Sociedades científicas têm enfrentado dificuldades na constituição do Conselho Português do Cérebro

14/03/2012 - 08:19


O Conselho Português para o Cérebro (CPC), que envolve várias sociedades científicas, tem enfrentado “algumas dificuldades” e ainda não está legalmente constituído, um ano após ter sido apresentado em Coimbra, avança a agência Lusa.


O projecto, que integra sociedades científicas nacionais empenhadas na investigação do cérebro e num melhor apoio aos doentes, está “ainda em fase de constituição”, disse hoje à Agência Lusa o docente universitário António Freire.


“Tem havido várias dificuldades”, designadamente “razões de natureza burocrática”, adiantou o mesmo professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, que dinamiza o processo e que era presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia, quando foram encetadas as diligências para a criação do CPC.


Ao admitir que “tem sido um processo complexo”, envolvendo seis entidades científicas diferentes na elaboração dos estatutos do Conselho Português para o Cérebro, com vista à sua aprovação por “uma assembleia geral com 2000 sócios” fundadores, António Freire previu que a escritura de constituição seja celebrada “dentro de poucos meses”, possivelmente ainda no primeiro semestre do ano.


O CPC integra a Sociedade Portuguesa de Neurologia, a Sociedade Portuguesa de Neurociências, a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria, a Sociedade Portuguesa de Neuroradiologia, a Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia e a Sociedade Portuguesa de Neuropediatria.


Apesar de o CPC não estar ainda legalmente constituído, as seis entidades que há um ano apresentaram o projecto de colaboração, em Coimbra, no âmbito da Semana Internacional do Cérebro, promovida pela Sociedade Portuguesa de Neurociências em parceria com o Programa Ciência Viva, "têm trabalhado em conjunto" no plano científico, incluindo com outras entidades congéneres da União Europeia.


“O CPC está em fase de constituição. Mas temos continuado a desenvolver actividades de investigação de doenças ligadas ao cérebro”, declarou António Freire.


O coordenador do projecto disse que importa "sensibilizar a sociedade para que haja mais apoios à investigação” nesta área.


“O grande interesse deste conselho é juntar as diferentes sociedades científicas à volta do estudo do cérebro”, disse há um ano à Lusa João Malva, presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências e também promotor do projecto.


Criar condições “para apoiar doentes e cuidadores e desenvolver acções de esclarecimento dos cidadãos e dos órgãos de decisão sobre a importância do estudo do cérebro é o grande objectivo” do Conselho Português para o Cérebro, cuja apresentação, em Março de 2011, contou com o apoio da Reitoria da Universidade de Coimbra.

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