos accionistas o tempo necessário para avaliar adequadamente tal proposta ou oferta sem pressões indevidas e, ao mesmo tempo, salvaguardar a oportunidade de exercer o valor de longo prazo dos seus investimentos na empresa", disse Jay Flatley, director-presidente da Illumina, esta quinta-feira.








