Técnica extrai elementos protectores de patógenos para criar vacinas mais seguras

15/05/2012 - 09:26

Investigadores da Arizona State University, nos EUA, desenvolveram um novo método de selecção genética que pode acelerar o desenvolvimento de vacinas, avança o portal ISaúde.

 

Através da técnica de triagem cuidadosa, apenas os elementos responsáveis pela indução de respostas imunitárias protectoras no hospedeiro são extraídos do agente patogénico e reagrupados numa vacina mais eficaz e segura.

 

No passado, o processo de descoberta de vacinas envolvia a selecção aleatória de estirpes naturalmente atenuadas de vírus e bactérias, que foram proporcionam protecção em seres humanos.

 

Segundo a líder da pesquisa, Kathryn Sykes, nos últimos anos, muitas vacinas têm sido desenvolvidas utilizando apenas as partes seleccionadas de um dado patógeno que confere imunidade. Estas vacinas chamadas de subunidade têm várias vantagens sobre as vacinas baseadas em organismos patogénicos inteiros.

 

Componentes genéticos que permitem que um dado patógeno evite a detecção imunológica, por exemplo, podem ser rastreados, assim como quaisquer factores que provocam efeitos secundários indesejados na vacina.

 

Através de triagem cuidadosa, apenas os elementos responsáveis pela indução de respostas imunitárias protectoras no hospedeiro podem ser extraídos do agente patogénico e reagrupados em uma vacina de subunidade mais eficaz e segura.

 

Na prática, o processo de selecção de candidatos promissores para vacinas de subunidade tem sido muitas vezes demorado, trabalhoso e complicado.

 

Agora, os investigadores desenvolveram uma estratégia que melhora a identificação de segmentos codificadores de proteínas a partir do genoma de um patógeno.

 

A técnica simples usa o sistema imune do hospedeiro para reduzir rapidamente qualquer genoma patogénico (de vírus, fungos, bactérias ou parasitas) a um punhado de antígenos capazes de conferir protecção.

 

A vantagem desta técnica in vivo é que ela oferece um meio de rastreio rápido de genomas completos.

 

Esta abordagem promissora tem sido utilizada eficazmente para a criação de uma vacina contra a hepatite e pode fornecer um novo caminho para o desenvolvimento de agentes de protecção contra patógenos que têm escapado de vacinas tradicionais, incluindo HIV e Ébola.

 

"A nova técnica melhorou a capacidade de encontrar componentes da vacina geralmente úteis que sirvam para melhorar e controlar a imunidade", conclui Sykes.

Veja mais detalhes sobre esta investigação (em inglês).
 

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