Teva teve um quarto trimestre em alta

16/02/2012 - 12:12

 

A Teva anunciou esta quarta-feira que no quarto trimestre de 2011 as suas receitas subiram em 28% para $5,7 bilhões de dólares. As vendas da empresa receberam um impulso com a aquisição, no ano passado, de Cephalon. No entanto, a farmacêutica anunciou uma queda de 34% no lucro líquido de US $506 milhões com o aumento de despesas de venda e mercado e custos de I&D num período de três meses, avança o site FirstWord

 

O CEO Shlomo Yanai observou que "durante 2011 fizemos importantes progressos no alcance dos nossos objectivos estratégicos com as aquisições de Cephalon e Taiyo e a criação de uma joint venture exclusiva com a Procter & Gamble." A empresa está a tentar reduzir a dependência das receitas dos medicamentos genéricos e de Copaxone® e observou um salto de 68% nas receitas trimestrais de produtos de marca de US $2,3 bilhões. A Teva aponta que nos números está incluído o montante de US $350 milhões em vendas de Provigil® de Cephalon.

 

As vendas de Copaxone® no quarto trimestre subiram 11% num ano para US $927 milhões, enquanto que a receita global no mercado do fármaco aumentou 8% para US $1 bilhão. De acordo com a farmacêutica, as vendas globais de produtos de marca nos EUA subiram 76% em comparação com igual período anterior para US $1,8 bilhão, enquanto as receitas europeias subiram 65% para US $329 milhões.

 

No trimestre, as vendas de medicamentos genéricos subiram até 12% para US $3 bilhões, embora a receita destes produtos nos EUA caiu 5% com US $1,2 bilhão. A Teva observou que no período de três meses, as vendas nos EUA "beneficiaram" com o lançamento da versão genérica do Zyprexa® da Eli Lilly, bem como de um acordo com Ranbaxy relativamente ao seu lançamento de uma versão genérica do Lipitor® da Pfizer.

 

Durante o ano inteiro, as vendas cresceram 14% para US $18,3 bilhões, embora o lucro líquido caiu para US $2,8 bilhões de US $3,3 bilhões em 2010. A farmacêutica afirma que as vendas anuais de fármacos de marca aumentaram 34% para US $6,5 bilhões, enquanto a receita de medicamentos genéricos aumentou 3% para US $10,2 bilhões.

 

Yanai, que será substituído em Maio pelo novo CEO Jeremy Levin, comenta que a empresa está agora focalizada no crescimento e na redução da dependência de qualquer produto ou de um determinado mercado. Está "optimista sobre o crescimento contínuo da Teva no sector dos produtos de marca," acrescentando que a Teva está em "avançadas negociações" com a FDA para um estudo para aprovação do seu fármaco para a esclerose múltipla, laquinimod.
 

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